Uma brasileira em terras andaluzas

Glenda na EspanhaGlenda Dimuro, arquiteta, urbanista e designer de formação, em constante construção. Brasileira, gaúcha de Pelotas, vive há dois anos e meio na “caliente” Sevilla, sul da Espanha. Participa de um programa de pós graduação em Arquitetura e Cidades Sustentáveis e trabalha na sua área. Apesar da saudade da terrinha, tenta aproveitar o máximo a temporada em solo europeu.
Conheça um pouquinho mais de sua história…

– Nome:
Glenda Dimuro.

– Onde nasceu e cresceu?
Pelotas, Rio Grande do Sul.

– Em que país e cidade você mora?
Sevilla, Espanha.

– Você mora sozinho ou com sua família?
Moro com meu marido, Paulo.

– Há quanto tempo você reside nesse local?
Dois anos e meio.

– Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiência?
Não, a Espanha foi o primeiro país de residência fixa.

– Qual sua idade?
28 anos.

– Quando surgiu a idéia de residir no exterior?
Estudar na Espanha sempre foi um sonho. Mais que um sonho, uma vontade. Uma vontade que às vezes aumentava e outras diminuía, mas que sempre permanecia. O porquê exatamente eu não sei. Seria porque a Espanha sempre foi conhecida por ter boas Escolas de Arquitetura ou porque desde adolescente comecei a aprender a língua espanhola, mas não sei responder.
Me formei em Arquitetura e Urbanismo em 2003 e dois anos depois de trabalhar e me especializar onde nasci e vivi os meus então 25 anos, decidi largar tudo (tudo?) e colocar a cara no mundo. O lugar escolhido para começar a nova vida, sem previsão de volta, foi o sul da Espanha, uma região conhecida por ter um povo acolhedor e “caliente”. A decisão de morar em Sevilla foi fácil e o apoio da minha família tanto financeiramente quanto emocionalmente foi decisivo. Afinal de contas, morar na Europa para estudar e sem ter emprego garantido não deveria ser nada fácil e hoje vejo que realmente não é. Contatos feitos com a Universidade e o currículo aceito pela Escuela de Arquitectura para cursar um programa de doutorado, restava agüentar a burocracia das Embaixadas, consulados e afins.

– Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?
O visto que tenho aqui não é de residência, nem de trabalho. É um visto de estudante, que me permite viver na Espanha legalmente, mas sem nenhum privilégio de residente. Ou seja, posso passar anos vivendo aqui com esse visto e nunca conseguir a residência definitiva (essa dados foram obtidos em conversas pessoais com advogados especialista no assunto).
O visto de estudante deve ser feito no Brasil antes de viajar, no Consulado da Espanha do seu estado. Nada muito complicado, mas um pouco demorado e caro. Quem quer vir estudar na Espanha deve ter um pouco de dinheiro para desembolsar ao principio. O visto de estudante te exige (salvo exceções) um seguro médico particular, uma carta registrada em cartório de um familiar dizendo que tem condições financeiras de te manter por aqui, acompanhada da declaração de renda dessa pessoa, além de vários outros documentos pessoais, como diplomas traduzidos oficialmente (que custam uma grana) e “otras cositas más”. A papelada demora um pouco para ficar pronta e depois de uns dois meses chega o teu “visado” e já podes viajar.
Cada consulado pede uma documentação diferente, coisa que descobri depois de chegar aqui em conversa com amigos pernambucanos e paulistas. Por exemplo: em Porto Alegre, a tal carta registrada em cartório deve dizer que alguém do Brasil te mandará todos os meses algo como 1700 euros. Em Recife, te pedem que seja 600! E os critérios mudam todos os anos e por isso o melhor a fazer, ao invés de buscar informações desencontradas na internet, é ir diretamente ao Consulado da sua região e perguntar quais os documentos que este consulado pede para o visto.
Aqui estão os endereços e telefones dos consulados espanhóis no Brasil: http://www.consulados.com.br/consulados/espana.html

– Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?
Para um visto de estudante você deve ter um seguro de saúde antes de sair do Brasil. Existem consulados que aceitam que uma pessoa que contribua para o INSS no Brasil, de posse de uma carta comprovando isso, não precise fazer um seguro particular. Isto acontece por causa de um acordo internacional onde o Brasil participa. Ou seja, quem contribui no Brasil, tem direito a receber assistência médica na Espanha como se contribuísse nesse país. Acho que sai bem barato, se não for grátis, e a pessoa deve ter contribuído por no mínimo 6 meses. Além disso, deve pagar um seguro de repatriação funerária, que é nada mais, nada menos, que a repatriação do teu corpo em caso de morte, da Espanha para o Brasil. Acontece que o consulado de Porto Alegre, em dezembro do ano passado (quando meu marido fez o seu visto) não estava aceitando esse documento para vistos de estudantes. Ou seja, tivemos que pagar um seguro médico particular que sai bastante caro (entre 800 e 1200 dólares, por um ano). O seguro deve valer por toda a sua estadia no país e contar, além da repatriação funerária, com a sanitária (que é quando você ainda não morreu, mas se encontra doente e, como esses seguros cobrem apenas doenças de emergência, deve receber tratamento mais prolongado no seu país). Mas, no final, qualquer pessoa, estrangeira ou não, tem o direito de ser atendida em qualquer emergência do país.

– Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?
Custei para arrumar um trabalho na minha área. Tentei trabalhar de “camarera” (garçonete) mas não deu para mim. Foram dias ruins que acabaram com uma proposta de emprego em um escritório de arquitetura. Ufa! Mas nem todos têm a mesma sorte e acabam trabalhando no ramo da “hosteleria”.
Sevilla, por ser uma cidade turística, possui ofertas de trabalho para garçons, recepcionistas, entregadores de papelzinhos, etc. No sufoco, a gente faz qualquer coisa. Diferente do Brasil, essas profissões são valorizadas por aqui, ou melhor, não são tão menosprezadas. Trabalhar como “camarero” é cansativo, mas no final de mês te garante uma boa renda. Meu marido também trabalha na sua área, embora tenha demorado mais para conseguir um emprego (ele é designer e fotógrafo).

– Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?
Graças a Deus posso trabalhar na minha área aqui. Na verdade minhas responsabilidades são limitadas porque meu título ainda não foi homologado. Então não posso assinar nenhum projeto e nem dirigir nenhuma obra de arquitetura. Mas trabalho em um escritório, na parte de desenvolvimento dos projetos e outro arquiteto assina pelos trabalhos. A homologação demora bastante para sair. Já dei entrada nos papeis e já saiu a minha resposta, necessito fazer um trabalho final de graduação em qualquer Universidade da Espanha, voltar a apresentar a documentação e esperar a resposta, que demora mais ou menos uns 9 meses para chegar.

– Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?
Acho mais do que fundamental falar a língua do país onde estás. É a coisa mais importante para poder relacionar-se, conseguir um bom trabalho, fazer amizades locais, e por ai vai. Se você não se comunica, vive à margem da sociedade, só convive com brasileiros e não se insere.
O espanhol falado por aqui é extremamente complicado, o chamado “andalú”. A “broma” é porque as pessoas da região da Andalucía, onde se encontra Sevilla, falam muito rápido e cortam as palavras, principalmente o “s”. Por aqui “no to pá na” significa “no estoy para nadie” e “¡joé, que caló!” quer dizer “¡joder, que calor!”. É outra língua, muito complicada para quem aprendeu a falar castellano com uruguaios.
Hoje posso dizer que compreendo 90% dos andaluces, mas me sinto muito feliz quando saio de viagem para outros lugares do país e vejo que entendo perfeitamente as pessoas e principalmente, que me faço entender. Aqui em Sevilla existem cursos grátis para estrangeiros e vir com alguma base de espanhol também não é nada mal. O espanhol é cheio de “falsos amigos” (falsos cognatos) e a semelhança das palavras, mas com significados muito diferentes, me atrapalha até hoje. Claro que sempre vou ter meu sotaque (confundido muito com os dos italianos) e que sempre alguém vai me perguntar: ¿De dónde eres? Mas compreender e ser compreendida são uma das chaves do sucesso por aqui.

– O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?
Estrangeiro é sempre estrangeiro. Nunca sofri nenhum preconceito extremo, mas muitas vezes me senti injustiçada por não ser daqui. Um exemplo claro, é na hora de alugar um apartamento, quando os proprietários ao escutar minha voz no telefone já diziam que a imóvel estava alugado. Os “hispanos hablantes”, sul americanos, sofrem bem mais com o preconceito. Os brasileiros, pelo menos aqui em Sevilla, ainda não são vistos como os “estrangeiros delinqüentes que vêm aproveitar-se dos benefícios da economia espanhola” (muitos pensam isso) e somos relacionados (infelizmente) a um país exótico, ao Ronaldinho e ao samba (não o de raiz). Claro que falo das minhas experiências, mas acredito que com a chuva de brasileiros que vem vindo para cá, o panorama vai começar a mudar. A Espanha está em crise econômica e muitos imigrantes estão desempregados. Muitos assaltos são praticados por imigrantes e muitos espanhóis estão descontentes com as leis de imigração. Assim como já aconteceu na Itália e na França, acho que tempos piores virão.

– Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?
Não tenho filhos.

