Saudações da Holanda

Anita na Holanda Ao fazer uma viagem pela Europa em 1997 como mochileira, a publicitária Anita se apaixona por um holandês que a visita meses mais tarde no Brasil . Apos idas e vindas de romance, decide viver com ele na Holanda em 1999. Muda de profissão, viaja muito pela Europa e Ásia, aprende o holandês e constituí família. Afirma que gosta de viver na Holanda mas sente falta dos relacionamentos sociais do Brasil.

– Nome:
Na blogosfera sou conhecida como Anita.

– Onde nasceu e cresceu?
Rio de Janeiro, Brasil.

– Em que país e cidade você mora?
Numa aldeia perto de Amsterdam, Holanda.
Anita na Holanda     Anita na Holanda

– Você mora sozinho ou com sua familia?
Com a família que constitui: marido holandês que conheci numa viagem a Amsterdã e nossos dois filhos.

– Há quanto tempo você reside nesse local?
10 anos.

– Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia?
Não.

– Qual sua idade?
40 anos feitos em maio 2009.

– Quando surgiu a idéia de residir no exterior?
No meu caso não só queria viver e mais tarde casar e constituir família com meu namorado holandês (um fator de atração para sair do Brasil) como também já sentia vários fatores de repulsão no meu próprio pais: a violência das grandes cidades, mercado ruim de trabalho em publicidade, a impontualidade e falta de compromisso das pessoas entre outros fatores.

– Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?
Na época (1999) foi relativamente fácil e rápido. Agora tudo mudou muito na Holanda, esta mais rígido.

– Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?
Sim, tenho. E aqui é obrigatório para todos. O meu é pago pelo trabalho. Quem não tiver trabalho nem meios de paga-lo então o governo assume o seguro de saúde da pessoa.

– Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?
Eu estou na mesma empresa desde que cheguei aqui há 10 anos. Todo mundo na época falava que tinha mais oferta de trabalho do que candidatos na Holanda, mas isso era e continua sendo uma meia verdade. Porque ainda não falava holandês e minha área é de comunicação social, no inicio me frustrei muito com agências de publicidade e com o marketing de empresas. Procurei então um trabalho comercial e administrativo que utilizasse inglês e francês nos quais sou fluente tanto em falar como escrever e alguma habilidade com programas de computador. Na época eu pegava o telefone e falava em inglês com os departamentos de recursos humanos das empresas que estava buscando emprego e queria enviar meu currículo. Acabava as vezes rolando uma entrevista pelo telefone mesmo. Acabei encontrando uma posição em uma cadeia de hotéis. Eles cobriram 90% dos custos com um curso de holandês para estrangeiros na Faculdade de Letras da Universaidade de Amsterdam (UvA) e mais tarde também de espanhol no curso Molinos de Viento. Utilizo essas línguas diariamente.

– Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?
Sim. Eu trabalhava no Brasil como publicitária e também fazia traduções. Aqui trabalho no setor de hotelaria num departamento administrativo e comercial.

– Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?
Falo holandês fluente, mas 50% do tempo no meu trabalho é inglês (a empresa e’ americana) com os colegas e os negócios são feitos em francês e espanhol. Nunca morei na França mas fazer o curso de Civilização na Aliança Francesa apos ter terminado o cursos básico me ajudou muito a compreender as diferenças culturais. É importante ter grande capacidade de observação dos sinais corporais, não levar tudo pro lado pessoal e ler muito de história, gastronomia, política, arte e cultura sobre o país no qual se esta inserido para diminuir o choque cultural. Eu ainda cometo errinhos de gramatica ao escrever em holandês (confesso que não é minha língua favorita) e as vezes não entendo os dialetos locais. Apesar de ter grande facilidade para língua achei a fonética holandesa muito difícil e tinha dificuldade em memorizar muitas palavras. É uma língua que exige um grande esforço mental. Tem gente de bom nível cultural que mora muitos anos aqui e nunca chegou a aprender realmente a língua.

– O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)?
Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país? A Holanda tem uma imagem distorcida do que seja a qualidade de um estrangeiro e porque estamos aqui. Primeiro vieram gente das ex-colonias: os indonésios e gente do Suriname pra ca nas décadas de 50 e 60. Após choques iniciais esses dois grupos estão relativamente bem integrados. A segunda leva foi de turcos e marroquinos, para trabalhar em fábricas basicamente. Todos recrutados em áreas rurais e fortemente religiosos. Há muitas “noivinhas importadas” (termo holandês) vindas da Europa oriental (polonesas) e russas e também da Indonésia, Filipinas, México… Ou seja: uma balaio de gatos. Respeitar eles respeitam no sentido de “tolerar” ou “fazer vista grossa” (gedogen politiek) . Se você estiver a fim de trabalhar, falar holandês e aprender sobre os valores locais eles te acham “ok”. Nem mais, nem menos.

– Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?
Sim, dois. Nasceram aqui e falam holandês como língua materna. Compreendem português e sabem falar com outros brasileiros mas preferem o holandês.

– Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?
Sinto MUITA saudade dos meus pais, de algumas amigas e dos relacionamentos sociais em geral, que são feitos de forma muito fácil e rápida. Aqui, após o trabalho o holandês não quer papo: corre pra casa. Quer jantar cedo, por as crianças pra tomar banho e dormir e ir fazer algum trabalho domestico ou esporte. Eles também não costumam fazer amizade com colegas de trabalho; separam rigidamente o profissional do pessoal. Meu marido sempre fala que tem excelentes colegas mas que não tem necessidade de ser amigo deles. Amigos são sempre os mesmos desde a época de escola. Ele só tem um amigo do trabalho com o qual vai sair pra beber, visitar exposições de carros, e festas de aniversario. Fácil agir assim quando se nasceu aqui. Como estrangeiro você só consegue fazer amizades no trabalho com outros estrangeiros, pelo menos essa foi minha experiência.
Quanto a alimentos consigo encontrar farinha de mandioca para fazer farofa em churrascos, feijão preto em lojas asiáticas (aqui conhecidas genericamente como “toko’s”), leite de coco, batata palha para salpicão, leite condensado para fazer pudins… Há também um razoável restaurante brasileiro em Amsterdam o Samba Kitchen. Então não sinto muito falta da comida brasileira, porque também sou muito eclética e gosto de experimentar. Sinto muita falta de mais dias de sol e bom tempo, aqui na Holanda chove muito e faz muito frio. E é claro de mais espontaneidade na relações. Aqui e tudo muito agendado, preformulado e com hora rígida para acabar.

– O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?
Como o país é plano e as ciclovias são excelentes e pode-se usar a bicicleta pra todo lado. Os sábados pela manha, para quem mora nas villages, são dedicados a visita ao supermercado, padaria, mercado de produtos frescos ou bio e trabalhos domésticos. Sábado depois do almoço rápido todo mundo sai de casa. Na primavera e quando faz tempo seco vamos para parques urbanos, áreas de recreação com lagos, passeios em bosques ou parques infantis, barbecue na casa de parentes e amigos, uma visita a Bélgica ou Alemanha… Quando faz tempo chuvoso e frio há muitos concertos, exposições, cinemas, visitas a casas de panquecas em bosques. Uma peculiaridade: o almoço dos holandeses é bem leve a base de um sanduíche e/ou fruta e o jantar e sempre cedo (por volta das 19h) e a cozinha dos restaurantes fecha as 22h em ponto.

– Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?
Meus filhos são ainda pequenos, é melhor eu ficar ainda a próxima década por aqui. Pretendo me aposentar cedo e passar metade do ano como dona de pousada voltada para estrangeiros no interior do Brasil.

– Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?
A maioria das pessoas que constituem família decidem ter uma hipoteca. O metro quadrado aqui é bem caro e os espaços bem menores que no Brasil. Ha que se negociar um valor da hipoteca com o banco. Quem prefere morar em apartamentos em cidades da Randstad (Haia, Roterda ou Amsterdã) pena anos em lista de espera ou tem que alugar ilegalmente. Há um grande problema de novas moradias na Holanda, sobretudo porque o solo é muito fino e não suporta grandes construções verticais. Apesar de tudo se compararmos a outras cidades européias como Londres, Madrid e Paris então Amsterdam não tem aluguéis caros.

– Qual o custo de vida?
Clichê mas verdadeiro: depende muito do padrão de vida que se almeja. As escolas são gratuitas e de boa qualidade, mas acho comida e roupa caros. E eu não economizo nesses fatores. Sou sócia da biblioteca local (a anuidade custa 23 euros), isso ajuda a economizar em livros, DVD’s e revistas, que eu adoro. Cursos de línguas, natação e outros esportes para crianças são caros. Tirar carteira de habilitação também, calcule por baixo 2 mil euros ou mais (40 euros a hora). A mao-de-obra é muito cara na Holanda. Tratamentos de beleza como pedicure (30 euros), depilação, cabeleireiro (40 euros corte e escova) pesam no orçamento. Faxineira custa uns 15 euros a hora, mais transporte. Como tenho muitos descontos em hotéis, sempre que viajamos pagamos uma quantia irrisória. Meu trabalho e do meu marido também cobre o gasto com transporte. Eu diria que manter uma família de 2 adultos e duas crianças com conforto pode chegar a custar de 3 mil a 5 mil euros.

– Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?
Positivos: segurança em geral, excelentes estradas e ciclovias, locomoção fácil via trens ou bondes, acesso a sistema de saúde para todos (que tem suas falhas, tudo é relativo), educação e pontualidade das pessoas.
Pontos negativos: acho a mídia tanto impressa (jornais) quanto eletrônica (TV, radio) fraca e superficial. As revistas semanais com HP de Tijd e Elsevier são excelentes, mas muito partidárias. Há muitos meses por ano de chuvas, frios e tempestades por isso já peguei uma forte pneumonia e infecções urinárias . Os holandeses são muito individualistas e nem sempre estao dispostos a compreender os estrangeiros. As frutas tropicais chegam aqui verdes, quando chegam. E também há muita explosão de pólen no ar durante os meses de primavera; muita gente fica com severas alergias e problemas respiratórios. A comunidade marroquina que vive na Holanda vem das classes mais baixas e portanto muito mal preparada para a integração. Ha fortes conflitos sociais e criminalidade nesse grupo.

– Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?
Os holandeses das cidades grandes tendem a ser muito direto e duros nas críticas ou opinião pessoal. Querem te provocar ou desarmar mesmo. Os que vivem nas aldeias são mais tímidos, reservados e extremamente desconfiados dos estrangeiros, passam longe. Acho engraçado porque a Holanda é superpovoada e ninguém consegue estar isolado de verdade. As mesmas pessoas que moram em aldeias estudam e trabalham nas grandes cidades e já deveriam estar acostumadas a outras culturas e hábitos. A maioria dos casais que trabalham quando decidem ter filhos procuram mudar-se para aldeias próximas a grandes centros. Ai compram sempre uma casa com quintal para que os filhos crescam num ambiente “blank” sem exposição e estrangeiros. Mas isso é uma ilusão deles pois mais e mais estrangeiros bem preparadaos também querem criar seus filhos em cidadezinhas.

– O país que você reside tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil?
A reciclagem do lixo feita em cada domícilio (separam lixo orgânico do inorgânico, papel e fraldas descartáveis). Há uma grande defasagem entre a prática de reciclamento entre Holanda e Europa de modo geral e o resto do mundo. Quando na verdade é muito fácil separar o lixo e uma questão de hábito. O Brasil ainda tem muito chão a percorrer nesse aspecto.

– Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?
Venham com um ótimo conhecimento prévio de inglês, original de todos diplomas, não quebrem os contatos de amizade ou profissional que tinham no Brasil, tente ler muito sobre o país para o qual irá através de sites ou livros, esteja aberto para mudanças e sobretudo: lembre-se muito bem das suas origens e de que foi o Brasil que te formou. É um país único !

– Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?
Banho de civilização. Mas nos também temos muito a ensinar a eles.

– Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?
O meu “Greetings from Holland” que é para expatriados e turistas que desejam saber sobre restaurantes legais, lojas, feriados e datas festivas, hábitos culturais, trabalho, reciclagem, design… É como uma revista sempre atualizada e com vários links para outros blogs de expatriados e sites holandeses importantes.
Tambem contribuo em portugues no blog feminino Inteirativa com outras jornalistas onde falo sobre diferencas culturais entre Brasil e Holanda.

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15 Respostas

  1. Anita,

    Parabéns pela sua entrevista.

    Desejo-lhe tudo de bom.

    Alemanha

  2. Oi Anita.
    Vais ter pousada é? Hummm, isso muito me interessa.
    Bjo

  3. Oi Anita,
    Olha tudo o que vc falou, e verdade e como moradora e tambem casada com holandes e 1 filho, eu sinto na pele, os holandeses sao preconceituosos, desconfiados e um bando de confusos.
    Gostei muito dos seus comentarios dentro da realidade e vou passar para amigos daqui da Holanda.
    Beijos
    Claudia
    Bergen op Zoom

    • Oi Claudia,
      Acabei de ler seu comentario e espero que voce ainda esteja em Bergem op Zoom…minha irmã mora lá….ela gostaria muito conhecer voce….porque realmente essa relação de amizade com gente holandesa é muito dificil de se concretar, é como uma barreira que os mesmo holandeses botam, sei lá, é tão bom conhecer pessoas de diferentes países…..tomara que voce ainda possa me responder ao mail: fofo_cadu@yahoo.com ….um abraço…Liz..

