A “tal da Crise” – diferentes perspectivas…

Como uma forma de diversificar o conteúdo do blog, criamos uma nova categoria chamada “Perguntas e Respostas”. O Entrevistando Expatriados fará pergunta(s) e as pessoas que já foram entrevistadas optam por respondem ou não. Serão temas relacionados a atualidade e ao cotidiano.

Pergunta:

Como o você encara a crise mundial que esta acontecendo atualmente? O país que você reside esta sendo impactado por ela? Pessoalmente e profissionalmente você esta sendo afetado?

Alemanha – Sandra [entrevista] [blog pessoal]: De férias no Brasil me perguntaram o que é crise, onde está a crise. Eu respondi que a crise é o que estou vendo e presenciando na Alemanha onde moro, na Europa toda afinal. Profissionais que acreditavam poder trabalhar a vida toda e se aposentar no mesmo serviço estão sendo confrontados com o fato de que têm que ficar em casa temporariamente em férias coletivas ou trabalhar com carga horária reduzida, ou estão até sendo mandados embora. A indústria parou, o consumo parou por precaução e medo. A recessão já bateu às portas do país, pois aqui um em cada sete empregos dependem diretamente da indústria automobilística. A diferença entre EUA e Alemanha, pelo menos no que eu percebo, é que aqui as pessoas não vivem de crédito e acima de suas posses como nos EUA. Aqui tudo (ou quase tudo) é comprado à vista. O solo é pobre, mas a indústria e o know-how são imensos, a tecnologia enorme. Ao mesmo tempo a dependência do mercado externo e das exportações é também muito grande. Parece incrível acreditar que um país tão sólido como a Alemanha esteja sofrendo as consequências de uma crise que começou como uma bolha de sabão, da mão de alguns poucos gananciosos que certamente saíram ganhando nessa brincadeira.

Finlândia – Tiago [entrevista] [blog pessoal]: O efeito da crise está chegando na Finlândia devagar mas principalmente no formato de cautela e em algumas demissões espalhadas. Alguns andam preocupados se as demissões e cortes de custos vão se alastrar pela economia. Para mim é uma questão de auto-profecia: falou-se tanto e mais tanto sobre crise, crise, crise que todos estão receosos só pela idéia de uma possível crise. Tivemos um 2008 com aumentos recordes de preços em escala global – principalmente de alimentos – era certo que isso ia causar uma retração em algum momento. A maioria das empresas aqui congelou aumentos de salários e contratações por receio de recessão (mais um passo da auto-profecia).

EUA (Hawaii)- Sandra [entrevista] [blog pessoal] De que crise voce estah falando mesmo?? afinal nos brasileiros jah nascemos com crise e morremos com ela hahahahaha entao a palavra “crise” na minha cabeca jah eh um selo que quando o sujeito brasileiro nasce, eles estampam na testa hahahaha
O pais que eu resido atualmente USA estah numa crise financeira sim, acredito que devido eles nunca terem passado muito por isso, estao perdidos, assustados, o que mais se ve na TV sao programas orientando o povo em como economizar, resistir a crise financeira, lidar com o dinheiro, como cortar gastos e por ai vai…se nao me engano tem ateh um programa que eh como nao entrar em depressao por causa da crise hahahahahaha esse ai se tivesse no Brasil seria piada nao??
A diferenca entre o pais que eu nasci e o pais que eu vivo eh que no pais que eu nasci a gente jah estah tao acostumado a estar lah embaixo que quando subimos e caimos, a gente jah sabe o caminho da volta de cor e salteado, agora viver num pais onde o povo nao tem muita crise eh duro pq todos se apavoram, ficam desesperados e voce se acha um ET e se pergunta: onde eh que esse povo todo vive?? no mundo da lua??
Voce nao sente muito o impacto justamente por nascer e viver num pais constantemente em crise.
Eh claro que tambem sou afetada, uma vez que estou no pais que estah passando por uma crise, mas acho que acabamos sendo afetados mais pelo emocional do que pelo profissional. Posso explicar: Se voce vive num pais onde nao tem muita crise, quando acontece como agora voce fica com pena das pessoas que nunca viveu uma situacao dessas, voce acha que voce estah no meio delas, mas quando voce se toca que jah nasceu em crise, entao voce se diz: Opa! pera ai… a situacao nao eh tao feia como pintam, mas no meu ponto de vista porque sabemos bem o que eh viver em crise, mas para eles eh duro se sair bem, porque nao tem experiencia e nao tem a ginga que o brasileiro tem de driblar a propria economia e conseguir viver com apenas um misero salario minimo.
O que acho mais engracado eh justamente estar num pais que normalmente nao tem muita crise, o povo todo se apavorar, como se o mundo estivesse acabando, o desespero eh total, enquanto que no pais de onde eu vim, as pessoas sorriem e dancam, pulam carnaval e comemoram o futebol como se nada estivesse acontecendo.
Isso nao eh engracado??

