No reinado da familia Al Thani

Adriane em QatarUma pessoa que ama viajar, independentemente do destino. Atualmente vê a vida mais bege num pequeno país do Golfo (Qatar) onde não veio somente para aprender a lingua, mas para dar novo rumo aos seus estudos. Saiba mais um pouco desse pequeno, porém rico pais pela vivência da Adriane.

– Nome:
Adriane

– Onde nasceu e cresceu?
Nasci no Rio de Janeiro e com 2 anos minha familia ja iniciou a jornada de viagens. Passei minha infancia em Portugal, Equador e Arabia Saudita, ja minha adolescencia foi dividida entre Qatar e Rio de Janeiro.

– Em que país e cidade você mora?
Atualmente moro no Qatar na cidade de Doha.
Adriane em Qatar

– Você mora sozinho ou com sua familia?
Moro com minha familia

– Há quanto tempo você reside nesse local?
O tempo total seria de 3 anos mais ou menos, depois de indas e vindas estou aqui de novo ha 2 meses.

– Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia?
Sim, ja morei no Equador, Portugal e Arabia Saudita, outros paises somente com fins turisticos.

– Qual sua idade?
Tenho 22 anos.

– Quando surgiu a idéia de residir no exterior?
Na verdade eu nao participei muito dessa decisao porque a profissao do meu pai e os contratos com times diferentes nos faziam viajar sempre, sempre o acompanhando. So dessa vez que pude decidir, depois de um periodo no Brasil acabei sentindo falta das viagens, de ouvir outras linguas, ver lugares diferentes e decidi dar um tempo na faculdade, pedi demissao do meu antigo trabalho e estou longe do namorado com o intuito de recomecar aqui. Vamos ver se vai funcionar.

– Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?
Uma vez que voce ja tem o emprego esses assuntos ja sao previamente estabelecidos. No contrato do meu pai o clube paga as despesas de viagem da esposa e dos filhos menores de 18 anos, nesse caso eu fiquei de fora. O processo do visto foi demorado, esperamos uns 2 meses ate que tudo fosse resolvido, porque aqui as coisas funcionam beeem devagar, o ritmo aqui eh outro. Primeiro entramos com visto de visita, depois pedimos o visto de residencia pra familia, as despesas foram pagas por nos mesmos, mas todo o processo eh facilitado pelo clube.
Adriane em Qatar

– Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?
Nao eu nao tenho. Esses assuntos ja vem previamente no contrato.

– Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?
O assunto pode parecer um pouco inedito, mas eu vim na intencao de iniciar outra graduacao. Quem trabalha aqui e somente o meu pai. Nao ha preocupacao com aluguel, apenas com nossas contas pessoais, como luz, por exemplo. Eu tenho achado relativamente facil encontrar emprego, so nao tenho aceitado ainda porque eu nao poderia retornar ao Brasil nessas ferias como a grande parte dos Brasileiros fazem, senao todos (maio-junho). Encontrei empregos full-time e part-time. Para ser empregado aqui o fundamental eh o ingles, mas o arabe ajuda muito no surgimento de outras oportunidades. Vejo o Qatar como um pais cheio de oportunidades profissionais. Fora isso quem tem renda, se torna um sponsor, ou seja, tem direito de trazer pessoas e se responsabiliza por elas, no caso eu preciso de uma autorizacao do meu sponsor (meu pai) que me libere pra trabalhar num emprego part-time, por exemplo.

– Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?
Eu, somente nessa minha viagem pra ca, comecei a fazer um curso de arabe, eu me interesso muito em aprender linguas e nao poderia abrir mao dessa oportunidade. Aqui com o ingles voce pode ficar tranquilo, porque tem muitas pessoas pessoas de fora, que por sinal superam em numeros a populacao local. Porem, ha dificuldade de se comunicar porque os niveis de conhecimento do ingles sao diferentes e os sotaques, no geral nao sao algo simples, mas com um pouco de esforco se torna uma experiencia boa e no final a gente sempre se entende.
Na minha opiniao aprender a lingua local eh fundamental quando sua intencao e residir, eu considero uma falta de respeito nao se esforcar nem um pouco para aprende-la, embora aqui ela nao faca muita falta. Tem historias, por exemplo, de senhores de idade tentando se comunicar com as enfermeiras e medicas porque eles so falam arabe e as medicas somente ingles, eu imagino o sentimento de invasao que essas pessoas devam sentir, acredito que para determinados trabalhos um minimo de conhecimento de arabe deveria ser exigido, mas o que eles querem e um pais que cresca rapido e facilitam muito a vida de pessoas especializadas em determinadas areas. Isso e uma consequencia do rapido crescimento.

