Vida na Big Smoke

Isadora na InglaterraIsadora é casada com um Italiano, reside em Londres há 3 anos e é consultora de estratégia. O relato de sua vida expatriada é muito realista; ela nos conta como conseguiu o primeiro emprego, da importância de aprender a lingua local, da riqueza cultural e de como Londres pode ser interessante, mas ao mesmo tempo estranha aos olhos dos estrangeiros. 
Conheça um pouco mais de sua história…

– Nome:
Isadora

– Onde nasceu e cresceu?
Sao Paulo, capital

– Em que país e cidade você mora?
Londres, Inglaterra

– Você mora sozinho ou com sua família?
Moro com meu marido e filho

– Há quanto tempo você reside nesse local?
3 anos

– Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiência?
Nao

– Qual sua idade?
31

– Quando surgiu a idéia de residir no exterior?
Conheci meu marido atraves de amigos em comum no Brasil. Ele e’ italiano e cresceu na Inglaterra, tendo passado 10 anos fora de la. Quando nos conhecemos ele estava de volta a Londres e nos casamos e vim morar aqui.

– Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?
Nao, porque ja tinha passaporte europeu. Entao foi so vir mesmo. Tendo-se o passaporte e’ muito facil chegar, se instalar e trabalhar por aqui.

– Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?
Sim, temos o seguro da empresa do meu marido e da minha empresa tambem. Mas mesmo a saude publica aqui e’ bastante boa. Eles tem um sistema onde mesmo quem tem o seguro privado e’ obrigado a antes passer no clinico geral do governo, para entao obter a recomendacao para ver um especialista privadamente. Sendo assim todo mundo usa o sistema publico, e funciona.

– Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?
Trabalho como consultora de estrategia para uma empresa de consultoria americada. Do dia em que cheguei, demorei um ano exato para conseguir este emprego. Antes disso fiz alguns trabalhos temporarios, como telemarketing, pra comecar fazer meu cv por aqui. Para conseguir emprego usei muito a internet e mandei centenas de copias do meu CV com carta de apresentacao. Aqui conta muito ter ja a experiencia professional no pais, e como eu nao a tinha isto tornou a busca mais dificil. Mas no fim tudo deu certo! Meu marido trabalha tambem e e’ diretor de uma empresa italiana aqui na Inglaterra.

– Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?
Mudei e nao mudei. No Brasil depois que me formei na faculdade trabalhei 2 anos em empresas (na area de marketing), e depois fui professora universitaria durante 3 anos em que cursei meu mestrado em administracao. Em seguida vim para ca e fiquei 6 meses sem trabalho, me adaptando, e 6 meses fazendo trabalhos temporarios, ate conseguir meu atual emprego. Estou bem contente com meu trabalho e era algo que ja queria fazer quando estava no Brasil. Sendo assim posso dizer que foi uma mudanca para melhor.

– Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?
A menos que a pessoa nao se importe em ter sub-empregos, e’ fundamental saber falar ingles. Existem muitos brasileiros que trabalham em faxina ou em coisas bem especificas so para brasileiros (por exemplo lojinha brasileira) que nao falam a lingua, mas e’ muito dificil viver assim. Para entrar no mercado profissional por aqui tem que saber ingles. So por isto ja e’ importante. Alem disto para a vida normal, ir ao medico, as compras, pagar contas, levar filho da escola, etc nao se faz nada sem ingles. Sendo assim, saber a lingua local e’ essencial.

– O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?
Londres e’ uma cidade extremamente multicultural. Aqui voce encontra gente absolutamente do mundo inteiro, e em grandes numeros! Eu acho que os brasileiros em geral sao visto com uma certa simpatia pela maioria das pessoas, ou entao com indiferenca quando nao conhecem a nossa cultura. Ouco muitos relatos de preconceito contra brasileiros em Portugal, mas acho que aqui nao acontece tanto, ate porque nos nao somos o maior grupo imigrante na Inglaterra – ao contrario dos indianos e outros grupos como muculmanos e paquistaneses, por exemplo. Eu nao sinto preconceito da parte dos ingleses ou de outros estrangeiros, mas claro que existe uma distancia entre os locais e nos, estrangeiros. As pessoas aqui tem muito a filosofia de “cada um na sua” e assim todos vivem em paz cuidando da propria vida.

– Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?
Sim, tenho um filho, e hoje ele esta completamente adaptado. Demorou um pouco no comeco para ele fazer amigos e aprender bem a lingua, mas agora esta perfeito. Ele tem mil atividades (karate, natacao, futebol, etc) fora que fica na escola das 8:20 da manha ate as 4:45 da tarde, entao e’ um garotinho bastante ocupado!

– Sente saudades da família no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?
Muitas saudades. Alem da familia e dos amigos, sinto falta do sol, de poder ir a praia nos finais de semana. Aqui e’ verde e belo, mas chove demais, faz frio demais! Apesar de que e’ bonito ver as estacoes mudando, algo que nao temos no Brasil. Em relacao a produtos e alimentos sinto falta de muitas coisas, principalmente das frutas, de mandioquinha, de agua de coco, de chop gelado e, claro, dos nossos deliciosos churrascos e uma feijoadinha de vez em quando. Porem, aqui tem produtos europeus maravilhosos que nao temos no Brasil. Quanto bate as saudades corro nas lojinhas brasileiras e acho bastante coisa boa.

– O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?
Como eu trabalho periodo integral geralmente nos finais de semana estou sempre ocupada resolvendo coisas que nao da tempo de resolver durante a semana (mercado, cabelereiro, compras pro filho, cuidar da casa e do jardim, etc). Todo sabado de manha levo meu filho na natacao e meu marido faz karate. Fora isto em geral saimos para jantar, cinema, as vezes uma baladinha, recebemos amigos em casa, almocamos na casa da sogra… enfim, uma vida normal como se estivesse no Brasil. Feriados sao pouquissimos aqui na Inglaterra (somente 6 ao ano) e em geral ficamos por aqui mesmo. Agora, as ferias nos aproveitamos de verdade. Eu tenho direito na empresa a 30 dias uteis de ferias por ano, e meu marido 25, o que significam 6 semanas inteiras! Assim em geral conseguimos tirar 3 vezes por ano: no Natal, em Abril e em Agosto. Nas ferias ou viajamos pra algum lugar da Europa visitandos os amigos e familia que temos espalhados, ou vamos ao Brasil matar as saudades.

– Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?
Sempre digo que nao quero morrer aqui de jeito nenhum! Por enquanto estamos aqui, mas acho que em alguns anos vamos provalvemente mudar, por causa dos nossos trabalhos. Entao nao faco tantos planos sobre isto. Vivo a minha vida permanentemente aqui sem pensar no dia de ir embora. Se nao, nao sei constroi nada, nao e’?

– Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imóveis é algo comum nesse país?
Compramos. Os precos de imoveis sao bastante caros por aqui, mas agora depois de mais de 10 anos estao baixando pela primeira vez. Uma casa de 3 quartos em um bairro residencial razoavel de Londres (nao central) pode custar deste 200 mil libras ate mais de 700 mil (uma loucura)… mais taxas, que vao de 1% a 4% do valor da casa. O preco medio de uma casa em Londres e’ 250 mil libras. Mas a vantagem e’ que aqui os financiamentos sao longos e pode-se pagar em ate’ 25 anos. Aqui a maioria das pessoas compra casa, porque historicamente sempre foi um investimento muito rentavel. Mas para quem vem so ficar um tempo nao vale a pena comprar.