EUA (Ohio) – Marcia [entrevista]: Moro nos USA, berço da crise. Na verdade, já estava sentindo a tal “crise” muito antes dela estourar. Só deram nome aos bois.
Aqui na area que moro, a crise já vem de algum tempo, nordeste de Ohio, dominado por sindicatos. A industria de aço que era o o forte aqui.
Agora o mantra e “Vamos continuar consumindo p/ manter a economia?

Brasil/França – Ingrid [entrevista] [blog pessoal]: Gostaria de responder essa pergunta com mais conhecimento de causa, afinal ja estou no Brasil ha 4 meses, mas posso responde-la baseada nas experiencias de amigos e familiares que ficaram por la;a Franca esta sim sentindo os impactos da crise mundial.
A media de tempo para arrumar emprego na area, quando cheguei em Paris, era de 6 a 8 meses. Hoje em dia tenho amigas francesas, graduadas e que falam mais de tres idiomas, desempregadas ha quase um ano.
Outro amigo sofreu reducao de salario e assim por diante.
Chegando ao Brasil percebi que os efeitos da crise estao muito leves , quase imperceptiveis. Ainda nao consegui emprego, mas percebi que o mercado esta bem movimentado e ha oportunidades em varias areas.

Austria – Edy [entrevista]: A crise foi premeditada e era evidente. Quem acompanhava diariamente estava sabendo da catastrofe e soube se previnir. Eu sou autonoma e meu trabalho (e a necessidade dele para a minha clientela) nao muda. Pelo contrário, quanto mais evidente sao os problemas relacionados com os Estados Unidos e/ou qualquer polemica causada por eles me ajuda a ter mais alunos particulares ou de empresas que querem cada vez mais aprender ingles…:)
Mas a crise está afetando a Austria, sim! E muito! O meu marido que é engenheiro eletrico foi demitido de uma grande empresa onde já trabalhava a alguns anos (gracas a Deus já está novamente empregado por ser competente e ter corrido atrás logo…ele já sabia o que vinha por aí…). Aqui na Austria a seguranca profissional existe só para funcionários públicos… Quanto mais tempo de casa que voce tenha mais fácil é para que seu chefe lhe informe que voce está custando muito e que sua reposicao ocorrerá por um que custa muito menos e que acabou de sair da universidade “fresquinho”…rs
Também temos conhecidos que estao tendo dificuldades para arrumar emprego após terem sido demitidos de empresas nas quais trabalharam muitos anos e de repente, de um dia para o outro:rua.
Como aqui nao é um centro empresarial ou industrial muito grande é ainda mais fácil de se perceber e se ouvir sobre os problemas causados pela crise. Empresas grandes como a Magna Styria (Graz) tem demitido em massa e pequenas empresas/lojas também! Estas últimas quando demitem geralmente acabam fechando…
O comentário geral é se o turismo vai salvar pequenas cidades da falencia pois o comércio está sofrendo muito… Desde o ano passado que, o povo austriaco, históricamente: economico e conservador, tem fechado ainda mais o pulso e “a cara”…abaixando ainda mais os animos… o que atribue para um inverno afetado cada vez mais por depressao e mau humor.
É uma infeliz e inevitável bola de neve que ninguém sabe onde vai parar…

Espanha – Alessandra [entrevista] [blog pessoal]: Aqui na Espanha está afetando muitíssimo, as empresas pequenas estao fechando as portas e as grandes nao param de despedir, o desemprego bateu record nos últimos meses e já tem falando que em 2012 nao vai ser possível pagar os aposentados… pessoalmente, conheço várias pessoas que perderam seus empregos, como a minha prima, que trabalhava como vendedora de uma concessionária Ford. No meu trabalho, já avisaram que por enquanto nao haverá cortes, a nao ser que a situaçao piore ainda mais. Há um clima de medo muito grande. Para mim, que sou brasileira, já estou acostumada. Mas é estranho ver os espanhóis, sempre tao tranquilos ao que se referia à economia, que sempre disperdiçam comida e estao habituados a grandes gastos, ve-los assim, tao preocupados.

EUA (Florida) – Simone [entrevista]: Eu moro na Florida ha 7 anos, eu vejo a crise como um acontecimento bom. Os americanos estao muito acostumados a viver na ilusao de que podem comprar quando na realidade nao podem. O credito no passado (acredito que agora esteja mais dificil) era muito facil de adquirir. Enquanto no Brasil meu limite no cartao sempre foi de R$1.500,00, qdo consegui aqui eram de $16.000,00 e esse valor eh somente em um cartao, se vc quiser vc pode ter muitos. Ou seja, se voce nao tem prioridades e adora consumir voce entra em debito muito rapido.
Acho que com a crise no mercado financeiro americano, as pessoas estao se tornando mais conscientes e gastando o que podem gastar, infelizmente muitas estao perdendo emprego e com isso suas casas, carros e seu credito, que aqui eh tao importante.
Eh triste ver as pessoas perdendo casas, mas ao mesmo tempo penso “como eh que voce compra uma casa de meio milhao se sabe muito bem que com o que ganha nao tem condicoes de pagar os 30 anos?” O ser humano eh mesmo muito complexo e ao mesmo tempo interessante:)
Enfim, eu so tenho a agradecer a Deus, pois minha familia esta numa situacao muito boa. Meu marido trabalha pro governo federal, ele tem um emprego estavel, continua com a mesma carga horaria, e na alta estacao tem muita hora extra. E claro que sentimos o aumento do supermercado. Noto que alguns alimentos, e frutas estao mais caros mas no geral estamos tao estaveis quanto antes da crise.