– O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?
Bom, quando eu vivi em Portugal foi um espaco curto de tempo e eu era muito nova, sei basicamente de preconceitos infundados que minha mae sofria quando dizia que era brasileira, como, por exemplo, eu querer ir ao banheiro e minha mae nao encontrava e acabei nao conseguindo me segurar (isso muito crianca, tah?!) e entao um homem que tinha a tinha ouvido falar comigo disse que so poderiamos ser brasileiras mesmo, que se nao fossem eles o Brasil nem teria sido descoberto. Como era muito nova nao posso afirmar se era algo recorrendo ou so um fato isolado.
Quando vivi no Equador fui tratada normalmente pelas pessoas, nos recebiam super bem. Vivemos la por 7 anos e nos sentiamos em casa. La tem muita gente tambem, assim como em muitos outros paises, que acham o maximo voce ser brasileiro, carioca entao, nem se fala. Vivi otimos momentos no Equador.
Adriane em QatarNa Arabia Saudita nao poderia dizer muita coisa a respeito de um comportamento geral, pos ja muito nova tive que comecar a usar a abaya e quando um Mutawa, que eh um tipo de policia religiosa, parou meu pai e gritou horrores com ele dizendo que eu deveria usar o veu, eu com uns 14 ou 15 anos decidi que aquilo foi o fim pra mim, sempre fui pequeniniha e magrela, se dissesse que tinha 10 anos qualquer um acreditaria. Fiquei super mal com aquilo e me tranquei em casa e disse que nao sairia mais. Eu morei em Jeddah, Rhyad e Dammam. Esse acontecimento traumatizante foi em Dammam, que era bem mais rigido. A cidade mais light pra mim foi Jeddah onde eu andava as vezes com a abaya aberta. Com as pessoas que tive contato fui bem recebida sim, as pessoas sao adoraveis, mas pra gente e bem dificil lidar com essas situacoes, ainda mais pra uma carioca!!! Fiz muitas amizades, com arabes, finlandeses, americanos, venezuelanos, argentinos, sudaneses, filipinos, indianos… nooossa muita gente. A escola eh um local com uma miscigenacao tremenda, eu simplesmente amava aquilo.
Depois nos mudamos para o Qatar, que comparado com a Arabia Saudita andamos quase peladas nas ruas. O que todos recomendam, como consulados ou ate livros de turistas como o Marhaba, eh que se evitem roupas muito justas, nada de blusa de alcinha, nada de tomara-que-caia ou shorts, porque a parte do ombro e da nuca e algo extremamente sensual para eles. Quando chegamos aqui ouvimos muitas historias de brigas e escandalos no meio dos shoppings ou ruas quando uma mulher resolve colocar os ombros de fora. Obvio que muito de vez enquando vemos alguem com blusa de alca ou com uma bermuda um pouco mais curta, e confesso, eu me espanto. Mesmo assim, colocando calcas e blusas com manga e basicamente impossivel evitar os olhares dos homens, pricipalmente os filipinos, indianos e paquistaneses. Eles vem pra ca para trabalhar bastante e receber pouco e nem sempre tem condicoes de trazer a familia, penso sempre nisso pra nao dar lugar a um sentimento negativo em mim, pois eh muito constrangedor a forma que nos olham, eh um olhar fixo. Imagina alguem passando e essa pessoa simplesmente para pra te olhar e soh se move quando voce sai de perto. Nao importa se voce esta com seu pai, seu irmao ou seu namorado, parece que tudo a sua volta some e eles so veem voce, nessas horas eu nao sei onde enfiar a cara, morro de vergonha. Varias vezes meu pai ja olhou com cara de mau (hehehe) mas nao funcionou, ignoraram completamente sua existencia, nessas horas eu sinto vontade de cavar um buraco e me esconder ate que eles passem. Ja os arabes nao se comportam muito dessa forma, ja presenciei cenas deles olharem pra mulheres de abaya e veu enquanto varias outras passavam de bermudas, vestidos e eles nem davam bola. Mas de um modo geral os qataris respeitam muito os que vem de fora sem ser os que vem pra fazer aqueles trabalhos mais bracais. O que vejo muito tambem eh um comportamento que mostra uma ideia de postura superior por parte dos europeus. Mas de um modo geral, podemos conviver pacificamente.

– Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?
Nao tenho, sou a filha e tenho mais 2 irmaos, um de 15 e outro de 5. Eh bem mais facil pra eles do que pra minha mae, por exemplo. Estudar aqui e otimo, muitas pessoas que estao passando pelo mesmo que voce, que estao longe de parentes e da sua cultura, isso incentiva a compaixao e assim as pessoas vao se aproximando. As escolas sao muito boas e bem caras tambem, oferecem muitas atividades e os condominios aqui tem piscinas, alguns quadras e salas de jogos. Entao eh soh ligar pra um amigo e o proprio condominio oferece o espaco. Eh uma otima oportunidade para aprender outra lingua, tem escolas americana, britanica, francesa e alema, isso ateh onde eu sei. Tem escolas qataris e indianas tambem, por exemplo, mas nao foi uma opcao que minha familia cogitou.

– Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?
Sinto falta sim, principalmente do namorado. Em relacao a saudade dos amigos e parentes eh algo que a gente vai se acostumando e convivemos com isso sabendo que as ferias vao chegar e vamos matar a saudade. Sou muito grudada com minha familia e parentes, muito mesmo, sinto falta, as vezes fico pensando como foi que eu fui fazer isso, mas sao escolhas que fazemos na vida. Eu acho que nao sou a pessoa certa pra falar disso, porque eu amo viver em outros lugares, sentir saudade eh bom e amo tudo que envolva isso. Quando retomamos o ritmo e nos habituamos, tudo fica melhor. Eu sinto muita falta de acai, que vontade de tomar um acai! Uma agua de coco na praia, uma cerveja com os amigos ou uma partida de sinuca, ou talvez simplesmente conversar no portao ate altas horas e de repente surge algo e vamos assim, do nada. Essa eh uma parte bem dificil tambem, eu sempre fui muito agitada, amo rua!
Aqui as coisas sao bem diferentes, dependemos de carro pra tudo e gastar sempre dinheiro com taxi eh um peso. Se a pessoa nao estudar ou trabalhar, vai se perder nos dias e nas horas porque vai viver dentro de casa. O choque eh muito grande, no Rio eu pegava um onibus e ia a qualquer lugar a qualquer hora, aqui nao. O programa aqui eh shopping, casa de amigos, uma volta na praia, fazer um picnic e um passeio no deserto. Tem algumas boates sim, onde vendem bebidas alcoolicas, mas sao bem caras. Eles tambem fazem eventos, chamam artistas de fora, mas nos lugares que vende bebida alcoolica qataris nao entram. Aqui carece de eventos culturais, temos poucas alternativas. Nao eh como no Brasil onde eu pegava um onibus ia pra um centro cultural, de la poderia dar uma passada na praia e comer qualquer coisa na rua, nada disso, muito diferente. A adaptacao pros jovens e muito mais dificil.
Enquanto a comida, comigo funcionou ao contrario, aqui tem muito mais opcoes, acredito que eh ateh por saber que nao se tem muito o que fazer. Nos aqui costumamos dizer que quando nos mudamos pra Doha e resolvemos sair, se nao comermos e como se faltasse algo, mas quando comemos parece que nos divertimos horrores. Quem nao tem controle aqui, engorda, muita coisa boa pra comer.
Uma coisa que eu acho bem chata e que nao temos muitas visitas, parece que quando as pessoas chegam aqui ficam calminhas, de vez enquando tem um almoco ou um churrasco, por mim deveriam fazer mais.
Adriane em Qatar

– Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?
Eu vim aqui na intencao de estudar, como meus documentos nao chegaram a tempo, so poderei dar inicio ao processo na proxima temporada, precisa-se do SAT, que eh uma especie de vestibular e do IELTS para comprovar que voce tem condicoes de ingressar numa faculdade onde se fala ingles. Enquanto essa hora nao chega eu pretendo trabalhar. Vou fazendo o que posso, nunca se sabe se eu darei a louca de novo e resolver retomar meus estudos no Rio. Se der certo aqui pra mim sera bom, porque aqui a violencia eh basicamente inexistente e se tem um padrao de vida muito melhor, mesmo nao recebendo muito, as oportunidades aqui sao bem mais variadas. Agora, a ideia de morar pra sempre eu nao tenho, porque eu sempre penso no Brasil e de como amo aquele pais. Se puder nao paro de viajar nunca, mas a paixao mesmo eh pelo Rio.

– Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?
Na verdade a questao de moradia quem resolve eh o proprio clube que contratou meu pai, isso pode ou nao estar incluso no contrato. Aqui eh um lugar bem caro pra alugar ou comprar casas, enquanto carros ou roupas sao bem baratos, moradia eh algo que fica pra tras nesse aspectos. Um apartamento pequeno pode custar cerca de QR8,000 o que sai em torno de 4,000 reais.

– Qual o custo de vida?
Bom tem o valor do aluguel, alem disso se a pessoa tem um filho adolescente paga em torno de QR35000 o ano da escola, a gasoline eh bem barata, roupas e cinemas nos encontramos em valores bem baixos. Isso depende muito do padrao de vida que a pessoa leva. Se saem pra comer numa lanchonete podem gastar QR30 ou QR400 num restaurante. Acredito que se viva bem com US5000 por mes.

– Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?
O maior ponto positivo na minha opiniao, ainda mais pra quem saiu do Rio, eh a seguranca. Aqui as pessoas saem dos seus carros e as vezes nao trancam, ou vao rapido a uma loja e deixam o carro ligado ainda e os carros sao dos mais caros. Eu fico me perguntando como vou me readaptar ao Rio nas ferias, porque eh muito facil se acostumar com seguranca. No Rio temos medo de tirar fotos ou falar ao celular na rua, andar a noite, aqui eh totalmente diferente, esse pra mim eh o principal. Fora esses, aqui encontrei oportunidades de emprego melhores, as coisas sao mais baratas, se tem um padrao de vida que no Brasil eh bem mais dificil de ter e a falta de opcoes parece que ajuda a focar nos estudos.
Dentre os negativos, o pior eh a saudade, ainda mais que la, nos sempre faziamos almocos com toda a familia e amigos todas as semanas, sempre juntos, os primos, tias, avos, essa sensacao aqui nao se tem, temos nosso nucleo familiar e um pelo outro e tentamos enganar a saudade nos falando pela webcam frequentemente e contando os dias pra matar a saudade. Outro eh pra quem gosta de sair bastante vai se sentir bem preso aqui e o sistema de transporte que e terrivel! Aqui praticamente nao tem gente caminhando nas ruas, porque nem tem calcadas direito. Mas sao escolhas.

– Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?
Eu por ja ter vivido aqui antes tenho dificuldade em perceber o que eh diferente, mas vejo pelo meu irmao que ficou impressionado quando viu homens de maos dadas e se cumprimentando encostando o nariz diversas vezes. A lingua arabe que eu acho linda, as musicas eu amo. Vejo tambem os jovens aqui que tem que encarar o fato de serem barrados em boates por ter alcool e serem barrados em eventos. Num show que eu fui, muitos qataris ficavam passando com seus carros na saida com o som bem alto e aquilo de ver pessoas ja parecia ser diversao e eu me senti ate um pouco mal por estar na minha posicao. Um amigo meu, disse inclusive que muitos passavam ali pra ver se conseguiam ver um ombro ou talvez um colo. Fora isso as mulheres de abaya nas ruas e os homens com suas roupas brancas. As dunas e o deserto trazem uma sensacao estranhamento boa tambem, principalmente quando se pode ver o mar.
Fora isso ainda tem toda a ostentacao e o exagero, os carros, os enfeites, todo o brilho do dourado, os shoppings gigantes e as casas enormes que geralmente eles nos colocam, chega a ficar vazia. Tudo eh um exagero, inclusive a roupa das mulheres em casamentos ou festas nas quais elas podem tirar as abayas. E uma festa de cores e joias.
Adriane em Qatar

