Na terra do Kimchi e da pizza de batata-doce

Renato na CoreiaA maioria das pessoas que buscam pela vida expatriada, estão sempre a procura do novo e do desejo de vivenciar outras culturas. E essa vontade não foi diferente para o Renato e a Selma que hoje residem em Seul, Coreia do Sul. Há mais de dois anos eles estão descobrindo o lado bom e ruim de viver em um país tão diferente do Brasil não só em história, mas também alimentação, modo de vida, comportamento social, lingua etc…  
Sem dúvida… uma vida expatriada no oriente pode ser convidativa, mas é necessário que os navegantes saibam fazer sua parte. Conheça mais um pouco da história desse casal na terra do Kimchi

Nome –
Renato Maschetto de Sá

Onde nasceu e cresceu?
Paulista, nasci e cresci em São Caetano do Sul.

Em que país e cidade você mora?
Seul, Coréia do Sul.

Você mora sozinho ou com sua família?
Moro com minha esposa, Selma e, em breve, com nossa primeira filha, que nascerá em terras coreanas em Janeiro de 2009!

Há quanto tempo você reside nesse local?
Estamos aqui desde Abril de 2006, ou seja, pouco mais de 2 anos (Set/2008).

Já residiu em outro país antes dessa experiência?
Tive uma passagem pelo Egito, trabalhei por lá durante o 2º. Semestre de 2005. Informações no meu antigo Blog Egípcio.

Qual sua idade?
35 anos. Se for “idade coreana”, então é 36 (os coreanos contam a idade a partir da concepção, e não do nascimento, ou seja, todo mundo tem 1 ano a mais).

Quando surgiu a idéia de residir no exterior?
A partir do momento em que comecei a sentir a necessidade de conhecer coisas novas e experimentar a cultura de outros povos que, até então, eu só conhecia através de livros e filmes. Viajar para o exterior sempre havia sido um sonho mas, em função da difícil condição financeira, só consegui realizar minha primeira viagem em 1997, e a trabalho. A partir daí, comecei a viajar mais, ascender na carreira e, finalmente, a oportunidade apareceu.
O interessante é que meu país favorito sempre foi o Japão. Desde pequeno, em função do meu envolvimento com as Artes Marciais, me interessei por tudo relativo ao Japão: história, cultura, língua, filmes, mangás, animes, comida, etc. . E, coincidentemente (ou não?), viemos parar no vizinho, Coréia.

Renato na Coreia

Foi difícil conseguir o visto de residência ou de trabalho?
Não sei dizer o quão difícil foi, pois a empresa cuidou de toda essa parte. Ou seja, foi algo relativamente transparente para nós. Tivemos que ir atrás de documentos, claro, mas todo o procedimento foi feito pela empresa. Mas, ouvindo de outras pessoas, não imagino que seja tão difícil conseguir o visto.

Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?
Sim, temos seguro saúde mas, como na pergunta anterior, foi obtido através da empresa.

Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?
Sim, trabalho há cerca de 15 anos no ramo em que estou atualmente. Passei por 4 áreas durante esse período, todas interligadas, onde fui adquirindo cargos de maior responsabilidade ao longo dos anos.

Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?
Continuo no mesmo setor, em uma área correlata. A transferência para a Coréia teve a finalidade de, entre outras coisas, trazer alguém para cá que pudesse promover a integração da equipe coreana à cultura global da empresa, o que é até hoje uma de minhas principais atribuições (e um dos maiores desafios).

Voce fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?
Estou estudando coreano, mas por tratar-se de uma língua muito distante da nossa, o aprendizado é lento (principalmente por não conseguir dedicar-me aos estudos, em função da longa jornada de trabalho). Conseguimos sobreviver nos supermercados, restaurantes, etc., mas não dá pra entrar numa conversa. Ajuda muito o fato que já conseguimos ler coreano (o alfabeto – Haengul – é simples e intuitivo, cada símbolo é um som, então é fácil memorizar e ler as palavras), apesar de não entender tudo. Mas, ao menos, sabemos diferenciar a farmácia do restaurante que serve carne de cachorro…
Acho extremamente importante aprender a língua do país onde se vive. Isso te abre muitas portas, e faz com que você seja mais aceito. Os coreanos ainda não se sentem muito à vontade com estrangeiros, e não dominam o inglês. Quando você tenta falar algumas palavras em coreano, na maioria dos casos é visto de forma positiva; às vezes, no entanto, por mais que você tente, eles não se esforçam muito pra tentar te compreender. Ora, impossível conseguir falar todas as palavras perfeitamente, além do que os coreanos não esperam que um estrangeiro fale a língua deles. Então, quando você tenta falar “Tchip” (casa) e fala “Chip” (dez), mesmo que o contexto seja sobre a sua casa, vem a cara de ponto de interrogação: “Huh?”. Ainda leva um tempo até os coreanos se familiarizarem com outros sotaques falando sua língua.