Holanda – Marcelo [entrevista]: Acredito que a crise seja realmente mundial, porem ate o momento os efeitos tem sido mais acentuados nos Estados Unidos e nas economias mais proximamente interrelacionadas, sendo que aqui na Europa a Inglaterra e a Irlanda foram muito afetadas. De qualquer forma a crise e’, em grande parte, decorrente da ingestao financeira com foco nos EUA e deve ser contida e corrigida por la.
Todos os paises sao afetados pela crise. A economia e’ globalizada e se um pais se desequilibra, afeta todos os outros. Entretanto, acredito que a Holanda mantem um ritmo de crescimento, menos acelerado, mas continua investindo e crescendo.
O segmento em que atuo tem alta demanda por profissionais e desde que nos mudamos para a Holanda recebo propostas de trabalho constantemente. Aceitei um contrato de um ano para trabalhar na Suica em Setembro passado, porem o contrato foi cancelado em Dezembro em funcao da crise. Em Novembro consegui 6 entrevistas e durante o mes de Dezembro fechei uma colocacao com boas condicoes para o inicio de Janeiro, onde estou trabalhando agora. Acredito que a crise esta afetando a Europa, mas o mercado esta reaquecendo e tenho recebido novas propostas, porem ainda nao estamos na mesma fartura que havia em 2007 e comeco de 2008.

Irlanda – Eduardo [entrevista] [blog pessoal]: alguns posts já foram escritos sobre o tema no meu blog: Crise Economica! Qual o impacto? e Reflexos da crise no trabalho.

Canada – Rosa [entrevista] [blog pessoal]: Dei uma parade hj prá te dizer que minha profissão de Real Estate Salesperson (corretora de imoveis) está sim sendo afetada pela crise iniciada no “vizinho” USA. O Canada está em recessão também e desde outubro, o mercado de compra e venda de imoveis está caindo. Os preços estão baixando especialmente porque as pessoas estão com medo de comprar porque tem o risco grande de perder emprego e os proprietários não colocam as casas a venda porque não querem perder dinheiro por causa da desvalorização de seus imóveis. Se vê muitos agentes abandonando a carreira porque se nós não vendemos, não recebemos, pois vivemos de comissão. Não me arrisco a afirmar o que acontecerá aqui no Canada ou quanto tempo esta crise vai durar porque somos muito dependentes dos USA. Se o Obama conseguir recuperar a economia pelo menos um pouquinho, será muito bom para nós aqui.

Canada – Mirella [entrevista] [blog pessoal]: o que vejo aqui no Canada, mais especificamente na província de Ontário, é que a crise vem atingindo principalmente as empresas automobilisticas; com demissões, pedido de empréstimos e a possibilidade de afetar várias outras pessoas e empresas que fornecem serviços a esse setor.
O preço dos imóveis também esta instável e ninguém sabe o que vai acontecer, não esta pior e da maneira assustadora como os EUA, devido a forma conservadora que os bancos canadenses operam… Graças a Deus! Porém nesses últimos dias uma empresa de construção foi a falência e outra esta quase indo para o buraco, alguns amigos que trabalham na contrução disseram que as construções de novas casas estão desacelarando em um ritmo acelarado.
Percebo também que o mercado de realocação profissional não está tão quente como antes, e as pessoas estão tendo mais dificuldades de conseguir empregos. Porém, acredito que muitas empresas estão usando esse momento de crise financeira para enxugar seu quadro de funcionários sem precisar se explicar demais e sem afetar sua imagem.
E apesar da mídia estar deixando todos de cabelo em pé, dos jornais só trazerem notícias ruins… eu acredito que o Canada continua em uma posição bastante estável em relação aos outros países desenvolvidos. Agora é esperar pra ver… que esse momento passe rápido…

