Entre Bahrain, Nova Zelândia e Brasil

Anaie em BahrainCansados da violência que os rodeava no interior de São Paulo; Inaie, o marido e as filhas embarcaram para Australia, mas foi na Nova Zelândia que fixaram residência e temporariamente estão vivendo em Bahrain a trabalho. Uma de suas dicas para futuros expatriados é escolher o país que pretende viver, levando em consideração as coisas que gosta de fazer, isso já será meio caminho andado para realização pessoal. A história dessa família é imperdível…

Nome:
Inaie Ramalho

– Onde nasceu e cresceu?
Eu nasci em Aguas de Lindoia, uma cidadezinha linda, no interior de Sao PAulo. Meus pais ja tinham os pes na estrada – talvez ai eu tenha aprendido a viver como uma nomade. Antes de entrar na faculdade, com 17 anos, eu ja tinha morado em Campinas, Lindoia, Aguas de Lindoia, Serra Negra, Taubate, Tremembe, Santos e Sao Vicente.

– Em que país e cidade você mora?
Ha quase dois anos, moro Em Bahrain, uma ilha que e uma “cidade/pais” pertinho da Arabia Saudita, no Golfo Persico, Oriente Medio.

– Você mora sozinho ou com sua familia?
Sai do Brasil ha 10 anos, com meu marido e minhas filhas, que na epoca tinham 1.5 e 3 anos de idade. Sempre nos mudamos juntos. Ha dois anos trazemos conosco a Mia, nossa cachorrinha Neo Zelandeza.

– Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia?
Sim. Nos moramos na Australia 1999 – 2001, na Nova Zelandia – duas temporadas -(2001 – 2004 e 2006 – 2008), nos Emirados Arabes ( Sharjah) – 2005 e agora estamos em Bahrain desde 2009.

– Qual sua idade?
Ai, ai…perguntinha dificil. MAas decidi que so vou comecar a mentir a minha idade aos 40, entao voces ainda tem um tempinho pra aproveitar. Tenho 38 anos. Sai do Brasil para morar no exterior pela primeira vez aos 28 anos.

– Quando surgiu a idéia de residir no exterior?
Varios fatores nos influenciaram. Nos tinhamos varios amigos que tinham optado por morar no exterior, e alguns estavam explorando a possibilidade de mudar para a Australia ou para a Nova Zelandia como imigrantes. Meu marido tinha um negocio proprio e nos tinhamos muita dificuldade em receber dos clientes. Muitos nao pagavam, outros nos davam “bens”como forma de pagamento. Por conta disso, troquei de carro varias vezes, sem precisar ou querer. A violencia estava crescendo muito em Campinas e nos nos sentiamos aprisionados nos condominios, com seguranca 24 horas. Os bandidos a solta, e nos trancafiados dentro de casa, ou com medo de ser assaltados nos semaforos, nos cruzamentos, chegando e saindo de casa. Voce chegava ao seu bairro, ligava para o carrinho da seguranca, que ia te encontrar para escoltar ate a porta da sua casa.
Em alguns bairros, a coisa estava tao feia, que havia ate comboios. Os moradores iam em fila indiana, seguindo o carro de seguranca, que ëntregava”os clientes de casa em casa. Era muita gente, nao dava para levar de um em um, entao o comboio funcionava bem, principalmente na hora que todo mundo estava voltando pra casa do trabalho. Outro lenga lnga era chegar depois de festas, tarde da noite. A gente saia, se divertia e depois morria de medo de ser assaltado a caminho de casa.
Nos nos sentiamos como se estivessemos a merce de uma bomba relogio. MAis hora, menos hora, ela ia explodir nas nossas maos. E ela explodiu mesmo. Fomos vitimas de um assalto durante uma festa de aniversario, dentro da casa da minha sogra.
Essa foi a gota dágua. No dia seguinte comecamos a pensar seriamente em sair do Brasil. A ideia inicial era passarmos um ano fora. Meu marido ia fazer um MBA e nos poderiamos espairecer um pouco. Em um ano tudo ia mudar, certo?

– Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?
Australia – fomos para a Australia com visto de estudante. Como a proposta era genuina, nao tivemos nenhuma dificuldade em conseguir o visto pela duracao do curso do Fabio – 1 ano. Depois desse periodo, eu resolvi fazer uma pos graduacao e nos ficamos outro ano e meio em Melbourne. MAis uma vez, nao tivemos nenhum problema com o visto de estudante.