Renato na Coreia

O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?
Essa é uma pergunta MUITO delicada. Vou tentar responder de forma simples, baseado em NOSSA experiência, segundo o NOSSO ponto de vista. Imagino que muita gente de plantão talvez irá reclamar da minha análise, mas faz parte. Eu estou morando aqui há tempos, e sei onde a coisa é complicada:

> Os principais pontos positivos são:
– Segurança: essa é a primeira coisa que todo expatriado nota fora do Brasil. Ninguém vai roubar seu carro; você pára no farol (ou semáforo, se você não for de Sampa…) e sabe que ninguém vai te abordar; você pode andar à noite sem se sentir ameaçado; etc. . Há alguns casos de mulheres (normalmente coreanas) que sofreram abuso (ou estupro) em ruas mais escuras e isoladas. Bom, não existe lugar 100% seguro mas, comparado com muitos países do Ocidente (incluindo nossa pátria amada salve, salve), aqui é um oásis no quesito segurança;
– O transporte público é eficiente (metrô, ônibus, trem) e há uma boa frota de táxis confiáveis e com preço razoável (apesar de alguns motoristas mal-educados – mas isso é em qualquer lugar);
– Conectividade: a internet é veloz e há wifi hotspots em diversos lugares públicos;
– Há uma boa infraestrutura em termos de áreas públicas de lazer;
– O atendimento que você recebe em supermercados, restaurantes coreanos, hotéis, aeroportos é excepcional. Você é muito bem tratado, principalmente nos restaurantes. Os coreanos gostam muito de ter estrangeiros prestigiando a comida local, e ficam sempre surpresos quando demonstramos conhecer os pratos e quando comemos a comida apimentada. E, geralmente, ganhamos alguma coisa como cortesia: salada, suco, etc. . Bom negócio!

> Principais pontos negativos:
– Um alto custo de vida, entre os Top 5 do mundo (Seul);
– Uma sociedade 100% hierarquizada, onde as relações pessoais e profissionais baseiam-se em idade e título, não em respeito mútuo e profissionalismo. Além disso, a sociedade é declaradamente machista, e há pouca consideração em relação às mulheres;
– Os coreanos têm dificuldade de se relacionar, então o círculo pessoal restringe-se à família direta e aos amigos de longa data (ex.: faculdade e exército). Isso faz com que haja um fenômeno interessante na Coréia: a “Teoria da Invisibilidade”.
Explicando: se você não faz parte do meu círculo, eu não te vejo ou não reconheço sua existência. Resultado: pessoas trombando umas com as outras na rua, abrindo portas vai-e-vem sem se preocupar com quem está atrás, cortando seu caminho sem olhar para o lado ou entrando na sua frente numa fila. Apesar de parecer exagerado (e foi o que também achamos antes de vir pra cá, quando tivemos nosso treinamento intercultural), depois de 1 mês aqui não conseguíamos acreditar que a Teoria da Invisibilidade era verdadeira…;
– Estrangeiros aqui não são muito bem-vindos, e há certa hostilidade principalmente em relação aos estadunidenses. O nacionalismo é exagerado e a cultura de protestos é muito disseminada (vide os protestos anti-carne-de-vaca-dos-EUA). É protesto pra tudo que se possa imaginar: de derrota de Copa do Mundo até briga por “ilhas” (“rochas”, na verdade) no meio do mar. Uma pequena amostra da cultura de protestos pode ser vista no site ”Who sucks”, na matéria “The exciting world of South Korean Protests”;
– Há um altíssimo consumo de álcool e tabaco. Em relação ao álcool, “72% da população masculina consome álcool todo dia, enquanto que 30% da população feminina também consome bebidas alcoólicas diariamente” ;
– O trânsito não é dos melhores, e vejo, por dia, pelo menos 1 ou 2 acidentes na estrada. Sem vítimas, apenas resultado da falta de habilidade. O motorista coreano está entre os piores do mundo, e é considerado “o pior entre 30 países da OECD (Organization for Economic Cooperation and Development)”.