India – Ricardo [entrevista] [blog pessoal]: Do ponto de vista analítico, encaro a crise como um mal provocado pela ganância das grandes corporações e pelo estímulo ao capital especulativo que precisa ser estancado. Um excelente cartoon do Calvin & Hobbes resume bem e de forma humorada algumas das práticas que nos fizeram chegar até aqui (em inglês: http://www.cooperativeindividualism.org/calvin-on-supply-and-demand.jpg).
Do ponto de vista prático do meu cotidiano, pouca coisa mudou atéagora. Como estou estudando, a pressão do desemprego felizmente não tem me afetado ou afetado a maioria das pessoas ao meu redor. Além disto, poucas demissões estão ocorrendo no país por enquanto.
Na India o impacto está mas em menor escala. A Índia tem diversos mercados internos fortes que mantém a demanda aquecida. Além disto, o governo dificultou a exportação de alguns produtos (principalmente da agricultura) para manter o mercado interno abastecido e aumentou os impostos para importação de outros para favorecer os produtos indianos localmente. Os setores mais afetados, entretanto, são os relacionados ao sistema
financeiro e os que dependem mais das exportações como TI (tecnologia da informação). Este último aliás, foi mais prejudicado após o escândalo da quarta maior empresa de software da Índia, a Satyam. O CEO da empresa anunciou uma adulteração de mais de US$ 1 bilhão no balanço da empresa.
Pessoalmente a crise não esta me afetando. Há apenas a preocupação no médio prazo caso a crise persista e se agrave.

Espanha – Patricia [entrevista] [blog pessoal]: A Espanha está sofrendo bastante com esta crise mundial, já são 3.300.000 desempregados! Na televisão não se fala de outra coisa, e agora vivemos o medo da deflação porque os preços das coisas estao baixando para ver se o pessoal volta a comprar. Muita gente vivia da construção civil, mas agora como os bancos não dão créditos, ninguém compra casa, e daí as empresas estão falindo diariamente. Mesmo quem tem um bom emprego, casa própria e tal fica meio em pânico porque o massacre diário de informação negativa é muito forte.
Para quem tinha pensado em vir para cá e trabalhar para se manter pelo velho continente, não acredito que seja a melhor hora porque inclusive os trabalhadores locais estão pedindo aos governos que protejam o emprego, ou seja, que impeçam que os estrangeiros trabalhem em seus países! Muito estranho quando não faz muito tempo eles não queriam realizar os trabalhos que estes imigrantes aceitavam! Mas é a lei da sobrevivência, e neste momento este tipo de sentimentos vêm a tona, uma pena!
Eu já vinha notando desde o ano passado que havia uma diminuição de trabalho na minha área, e por isso investi e aceitei alguns novos desafios como a tradução simultânea, e nisso não tem crise nem pechincha, o pessoal precisa se entender para continuar fazendo negócios, etc., mas estou economizando mais e tentando manter a positividade. As vezes é meio complicado ser positivo porque aqui o povo é um pouco pessimista por definição!

Italia – Luisa [entrevista] [blog pessoal]: Particularmente eu ainda não fui diretamente afetada pela crise, mas quando olho ao redor, dá medo. Passeando por Milão, o que mais se vê são cartazes de Vende-se e Alugam-se imóveis, e isso em pleno centro da cidade, onde o metro quadrado sempre foi muito requisitado e difícil de encontrar. Perto de casa, tem cartaz fazendo aniversário…
Outra mudança que observei em Milão foi o comportamento dos funcionários de lojas e afins. Eu sempre reclamei da péssima prestação de serviços aqui, pois antes esses funcionários me tratavam de um modo esnobe, como se estivessem me fazendo um favor em me vender alguma coisa. Hoje, quando entro em alguma loja, eles tentam me agradar de todo o jeito e, pasmem, já recebi até telefonema pra dizer que os preços baixaram!  Emprego tá virando artigo de luxo por aqui…
No meu trabalho é onde eu vejo a crise com mais força, pois trabalho com turismo e a primeira despesa que alguem corta em tempos de aperto são os supérfluos, dentre eles, as viagens. O volume de trabalho caiu de um modo assustador e se continuar assim, cortes serão inevitáveis…
O jeito é se arranjar como dá e torcer para que essa crise acabe logo e que o período das “vacas gordas” retorne o quanto antes!

Italia – Allan [entrevista] [blog pessoal]: A atual crise econômica tem mostrando até agora apenas uma pequena parte dos devastantes efeitos. Costumo ser otimista, mas não tenho o hábito de tapar o sol com a peneira e – diz-se – o primeiro passo para resolver um problema é reconhecer a sua existência. Andei lendo que a crise acabaria gerando uma guerra civil nos EUA que terminaria sendo dividido em quatro. Não chego a tanto; como escrevi acima, costumo ser otimista. E acho, sim, que a crise é, também, oportunidade. Basta ficar atento às novas ocasiões e usar a criatividade.
A Itália, o país onde resido, ainda não percebeu de modo claro os efeitos da crise. As pessoas lotam as pistas de esqui durante o inverno, depois de um Natal com o melhor resultado de sempre no comércio. Por um lado isso é positivo, pois o consumo mantém-se alto e a economia gira, mas ignorar os fatos não nos livra das consequências e, neste caso, as consequências que virão podem quebrar a ilusão de ilha feliz em que vive o povo italiano. Em Piacenza, a cidade onde moro, muitas empresas históricas já fecharam; a maioria das empresas que resistem estão usando o subterfúgio da “cassa integrazione” que é uma espécie de férias coletivas onde o governo paga o salário (60%) dos funcionários. Como o governo não é um ente independente, quem paga a conta é o povo.
Pessoalmente tenho sido afetado já que o mercado onde atuo sofre com os efeitos imediatos da crise. Baixo faturado é igual a ganhos reduzidos, o que, no meu caso, representa uma queda de uns 40%. Estou procurando alternativas para não perder o investimento desembolsado e vejo uma nova oportunidade que até então não me tinha dado conta. É a tal criatividade. E flexibilidade.