Nova Zelandia – Enquanto nos estavamos na Australia, comecamos a cogitar a ideia de morar no exterior. Transformar a nossa situacao temporaria numa decisao mais definitiva. A Nova Zelandia tinha mais apelo para mim, por que eu estava me descabelando de medo por causa da violencia que nao parava de crescer em Campinas. Durante esse periodo em que estivemos fora, minha mae teve a empresa dela assaltada varias vezes e ela teve a caminhonete dela baleada. Eu me assustei feio. Aplicamos para a residencia permanente na Nova Zelandia. Na epoca havia um sistema de pontos, baseado em nivel educacional, idade e experiencia profissional. Fizemos o “simulado” no site imigracao neo zelandeza e pelo resultado, achamos que daria pe. Aplicamos, esperamos o processo ser concluido e fomos para a Nova Zelandia com residencia permanente.
O residente permanente tem todos os direitos do Neo Zelandes ( com excessao do salario desemprego por um periodo de 2 anos – e direito a passaporte neo zelandes e a ser eleito a cargo publico ate conseguir a cidadania). Hoje podemos entrar e sair da Nova Zelandia sem problema algum. Escolhemos esse pais como a nossa base. E la que esta a nossa casa, e e para la que vamos voltar quando acabar o contrato do meu marido no Golfo. (www.immigration.govt.nz)

Oriente Medio – Emirados Arabes e Bahrain – viemos para ca com propostas de emprego feitas por empresas Neo Zelandesas. As empresas cuidam da papelada do visto para voce. As vezes demora, quase sempre e bem burocratico, mas sai. Sem visto, brasileiros nao conseguem nem embarcar para o Golfo.

– Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?
Sempre tivemos seguro saude, sempre organizado e pago pela empresa. Aqui em Bahrain a burocracia atrasou quase um ano ara nos incluir no seguro aude local, entao usavamos um seguro saude de viagem, comprado na Nova Zelandia. Funcionava, mas era mais complicado conseguir as restituicoes e as aprovacoes por serem transaces internacionais.
Por sorte, nao precisamos de nenhum tratamento ou exame mais sofisticado, so consultas de rotina.
Nosso plao de saude inclui tratamento dentario e limpezas semestrais.

– Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?
Na Australia (primeiro emprego expatriado), meu marido foi empregado assim que terminou o MBA. Eu consegui um emprego assim que comecei a procurar. No meu caso, tive que comecar por baixo, numa funcao bem junior por que eu nao tinha experiencia no exterior e eu nao ia poder continuar trabalhando no meu ramo ( sou jornalista ). Meu primeiro emprego foi como telemarketing – fiquei tres meses trabalhando para uma empresa telefonica, no turno da noite ( 5 as 9 da noite). Em tres meses consegui um emprego como atendimento ao cliente na Telecom ( so recebia chamadas e ajudava as pessoas, muito melhor que ligar para a casa das pessoas no horario do jantar!!)

Nova Zelandia – Fabio conseguiu ser transferido pela mesma empresa quando saiu a nossa residencia permanente. Como eu ja tinha trabalhado com atendimento ao cliente, consegui um emprego rapidamente, na mesma area. Percebi que agencias de emprego nao me chamavam para entrevistas – todas as minhas entrevistas foram conseguidas diretamente com empresas contratantes. Sepois fiquei sabendo que meu nome eh dificil e eles evitavam me ligar…hahaha. Muita gente “adota” um nome que seja facil de ser pronunciado em ingles. Eu me recuso. Sou um pouco empacada. Em dez meses fui promovida de atendimento ao cliente a gerente de treinamento. Em mais seis meses, acumulei as funcoes de gerente de treinamento e gerente de contas especiais, responsavel pelo time (12 pessoas) que cuidavam das maiores contas da empresa ( mais de 53% de todo o faturamento dessa multinacional). So estou dizendo isso para contar que na minha experiencia, o Neo Zelandes reconhece competencia e trabalho, nao senti preconceitos de nehuma natureza.
Na minha segunda mudanca para a Nova Zelandia, tambem consegui um emprego logo que cheguei. Eu gerenciei um time de atendimento ao cliente da compania de telefonia celular ( 24 funcionarios, 24/7) e depois fui gerente da imigracao, responsavel por um dos dois times que cuidava dos vistos de estudantes. Me demiti para vir para Bahrain.
Como residente permanente, pude ate ser funcionaria publica. Para ser promovida para o cargo acima do meu, eu precisaria ser cidada Neo Zelandeza – a residencia permanente ja nao ia mais ser suficiente.