Esse é o panorama geral. Em relação aos relacionamentos, por exemplo, é importante frisar que, mesmo entre os coreanos, o comportamento é complicado: não fazem amizade com facilidade, se inflamam facilmente por qualquer coisa, não respeitam a autoridade da polícia (o que leva a sérios incidentes). Se entre eles é assim, imagine em relação a um estrangeiro, então.
Para a grande maioria dos coreanos (principalmente os mais velhos – i.e., acima de 35 anos), os estrangeiros estão aqui para tomarem seu trabalho e “suas” mulheres (há MUITA hostilidade em relação a casais mistos, i.e., homem estrangeiro com mulher coreana). Então, não somos muito bem-vindos aqui. Sinceramente, nunca sofremos nenhum “ataque direto” (exceto quando a Selma tomou um soco no braço na rua, que ela relatou no blog dela), mas as atitudes, os olhares e as experiências de outros expatriados comprovam isso (um exemplo é de um rapaz que foi atacado por coreanos sem motivo algum, apenas por ser estrangeiro).
Talvez tudo isso seja o reflexo da história: sendo uma península colada à grande China, e estando no caminho do poderoso Japão, a Coréia sofreu diversas invasões, foi colônia japonesa por muitos anos, etc. . E isso ainda está muito presente na memória do povo, o que não facilita as coisas.
Mas, como sempre observamos, as novas gerações estão mudando. Percebe-se um maior respeito em relação às mulheres (visto que as mesmas estão mais independentes e deixando claro suas intenções); uma vontade (e necessidade) de maior integração com os estrangeiros; uma mentalidade mais aberta para o diferente, para o novo…nota-se uma tentativa de real renovação, algo que poderá se tornar realidade em 10-20 anos.

Renato na Coreia

– Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo pais? Estudam e tem amigos locais?
Como disse anteriormente, nossa primeira filha chegará em Janeiro de 2009. Contagem regressiva…

– Sente saudades da família no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?
Sim: da família, dos amigos, das atividades que tínhamos. Ficamos sempre em contato por email ou MSN, o que ajuda bastante. Mas, claro que não é a mesma coisa. Poder ligar pra alguém e combinar algo, ou dizer “daqui 10 minutos estamos aí”, etc. .
Em relação a produtos e alimentos, sentimos falta de coisas típicas do Brasil, claro: pão-com-manteiga na chapa, pizza de verdade (sem catchup, por favor!), churrascaria! Mas mudamos nossa rotina e hábitos quanto chegamos, o que incluiu a procura por substitutos e alternativas. Sem crise.
O problema são as coisas básicas. Frutas, por exemplo: além de pouca variedade, são extremamente caras (1 abacate do tamanho de uma laranja-lima sai por USD 3, meia-dúzia de bananas por USD 4, 1 maçã por USD 1, e por aí vai…). Legumes também.
E que falta faz uma padaria, onde você entra e compra pão quente a toda hora, almoça, janta…há redes como “Paris Baguette” ou “Paris Croissant”, mas o pão nem sempre está fresco, e o preço é nas alturas.
O ponto foi colocar na cabeça muito cedo que não adiantaria teimar: aqui não é Brasil. Então, preenchemos as lacunas com alternativas. O começo foi complicado mas, com o tempo, nos acostumamos.

– O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?
Procuramos treinar na academia do clube que frequentamos, vamos ao cinema (os filmes não são dublados, felizmente), andamos pelas vizinhanças a fim de “descobrir novos territórios”, saímos com amigos (estrangeiros e brasileiros), etc. .
Em relação a atividades típicas que não teríamos oportunidade no Brasil, o interessante foi poder ter participado de aulas de música tradicional coreana no ano passado. Eu estudei um instrumento típico, o Gayageum (veja os vídeos AQUI, eu sou sempre o cara da extrema direita da tela) e a Selma estudou o Danso (vídeo AQUI, a Selma é a 2ª. a partir da esquerda) e o Janggu (outro vídeo AQUI, a Selma é a da ponta esquerda, ao lado do professor).
Outra ponto muito legal é o de poder visitar outros países asiáticos, já que os vôos daqui para outros países da Ásia são mais baratos do que um vôo SP-Natal, por exemplo. Graças a isso, conseguimos conhecer:
– o Vietnã,
Kyoto,
Beijing e Xian,
Hong Kong e Macau,
Tóquio,
Camboja,
Bangkok,
Koh Samui,

Renato na Coreia

– Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?
Não. Ou ir para outro país, ou voltar para o Brasil. Ficar aqui, definitivamente, não.

– Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imóveis é algo comum nesse país?
A empresa é responsável por isso. Mas posso dizer que um dos negócios mais lucrativos na Coréia é o mercado imobiliário. Os aluguéis são verdadeiras fábulas.

– Qual o custo de vida?
O custo de vida é alto. Se você conseguir se virar com a comida coreana (que não é tão fácil) ou mesmo com alternativas mais simples (comida japonesa aqui é baratíssima e, como gostamos muito, sempre estamos chafurdando no sushi), e fizer suas compras do mês em supermercados coreanos ou atacadistas como o Costco (sim, tem Costco em Seul), você encara numa boa. Mas, adicionando aluguéis, escola, etc., a coisa fica complicada. É muito caro.

– Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?
Acho que já respondi acima, não ???

– Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?
Arrotar e soltar pum alto na frente de todo mundo pode; assoar o nariz é considerado falta de educação…
Apesar de isso ser verdade, num ponto mais sério, acho que o nacionalismo exagerado é o que chama atenção, aliado com a questão dos protestos. Chama a atenção pois não há controle, não há limites. A polícia fica olhando e não faz nada. Aliás, a atuação da polícia é outra coisa que salta aos olhos. Carros fecham o cruzamento, passam no farol (semáforo) vermelho e eles não fazem nada, apesar de estarem ali, no local. Não anotam a placa, não dão uma multa, nada. O que também decorre da sociedade hierarquizada: os policiais são, normalmente, jovens “meninos”. Se o motorista for mais velho e eles tentarem passar uma multa, provavelmente o motorista sairá do carro e começará a passar um sermão no moleque (lembre-se, ele é o policial…), que ouvirá tudo de cabeça baixa. O motorista volta pro carro e vai embora, e o menino volta pro seu posto, como um manequim numa vitrine…

– Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?
Preparem-se para uma cultura muito diferente em todos os aspectos. A cidade é muito semelhante a qualquer grande cidade, navegar por ela não é problema. Interagir com as pessoas é mais complicado.
Comece a comer muita pimenta (a maioria dos pratos têm como tempero básico a pasta de pimenta vermelha). Nada tão forte como comida mexicana ou indiana, mas no começo judia um pouco. Depois, sem problemas.
Se você for homem, e usar tamanho G, pode achar roupas por aqui. Se for maior que G, traga suas roupas; se você for mulher e usar tamanho M, poucas coisas encontrará aqui. Acima de M, esqueça! Vão dizer “No ládji saizu” (“No large size”, ou “Não tem tamanho grande”).

Renato na Coreia

– Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado a esse país?
Bom, o nosso blog está longe de ser uma referência sobre a Coréia, mas pode ajudar. É o “Nós na Coréia”. E, por enquanto é o único que conheço em Português sobre a Coréia do Sul, nunca achei outro. Além dele, a Selma mantém o blog dela que, entre outras coisas, também traz suas experiências particulares aqui na península. É o “Iacobus”.

Um blog que acompanho diariamente é o “The Marmot’s Hole”. Traz muita informação atualizada sobre os acontecimentos por aqui, sendo que a área de comentários é um espetáculo à parte.

Muito interessante (e engraçado) é o “Ask a Korean!”. É um coreano que mora nos EUA, e responde às perguntas dos leitores sobre a cultura coreana de forma precisa e engraçada.

Pra quem quiser saber o que acontece no mundo pop coreano, o “PopSeoul” é uma opção; e se você quiser ver um pouco da Street Fashion coreana, há o “FeetManSeoul”.

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13 Respostas

  1. […] Na terra do Kimchi e da pizza de batata-doc A maioria das pessoas que buscam pela vida expatriada, estão sempre a procura do novo e do desejo de vivenciar […] […]

  2. Muito interessante a entrevista, por mostrar uma realidade tão diferente. Renato, vcs são muito corajosos de encarar um desafio assim, num lugar tão distante e ambiente tão pouco acolhedor. A impressão que eu tive é que as desvantagens de morar aí são maiores do que as vantagens. Venham pro Canadá que aqui o pessoal é bem mais receptivo! 😉

  3. Oi Karina,
    Eu não chamaria de “desvantagens”: talvez “diferenças”. Tem muita coisa boa, e eu relatei os pontos principais apenas. Afinal de contas, todo mundo gosta mesmo de saber o que “pega no calo”, por isso falei mais dos pontos negativos.
    Pensando nos pontos positivos, segurança e infraestrutura conseguem dar um peso enorme na equação, MAS…nós brasileiros nos importamos muito com a questão do relacionamento e da acolhida, o que não é o forte aqui (o que acontece em outros países também). Mas morar aqui, no geral, é bom, sim. Abraços!