Canada – Ivi [entrevista] [blog pessoal]: O Canada com certeza eh afetado A LOT pelos problemas que nosso vizinho do sul passam (USA). Nao soh isso, esta crise eh mundial e nem mesmo paises de tradicao economica solida na Europa estao escapando. E, para complicar, os US sao o maior parceiro economico do Canada, ou seja, se eles estao mal, fecham as carteiras e param de comprar, e nao dah para negar o impacto que isso tem na nossa economia.
Having said said… eu estou agradavelmente surpresa com a solidez que nossos bancos tem apresentado ateh agora, felizmente as regras aqui nao eram frouxas como nos US e Europa (onde qualquer pessoa podia conseguir um emprestimo, mesmo sem emprego fixo!), e apesar do aperto bancario estar sendo sentido de certa maneira, estah sendo bem menor do que eu imaginava que seria. O problema maior que eu vejo aqui no Canada, eh a perda de emprego, agora nao eh hora mesmo de ficar desempregado, nao se encontra nada nos classificados!
Pessoalmente, eu ainda estou no meu emprego (feliz e contente), entao nao senti a crise de forma especifica, mas passei por um susto que me deu uma ideia de como seria… no final do ano passado minha empresa cogitou fechar o meu site/planta, eles jah haviam fechado Puerto Rico e Dublin, e Toronto estava na lista. Anyway, durante as semanas em que isso foi discutido, todos se lancaram a procurar emprego, update curriculo, etc e nao havia NADAAA available! Naquele momento ficou claro para mim que, se a empresa fechasse, eu teria dificuldades em encontrar uma posicao rapidamente no mercado. Thank God a decisao foi manter nosso site aberto, mas foi um grande wake-up call para todos nos!
Solucao? Manter contato com profissionais da sua area all the time, se manter atualizado, ter um curriculo updated, manter uma reserva de grana para o caso de um desemprego (VERYYY important), diminuir gastos superfulos, levar uma vida mais frugal (e ENJOY it), ter fe e… esperar esta tormenta passar. As previsoes sao de um 2009 bad, um 2010 OK e um 2011 good, entao acredito que o melhor estah por vir.

França – Diego [entrevista] [blog pessoal]: A crise afeta a França como tem afetado todos os paises, trazendo algumas mas noticias, mas, principalmente, fazendo (re)aparecer velhos problemas que ja’ existiam antes dela. Por exemplo, ha’ tempos que se discute aqui sobre o poder de compra do consumidor, que o salario minimo (de mais de mil euros liquido !!) nao da’ pra muita coisa, etc. Mas agora tudo isso tem um nome: a crise !
Felizmente nao teve nenhum impacto maior onde eu trabalho, embora tenhamos vendido bem menos que as metas, e isso significou um bonus bem inferior ao previsto em 2008. Fora isso, o trabalho continua.

França – Adelia [entrevista] [blog pessoal]: A França tem sido afetada pela crise, principalmente no setor automobilistico. Também estou ouvindo falar de empresas, estrangeiras na maioria, que estão cortando pessoal na França. Mas fora isso, não vejo demissões em massa por enquanto. Normalmente os empregados de empresas francesas são super bem protegidos pelos sindicatos, em alguns setores mais que outros. E por isso a crise ainda não me parece tão forte como nos EUA, embora todos estejam receosos com o que vai acontecer em 2009, é claro.
Eu trabalho numa consultoria de informatica e continuo no mesmo projeto ha’ 1 ano. Mas tenho varios colegas que estão com dificuldades em serem realocados em novos projetos. Bom, mas ninguém esta’ sendo mandado embora por enquanto.
O meu marido esta’ terminando agora o doutorado, também em informatica, e ele demorou varios meses até conseguir uma proposta interessante. Se fosse ha’ 1 ano atras ele provavelmente teria encontrado um trabalho muito mais rapido, em questao de poucas semanas.

Coreia – Renato [entrevista] [blog pessoal]: a crise alcançou todos os países desenvolvidos e em desenvolvimento, com certeza. Aqui, os efeitos foram bem notáveis: a moeda desvalorizou mais de 40%, a produção industrial foi reduzida, os recém-formados estão tendo problemas para conseguir emprego, os bancos estão passando por dificuldades (o que está deixando os estrangeiros preocupados, pois os salários são depositados nos bancos coreanos). O governo ainda está reticente em prestar auxílio às empresas privadas mas, se a situação piorar, imagino que haverá interferência. Diferente do Ocidente, a última opção aqui é a demissão: a exemplo do Japão, deve-se tentar de tudo, antes de um a medida mais drástica como o desligamento em massa de funcionários.

