Na Espanha por amor

Alessandra na EspanhaAlessandra deixou seu emprego em um famoso jornal de Sao Paulo, sua família, amigos e toda a sua vida para viver com seu namorado espanhol Ernesto em Madrid. Um amor que começou na internet, foi concretizado depois de um atentado e que acabou em casamento. Essa “espanhola nascida no Brasil” não se arrepende da decisão tomada e da grande mudança em sua vida.

– Nome:
Alessandra Mosquera

– Onde nasceu e cresceu? Sao Paulo (SP)

– Em que país e cidade você mora?
Madrid, Espanha

– Você mora sozinho ou com sua família?
Com o meu marido e nosso labrador retriever, Pancho

– Há quanto tempo você reside nesse local?
Há 4 anos e 8 meses

– Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiência?
Nao

– Qual sua idade?
34

– Quando surgiu a idéia de residir no exterior?
Desde criança eu já sabia que um dia deixaria o Brasil. Meu pai é espanhol e desde que me entendo por gente, me lembro de ouvi-lo contar as suas histórias na Espanha, as paisagens espanholas, a comida, o jeito de ser do povo espanhol. Ele sempre descrevia a terra natal como o lugar mais maravilhoso do mundo.
Quando adolescente, quis fazer um intercâmbio nos Estados Unidos, mas nossas condiçoes financeiras nao ajudavam. Quando já era adulta, nao estava muito decidida sobre aonde queria viver. Até que fui a Espanha, em 2001, a turismo. Decidi que seria ali que fincaria minha bandeira! Pensei em fazer uma pós, mas era caríssimo… no fim, acabei conhecendo aquele que seria meu marido na internet, em dezembro de 2003. Três meses depois vim conhece-lo pessoalmente, no dia seguinte ao atentado do 12-M. Em maio, já estávamos morando juntos. Deixei tudo: minha família, amigos, um emprego estável como repórter de um jornal famoso de Sao Paulo… e nao me arrependo.

– Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?
Desde os 18 anos, tenho a cidadania espanhola por ser filha de espanhol. Sou considerada como uma espanhola que nasceu no Brasil. Tenho todos os documentos que um espanhol tem – DNI (o RG espanhol), passaporte espanhol e a carteirinha de Seguridad Social, que te facilita o acesso aos hospitais públicos, a receber seguro-desemprego e também aposentadoria. Assim, nao precisei de visto de residência, tampouco de trabalho. A única coisa que tive de fazer foi dar a baixa consular no consulado espanhol de Sao Paulo e, com uma carta do consulado e uma cópia da partida de nascimento (o registro de nascimento espanhol), consegui fazer os documentos citados (exceto o passaporte, que o consulado emite em Sao Paulo). Como recolhia INSS no Brasil, tive direito ao “seguro al inmigrante retornado“, uma ajuda de 300 euros mensais, por 18 meses (isso em 2004, nao sei se o valor ainda é esse, nem se ainda existe essa ajuda). Uma espécie de seguro-desemprego para os espanhóis que voltam a viver na Espanha e também para aqueles que têm dupla cidadania.

– Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?
A empresa onde trabalho oferece seguro saúde particular aos empregados, e por isso tenho, mas a maioria das pessoas na Espanha nao têm seguro saúde (incluindo os espanhóis nascidos) por ser muito caro. A maioria usa a Seguridad Social, que é o INSS daqui. No caso dos estrangeiros que nao têm dupla cidadania eu nao sei como funciona, mas aqueles que têm, também podem usar os ambulatórios e hospitais públicos espanhóis a partir do momento que consegue a carteirinha da Seguridad Social.

– Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?
Bom, conseguir trabalho quando se é nativo já é difícil, e quando se é imigrante entao a dificuldade dobra…
Eu pensava que, por ser cidada espanhola, conseguiria o meu primeiro emprego espanhol em, no máximo, três meses. Mas levei nove… foi realmente “um parto”! (rs). No Brasil eu era jornalista e sabia que aqui nunca conseguiria emprego na minha profissao, mas como sei falar idiomas, resolvi aproveitar isso. Procurei emprego pela internet, em sites especializados, como secretária, recepcionista, auxiliar de escritório, teleoperadora… pensava que saber idiomas poderia me ajudar, mas fazia muitas entrevistas e ninguém me escolhia, dizendo que eu nao tinha experiência em empresas espanholas ou porque meu português era do Brasil e nao de Portugal. Um dia, resolvi entrar em um escritório de uma ETT (empresa de trabajo temporal), uma espécie de agência de empregos que arruma pessoal para empresas que fazem contratos temporários. Preenchi uma ficha e no dia seguinte, me chamaram para fazer uma entrevista em uma empresa do grupo Repsol para trabalhar como teleoperadora de assistência em estradas para transportistas por toda a europa. Acabei sendo escolhida e fiquei nessa empresa por dois anos. Hoje, trabalho na Scania, fazendo a mesma coisa: dando assistência telefônica a motoristas de caminhoes e ônibus que têm algum problema mecânico na estrada. Falo todos os dias com espanhóis, portugueses, ingleses, italianos, alemaes, polacos, franceses… enfim, gente de toda a europa.

– Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?
Como já disse, mudei totalmente de área… no Brasil, escrevia em uma sessao de defesa do consumidor em um jornal muito conhecido. Aqui, eu acabei mudando de lado, ao invés de expor os problemas dos prestadores de serviço, passei a ser um deles… sinto muita falta do jornalismo, mas nao sofro por nao trabalhar mais com isso.

– Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?
Estudei espanhol por 3 anos antes de vir para cá, já ia começar o “avançado” quando cheguei com mala e cuia. Mesmo assim, tive dificuldades, porque uma coisa é aprender na sala de aula, outra é viver a língua no seu dia-a-dia. Hoje em dia já domino o idioma e minha família fala que tenho sotaque espanhol… acho extremamente importante que um imigrante saiba falar o idioma local, porque só sabendo o idioma você pode se relacionar com as pessoas, arrumar emprego, ser atendido por um médico… é algo essencial, primordial para se sentir integrado à nova sociedade. Um brasileiro tem muita facilidade para aprender a língua espanhola, e mesmo que nao tenha estudado, consegue entender o que um espanhol fala. Mas o inverso nao ocorre. Os espanhóis têm muita dificuldade para aprender línguas estrangeiras e nao compreendem o português. Tampouco sao pacientes com estrangeiros, como o brasileiro. Geralmente, no Brasil, um estrangeiro sempre consegue ser compreendido porque as pessoas têm paciência, levam na esportiva, ajudam o estrangeiro a se compreender. Mas aqui isso nao existe. O espanhol nao tem paciência, geralmente, e ele espera que o estrangeiro saiba o seu idioma, senao irá deixa-lo de lado. Claro que há excessoes, mas geralmente é assim. A Espanha oferece cursos grátis de espanhol para imigrantes, é bom procurar nas EOI (Escuela Oficial de Idiomas), em Madrid há várias.

– O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?
Eu gosto muito da Espanha, sem dúvida acredito que a melhor decisao que tomei na minha vida foi ter largado tudo para vir pra cá. Apesar da saudade, claro. Aprendi muito com os espanhóis, como a lutar por seus direitos, nao calar diante das injustiças, falar na cara mesmo que doa àquele que escuta, a dar mais valor à família e menos à carreira e essas coisas que nao sao para sempre… o espanhol dá muito valor à vida e as suas coisas boas. Nao sao preguiçosos, mas nao sao de se matar no trabalho como alguns povos, porque sabem muito bem o que vale a pena mesmo. Mas, infelizmente, há problemas também. O espanhol, em sua maioria, é racista e preconceituoso. Nao sabem aceitar os estrangeiros, de uma forma geral, seja árabes, latino-americanos ou de outros países europeus. Os que mais sofrem “na pele” sao os negros e latino-americanos, por terem “estampado na cara” que nao sao dali. No caso dos brasileiros, sinceramente, nao encontro muito preconceito; nao somos muito numerosos aqui, e geralmente, quando se fala de brasileiros, sempre se associa ao carnaval, futebol, praias bonitas, mulheres deslumbrantes… é um pouco cansativo isso, ninguém gosta de ser apresentado como brasileiro, e escutar a infalível pergunta “ah é? vc sabe sambar?“, porque parece que ser brasileiro é só isso. Mas por outro lado, prefiro que me associem com uma dança do que com práticas de tortura, por exemplo. Como trabalho ao telefone, já vivi de tudo. Desde gente que se queixava, estupidamente, que eu nao sabia falar espanhol direito, até quem ficasse super feliz por ser atendido por uma brasileira, dizendo que nós somos muito mais atenciosos que os europeus.

– Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?
Nao tenho.

– Sente saudades da família no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?
Putz, que pergunta óbvia! Rs… claro que se sente saudades… a saudade de casa é uma constante, que a carregamos sempre, desde o momento que cruzamos o portao de embarque no aeroporto brasileiro. Sinto muitas saudades da minha família, de meus amigos sinto muitíssimas… nada como o afeto e o carinho do brasileiro… isso é o que mais sinto falta! O brasileiro sempre tem uma palavra de carinho, de força, de otimismo. Está sempre de bom humor. Disso sinto muita falta, mais do que do guaraná Antarctica e da pizza de mussarella paulista (que também sinto!!!!).