Nos Emirados e em Bahrain eu nao trabalho – infelizmente as mulheres recebem muito menos que os homens e eu ainda nao consegui me reconciliar com a ideia de ser discriminada. Tenho procurado emprego desde que cheguei, mas os salarios sao muito baixos e as ofertas que eu recebi, geralmente foram baseadas na cor da minha pele, nao na minha competencia ou habilidade de fazer o trabalho ( o proprio empregador me disse isso. Ele falou que contratar “europeus” traz mais status para a empresa). Nao vou ser contratada baseada na minha aparencia

– Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?
Eu mudei de area quando fui para a Ausralia. Meu marido tambem mudou de area, mas por motivos diferentes. Ele sempre quis ser professor, mas com os salarios brasileiros, essa alternativa nunca foi considerada. Na Nova Zelandia, ele pode mudar de area sem problemas.
Tanto na Australia como na Nova Zelandia nao ha nenhum demerito em mudar de profissao, area ou setor. Isso e visto com bons olhos por indicar flexibilidade e habilidades diversas.
Meu marido foi contratado pela area educacional por empresas Neo Zelandesas no Oriente Medio. Tanto nos Emirados como em Bahrain ele trabalha com neo zelandeses, prestando servicos ao governo local, que traz “experts” para melhorar o nivel de ensino no pais, oferecendo ao local a opcao de estudar em boas escolas e universidades sem ter que ir morar no exterior.

– Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?
Na Australia e na Nova Zelandia eh vital falar ingles, que eh a lingua oficial. Sem falar a lingua local, a pessoa fica enclausurada nas comunidades de origem. Isso nao eh incomum na primeira geracao de imigrantes, coisa que completamente desaparece quando as criancas entram em idade escolar.
No Oriente Medio eh perfeiamente possivel viver falando ingles, eu nao falo arabe e nao tenho nenhuma dificuldade em me comunicar. So eh chato quando os arabes decidem falar alguma coisa e nao querem que voce entenda. Ai nao tem jeito, ne…

– O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?
Tanto a Nova Zelandia como a Australia sao paises civilizadissimos, onde as pessoas sao tratadas igualmente. Nunca me senti discriminada em nenhum lugar onde eu tenha morado.
A diferenca no Oriente Medio e a discriminacao contra os asiaticos, que sao tratados como cidadaos de segunda classe. Os arabes tem uma certa dificuldade em respeitar filas, ordem de chegada, essas coisas.

– Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?
Tenho duas meninas (12 e 13 anos) que estudam na escola britanica. Os amigos delas sao expatriados. Elas nao tem amigos puramente locais, mas tem varios amigos que sao metade bhrainis, metade europeus (geralmente pai local e mae “importada”)

– Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?
Sinto saudade dos meus amigos e da minha familia. Especialmente esse ano, que a minha mae nao conseguiu visto de turista para Bahrain e nao pode vir nos visitar. Todos os anos recebemos a visita da minha mae e dos meus sogros. Isso ajuda a fazer a vida mais facil fora no nosso pais de origem.
As minhas filhas sempre passam as ferias de verao com os avos no Brasil. Assim elas mantem a lingua e continuam em contato com a cultura e os primos.

– O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?
Aqui ha todo tipo de diversao. Ha clubes particulares onde voce pode usar seu biquini brasileiro sem nenhum problema.
Se voce gosta de esportes nauticos, ha varias marinas onde guardar seu jet ski ou seu barco.
Como o pais eh cheio de expatriadas que nao trabalham, ha cursos e grupos para todos os gostos. Artes, culinaria, ceramica, linguas, cultura, ha grupos que se reunem por terem os mesmos interesses, e grupos que se reunem por serem da mesma nacionalidade. Mesmo que voce naos seja de uma certa nacionalidade, voce pode se juntar aos grupos por afinidade. Eu faco par do grupo das neo zelandezas, brasileiras, latinas, australinanas e americanas.

– Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?
Vamos ficar no Golfo por mais um periodo e depois voltarmos para a Nova Zelandia.

– Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?
Nos temos a nossa casa na Nova Zelandia.
Uma das peculiaridades do Golfo sao os pacotes oferecidos aos expatriados. A empresa se responsabilia pelo seu aluguel ( que custa a partir de 2.500 dolares por mes), pela escola dos filhos ( algumas empresas pagam a escola integralmente, outras pagam parcialmente, outras nao pagam), passagens para o pais de origem ( por lei, uma passagem para o funcionario a cada dois anos – mas o mais comum e uma passagem para cada membro da familia, todos os anos). E importante negociar bem o seu pacote antes de vir para ca
Os condominios de expatriados geralmente tem piscina e outras facilidades. Alguns tem quadras de tenis, squash, sauna (pra que, meu Deus, pra que?), parquinhos…

– Qual o custo de vida?
Isso eh muito dificil decalcular, por que as diferencas sociais sao muito grandes. O ideal eh fazer uma boa negociacao no inicio do contrato, para garantir que o basico estara coberto (escola, acomodacao, carros, passagens). Ai o salario so vai ser gasto com alimentacao e diversao.

– Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?
O pais eh extremamente seguro, as pessoas sao amaveis e a vida nao eh nada dificil.
O transito eh um caos, e os expatriados estao sempre chegando e saindo, o que faz as relacoes pessoais temporarias. As despedidas sao constantes

– Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?
Aqui tudo eh muito diferente, tanto em termos de religiao como de cultura. Uma grande aventura!

– Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?
Leia muito. Se informe sobre as coisas que sao importantes para voce. Converse com pessoas que ja moram no pais para onde voce vais e mudar, e veja se voce tera como manter o padrao de vida que voce esta acostumado ou se voce tera acesso a sua paixao ( nao adianta querer esquiar em Bahrain, por exemplo)
Ha muitos expatriados disponiveis para ajudar os recem chegados ou os interessados em tentar uma nova vida.

– Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?
Interessante.

– Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?

Meu blog: www.inaier.blogspot.com

Blog que oferece apoio a maes e crancas. eles promovem passeis, cursos, treinamentos, oferecem disconto, organizam eventos e promovem encontros com outras maes com a mema afinidade que voce! : www.mumsinbahrain.com.bh

Site muito util para quem vai se mudar.Tem uma lista enorme de paises. Eu gosto principalmente dos classificados.: www.expatriates.com

6 Respostas

  1. Oi Enaier!
    Que maravilha ver a sua entrevista aqui, como falei no seu blog, voce deve ter uma imensidão de historias para contar!!!
    Que bom que te selecionaram para narrar uma historia tão interessante!
    Muita sorte!!
    Parabéns ao “Entrevistando Expatriados”, estou encantada com o blog, desde ontem (quando o descobri), nao saio daqui..rsrs
    Beijos

  2. Ótima entrevista e ótimas experiências🙂
    Bjos

  3. Parabéns pela entrevista!!!
    Mas você não acha que a partir do momento que a gente sai do país por causa da violência, não teria que voltar mais nem para passar as férias………….por causa da violência.
    Estou falando isso pq a minha sogra tem amigos no Canada e eles sairam do Brasil justamente por este motivo, Porém iam passar as férias no Brasil e em uma das férias o filho de 19 anos levou um tiro e não voltou mais para o Canadá.
    Pq o perigo pode acontecer a qq momento.
    Mas de qq maneira boa sorte para vcs ai no exterior.

    Abraços.

  4. Em alguns momentos, a falta de acentuação e os erros gramaticais fazem com que seja difícil ler o texto, mas mesmo assim a entrevista é inspiradora. Obrigado pela partilha.

  5. Só quem teve a coragem de sair e provar uma experiência de expatriado sabe o quanto é difícil adaptar-se e abrir mão de uma série de coisas. Mas o importante é ter em mente um objetivo, que pode ser juntar dinheiro para voltar numa situação melhor, conhecer culturas diferentes, tornar-se cidadão do mundo, ganhar dinheiro para ajudar a família no país de origem, etc. Voltar ou não nem chega a ser importante. O lugar de onde saímos não existe mais e nos sentiremos estrangeiros para sempre. Ou em casa, em qualquer lugar do mundo.

    Boa sorte sempre, onde quer que vocêes estejam!
    🙂

  6. Inaie…fiquei muito feliz em achar sem querer tua pagina….tenho muita cuirosidade de saber coisas do bahrein…conheci um rapaz da Jordania mas no momento ele esta lecionado ai no bahrein,agora no mes de fevereiro ele vira me conhecer aqui no brasil,temos muita afinidade,ja nos conhecemos a 1 ano…depois que ele vier para ca não sei como ficarão as coisas…se é que vc me entende!!..sou de São Vicente/São paulo…adoraria conversar com vc…um abraço Soraya

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