Vamos levar a troca de opiniões para os comentários… participe, deixe seu ponto de vista!

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25 Respostas

  1. […] Oi Pessoal, Estou passando para avisar que no blog Entrevistando Expatriados, acabou de sair um post sobre várias opiniões sobre a crise enconomica. É muito interessante ver perspectivas de brasileiros em diferentes partes do mundo… passa lá! […]

  2. Esqueci de enviar a minha parte, mas segue aqui:

    Canada – Alexandra: Por ter seu mercado tão conectado com o vizinho ao sul, o Canadá não podia deixar de ser afetado pela crise mas a coisa aqui tem estado mais estável. Os bancos foram pouco afetados – há mais regras aqui, o que agora tem provado ser uma atitude responsável – e o mercado mobiliário tem começado a sofrer um pouco mas nada que não tenha sido previsto há tempos. Os maiores afetados são com certeza a indústria automobilística (Ontario). Outra provincia que anda sofrendo é Alberta, devido a baixa do preço do combustível. Para as refinarias de Alberta gerar lucro, o preço do barril tem que estar ao menos em $70, como caiu a menos de $40 a coisa lá anda meio apertada.
    No meu caso noto a crise meio acadêmico. Estou fazendo doutorado, visando um futuro emprego universitário e nesse meio nota-se bem a diferença entre Canada e EUA. As universidades americanas estão sofrendo bastante com a crise pois muitas têm grande parte de seu budget vindo de investimentos. Com o calapso desses investimentos muitas tiveram que apertar bem o cinto, Apesar de o mesmo não ter acontecido aqui no Canada, nós sentimos o efeito pois o maior mercado de trabalho para nós é nos EUA (num ano típico, muitos dos meus colegas enviam curriculo para mais de 40 vagas, das quais geralmente só uma ou duas são no Canadá). Esse ano muitos dos meus colegas tiveram vagas para as quais tinham se candidatado canceladas no meio do processo de seleção. Mas temos esperanças pois em tempos de crise, a demanda nas universidades aumentam já que muita gente resolve voltar pra universidade.
    No dia-a-dia não notamos muita diferença. As pessoas continuam gastando, saindo, se divertindo. Alguns dizem que se não fossem os jornais apavorando todo mundo, boa parte da população nem saberia que há uma crise…

  3. Oi Alexandra, o que você comentou sobre “Alguns dizem que se não fossem os jornais apavorando todo mundo, boa parte da população nem saberia que há uma crise…” é uma verdade. Eu sempre comento com meus amigos que é incrível como mercado continua a rodar mesmo com a crise. Acho que como a Sandra (USA) disse, nós brasileiros estamos acostumados com um outro tipo de crise, aquela que o país para, lembra dos anos 80? onde até produtos faltavam nas prateleiras dos supermercados? Super inflação etc… aqui a coisa é mais light, cai um pouco o consumo, mas não para.
    Porém, quando estive em Nova York no final de janeiro, senti que a coisa lea esta mais devagar… menos turistas, preço de hoteis mais barato, fácil de reservar mesas em restaurantes (mesmo aqueles que antes tinham espera de mais de 3 semanas)… Porém, eu senti que Las Vegas (onde estive na metade de fevereiro) continua ok.
    Vamos ver o que acontece…
    Abs

  4. Adorei o novo espaço! Acabei não mandando meus comentários, mas os brasileiros que estão aqui na Espanha já falaram tudo: a coisa tá preta!
    Assim como todos torço para que tempos melhores venham logo…

  5. A charge do “Kalvin and Hobbes” é perfeita! Tenho curiosidade de saber também quais sao as medidas das empresas para evitar corte de pessoal, e que países tem um programa de complementacao salarial para reducao da jornada de trabalho como aqui na Alemanha, Suíca e Itália.
    Mas depois de ler todas as opinioes, me lembrei mesmo da minha infancia/adolescencia, onde ia ao supermercado no final do mes e comprava o máximo que podia, assim que meus pais recebiam seus salários, pois um dia depois tudo estaria mais caro. Nós é que sabemos o que é ter jogo de cintura! Valeu a troca!