– O país que você reside tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil?
A ideia que eu achei mais legal eh a do Qatar Foundation. Para quem nao tem condicoes de pagar a faculdade pode tentar o Financial Aid, pelo Qatar Foundation. Eles ajudam no pagamento da universidade depois de voce fornecer uma serie de documentos e ter sido aceito em alguma das universidades. Uma das possibilidades e receber auxilio e depois trabalhar aqui como uma forma pagamento pelo investimento que fizeram em voce, mesmo assim voce recebe pelo seu trabalho, nao se trabalho de graca. Esse trabalho soh eh feito depois da graduacao.
O Financial Aid nao visa somente auxiliar no pagamento da faculdade, mas planos de saude e ate passagens dos alunos para o seu pais de origem. Se caso voce nao quiser trabalhar depois voce pode pagar, ou seja, como se devolvesse o dinheiro que investiram.
As suas obrigacoes sao basicamente ser um bom aluno, frequentando as aulas, terminando a faculdade no tempo maximo estabelecido e dentre outras coisas apresentadas no contrato.
Gracas a isso muitos pensam em estudar aqui, nao so pelo Financial Aid mas porque as universidades sao reconhecidas e nao tao disputadas quanto nos EUA, por exemplo, como a Georgetown e Carnegie Mellon.

– Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?
A pessoa que pensa em viver aqui tem que pensar em respeitar sempre o proximo, compreender que por mais ‘modernos’ que eles queiram ser ainda sao muculmanos e devemos respeitar isso com nosso comportamento e roupas. Pra quem tem acesso a bebida, nao expor isso caminhando com a bebida onde possa ser visto, por exemplo, evitar certos choques desnecessarios. Nao ficar olhando pras pessoas, tomar cuidado quando for tirar fotos, ver quem pode aparecer, muitos nao se sentem bem mesmo, principalmente as mulheres em sair nas fotos. O respeito e compreensao estao acima de tudo nessa possivel etiqueta. Nao beijar nem ficar se acariciando em publico.
Procure estabelecer tudo num contrato caso venha a trabalho.

– Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?
Enriquecedora

– Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?
Recem criado blog – http://abaixooocio.blogspot.com

http://www.angelfire.com/zine2/marahaba/whattodo.htm

http://www.qatarliving.com/

www.qf.org.qa

7 Respostas

  1. Parabéns pela matéria, Adriane! Também já morei no Qatar e adorei. E que coincidência, hoje moro em Jeddah, na Arábia Saudita. Sucesso pra você!

  2. Oi Adriane, gostei mt da sua entrevista. Boa sorte nos seus estudos!!!

  3. Oi Adriane, gostei muito da sua entrevista, mas tenho que deixar registrado que esse povo arabe e muito engraçado mesmo, eles sao os tipicos it is my way or the highway….ate voce estar na terra deles e eles te obrigarem a usar a fantasia, tudo bem, fazer o que ne? Vc e quem esta la, mas eles vem para a nossa terra e querem que tudo seja do jeito deles tambem….ai ja e demais !!!! Moro na Europa, hoje na França e e uma confusao aqui por causa desse povo, eu acho assim se eles querem vir para nossa terra, eles tem que se adaptar, e viver como nos.

  4. Acredito que se eles estão fora do seu país podem usar as abayas e os véus, o que seja, é o free will né… façam desde que nao me prejudiquem e eu não me sinto mal tendo por perto uma mulher de véu. Eu também de início me sentia muito incomodada com todas essas restrições, mas depois de um tempo passamos a perceber que fica bem chato pra muitas mulheres verem as outras com roupas comuns e elas não. São questões culturais, que por sinal eu aprendi a conviver e aceitar, obviamente não tenho intenções de viver na Arábia Saudita de novo, mas valeu como experiência.

  5. GOSTARIA DE SABER SE É MUITO DIFÍCIL ARRUMAR EMPREGO EM DOHA,OBRIGADA

  6. Adriane,

    Adorei a sua entrevista. Com tão pouca idade já viajou/estudou muito.
    Geralmente as pessoas que não moram mais no Brasil, vivem falando mal da nossa terra. A maioria saiu de lá por causa da segurança. Ai pergunto e o que vai fazer lá nas férias. Por favor não estou dizendo isso para vc. Eu amei quando você escreveu a seguinte frase: “Agora, a ideia de morar pra sempre eu nao tenho, porque eu sempre penso no Brasil e de como amo aquele pais. Se puder nao paro de viajar nunca.
    Eu também amo o Brasil demais.
    Por opção de todos da familia, voltamos no final do ano ao Brasil definitivo.

    Parabéns pelas sua entrevista. Continue sempre assim.

    Abraços

  7. Olá Adriane, recebi uma proposta de emprego no Qatar e estamos no começo da negociação e estou vendo que a moradia é muito cara em Qatar… teria alguns sites para me indicar de aluguel de casa?.
    Muito obrigado.

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