– O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?
Vou ao cinema, escuto música (brasileira e espanhola), leio livros, visito a amigos, saio com o meu cachorro, vou comer fora com o meu marido… nao vejo muitas diferenças entre os costumes espanhóis e os brasileiros nesse ponto. Em Madrid, há muitas opçoes de lazer; há parques, cinemas, teatros, restaurantes, bares, danceterias… a vida noturna madrilenha é considerada uma das melhores de toda a europa, tem de tudo, pra todos os gostos!

– Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?
Sim, aqui para mim é a minha casa. Para o Brasil eu volto, mas de férias! Nao tenho mais carinho por um ou por outro, considero que tenho um carinho igual a esses dois países. Nasci no Brasil, cresci ali, vivi meus 30 primeiros anos ali; foi onde me formei como pessoa. Aqui, é a minha casa, onde comecei a formar a minha família, onde estou vivendo o que formei no Brasil e aprendendo novas liçoes para amadurecer.

– Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imóveis é algo comum nesse país?
Moro em um apartamento próprio, mas está em nome do meu marido. Ele comprou antes de me conhecer e eu o ajudo a pagar as contas e a hipoteca. Aqui é comum comprar sim, o problema é que é extremamente caro, e com a crise do setor imobiliário, que começou nos Estados Unidos, muita gente nao está conseguindo pagar a hipoteca. Temos sorte, porque nosso apê é de VPO (vivienda de protección oficial), um programa do governo para ajudar os jovens a comprar sua casa. Cada ano que passa é mais difícil que seja sorteado para comprar um imóvel nesse programa, que é característico por ter hipotecas muito mais baratas.

– Qual o custo de vida?
Difícil responder… quando cheguei, há 4 anos, me lembro que as pessoas diziam que, uma pessoa que morava sozinha, teria de ganhar pelo menos 1000 euros mensais para poder viver. Hoje, eu acho que esse valor “queda corto” (fica apertado). Dependendo de onde se mora, número de pessoas, se tem carro, se paga hipoteca ou aluguel… acho que uma família de 4 pessoas pode gastar, no mínimo, uns 2000 euros por mês… e acho que estou sendo otimista!.

– Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?
A melhor coisa de morar na Espanha é que nao há a violência urbana que existe em Sao Paulo. Nao tem preço poder andar pelas ruas de madrugada, com seus amigos, indo de bar em bar, dando risada, sem medo de ser assaltado a qualquer momento. O transporte público é muito bom, o metrô quase passa pela cidade inteira… é uma cidade linda, charmosa… nao tem como nao passar pela Gran Via e se apaixonar, ou pelo Paseo del Prado e ver aquelas árvores todas em fila e achar lindo… o estilo de vida do espanhol, muito chegado à boa comida, boa bebida e muita festa.
O pior? O cigarro (espanhol fuma demaaaaiiis), o trânsito, o frio no inverno, a televisao (de péssima qualidade), a forma, de algumas pessoas, de como tratar o imigrante.

– Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?
Me pegou… nao me lembro de nada!

– Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?
Venha com a mente aberta e o sorriso na cara… ninguém resiste ao sorriso e à simpatia do brasileiro, mesmo com todo o preconceito do mundo, o sorriso sempre desarma… esteja aberto para novas experiências, para conhecer uma nova cultura… nao fique apegado ao grupo de brasileiros, conheça espanhóis, interaja com eles… se nao sabe falar espanhol, aprenda, estude. E tenha muita força de vontade, às vezes as coisas demoram para acontecer, mas acontecem!

– Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?
Meu blog: http://alessandra-proximaestacion.blogspot.com/
Site da EOI: http://www.eoidiomas.com/web/index.asp

Participe… Deixe seu comentário!!!

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14 Respostas

  1. Oi Alessandra! Legal te ver por aqui! Abração!

  2. Oi, Alessandra! Legal! Te conheci mais um pouquinho! Besitos

  3. Tô indo ver vc no seu blog 🙂
    Adorei sua entrevista

  4. Alê, adorei a sua entrevista. Muito sucesso e prosperidade aí na Espanha!

  5. oi ale eu tbem tenho cidadania e vou em julho para a espanha adorei sua historia de vida muito linda gostria que voce me respondesse

  6. Legal!
    Como a Alessandra, eu também deixei um bom emprego numa empresa conceituada no Brasil e vim parar aqui em Alicante porque conhecí meu marido através da internet. E isso funciona gente!
    Muito legal o blog!!!

