Kia ora, Nu Zealand

Cris Campos na Nova ZelandiaCris e Felipe saíram do Brasil quando seu negócio começava a decolar, venderam o que tinham para se aventurar nessa vida nova em uma ilha do Oceano Pacífico a 12,000km de casa. Sem saber quanto tempo ficariam, hoje estão na Nova Zelândia há mais de três anos, lá aprenderam a diminuir o ritmo e prestar atenção nas pequenas e boas coisas da vida, já viajaram ao redor do mundo e não sabem quando nem onde vão parar.

– Nome:
Cristina e Felipe.

– Onde nasceu e cresceu?
Curitiba, Paraná.

– Em que país e cidade você mora?
Wellington, capital da Nova Zelândia.
Cris Campos na Nova Zelandia

– Você mora sozinho ou com sua familia?
Moramos sozinhos, mas juntos. hehe

– Há quanto tempo você reside nesse local?
Felipe: há três anos e meio.
Cris: há três anos.

– Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia?
Não, só a passeio.

– Qual sua idade?
Felipe: 31.
Cris: 30.

– Quando surgiu a idéia de residir no exterior?
Nós dois sempre tivemos vontade de viajar e morar fora, pelo menos por algum tempo, desde a adolescência, mas as tarefas no Brasil foram nos prendendo. Primeiro veio a faculdade e nenhum de nós quis sair antes de pegar o diploma, em seguida trabalho, pós graduação… montamos uma empresa juntos, uma agência de internet e design, que ia muito bem mas tomou conta das nossas vidas completamente e não sobrava tempo pra mais nada.
Em 2006 o Felipe foi o primeiro a decidir que queria fugir de todo esse stress e realizar aquela vontade antiga de morar fora e conhecer outras culturas. Veio pra Nova Zelândia sozinho enquanto eu, Cris, continuei no Brasil tocando a empresa.
No verão de 2007 vim passar férias com ele e me apaixonei pelo país, especialmente por Wellington. Assim que entrei no avião para voltar pro Brasil já sabia o que queria fazer. Foi só o tempo de organizar tudo, vender o que eu tinha e voltar pra Nova Zelândia alguns meses depois.
Os principais fatores que incentivaram essa decisão, tanto minha como do Felipe, foram primeiro a vontade de mudar, de fazer algo diferente na vida ao invés de seguir a mesma cartilha da maioria; em segundo o impulso de viajar, conhecer e explorar que sempre tivemos; e terceiro o stress pelo qual passamos trabalhando no Brasil, queríamos paz e qualidade de vida, mesmo que fosse temporário.

– Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?
Não foi difícil, apenas trabalhoso e caro (em torno de 4mil NZ dólares no total), o que até achamos justo.
O Felipe entrou como turista (3 meses carimbados na entrada), conseguiu o primeiro emprego depois de 2 semanas e com a oferta de trabalho na mão pôde dar entrada ao pedido de visto de trabalho.
Eu também entrei como turista quando cheguei, o Felipe estava renovando o contrato de trabalho dele e demos entrada juntos a um novo Work Permit com validade para dois anos. O Felipe baseando-se no contrato que tinha com o empregador dele e eu na minha relação de “partner” dele (éramos namorados na época).
Ele precisou comprovar os vínculos empregatícios, as qualificações que tinha pra exercer aquele trabalho (webdesigner) e o chefe dele precisou explicar porque contratou um estrangeiro no lugar de um neo-zelandês. Eu precisei comprovar que tínhamos uma relação sólida e pra isso usei extratos de conta conjunta no banco, contrato social da empresa, muitas fotos datadas e emails.
Assim que o visto de trabalho saiu começamos o processo para tirar a residência. Usamos um sistema baseado em pontos pra profissionais qualificados (http://www.immigration.govt.nz/migrant/stream/work/skilledmigrant/). Como o Felipe trabalhava em uma área que está na lista de necessidade de profissionais do país e eu tinha acabado de chegar, ele foi o principal nome no pedido de residência, eu entrei como partner dele.
O processo todo levou 9 meses no total, depois do pedido online recebemos um convite e uma lista de coisas que precisávamos comprovar com inúmeros documentos e exames.
A residência inicialmente é “temporária”, e tivemos que cumprir a regra de ficar no país no mínimo 6 meses de cada um dos dois primeiros anos para nos tormarmos residentes definitivos, o que conseguimos este ano.

– Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?
Não temos seguro saúde. Sendo residentes temos acesso à saúde pública em caso de emergências. Médicos aqui são bem caros mas ainda assim se precisarmos de uma eventual consulta preferimos pagar separadamente do que pagar um seguro o ano todo, mas até hoje nunca precisamos, ainda bem.
E pensamos que no caso de um tratamento prolongado, é mais provável voltarmos pro Brasil e fazê-lo por lá, pois além de cara, não confiamos totalmente na medicina daqui. Apesar de ter fama de “primeiro mundo”, acreditamos que a medicina brasileira está muito a frente da neo-zelandesa.
Atualmente nosso plano é consultar todos os médicos no Brasil e ver se está tudo ok sempre que vamos para visitar.

– Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?
Hoje em dia o Felipe trabalha como diretor de criação em uma empresa de softwares e eu estou dando uma pausa para estudar.
Antes de escolher o destino o Felipe já tinha pesquisado e sabia que a Nova Zelândia tinha muito espaço para profissionais de web. Ele já tinha bastante experiência nesse ramo, além de boas qualificações, e conseguiu o primeiro emprego duas semanas depois de chegar. Apesar dos anos de experiência, o fato de ser estrangeiro e não ter o inglês bem afiado, o primeiro emprego foi um pouco abaixo do nível que ele estava no Brasil.
Eu cheguei aqui e devido ao stress a última coisa que eu queria na época era trabalhar com web novamente. Já ter o visto de trabalho na mão facilitou muito e fui contratada na minha segunda entrevista de emprego, para trabalhar como administradora numa empresa que faz gerenciamento de frotas.
Uma curiosidade foi ouvir na minha primeira entrevista que eu era “qualificada demais” para o cargo e por isso eles não iam me contratar. Coisa que eu jamais imaginei acontecendo no Brasil.
Trabalhamos por quase dois anos nessas empresas até que resolvemos sair para fazer uma viagem de volta ao mundo e nos casar no Brasil.
Agora estamos de volta, o Felipe tem um emprego melhor e eu resolvi voltar a trabalhar como gerente de projetos web e pra isso estou estudando pra me atualizar.
Os meios para conseguir qualquer emprego na Nova Zelândia são os mesmos para locais ou estrangeiros, praticamente todos os empregos estão anunciados no Seek (www.seek.co.nz) e no TradeMe.

– Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?
Não mudamos, mas a diferença é que éramos empresários no Brasil e aqui descobrimos a facilidade e tranquilidade de ser empregados.

– Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?
Sim, falamos. Ambos já falávamos inglês antes de vir, e ainda assim nos sentimos peixes foda d’água em várias situações no início. O sotaque kiwi é muito diferente do sotaque americano que os brasileiros estão acostumados e a adaptação pode demorar um pouco.
No primeiro ano dividimos a casa com outros kiwis o que nos ajudou muito, pois isso nos forçava a falar inglês até mesmo um com o outro.
Saber falar inglês aqui é essencial, caso contrário é difícil passar por qualquer entrevista, mesmo que seja pro mais mudo dos empregos. Além de que não seria possível se comunicar com qualquer pessoa na rua a não ser brasileiros.
Já nos conformamos que jamais perderemos o sotaque brasileiro, mas a Nova Zelândia é um país cosmopolita, com muitos estrangeiros de todas as partes do mundo e eles não se importam com isso, desde que você consiga se comunicar corretamente.

