Apenas mais um brasileiro no exterior

Diego em ParisDiego Mastroianni, assim como a maioria dos brasileiros no exterior, é movido pela curiosidade de conhecer outros povos, culturas e lugares, aprendendo, no processo, mais sobre o lugar de onde veio.

Aos 26 anos, este paulistano jà morou em quatro paises diferentes além do Brasil.

– Nome:
Diego Mastroianni

– Onde nasceu e cresceu?
Sao Paulo, SP

– Em que país e cidade você mora?
França, Paris

– Você mora sozinho ou com sua família?
Moro com a minha esposa, que é francesa

– Há quanto tempo você reside nesse local?
Um ano

– Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiência?
Sim, Canada, Italia e Alemanha;

– Qual sua idade?
26

– Quando surgiu a idéia de residir no exterior?
Sou motivado pela curiosidade de conhecer outros povos, culturas, linguas, lugares. Depois de um intercâmbio de três meses no Canada quando tinha 15 anos, gostei muito da idéia e depois do fim da universidade, não parei mais. Fui à Italia (Torino) e à Alemanha (Karlsruhe) fazer um mestrado, no caminho conheci minha esposa e agora vivemos em Paris.
(foto1)

– Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?
Os vistos para a Italia e a Alemanha foram relativamente faceis, jà que as universidades tinham enviado cartas explicativas do curso, para o qual eu tinha também ganhado uma bolsa de estudo. Sem meios financeiros comprovados, fica dificil conseguir a papelada.
Diego em Paris

– Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?
Também é outro ponto resolvido pelo mestrado, já sai do Brasil com o seguro saude. Na França, além do seguro saude publico universal, tenho um plano complementar oferecido pela empresa onde trabalho.

– Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?
Nos anos em que passei na Italia e na Alemanha a bolsa de estudos que tinha era suficiente, embora também tenha feito um estagio na Alemanha. Ao decidir vir para a França, o primeiro passo que dei foi aprender a lingua, pelo menos até um nivel intermediario, antes de vir. E meses antes de terminar o mestrado, enviei curriculos para diversas empresas, além de deixa-lo publicado em sites de recrutamento como o Monster.
Diego em Paris
O mais dificil de mudar de país é perder ou ver muito limitada a rede de contatos. Em todo caso, torne de conhecimento de todos que está procurando emprego. Mesmo do Brasil recebi emails encaminhados de amigos com ofertas daqui. Ou dicas, que já valem a pena.
Fiz diversas entrevistas, mesmo sem gostar da vaga ou as vezes nao me sentir preparado, mas que me serviram para treinar a lingua e me acostumar com a cultura local. No final fui contatado por uma agencia de headhunters que viu meu curriculo no Monster e que fez o link com a empresa para a qual trabalho atualmente.

– Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?
Trabalho no mesmo setor: engenharia de computação / telecomunicações.

– Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?
Sim, eu falo francês . Falar a lingua local é absolutamente essencial. Mesmo se seu conjuge e seu circulo de amigos proximos são brasileiros ou fala outra lingua que nao a local, aprenda a lingua local. Sempre. Ser expatriado é participar da vida do pais, e não apenas viver numa pequena comunidade.
Diego em Paris

– O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?
A França é um pais excelente. é talvez o compromisso ideal entre um progresso econômico e e uma cultura apaixonante.
Diego em Paris

– Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?
Sem filhos

– Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imóveis é algo comum nesse país?
Em Paris é muito caro alugar ou comprar um imovel. Um estudio de 20 metros quadrados no centro de Paris pode sair por até 800 euros, sem luxo. As pessoas que compram imoveis acabam indo para a banlieue, o suburbio, embora os preços sejam igualmente caros, com a diferença de poder comprar algo um pouco maior.

– Qual o custo de vida?
Uma familia de quatro pessoas precisa de no minimo 3000 euros para viver e morar em Paris. O valor cai em outras cidades da França ou na banlieue, mas a França no geral não é um pais barato.

– Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?
Positivo: centro cultural mundial, talvez a gastronomia mais rica do planeta, posiçao central estrategica na Europa em termos de deslocamento a outros paises.
Negativo: as boas conquistas sociais as vezes transformam as pessoas em parasitas do estado. Da’ desgosto ver tanta gente querer as vantagens do sistema e contribuir pouco ou nada para que ele continue florescendo. Na minha opiniao, eh um dos motivos principais da recessao que esta por vir…

– Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?
Alguns costumes não são tão diferentes dos nossos, acho que a distancia cultural entre França e Brasil eh menor do que com a vizinha Alemanha.

– O país que você reside tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil?
Trens ! A França tem um dos melhores sistemas ferroviarios do mundo, e por que a gente nao tem uma linha que preste?

– Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?
Aprenda a falar francês. Seja gentil. E não caia na armadilha de reclamar o tempo todo. Uma atitude positiva ajuda a superar muitas barreiras.

– Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?
Meu blog sobre experiências de um expatriado; Expatriando.

Blog meu e do ex-Sheik Luis, sobre a vida em Paris: Paris FC .

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5 Respostas

  1. Bravo!

    De onde você tirou essa foto da torre?

  2. Do alto do Arco do Triunfo 🙂

    Nada mais clichê…

  3. Show sua entrevista Diego, eu pretendo voltar a Paris este ano, achei linda.

  4. Adorei como voce colocou as palavras(com sentido)na tua entrevista.

    parabens!

  5. […] – Diego [entrevista] [blog pessoal]: A crise afeta a França como tem afetado todos os paises, trazendo algumas mas […]

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