  6. […] ::A “tal da crise” – diferentes perspectivas:: By Sandra Santos …podem ser lidas sob a perspectiva de brasileiros em vários cantos do mundo no Entrevistando Expatriados. […]

  7. Australia (Melbourne) – Helder: Tambem esqueci de enviar meu relato, mas aqui esta a imagem que tenho da Australia no meio da crise economica. Por aqui estao fazendo o possivel para isolar, ou amortecer, o impacto da crise no mercado australiano. Comecaram baixando progressivamente a taxa de juros anual de 7% para 3%, o que rapidamente ajudou aqueles que pagam suas dividas com os bancos (eu, por exemplo, tive as parcelas do meu financiamento da casa diretamente reduzidas, uma maravilha para o bolso). O governo rapidamente liberou pacotes de dinheiro para ajudar as familias mais afetadas, de pouca renda, com filhos, os que pagam aluguel, atraves de depositos na conta bancaria, um tipo de estimulo economico para que esse pessoal va para as lojas gastar, e portanto, manter o comercio aquecido. Mesmo assim nao teve como evitar e muitas empresas demitiram muitos empregados principalmente aqueles vinculados a area automobilistica e credito. Pessoalmente fui afetado atraves do congelamento dos salarios na empresa (de origem estadunidense) onde trabalho. Ainda nao falam de demissoes, mas minha empresa nao contratara nem vai repor funcionarios ate segunda ordem. Todos aqui estao, basicamente, sentados fazendo seu trabalho e esperando pra ver onde essa crise vai levar a economia australiana.

  8. Oi Helder.
    Aqui no Canada algumas empresas cortaram bonus e não subiram o sálario para evitar cortar pessoal e esperar a crise passar… uma amiga esta passando por essa situaçnao.
    Mirella

  9. Eu fiquei com vergonha de mandar minha impressao sobre a crise pq pra mim e para meu mundo, aquele que gira em torno do meu umbigo, ela é quase inexistente, e acabei vendo que um monte de gente tem a mesma vivencia! Nao que isso seja uma negacao de sua existencia, mas devo fazer parte de um setor onde ela ainda teve pouca imfluencia!

  10. […] resultado foi uma abordagem de percepções e notícias saídas diretamente da mídia internacional. […]

  11. Oi Ciça,
    Hoje mesmo eu estava passeando no shopping de Toronto com minha mãe e fiquei impresionada com a a quantidade de gente na rua, nas lojas e com sacolas na mão… eu até brinquei:”onde esta a crise, hein?!”
    Eu também não posso dizer que a crise esta nos atigindo, a não ser pela queda do valor das ações (não que temos muito também, risos! Mas pra gente qualquer 500 doletas “perdido” dói no coração, né?!).
    O que mais me deixa aflita é a mídia… afe maria… como é terrível abrir o jornal todos os dias e s´ver notícia ruim… ontem mesmo foi o mercado financeiro teve a pior queda dos últimos 12 anos… isso desespera! Pois ainda não tenho certeza que atingimos o fim do poço.
    bjs

  12. Eu só espero que tudo isso sirva para alguma coisa, que mudemos o nosso sistema monetário, que diminua o nosso consumismo exagerado, que os ricos deixem de ganhar tanto dinheiro e que possamos “reinventar” uma economia mais justa e igualitária. Alguns dizem que há males que vêm para bem e só espero que assim seja!

  13. Muito bom Mirella! Acho que esse é uma perspectiva que nenhum jornal, canal de tv consegue passar! Ainda mais pois é a visão de extrangeiros, nada melhor para quem está pensando em sair do país!

    Parabéns pela iniciativa! =o)
    Homero

  14. Oi Homero, foi exatamente o que pensei… ter uma idéia de como as pessoas estão sentindo na pela essa crise. Pelo visto acho que mídia acaba fazendo mais alarde que a real situação, mas mesmo assim, eu estou apreensiva! Vamos ver…

  15. Oi Glenda, o que estou achando interessante é que os EUA esta fazendo algumas politicas “capitalistas sociais” assim como o Canada sempre fez. E eles que sempre gozaram do Canada, estão agindo da mesma maneira.
    E nunca acreditei no capitalismo selvagem… mas o caitalismo social é bom! Vamos ver o que acontece… abs

  16. Li esses dias numa revista chamada Vida Simples, da Abril, algo interessante nesse sentido.
    “Crisálida” (o nome do bichinho de vive dentro do casulo, antes de virar borboleta) tem o mesmo radical que “crise”. Simplificando, essas palavras tem a mesma origem.
    Com isso, é possível entender um pouco mais a respeito da crise, do que ela é e o que ela gera.

    A crise é uma oportunidade para se tomar decisões que podem melhorar nossa realidade. São os momentos difíceis que nos forçam a amadurecer.
    O autor da matéria, Rodrigo Villas-Bôas, inclusive cita que nós não somos quem somos porque passamos por essa ou aquela crise, mas pela maneira que agimos perante tais situações.

  17. Japão: Aqui o troço esta feio…praticamente quase todos que trabalham por empreiteiras foram demitidos, estão cumprindo aviso ou na corda bamba…para aqueles com contrato direto a situação esta um pouco melhor pois são os ultimos da fila.
    Problema que estou vendo aqui é que a maior parte do pessoal que trabalha por empreiteira, moram no alojamento das mesmas…tanto japoneses quanto brasileiros que perderam os empregos tambem estão sem teto, em grande parte o despejo é imediato.
    Tá feio.
    Ruy

  18. Isabela, eu não tinha a menor idéia de onde vinha a palavra ‘Crise”, muito interessante seu comentário… obrigada por dividir seu ponto de vista conosco, inclusive se quiser contar como estão as coisas no Brasil, será um prazer ouvi-la 🙂
    Abs

  19. Nossa Ruy… é muito triste ver a crise afetando as pessoas dessa maneira.
    O duro é que esses momentos sempre acabam afetando os mais fracos, não é mesmo?
    Abs

  20. Ruy, tenho uma ex-aluna que me contou como estão as coisas no Japão, tanto que ela e o marido estão voltando… Uma pena! Mas sempre tento pensar que as coisas são cíclicas, não como forma de consolo, mas como algo que é a mais pura realidade!