– O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?
Como brasileiros somos muito respeitados na cidade onde moramos. Eles chegam a gostar e se empolgar quando dizemos que somos de um país tão distante e tão desconhecido para eles.
Além de ser um país multi-cultural, que historicamente respeitou as diferenças entre os Maoris (primeiro povo a habitar a NZ) e os Europeus, a Nova Zelândia também sofre com a falta de mão-de-obra e sabe que depende dos imigrantes.
Diferente dos vizinhos australianos, são raríssimos os casos de discriminação que presenciamos aqui, e quando existem são sempre muito sutis.

– Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?
Não temos filhos.

– Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?
Sentimos muitas saudades da família, dos amigos e de toda vida social que tínhamos no Brasil. A distância só aumenta com o fuso-horário daqui, são 15 horas de diferença, o Brasil acorda quando estamos indo dormir e vice-versa. Isso é bem chato.
O Felipe diz que não sente falta de nenhum produto brasileiro, eu sinto falta de pinhão no inverno! que não pode entrar no país… As outras coisas que sinto falta (chá mate, especialmente) chegam em caixas que minha mãe manda pelo correio de vez em quando.🙂
Sentimos falta das festas, da alegria, do calor humano e da água do mar não tão gelada!

– O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?
Viajamos muito por aqui. Adoramos pegar a estrada e, sendo uma ilha, tudo é muito perto e é possível ir pra lugares com paisagens completamente diferentes em um fim de semana e outro.
Às vezes saímos à noite com amigos, mas normalmente é decepcionante comparado às noites que estávamos acostumados no Brasil. Então geralmente preferimos dormir cedo, acordar cedo, e curtir o dia.
Com a natureza exuberante daqui, os kiwis adoram atividades ao ar livre, principalmente esportes, e isso tem tudo a ver com nosso estilo de vida, no verão vamos atrás das ondas para surfar e no inverno snowboard na montanha.
O incrível é como mesmo num dia muito frio e chuvoso ainda vemos várias pessoas saindo para uma corrida à beira mar. Haja disposição! Nós ainda não chegamos nesse nível… rs
Os kiwis também bebem muito. Demais! Muito mais do que os brasileiros. Acho que isso influencia o fato de sair à noite não ser tão agradável.
É super comum ter festas na casa de alguém, quase sempre essas festas têm um tema e todo mundo produz ou aluga uma fantasia pra ir de acordo com o tema. Esse lado lúdico dos kiwis é muito engraçado, sério, você vê de tudo na rua!
Cris Campos na Nova Zelandia
Cris Campos na Nova Zelandia

– Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?
Adoramos fazer planos, o problema é que os planos estão sempre mudando! hehehe
Um dia acordamos querendo ficar por aqui pra sempre, no outro queremos correr de volta para o Brasil, no terceiro dia queremos nos mudar para a Austrália e no quarto dia queremos abandonar tudo e ir morar em Bali.
A verdade é que estamos vivendo um dia de cada vez, e estamos aprendendo como aproveitar o melhor de cada um desses dias. Seja na Nova Zelândia, no Brasil ou viajando ao redor do mundo.

– Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso?Comprar imoveis é algo comum nesse país?
Alugamos uma casa pequena, de dois quartos, perto do centro e com uma vista incrível para o mar e para as montanhas. Pagamos NZD350 por semana (o equivalente a R$1,750 por mês), isso é um aluguel bem abaixo da média dos preços de Wellington.
Comprar um imóvel aqui é muito caro, com os mais baratos variando em torno de 300mil dólares, a maioria das pessoas faz financiamentos que levam a vida inteira pra pagar. Por outro lado, a taxa de juros daqui é bem mais baixa que a do Brasil.

– Qual o custo de vida?
Vou falar do custo de vida que temos como casal. Gastamos por semana NZD550 (R$2,780 por mês) com o básico. Isso incluindo aluguel, luz, internet, supermercado, combustível e umas saidinhas pra comer fora.
Os salários aqui também são pagos por semana, isso facilita bastante o controle das contas.

– Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?
Positivos:
– Segurança: poder sair na rua com a camera na mão e ouvindo iPod, morar em casa sem grades em vez de apartamento, andar à noite com tranquilidade, ver os parques e praças cheios de crianças brincando sem os pais terem que se preocupar.
– Facilidade: desde oportunidades para conseguir um trabalho (pra quem tem visto, claro) até a falta de burocracia com as coisas, tudo aqui é muito fácil de fazer quando comparado ao Brasil.
– Honestidade: a NZ está entre os países menos corruptos do mundo e dá pra sentir isso no dia-a-dia, todo mundo confia em todo mundo, às vezes chega ao ponto da ingenuidade até, mas achamos isso ótimo.
– Belezas naturais: o país é lindo, a cidade é linda, e mesmo quando bate uma tristeza é só olhar pra fora e ver a paisagem pra se encantar de novo.
– Esportes: pra quem gosta de surf, snowboard, kitesurf, skydiving, ou qualquer coisa parecida como a gente gosta, aqui é o lugar.

Negativos:
– Distância: aqui é muito longe do resto do mundo, do Brasil então nem se fala. Além da diferença de horário que já falamos, o tempo que leva pra chegar no Brasil é geralmente umas 21 horas, não vale a pena ir pra ficar pouco tempo. Além das passagens serem super caras, então não dá pra ir visitar com muita frequência.
– Frio e vento: sim, aqui é uma ilha paradisíaca do Pacífico, mas nada tropical.. o clima é temperado, o que pra quem vem do Brasil é mais frio na maior parte do ano. Sendo uma ilha, o vento é constante e Wellington especialmente é famosa por seus ventos de 120km/h. A água do mar é muito gelada!
– Muitas vezes a Nova Zelândia pode ficar chata. Por ser um país pequeno e isolado, não tem muita coisa pra fazer por aqui além daquelas relacionadas à natureza.

– Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?
A primeira coisa que impressiona por aqui é a natureza e a baixa densidade demográfica. São inúmeras praias desertas, lindas. É só dirigir alguns quilômetros e você está numa floresta, mais alguns minutos e está em um deserto.. vulcões… lagos… E de repente os alpes, montanhas e mais montanhas cobertas de neve!
E durante todo esse percurso você dirigiu por estradas de pista simples com poquíssimos carros no caminho, e sem dúvida viu muito mais ovelhas e vacas do que pessoas!
Cris Campos na Nova Zelandia

– O país que você reside tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil? Conte-nos…
Turismo. O governo neo-zelandês sabe explorar o turismo como nenhum outro, tudo é muito organizado, bem divulgado e fácil. Mesmo sendo um país novo e não tendo muita história, eles conseguem transformar tudo em atração turística e fazer museus incríveis.
O Brasil tem um potencial para o turismo muito maior do que a Nova Zelândia, mas não está sabendo explorar. Vemos muitos estrangeiros viajando para a América do Sul sem incluir o Brasil no roteiro por falta de organização, estrutura e divulgação por parte do governo.
Cris Campos na Nova Zelandia

– Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?
Estude inglês antes de vir. Não venha pensando “vou aprender mais rápido se deixar pra estudar lá”. Não espere chegar aqui pra começar. Os cursos de inglês aqui são caros e chegar sabendo pelo menos o básico é a melhor coisa que você faz.
Se você tiver de 18 a 30 anos, venha com o Working Holiday Visa. O Brasil tem esse acordo com a Nova Zelândia há 2 anos e permite que você trabalhe legalmente durante um ano. Isso facilita muito a vida de quem quer trabalhar aqui, e você pode conseguir boas oportunidades que teriam te fechado a porta caso você dissesse que é apenas turista.
Se você pensa em ganhar muito dinheiro e ficar rico, aqui não é o lugar. A NZ é um país de igualdade social, e os salários nunca chegam a ficar muito altos. Os impostos são altos, o custo de vida não é dos mais baratos também, mas em troca você vai ter uma ótima qualidade de vida.
Dica pra mulherada: tragam muitas calcinhas!! Nas lojas daqui calcinha ou é grandona ou é fio dental, não tem aquele modelo brasileiro “meio termo” que nós estamos acostumadas.

– Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?
Bubble-life. (a gente costuma dizer que parece que a NZ está dentro de uma bolha, enquanto o resto do mundo está acontecendo lá fora)

– Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?
– O site de turismo da Nova Zelândia: http://www.newzealand.com/travel/International/, é ótimo.
– O site da imigração: http://www.immigration.govt.nz/ é importantíssimo e tem tudo pra quem pensa em vir morar aqui.
– O TradeMe (www.trademe.co.nz) é onde os kiwis anunciam tudo, desde alfinete, passando por empregos até casas e carros. Lá é possível ter uma noção do preço das coisas por aqui.
– Nós temos um blog onde estamos contado histórias das nossas viagens ao redor do mundo, o No Place Like Here: http://www.noplacelikehere.com/, venha nos visitar!😉
– Se alguém quiser ver mais fotos nossas na Nova Zelândia, tem muitas muitas no Flickr: http://www.flickr.com/photos/criscampos/.

26 Respostas

  1. Cris!! Adorei ler sua entrevista aqui e conhecer um pouco mais da história de vcs!!
    Eu prometi para a Mirella que daqui um tempo vou escrever a minha versão de Delaware!!
    Engraçado que na minha entrevista quando estavamos em Cingapura também menciono a saudade do pinhão!! Coisa de Curitibano mesmo!! rsrs
    Tudo de bom para voces ai na NZ!!

    • Valeu Oscar!
      Vai ser ótimo saber um pouco mais da história de vocês em Delaware também.🙂

      Pinhão é tudo de bom!! É uma pena que não possa entrar aqui… e como eu geralmente vou para o Brasil no verão, só congelado! Melhor do que nada né?! hehe

  2. Oi Chris e Felipe,

    Morei em Auckland por 6 meses em 2002, e sinto uma saudade muito grande da Nova Zelândia, pena que é tão longe de tudo… e ai fica difícil ficar tão isolado de tudo! Mas o lugar tem uma beleza maravilhosa, foi nesse país que vi que a barra da saia da minha mãe é muito pequena e que me fez querer sair para conhecer o mundo!

    bjs

    • Oi Bia,
      É verdade, o país é lindo!! Talvez o fato de ser tão longe ajude a preservar um pouco disso né?!

      Às vezes acho que todo mundo que vem pra cá fica com essa “coceira” de conhecer o mundo. Os próprios kiwis, são mochileiros por natureza… eu adoro!😀
      Beijos xx

  3. Hoje passei boa parte do dia lendo o Blog da Cris e de Felipe e estou encantada, por isto adorei conhecer um pouco mais sobre eles!
    Muito bacana saber da coragem deles de largar tudo e comecar do zero num lugar tao distante. Felicidades! Vcs merecem!

    • Eba, que bom saber que você gostou.🙂

      O problema de criar coragem pra largar tudo a primeira vez é que depois vicia!! Agora não conseguimos mais sossegar. heheh

  4. Mi,
    Obrigada pelo espaço, ficou show!
    Estou achando engraçado ler as nossas respostas de novo agora.. parece tudo tão formal. hahaha

    Ah.. e o nosso blog agora mudou, aquele link está indo pra página em inglês, então queria lembrar que tem a versão em português também, é só clicar na bandeirinha do Brasil lá, ou no meu nome aqui.😉

    Beijoss xx

  5. Que legal a entrevista! Adorei saber mais sobre a vida da Cris e do Felipe tão longe do Brasil!🙂

  6. Os curitibanos pelo mundo hehehe O mais legal além da coragem de “saltar” ao mundo, esta linda história de amor!
    beijos

  7. Adorei a entrevista!
    A Cris e o Felipe são uns craques!

  8. Adorei a entrevista!!!
    Parabéns para vocês doi,s que continuem sempre na luta.

    Abraços

  9. Amei a entrevista, deu muitas saudades quando eu li o que vcs falam do Brasil e do calor!!!! sensibilidade a mil, quase chorei!!!! kkkkkkkkkkk

  10. ah por cinco minutos tive vontade de sair correndo e ir pra aí!!!!!