– Qual o custo de vida?
Caro. Exceto por roupas, carros e comida congelada, todo o resto aqui e’ caro. Mas claro que depende muitissimo do estilo de vida que uma pessoa quer ter. Um salario medio em Londres e’ de 30 mil libras ao ano (umas 1800 libras por mes), o que da para viver razoavelmente, sem luxos. Da para morar em uma casa pequena, mandar os filhos para a escola publica e ate ter um carrinho. O salario minimo e’ em torno de 950 libras por mes (mais ou menos 3 mil reais), o que nao da para uma familia de quatro pessoas. Neste caso os dois em um casal precisariam trabalhar. Acho que a partir de umas 2000 libras por mes da para uma familia de quatro viver ok, mas sem luxos, como disse.

– Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?
Negativos: O frio, a chuva, o tempo nublado a maior parte do ano. Este e’ meu maior “ressentimento” aqui! Certas coisas na cultura britanica tambem nao me agradam, como a frieza e distancia das pessoas – por exemplo, alguem que ja te viu mil vezes e com quem voce ate ja conversou, finge nao te conhecer e nao te cumprimenta. Isto ja aconteceu comigo diversas vezes. O custo de vida, principalmente em Londres, e’ exorbitante. Moradia e’ carissimo, bares e restaurantes tambem. O transporte publico entao nem se fala. Funciona muitissimo bem, mas paga-se as tarifas mais caras da Europa.
Positivos: a diversidade, os museus gratis, a cena cultural, a possibilidade de viajar pelo mundo pagando bem menos (linhas aereas baratas sao a chave), a possibilidade de aprender e falar ingles fluentemente, a arquitetura, a musica, a moda (tem de tudo para todos os bolsos), o mercado de trabalho que permite pessoas do mundo inteiro trabalharem juntas, a competitividade, o jardim da minha casa!
Isadora na Inglaterra

– Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?
Bom, a Inglaterra muitas vezes (e literalmente) anda na contramao da Europa! Os ingleses sao muito particulares em certas coisas: adoram cha com leite, sao ou ultra educados ou extremamente grosseiros = hooligans!, tem verdadeira obsessao com suas casas e programas sobre reformas de casa, nao sabem cozinhar, bebem demais, tem um senso de humor unico, se vestem terrivelmente (em geral, mas ha excecoes).
Londres e’ vanguarda em muitas coisas, mas ao mesmo tempo e’ provinciana, como por exemplo as lojas que fecham todas as 6 da tarde, ou restaurantes que nao servem jantar depois das 21 horas! A cultura e’ muito diferente da nossa e aprendi aqui a ouvir mais, a levar as coisas menos pelo lado pessoal, entender que um nao como resposta e’ um nao e nao da para dar um jeito, fazer o que! Aprendi tambem a ser profissional de um jeito diferente e, principalmente, a valorizar as coisas belas de nosso pais que antes passavam despercebidas, porque estavam sempre ali ao meu alcance. A experiencia de morar no exterior e’ enriquecedora e so por isto ja valeu a pena ter vindo para ca.

– O país que você reside tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil? Conte-nos…
O metro e’ a primeira coisa que me vem a mente. Aqui funciona de verdade e se vai em qualquer lugar com transporte publico. Sendo de Sao Paulo, sei o quanto isto faz falta. A educacao tambem ‘e muito importante e aqui as escolas publicas sao tao boas quanto as particulares. O sistema de saude e’ gratuito e para todos, e apesar de nao oferecer hospitais luxuosos, funciona e e’ tudo de graca, incluindo pilulas anticoncepcionais e todos os remedios para criancas ate 18 anos. A Inglaterra tambem e’ a mais antiga democracia do mundo e isto se reflete na maneira como os politicos sao monitorados por aqui. Ve-se menos robalheira e cara de pau. Nos pagamos impostos, mas vemos o retorno, na forma de boas escolas, seguranca, saude publica, etc. Mas existem muitos problemas sociais tambem e existe uma grande camada de pobres na populacao!
Isadora na Inglaterra

– Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?
A minha primeira e mais importante dica e’: aprenda ingles! Se a pessoa nao sabe ingles tudo bem, mas deve tentar aprender ingles quando chegar aqui, de preferencia frequentando aulas. Em 6 meses e’ possivel aprender ingles com um pouco de dedicacao e aulas.
Tambem e’ importante entender o seu objetivo vindo para ca. Se e’ so para ficar uns meses guardando dinheiro vale a pena viver mais apertado e economizar ao maximo para voltar. Se o objetivo e’ expandir os horizontes aproveite para viajar pela Europa, conhecer outras culturas, usufrua o que Londres tem para oferecer e nao fique preocupado (a) em guardar dinheiro mas sim em viver!
Agora se o objetivo e’ realmente fazer uma vida aqui ai e’ necessario saber falar ingles bem, procurar empregos na sua area profissional, tentar construir uma vida de verdade, com conforto, com seguranca, tentando viver como se estivesse no Brasil e nao “provisoriamente”. Londres e’ muito aberta a imigrantes e aqui existe espaco para quem quer crescer. Mas nao pense em vir para ca para enriquecer, pois ai eu digo, a Europa e’ muito velha e cansada, cheia de tradicoes e de pessoas estabelecidas ha seculos, que nao pretendem dar espaco para ninguem! O Brasil e’ dos brasileiros e devemos ajudar nosso pais a crescer, a evoluir, a se tornar um lugar melhor, com mais educacao e empregos para todos. E eu vou fazer isto um dia, pode escrever!

– Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?
www.upmystreet.co.uk – para quem procura moradia em Londres
www.rightmove.co.uk – para quem procura moradia em Londres
www.oilondres.com.br – site com dicas da vida por aqui
Criando filhos em Londres, comunidade no Orkut
Vida de pobre em Londres, comunidade do Orkut (pra dar risada)

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8 Respostas

  1. Isadora, também moro na Inglaterra (desde 96) e tenho que discordar quando vc diz que aqui vemos o retorno dos nossos impostos na saúde e educação. Talvez vc tenha tido muita sorte na solução de seus problemas de saúde, ou mais sorte ainda: não teve nenhum problema de saúde sério para afirmar mais de uma vez que o sistema de saúde britânico funciona. Um procedimento corriqueiro: vc já fez algum exame ginecológico pelo NHS? Talvez para isso possa usar o seu sistema particular. Eu faço pelo NHS: são bem fraquinhos, espaçados (a cada 3 ou 5 anos) e administrador por enfermeiras muitas vezes inexperientes. Bem diferente de fazer um exame com uma médica capacitada, como é o caso no Brasil. Então já que todo o ano vou ao Brasil mesmo, aproveito para ir na médica. Aliás, estou viajando para a pátria amada agora em dezembro apenas para investigar um problema de saúde, que já se arrasta faz 6 meses. Até agora o médico do NHS não se interessou em fazer qualquer exame. Temos amigos estrangeiros que fazem a mesma coisa: viajam para seus países quando se cansam da incompetência e descaso do sistema. Não vou nem entrar no quesito qualidade de ensino para não deixar o comentário muito longo.

    Isadora, gostei de muitos pontos da entrevista, principalmente o último parágrafo sobre viver com um objetivo em mente, podendo assim aproveitar bem sua experiência no exterior. Desejo que vc e sua família realizem os seus sonhos, um abraço.

  2. Amiga que comentou. De fato o NHS nao pode se comparar ao sistema privado de saude no Brasil, mas vamos comparar o sistema publico daqui com o sistema publico de saude do Brasil. Quem sai ganhando? O que quero enfatizar e’ que a Inglaterra da bastante retorno aos impostos. Pensa so no Brasil: temos que pagar escola, plano de saude, seguro de carro carissimo, condominio para morar com mais seguranca, etc etc. So acho que o Brasil nao da retorno aos nossos impostos. O que se paga e’ maravilhoso, mas a comparacao que quero fazer e’ com o que esta ai, gratuito, ao alcance de todos.
    Abracos!