    Mirella, acabo de premiar ao “Entrevistando Expatriados” lá no Turomaquia!
    Beijos

  21. Desculpa Mirella, mas na minha opinião o capitalismo não é bom e esse tal capitalismo social, não existe. É apenas uma maneira de tapar o sol com a peneira, garantir que os funcionários fiquem satisfeitos (pq a maioria das empresas que praticam oferecem alguns “benefícios”) enquanto os ricos seguem ganhando milhões e os pobres seguem na pobreza… Enfim, ainda acredito que é possivel rever a nossa economia, admitir o fracasso do capitalismo e estimular a economia solidária e de produção local. Tema complicado, ainda mais com a crise mental que sofremos hoje. Volto a dizer, só espero que tudo isso sirva para abrir os olhos de todos, inclusive dos “donos do dinheiro”, dos bancos, dos governos e principalmente da sociedad em geral, que tem que acordar logo, antes que seja tarde demais!

  22. Oi Glenda, entendo seu ponto de vista… mas eu também não acredito em socialismo ou qualquer outra idéia de sociedade igualitária, seria maravilhoso, porém o ser humano não sabe viver dessa maneira… o poder, ganancia e essas “qualidades” inerentes aos homens não mudam.
    Dessa forma, eu acredito que um capitalismo mais justo é nossa única alternativa, aqui no Canada por exemplo, a piramide social é bem mais igualitaria se comparada aos EUA por exemplo, pois o governo de alguma forma tenta igualar as pessoas como educação e saúde de qualidade e gratuita, não há se quer a opção de um seguro de saúde privado para os residentes.
    E no fundo, não sei até quanto os “donos do dinheiro” estão se afetando com essa crise… pois antes eles fizeram horrores de dinheiro e agora pedem dinheiro emprestado para o governo… essa gente só ganha… a gente é que sempre perde.
    Eu nem sei qual seria a melhor solução… mas do jeito que está… é muito injusto.
    Abs

  23. Pessoal, sou repórter e estou fazendo uma matéria justamente sobre como essa crise está afetando os brasileiros no Exterior.
    Se souberem de alguém que tenha sido obrigado a voltar para o Brasil depois de perder o emprego ou ter sido afetado de outra forma pela crise, por favor, me indiquem? Gostaria muito de mostrar como essa situação está mudando a vida de muita gente, e para isso preciso de depoimentos legais.
    Meu contato é Rodrigo.muzell@zerohora.com.br

    abraços!

  24. opa! Fizemos um podcast sobre “A tal da crise”, confiram la no E-Dublin
    http://www.e-dublin.com.br/2009/03/e-dublincast-7-tal-da-crise.html

    abracao

  25. Falamos de crise, falamos de Estados Unidos, o berco da “imprensa,” digo da crise para um crescimento no ibope.
    Estados Unidos ja teve uma crise muito pior que essa,1930, mas nada divulgado, ao contrario da atual. Sim, ela existe e esta rondando cada casa deste mundo.Vamos comparar a crise atual com o cancer,a doenca.(denominacao de todos os tumores, uma doenca que espalha em todos os orgaos..devagarinho e sempre precisamos cuidar para nao afetar o vizinho). Assim a tal crise comecou, ou seja, se espalhou pelos bancos, obrigando a trabalhar com taxas altas, entao os emprestimos para construcao(casas residenciais) foram quebrados, e quem pagava prestacoes, parou(taxas maiores que sobrevivencia) e final triste tiveram suas casas a “favor dos bancos” foreclosure.
    Eu estive perguntando a 3 americanos(chefes de familia)e os mesmos disseram: estará pior ainda, mais uns 2 anos.Outro dois casais ja disseram: Sim, até final 2009 tudo voltara ao normal. Em geral, cada um prevalece uma opiniao, e aqui nos United States,pensamos :(O atual Presidente é democrata),ou seja, conta muito ter uma resposta afirmativa de um cidadao comum republicano e assim vai…
    Pessoalmente, a crise nos afetou em relacao a construcao de casas, mas por outro lado continuamos firmes pelos alugueis. Digamos assim, uma laranja cortada ao meio, uma metade apodreceu(temporária) a outra continua docinha(amarelinha que uma beleza a guria), pois a procura por alugar dobrou. Por que? os ex proprietarios que perderam suas casas para bancos, estao alugando e acreditem, pela crise estao pagando direitinho.

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