  11. Cris, me identifiquei demais com seu post e sua escrita. Tenho muita vontade de me aventurar por esse mundão de Deus por uns tempos.
    Bjokas e vou ver seu blog

  12. Oi Cris

    Adorei a sua entrevista e concordo com praticamente tudo, especialmente a parte de cada dia ter uma decisão diferente sobre onde quer viver. Eu também sou bem assim.

    Se você me permite, eu gostaria de adicionar dois comentários:
    – Na época que vocês e que eu vim para cá era possível arrumar um emprego em 1 semana. Atualmente está bem mais difícil.
    – A medicina privada no Brasil é mais avançada que na NZ mas, a meu ver, não dá para comparar a saúde pública daqui com a do Brasil. Na opinião de quem já passou pela experiência (meu filho fez uma cirurgia de apendicite aqui) a saúde pública na NZ é muito melhor. A questão é que aqui não importa quanto dinheiro você tenha no bolso na hora de uma emergência hospitalar, você sempre será atendido do mesmo jeito. Como o problema da saúde pública aqui é a espera por consultas com especialistas, eu fiz um plano de saúde para mim e para o meu filho e juntos pagamos 85 dólares por mês, o que é bem menos do que 1 consulta com um especialista. Pelo fato da saúde pública ser bem boa, os planos de saúde são bem baratos.
    Beijos e desculpe a intromissão.😉

    • Oi Jeanine!
      Intromissão nada… a internet é legal justamente porque podemos ter essa troca de opiniões né?!🙂

      Sobre conseguir emprego concordo que a crise deu uma balançada na NZ, mas o mercado já está se recuperando e dependendo da área de atuação e das qualificações de cada um, ainda tem muita oferta.
      Quando voltamos da volta ao mundo eu voltei pro meu emprego antigo mas o Felipe teve que procurar outro e não demorou pra conseguir. Mas é claro, volto a ressaltar, depende de cada um e é sempre bom pesquisar antes e vir preparado no caso das coisas darem errado.

      Não dá mesmo pra comparar a saúde pública daqui com a do Brasil, são duas coisas muito distantes, até porque o Brasil é um país imenso e mesmo lá dentro é difícil comparar duas cidades.
      Comparo, porém, a saúde privada (com plano de saúde ou não) de lá com a daqui e fico com a de lá.
      Nós não temos um plano aqui porque não sabemos o dia de amanhã, talvez se tivéssemos filhos e família aqui como você nós fizéssemos um plano sim. Achei muito legal você ter citado os preços!
      No caso de uma emergência é realmente maravilhoso estar em um país que presa a igualdade social. 🙂

      Obrigada pelo comment!! Beijos xx

  13. Muito interessante poder ler sobre outras historias de brasileiros morando por esse mundo afora. A beleza das peculiaridades de cada pais.
    Muito legal Cris, vou entrar la no seu blog.
    Beijos!
    Tati.

  14. Ola! gostei da entrevista sobre a experiência de vocês na nova zelândia. obrigado por compartilharem. Dicas bastante úteis! já morei cerca de 5 mêses em Auckland e gostei muito de minha experiência na nova zelândia, pois conheci também outros lugares ao redor. atualmente estou resolvendo papelada (visto) para ir para wellington. quem sabe não nos encontramos por aí ? sucesso para vocês. Eddie

  15. ola cris e felipe, gostei das informaçoes,
    tenho vontade de morar ai por um tempo, tenho 43 anos, existe alguma facilidade de visto, se eu entrar como turista tem como regularizar dentro do pais, por favor mim ajudem nestas respostas.
    um abraço e fiquem com deus

  16. Nossa que bacana o blog de vcs.
    Estou indo pra Nova Zelandia encontrar um brasileiro dia 29.11 em Welligton e o que vcs disseram só fez eu ficar mais feliz da minha escolha.
    Minha primeira viagem internacional pra tão longe já.
    Muito obrigada pelas informações

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