  4. Olá, Renato e Selma!

    Adorei ler sua entrevista! vocês são um casal muito animado, gosto de ler os posts no Nós na Coréia.

    Concordo com algumas coisas que você escreveu mas, apesar de estar aqui a menos de dois anos, tempo que vocês já passaram aqui – já tenho algumas opiniões e vi algumas coisas de uma forma diferente de vocês.

    Aliás, não tenho tido absolutamente nenhuma dificuldade em me adaptar aqui, talvez porque já esteja há cinco anos fora do Brasil. A Mirella me convidou pra dar a entrevista, assim que puder,falo um pouco da minha perspectiva da cultura coreana.

    Ah… não sei se você conhece, mas tem o blog da queridíssima Lucia Malla que, apesar de já não estar mais aqui, tem informações preciosas sobre o país:

    http://www.interney.net/blogs/malla/?cat=1116

    E o meu blog agora tem uma seção específica sobre a vida na Coréia, por enquanto tem mais fotos que texto, mas em breve começarei a contar minha experiência por aqui, mais sistematicamente, o link é

    http://sindromedeestocolmo.com/archives/category/coreia_do_sul/

    Beijos a tod@s e muita sorte com a filhota

  5. Realmente deve ser SUPERRR diferente morar na Coréia, mas acho que a experiência sempre é válida.
    Um abraço,
    Vivi

  6. Muito boa a entrevista! Gostei muito de conehcer mais sobre a vida de brasileiros que moram na Coréia!!!^^ Eu também anseio por morar em diversos locais do mundo!!1 hihihiih

  7. Aeeeee… Muito boa a entrevista, resumiu tudo de forma bem clara e direta… Grande abraco, e tudo de bom com a futura nenem!

  8. Obrigado a todos pelos comentarios, e ‘a Mirella pelo contato. Annyonheghaseyo!

  9. Que nostalgia tua entrevista me deu! Sou Neo Zelandesa e morei na Coreia em 2004/2005. atualmente moro no Brasil.

    Concordo completamente com tudo que voce falou! Apesar de ser uma aventura, a Coreia e um grande desafio no dia a dia que exige muito paciencia, tolerancia, e persistencia.

    parabens e tudo de bom com seu filho em janeiro 2009!

  10. É isso mesmo, resumiu da melhor forma possível! Morando na Coreia há 2 anos tb temos a mesma visão. Agora nos resta mais um tempinho por aqui com os bebês.
    Parabéns pela entrevista!

  11. […] – Renato [entrevista] [blog pessoal]: a crise alcançou todos os países desenvolvidos e em desenvolvimento, com […]

  12. Ola Selma,
    meu esposo estava lendo as curiosidades no site de voces, legal deu boas dicas para nos.
    estamos viajando para a coreia amanha a noite, chegaremos na quarta. tem uma amiga coreana que vai nos esperar no aeroporto. vamos ficar tres meses, vou ganhar bebe em julho. gostariamos de poder encontrar voces e se possivel outros brasileiros, quando conseguirmos encontrar um lugar para usar internet, daremos telefone e endereco de onde vamos ficar. ate agora nao sabemos pois e primeira vez que vamos para a coreia, so sabemos que e em seul.
    Esperamos nao ter muita dificuldade para nos comunicar, pois nao sabemos nada de coreano! vai ser uma aventura e tanto.
    Espero poder encontra-los em breve,

    Jovelina Cruz

  13. 안녕하세요. (annyeonghaseyo) ‘como vai’ Renato e Selma!

    Gostei muito de ler seu blog ele me trouxe muita clareza em relacao a cultura coreana, estou aqui a dois meses, atualmente estou estudando a lingua coreana em uma universidade chamada sun moom, fica na provincia cheonan, voces conhecem?

    Bem,achei a mesma coisa que voces disseram!!e pensei que so eu tinha percebido isso.rsrsr

    o ritimo deles e bem diferente de nos Brasileiros, mais em relacao a comida deles;
    ( 먹어서요) ‘mogosoyo’ estou comendo, pois sou Bahiano,rsrsrs dai fica facil voces esqueceram de falar esse detale, comecem mais perto, comendo comida bahiana; acaraje, caruru etc e tal, segue essa dica para quem quer vim para coreia.rsrrs

    안녕하세요. (annyeonghaseyo) Bom dia!!!

    Muita luz, Paz e Amor!!!
    Aju!!!

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