Pão de queijo provençal

Natália na FrançaNatália trocou o queijo canastra pelo fedido camembert, o « uai » pelo « ah, bon? » e se instalou com o marido e a cachorrinha Luna no coração da Provença, perto da Sainte Victoire, montanha que inspirou Paul Cézanne e atraiu Picasso pra região perfumada, e conta um pouco mais sobre sua vida entre lavandas e montanhas. 

– Nome:
Natalia Itabayana de Mattos

– Onde nasceu e cresceu?
Belo Horizonte, Minas Gerais

– Em que país e cidade você mora?
Aix-en-Provence, França

– Você mora sozinho ou com sua familia?
Moro com meu marido

– Há quanto tempo você reside nesse local?
3 anos e 1 mês

– Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia?
Não

– Qual sua idade?
30 anos

– Quando surgiu a idéia de residir no exterior?
Minha primeira viagem ao exterior foi quando tinha 22 anos, passei 6 semanas na casa de uma tia que mora na Suíça porque queria ter uma experiência no exterior como turista, e aproveitei pra treinar o italiano que estudava antes da viagem, mesmo ela morando na parte alemã consegui me comunicar um pouco, e depois dessa experiência a vontade de voltar, como turista ou residente, instalou-se de forma permanente. Quando meu marido foi contratado na empresa onde trabalha até hoje, ele escolheu a carreira internacional, e poderíamos ser mandados pra qualquer país do mundo, e foi assim que nos lançamos na vida dos expatriados. Inicialmente iríamos pros EUA, morar perto de Chicago, mas o destino acabou mudando o lugar e foi assim que viemos parar na Provença.
Natália na França

– Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?
A empresa onde o marido trabalha foi responsável pelo pedido de visto, e demorou cerca de três meses porque era fim de ano e os processos deram uma desacelarada. Há um ano ele obteve a cidadania italiana e não precisa mais de visto e eu já dei entrada no meu processo, por enquanto eu tenho visto de membro de família de europeu, mas desde que entrei meu visto me autoriza a trabalhar.

– Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?
Temos o seguro de saúde público francês, pudemos solicitar depois de três meses depois de chegarmos e o seguro complementar que é vinculado à empresa onde ele trabalha.

– Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?
O marido trabalha e seu trabalho é nossa fonte de renda, eu trabalhei com reforço escolar enquanto aprendia francês, mas por enquanto me dedico exclusivamente ao mestrado, porque meu caso é um pouco particular por causa da minha profissão : sou psicóloga, entro no time de quem precisa fazer validação de estudos e equivalência pra exercer, coisa que disse que não faria por não ter paciência. Mordi a língua, e acabei passando pelo processo. Tenho muito que agradecer à responsável pelo curso que me contactou e me instruiu sobre o passo a passo, e tive de mobilizar um bocado de gente pra conseguir os documentos que faltavam dentro do prazo. Além do diploma e histórico universitario, precisei comprovar a conclusão de ensino médio, tudo isso traduzido, e teria de defender meu diploma perante um júri de validação que contava com uma dezena de professores de todos os departamento de psicologia da universidade onde me candidatei. Vale ressaltar que a organização do percurso universitário aqui é um pouco diferente : na psicologia são três anos de graduação (que eles chamam de « licence ») e dois anos de mestrado (que eles chamam de « master »), e somente após a conclusão do mestrado temos o título de psicólogo, enquanto no Brasil os cinco anos de graduação nos conferem o título. Por isso fui orientada a fazer o pedido na universidade, porque esse era o caminho garantido de que eu teria ao menos parte do meu percurso validada, o outro seria o pedido junto ao ministério da educação, que poderia me recusar o título ou qualquer nível de equivalência. Tive parte dos meus estudos validada, no caso os três anos de licence, podendo inclusive me inscrever no segundo ano do master, porque no dia que fui convocada perante o júri falei que de qualquer forma eu cursaria os dois anos de master. Desta vez a burocracia não me atrapalhou : uma semana depois do júri, eu tive o certificado de que precisava pra me candidatar ao master. Agora estou terminando o segundo ano, que tem uma carga horária de estágio obrigatório duas vezes maior que no primeiro, e além de defender uma segunda monografia, também terei de defender o relatório de estágio, muito importante porque é nesse momento que terei o título concedido. E o mais difícil vem depois : encontrar emprego na área, e vale investir na formação de um círculo profissional pra ser indicado e ter acesso às vagas.

– Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?
Mudei de especialidade dentro da minha área : saí dos Recursos Humanos e estou me especializando em psicologia clínica.
Natália na França

– Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?
Quando cheguei por aqui não falava o francês, e fui aprendendo graças aos franceses – pode parecer estranho, mas é verdade, e me surpreendeu muito porque o pessoal aqui no sul é conhecido por sua superficialidade e frieza nos relacionamentos. Quando eles percebiam que eu não falava, começavam a falar inglês, e eu logo dizia que estava morando aqui e precisava aprender. Acho que a paixão que eles tem pelo idioma faz com que sejam pacientes professores, mesmo os desconhecidos na rua ajudam quando percebem a situação complicada do estrangeiro tentando se comunicar. Chegamos no final de março, e o ano letivo estava quase terminando (o ano letivo aqui vai de setembro a junho) e só comecei o curso em julho, mas me dediquei muito porque queria me inscrever logo pro mestrado e precisaria antes conseguir o diploma de língua francesa no nível exigido. Acabei me inscrevendo pro exame mais avançado que o necessário no fim de 6 meses de curso, e consegui meu diploma.
Acho que o idioma é essencial pra integração em todos os aspectos : profissional, cultural, social, e vale o esforço que fazemos. Assisti muita tv, programas franceses e programas dublados (prova de fogo não contar com leitura labial pra facilitar a compreensão), músicas de todos os estilos e gírias também me ajudaram (não falo gírias em português, não o faço em francês, mas é bom conhecer), e não ter medo de perguntar o que significa, não importa em qual situação que seja – até em reunião de trabalho eu pergunto pra colega do lado se não entendo alguma coisa que compromete a compreensão da frase, e todos colaboram quando o assunto são aqueles ícones que só conhece quem é nativo, me explicando quem foi fulano ou qual a origem de tal expressão. Livros também tiveram e têm grande participação nesse processo contínuo de aprendizado do idioma – desde literatura infanto-juvenil, passando por autores clássicos e contemporâneos, incluindo um pequeno Machado de Assis traduzido em francês, até livros de culinária – uma infinidade de verbos entra no vocabulário quando começamos a cozinhar por aqui.
Natália na França

– O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?
Moramos numa região privilegiada em termos de sol, o que por um lado é excelente (são em média 60 dias de chuva por ano), mas por outro lado justifica a superficialidade das relações com as pessoas e a dificuldade de se fazer amigos – não disse ser impossível, mas difícil, uma vez os amigos feitos, são amizades duradouras. Esse privilégio que o sol proporciona atrai gente de todos os cantos da França e também do exterior, seja pra aproveitar as férias, seja pra residir por aqui. Pré-conceitos e discrimanação existem em qualquer lugar do mundo, e aqui não estamos imunes aos clichês em relação ao Brasil, o trio clássico samba-carnaval-futebol, a surpresa quando anunciamos que somos brasileiros, quando muita gente imagina que no Brasil só tem mulatos, e a mesma surpresa quando explicamos a origem da população, ou quando dizemos que temos mais títulos no vôlei do que no futebol, por exemplo. As pessoas do nosso convívio são muito receptivas e tem bastante curiosidade em relação ao Brasil, e por vezes nos fazem perguntas sobre lugares que não conhecemos, por vezes visitaram mais o país que nós que viemos de lá – minha fisioterapeuta passou a lua-de-mel no Brasil anos atrás e viajou de norte a sul e conhece mais lugares que eu. Não conhecemos tudo sobre todas as coisas, por isso acho que devemos relativar muita coisa que é dita sobre o Brasil, e explico como explicaria à uma criança que descobre uma novidade, porque do meu lado, quando perguntou algo sobre a França ou a cultura, é de descoberta que se trata pra mim.

– Você tem filhos?
Não

– Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?
Saudades de família e amigos é constante, mas nos habituamos e o Skype ajuda a amenizar, inclusive em festas de aniversário/família acabamos participando remotamente, e curiosamente a distância acabou aproximando pessoas, mesmo estando do outro lado do mundo. Quanto aos produtos ou alimentos, ainda não consegui encontrar mandioquinha (batata baroa) por aqui, e de vez em quando sinto uma saudadezinha, mas me adaptei com facilidade à alimentação. Claro que pedimos pra quem vem do Brasil trazer preparação pra pão de queijo ou polvilho azedo, e depois de três anos trouxe farinha de mandioca, mas acabo usando pouco por falta de hábito mesmo, e alguns produtos são encontrados com mais frequência nos supermercados, como mandioca e quiabo, e a dobradinha feijão-arroz não é frequente aqui em casa.
Natália na França

– O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?
As atividades que costumamos fazer fora de casa variam de acordo com as estações: no inverno costumamos ir pra montanha esquiar, tem estações de ski que ficam a duas horas de viagem daqui, passeamos nos parques porque apesar do friozinho os dias são bonitos e conseguimos aproveitar o sol, mas acaba que saimos mais durante primavera/verão, tem muitos parques naturais na região, estamos perto do mediterrâneo, em meia hora chegamos nas praias, e também gostamos muito de passear de bicicleta e é uma boa forma de explorar os cantinhos dessa Provença, além dos programas culturais que acontecem na região, principalmente eventos medievais.

– Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?
Essa é uma pergunta que nos é feita com certa frequência, e pra qual sempre procuramos responder de forma que expresse um pouco a flexibilidade de que precisamos pra fazermos nossos planos : por enquanto estamos aqui, e é aqui que fazemos nossa vida, mas da mesma forma como não podemos garantir que moraremos na mesma casa ou vizinhança de forma permanente, é complicado dizer que moraremos aqui pra sempre, porque uma série de fatores, além da nossa vontade, tem muito peso nessa equação. A vontade é de ficar o maior tempo possível, nos adaptamos bem por aqui, temos nossos amigos e uma rotina bacana, e por enquanto nosso porto é este.

– Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?
Moramos numa região cara, e Aix-en-Provence em particular é uma cidade cara se comparada à outras na mesma região, pelo fato de ter um posição geográfica central no departamento, e também por ser uma cidade universitária, fazendo a procura por imóveis alugados ser bastante alta, e os preços também. Paga-se em torno de 800 euros pelo aluguel de um apartamento de 1 quarto, e cerca de 1100 euros para um apartamento de 2 quartos (no condomínio onde morávamos, mas a média é por aí mesmo). Com o valor do aluguel um tanto puxado e os juros de financiamento congelados e baixando por causa da crise que atinge também o setor imobiliário muita gente acaba optando por comprar, financiando a longo prazo e pagando prestações praticamente equivalentes ao aluguel. Mas é preciso garimpar, porque apesar da crise, os imoveis entram e saem com muita rapidez dos catálogos, investidores estão sempre de olho porque é um bom negócio ter um imóvel pra alugar por aqui, e pros jovens que querem adquirir o primeiro imóvel existe uma linha de crédito de 15 mil euros sem juros financiada pelo governo (eles devem preencher alguns requisitos). Os critérios pra financiamento são rigorosos, e uma boa opção é contratar um corretor que busca as melhores propostas de financiamento nos diversos bancos, negociando taxas e condições de acordo com o perfil do comprador. É importante salientar que o valor da prestação não pode comprometer mais de 1/3 da renda familiar, caso contrário o dossier será recusado, além disso é importante ter uma reserva pra entrada, no mínimo 10% do valor do imóvel ou o valor da taxa notarial (registro no cartóriio, que inclui pagamento das taxas, tabelião e impostos, sendo que esse valor é mais elevado pra imóveis antigos, e mais barato tratando-se de imóveis novos), pra compor um bom dossier. Não é necessário ter fiador (pessoa física), mas é feito um depósito de garantia à uma instituição que funciona como fiador em caso de inadimplência. Quando chegamos, alugamos um apartamento de 1 quarto, aluguel era 795 euros (condomínio incluso) e não tivemos as dificuldades normais pra alugar porque nosso dossier era bom (expatriados com contrato de trabalho e um monte de firulas que facilitaram a aceitação) e fomos escolhidos entre vários franceses, mas ao invés de renovar o contrato de aluguel por mais três anos, preferimos dar um passo maior e investimos em algo nosso, com um quarto extra, e a diferença entre o aluguel e a prestação é muito baixa, o que compensou sem nos arruinar.
Natália na França

– Qual o custo de vida?
Acredito que 4 mil euros líquidos por mês seja um valor relativamente correto pra que uma família de 4 pessoas possa viver bem por aqui (vejam bem, somos um casal sem filhos, o valor é uma estimativa) .

– Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?
Tem um aspecto da burocracia aqui que me irrita : toda vez que preciso renovar meu visto eles me pedem uma certidão de nascimento de menos de 3 meses, traduzida. Ou seja, lá vou eu mobilizar família no Brasil pra providenciar o documento, a tradução e enviar com urgência, tudo muito caro. Em três anos, já tenhos 4 certidões de nascimento, todas devidamente traduzidas, e nenhuma igual à outra (vai saber, todo ano também eles mudam a forma da certidão). Em compensação, pra notificar os órgãos públicos sobre sua mudança de endereço existe um único site que reúne os dados e faz a alteração em cerca de dois dias, uma facilidade enorme : recebemos em casa uma etiqueta pra alterar o endereço no documento do carro exatos dois dias depois de informar a alteração. Uma outra coisa um pouco irritante : as pessoas são um tanto avessas a esforços que vão além da alçada delas, e não hesitam um segundo em dizer « não é meu trabalho ». Pô, se sabe e pode fazer, vai perder um braço por isso ? Tem os que fazem, não sem antes salientar que não é o trabalho dele, bufar e ficar de cara feia.

– Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?
A coexistência de diversos meios de transporte – carros, ônibus, bondes, metrô, trem, bicicletas e patinetes – sem que o surgimento de um declare a extinção de outro, oferecendo ao público uma boa variedade de transportes. Duas coisas nos supermercados que acho interessantes : os carrinhos só são liberados quando inserimos uma moedinha, pode ser até de plástico, o que evita com que sejam deixados no meio dos estacionamentos, e as maquininhas registradoras portáteis : nós mesmos fazemos o registro do produto que vai pro carrinho, e chegando no caixa é só fazer a leitura do código de barras e esperar a compra aparecer na tela pra efetuar o pagamento. O esquema do auto-atendimento inclusive em postos de combustível também é algo que me impressionou, e funciona numa boa.

– O país que você reside tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil? Conte-nos…
Acho que os bondes deveriam ter sido preservados e integrados ao sistema de transporte público, e quebrar o monopólio ônibus e carros que entopem as cidades.

– Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?
Venham com a mente aberta e sejam receptivos ao que é diferente, livrem-se dos clichês, ou aceitem os clichês que existem com relação aos brasileiros sem retrucar com violência (é uma via de mão dupla). Aprendam o idioma, mas ir além é importante : história e costumes também fazem parte do idioma, e ajudam muito na hora da integração. Evitem comparações : nenhuma gota d’água é igual à outra, e países também não o são, porque as histórias não foram escritas com a mesma pluma. Não iludam-se achando que tudo é maravilhoso e funciona perfeitamente : isso não existe, ao melhor existe aos olhos do turista, mas no dia a dia vemos que todo país tem seus problemas e mazelas, e a França não escapa da lista.

– Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?
Enriquecedora

– Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?
Tenho um blog que nasceu como ponte entre França e Brasil, e onde compartilho muito sobre a região e também sobre nossa rotina e adaptação por aqui, o Destino Provence
Direto de Paris: A Renata é uma jornalista que mora na região parisiense e estuda história da arte, e seus textos sempre trazem elementos históricos dos monumentos e lugares em Paris, uma visão muito interessante e rica da cidade.
13 anos depois: Mirelle também é jornalista, reside em Lyon e nos encanta com os cantinhos mais charmosos da cidade e fotos de encher os olhos.
Viver plenamente Paris: Milena mora há alguns anos em Paris e tem excelentes reflexões sobre a vida na França, aspectos burocráticos e culturais, além ótimas dicas de viagem e leituras.
Paris des petits: Adélia e Mariana compartilham dicas direto da Ville Lumière para incluir no roteiro dos petits (crianças).

8 Respostas

  1. Adorei conhecer um pouco mais a Natália.

  2. Maravilha.
    Eh isso tudo mesmo na Franca..morei ai e juntei mais certidoes de nacimento do que juntei figurinhas!!
    Boa sorte para o casal que sejam muito felizes neste empreitada.

  3. Adorei Natália. A gente troca figurinhas pelo twitter, mas muitas vezes conhece muito pouco das pessoas, não é mesmo? Abraços.

  4. Amei essa entrevista, essa região tá sempre na minha listinha🙂
    Bjokas

  5. Adorei a entrevista, muito legal te conhecer um pouco melhor! Espero que um dia a gente se conheça pessoalmente.🙂 Eu nao imaginava que Aix fosse uma regiao tao cara, os preços dos imoveis sao quase os preços de Paris. Puxa! E esse negocio da certidao é que aqui as certidoes so’ sao validas por 3 meses (aprendi isso recentemente) e acho que por isso eles adotam isso como padrao para todas as outras certidoes. A diferença é que aqui é super facil pedir uma nova certidao. Pedi outro dia para os meus filhos num site, facilimo, gratuito, e as certidoes chegaram em menos de 1 semana.

    Ah sim, e muito obrigada pela indicação!

    • Ei Dé!
      Aix fica numa das zonas imobiliarias mais caras da França, é a 50a cidade mais cara por metro quadrado, e a mais cara do departamento. Conhecida como cidade burguesa (realmente é um pouco), mas é so garimpar que conseguimos boas oportunidades por aqui!
      Realmente pedir certidões por aqui é brincadeira de criança, precisei de uma que chegou em dois dias, e a italiana pro meu marido chega em uma semana, com os campos também em francês, perfeito. Me incomoda mais ter que mobilizar o pessoal no Brasil pra conseguir as certidões do que elas em si, mas enfim, vai explicar pros franceses que não, divorcios não são averbados na certidão de nascimento (pq tem isso também), e que não, elas não tem validade no Brasil.
      Espero conhecer você pessoalmente em breve!
      Abraços!

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