  4. Meire (Alemanha) e Claudia (NL): passem la no blog que a gente conversa mais. Vou voltar a ativá-lo nos próximos dias. Janoca: eu ja te contei isso da pousada, não ? Beijos meninas.

  5. Anita querida, adorei sua entrevista!

    Vc deu um panorama bem interesante de como viver bem no país que vc escolheu para viver e ter seus filhos, apesar das diferenças culturais.

    Eu como filha de estrangeiro, sinto falta do meu pai não ter me ensinado a falar a lingua do país dele. Daí acho que vc devia investir mais no português com seus filhos (metida eu né?).

    Espero já ser incluída na lista das pessoas que vc sente saudades daqui…

    Beijos,

    Mônica

  6. Olá, Anita,
    Parabéns pela entrevista. Eu vivi na Holanda por 7 anos. Sou casada com holandês e uma das coisas que mais sentia falta era realmente o pouco relacionamento social.
    Abraços,

  7. ANALU, AMEI SABER UM POUCO MAIS DA SUA DOCE VIDA AÍ!!
    SABE TUDOOOOOOOOO.
    BJOS DA AMIGA,
    ANA CECÍLIA KABELJHAW

  8. Oba pousadinha pra gente ir!!!!! Adorei a entrevista! bjos

  9. Sonia e Claudia: os brasileiros quando vão para o exterior pensam que os europeus sabem algo do Brasil. Eles não sabem nada (por que deveriam ?) e quando já ouviram falar e´tudo muito distorcido. Apesar do meu marido ter muitos amigos e a gente ter sempre um aniversário ou festinha pra ir no finde essas pessoas não reservam espaço e tempo nas suas agendas e corações para ligar ou dar uma passadinha espontaneamente. Então tenho sempre a impressão que se eu ligar estou sempre atrapalhando, pois eles tem rotina e uma agenda de compromissos quando estão em casa. Amigonas holandesas mesmo só tenho duas, mas elas trabalham muito fora e dentro de casa (assim como eu) e estão sempre tentando se organizar e manter a casa funcionando com seus maridos. Deve ser devido á falta de mão-de-obra barata para ajudar em casa… Ainda assim prefiro morar na Holanda com esse estilo de vida que no Brasil.

    • Eu sei axatamente do que vc esta falando Anita, a maior parte, ou melhor, as pessoas de que tenho contato aqui sao em maioria estrangeiras como eu, pois os holandeses desconfiados do que nos viemos fazer aqui, vc sabe muito bem o porque, principalmente em cidades provincianas, nao querem se relacionar com conosco, salvo gatos pingados e a familia do meu marido. de resto com esse frio maior parte do ano, ate no suposto verao, temos mais e que nos distrair em casa mesmo com os nossos afazeres, trabalhando…mas nem tudo e amargura, depois que vim morar aqui conheci lugares que nunca imaginei conhecer na vida e pessoas de varias partes do mundo e ainda quero fazer muito…mas na minha velhice, nao vou me acabar aqui em casa para velho nao. Estou preparando o meu pe de meia porque eu quero mesmo e retornar para o Brasil, deitar numa rede, debaixo de alguma arvore frutifera e tomar agua de coco…por falar nisso Aracaju, minha cidade natal tem uma grande quantidade deles.

  10. Claudia, somos duas. Quero ter minha pousadinha e sentir calor o ano todo, hehehe !

    • Olá Anita, espero que a sua pousada, seja o seu porto seguro e venha o mais rápido, pois amanha estou viajando para o Brasil com a família e espero comprar o meu porto seguro (minha casinha) e ter um pé lá e outro aqui.
      Até a volta, parabéns pelo site.
      Claudia

  11. Oi querida, que maravilha de entrevista, amei conhecer um pouco mais de voce e da tua cultura! Nem acreditei que voce tem 40 anos, pode ir passando o nome de todos os cremes! O custo de vida ai’ é maior que aqui na Italia, pago 10 euros a hora pra minha faxineira, 20 euros pedicure e 30 euros corte e escova!
    Parabéns, voce é muito inteligente, fiquei encantada! Bjos
    Léia

  12. Amiga,

    Adorei a entrevista, já li e reli várias vezes. Vc é única !
    E olha que isso é só um por cento de sua experiência ai . Na realidade a sua história vale um livrão . Bjs e parabéns !
    Galera, passem no blog greetings from holland e vão entender o que quero dizer! bjs

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