  3. Vc está coberta de razão, não é justo comparar NHS com atendimento particular no Brasil, quem sabe eu tento fazer um exame pelo SUS para ver como é, nunca fiz; no passado eu tinha convênio e hoje em dia vou particular. Estou sentindo fortes dores nas costas desde junho e a resposta do NHS até agora tem sido “isso é normal”, então boa parte do que escrevi foi num momento de grande frustação em relação ao NHS. Contribuo bastante aqui e gostaria de ter meus problemas de saúde resolvidos aqui, mas como não estou conseguindo, vou resolvê-los no Brasil mesmo. Tambem não vejo muito retorno no meu council tax, onde eu moro a coleta de lixo é apenas 2x por mês, inclusive no verão.

    Admito que acho bem interessante que haja tanto amparo aos desempregados, alcoólatras, jovens mães solteiras, deficientes e pessoas com algum risco/maior dificuldade. Vejo isso como um retorno positivo do meu imposto. Todavia vários conhecidos meus pensam que isso só serve para criar uma imensa classe de preguiçosos crônicos e rancorosos, cujos filhos não tem muito incentivo para trabalhar.

    Achei curioso vc dizer que no Brasil temos que colocar os filhos no colégio particular, pagar condomínio e seguro alto do carro, não é bem assim que eu vejo a vida… mas Isadora, não quero monopolizar os comentários da sua entrevista tão interessante. Se vc quer continuar debatendo o assunto pode me mandar um email, deixei o endereço no campo apropriado. Frustação com o NHS à parte, também gosto muito daqui. Um abraço.

  4. Lendo sua entrevista entendo um pouco mais o Canadá. As semelhanças são incríveis (chá com leite, mau-gosto para se vestir, etc).
    Apesar do Canadá se esforçar para parecer com os Estados Unidos, nós continuamos sendo súditos da rainha da Inglaterra!

  5. […] Leia mais direto na fonte: expatriados.wordpress.com […]

  6. Isadora, Adorei sua entrevista! Morei em Londres 6 anos e concordo com voce em tudo! O lado bom e o lado ruim. Sai de la ha 4 anos e as vezes bate a saudade e sinto falta da cultura e do buzz, mas nao sinto a menor falta do clima horroroso e as carrancas no metro…! Ah, na verdade vou ter que discordar no quisito transporte… o metro e’ lotado, os onibus sao lentos, e os trens dependem tanto do cima que atrasa… ou seja, na chuva, as folhas grudam no trilho e os trens podem descarrilhar entao vao devagar… no calor, os trilhos expandem e isso tambem causa atrasos… nao tenho boas recordacoes da minha vida de commuter… mas morro de vontade de comer um bolo de cenoura do pret a manger… ou de entrar na selfridges mesmo que so pra ‘dar uma olhadinha’… : ) E seria otimo poder entra num pub e nao sair de la cheirando como um cinzeiro… bem que lei que proibe fumar em bares e restaurantes deveria ser universal!
    E realmente depois de 6 anos, nao juntei pounds pra comprar um a casa, mas nao dividi a casa com 15 outros estraneiros pra economizar… aproveiei muito, viajei pela Europa conheci muita gente maravilhosa com quem mantenho amizade ate hoje. O segredo e’ aproveitar porque a experiencia e as lembrancas sao o que vale! Now go have a tub of ben & jerrys for me! … : )

  7. adorei a entrevista

  8. Olá Isadora,

    Adorei sua entrevista…. estou pensando em sair de SP e ir rumo à Londres no final do ano.

    Gostaria de saber se as condições em relação à trabalho para emigrantes permacem as mesmas que você relatou na entrevista.

    Penso apenas em ficar uns dois anos na Inglaterra, fechar contrato com um curso de inglês, entrar no país com visto de estudante e aproveitar ao máximo a experiência de morar na Europa, conhecer lugares, viajar mto, (o que ganhar nos sub empregos gastar comigo mesma ae).
    Meu único receio é o fato de não possuir uma boa noção do ingês, isso me atrapalharia muito?? considerando a vida que gostaria de ter no país…

    agradeço qualquer informação ou dica que puder fornecer.

    Obrigada e tudo de bom pra você e sua família!!

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