    • eli, fiquei mt feliz quando vi seu comentario, vc conheceu seu marido pela internet, e ele é de alicante, isso me comoveu porque eu tbm conheci uma pessoa pela internet, e conversamos todos os dias, por horas e horas a 9 meses e ele é mt amigo da minha irmã eles vivem en elche cerca de alicante, e meu sonho era poder ir a alche ver minha irmã e conhecer pessoalmente essa pessoa, mas com tudo o que vem acontecendo e com a crise, ainda não foi possivel, mas espero um dia poder encontrar ele. parabens pela sua conquista.

  7. Olá Alessandra, adorei sua entrevista. Estive na Galicia no ano passado.Não sei se vc poderia me ajudar, sou casada com um francês, mas tenho vontade de morar um tempo na Espanha, ele não quer ir por causa do trabalho, não temos filhos.E ja combinamos que se eu quisesse poderia morar um tempo na Espanha, vc sabe se tenho direito de morar aí? Apesar da crise e do desemprego, qual região vc acha q ainda esta menos pior?
    Obrigada.

  8. tAMBÉM SOU FILHA DE ESPANHOIS E DE FATO O PAÍS É LINDO. jÁ FUI A aLMERIA ATUALMENTE VIVO NA dINAMARCA MAS SONHO EM MORAR NO SUL DA ESPANHA. UM ABRACO

    • OLa angela voce é filha de espanhol? como fez para ter p passaporte voce foi ao consulado aqui ..e que tambem sou filha de espanhol mas nasci aqui no brasil ,e meu pai nao me registrou no consulado como faço ?? voce poderia me dizer?? obrigada

  9. […] fevereiro 3, 2009 · Deixe um comentário Fui entrevistada pelo site Expatriados, que recolhe depoimentos de brasileiros em todas as partes do mundo a fim de transmitir suas experiências para outros brasileiros interessados em se aventurar poraí nessas terras de meu Deus! Descobri o site por acaso, fazendo uma pesquisa no google, há meses atrás. Acabei descobrindo gente interessante, com quem acabei fazendo “amizade virtual” e hoje está no meu blogroll. Acho muito legal saber as histórias dos imigrantes, seja em que país for. Aqui na TV, um dos melhores programas é justamente “Madrileños por el Mundo“, que passa no canal local Telemadrid. O repórter entrevista um madrilenho em qualquer parte do mundo, que mostra como é a sua vida ali, paisagens do local, conta anedotas, dá conselhos, alguns até choram… nao importa de onde você é, sempre sair do seu país é uma experiência que marca demais, e mesmo que se vá viver em um país com uma cultura parecida com a sua, sempre se sente saudade, estranhamento, uma sensaçao de “People are Strange” (people are strange/ when you´re a stranger/ faces look ugly/ when you´re alone) que só quem é imigrante compreende!Bem, quem quiser ler minha entrevista, ela está aqui. […]

  10. Olá Alessandra, Parabéns por suas palavras.
    São extremamente didáticas e ajudam muito as pessoas a conhecerem outras culturas.
    Também sou filho de Espanhol e estarei mudando definitivamente para Barcelona em Abril/2010.

    Abraços.

  11. Hola alessandra gostei muito do seu artigo estou morei em Barcelona por 4 meses voltei ao Brasil prestei concurso para trabalhar no escritorio comercial da Embaixada da España en sao Paulo onde já estou ha 10 anos como tenho a dupla cid. recebo em dolares tributo meu ISS na España mas os demais impontos no Brasil agora estao querendo me cobrar IRPF na España e eu ja tributo no Brasil chegaram a me dizer para escolher minha cidadania (estou me sentindo um carchorro sem raça) oque voce acha???

  12. Buenas Tardes Alessandra, achei seu blog por acaso, moro no Brasil, tenho 31 anos, namoro há 3, meu namorado tem dupla cidadania e temos planos pra ir para Espanha tentar construir uma nova vida e família. Ainda não sei de nada, como proceder, vistos, passaporte, etc. Fazemos curso de Espanho na Fisk e assim que tivemos dominando melhor a linguá queremos chegar ai. se puder me responder por meu email,(dialetosdapaz@hotmail.com) gostaria que me falasse por cima se pra mim será muito complicado estar ai, imagino que com meu namorado tendo dupla nacionalidade encontraremos dificuldades, mas será que fica um pouco menos complicado, ele disse que se casarmos será mais facil. Caso tenha tempo e veja meu comentário, te agradeço se puder me passar algumas informações
    Abraço

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