– Sente saudades da família no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?
Tenho um daqueles ditos populares sempre presente no meu dia-a-dia: quando se ganha uma coisa, se perde outra. Ganhei o mundo, conheci muita gente boa, lugares lindos, culturas diferentes da minha. Perdi a convivência com meus grandes amigos, os aniversários com a família, as lambidas do meu cachorro, o churrasco do domingo. Mas no final, acho que saio ganhando.
A experiência de viver em um lugar completamente diferente do teu é muito boa e te faz crescer enormemente como pessoa. Valorizas mais as pequenas coisas e os momentos únicos. Valorizas mais as tuas raízes e percebes que não somos tão “menos desenvolvidos” como pensamos (ou nos fazem pensar).
O Brasil é um país particular, assim como os brasileiros. Não gosto quando alguém me pergunta quando vou voltar ao Brasil de vez. Não sei. Não sei a resposta. Talvez a decisão de voltar seja mais difícil que a de vir. A cada dia que passa, estou mais certa de que tomar a decisão de voltar vai ser bem difícil. A vida aqui é boa, tu podes trabalhar, estudar e ter uma situação tranqüila financeiramente. Podes viajar sempre que quiseres e o bolso permitir para os mais diversos cantos do mundo. A vida cultural é relativamente ampla para uma cidade do interior e o quesito segurança pública é fundamental. Andar pelas ruas da cidade iluminadas, as duas da madrugada sem precisar olhar para trás não tem preço! Sem contar que a cidade é linda, linda, linda e tem cheiro de flores na primavera!
Paulo Ramalho
Vista da Catedral de Sevilla e da Giralda. Foto: Paulo Ramalho
Paulo Ramalho
Pabellón Mudéjar no Parque de Maria Luiza em Sevilla. Foto: Paulo Ramalho

– O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?
Felizmente, acho que em Sevilla não existe um gueto de brasileiros, pelo menos não que eu conheça. Conheço muitos brasileiros e nos reunimos na casa de um ou de outro e muitas vezes saímos e curtimos o estilo de vida andaluz. Aqui a vida “na rua” é muito intensa. A cidade é cheia de bares e restaurantes e no verão todo mundo sai de casa.
Acho que o pessoal se mistura bastante. Agora não vejo africanos em bares nem árabes (os chamados moros, que na verdades são os marroquinos). Sinceramente, acho que esse pessoal não tem uma vida inserida na sociedade. Essa pergunta me pegou de surpresa porque comecei a pensar e realmente os estrangeiros que vejo pelas ruas são os turistas e gente que tem um certo nível de educação e cultura. Aqui existe um bairro de imigrantes, talvez lá eles tenham algumas atividades de lazer. Eu não estou nem ai, me meto nos bares dos espanhóis e, se o ambiente for agradável, fico! No verão também vamos às praias em cidades perto daqui. Sempre que posso viajo para algum lugar que ainda não conheço.

Paulo Ramalho
Cádiz. Foto: Paulo Ramalho

– Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?
Acho que a minha etapa em Sevilla está próxima do fim, mas ainda não terminou. Não sei se será ano que vem ou no outro, ou no outro, pois não tenho planos em longo prazo. Só sei que não quero viver aqui pra sempre e que quero voltar ao Brasil.

– Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imóveis é algo comum nesse país?
Vivo em um apartamento alugado. Nos primeiros dois anos compartilhamos apartamento com outras pessoas, mas este ano decidimos viver sós, meu marido e eu. Desde que cheguei aqui em 2005, o preço dos alugueis disparou. Devido a crise imobiliária no País, o que antes custava 500, agora custa 700. Se antes alugavas um quarto bom por menos de 200, agora pagas 300. Tudo depende da zona em que queres viver, mas em geral a moradia é bem cara.

– Qual o custo de vida?
Não sei quanto uma família de 4 precisa para viver, mas duas pessoas “sobrevivem” com menos 1500 euros. Tudo vai depender do estilo de vida que queres levar. Optamos pela nossa privacidade e pagamos mais caro o aluguel. Comer mais em casa e deixar o restaurante para os finais de semana ajuda a economizar para viagens. A vida na rua aqui é intensa e fica difícil resistir à tentação e comer umas “tapas” por ai. Agora, se queres viver bem, adquirir coisas e ainda mandar um dinheiro para o Brasil, tens que ganhar mais.

– Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?
Ponto alto para a segurança pública, coisa que no Brasil não sabemos o que é. Não sei falar dos pontos negativos, pois acho muito subjetivo e generalizado. Acho que as coisas negativas são pontuais e depende do teu estado de espírito, mas se preciso escolher uma digo que os andaluces sao muito receptivos, mas ao mesmo tempo sao agressivos, falam alto, jogam lixo no chão e muitas vezes te tratam mal. É um povo de sangue quente, tanto para o bem como para o mal, se é que me faço entender. Outra coisa é que aqui não existem tantas diferenças entre as classes sociais. Um garçom pode ganhar o mesmo que um farmaceutico, por exemplo. As disparidades de renda são menos acentuadas e nunca vi uma criança pedindo dinheiro na rua.

– Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?
Bom, com certeza são os horários. Aqui se almoça entre duas e três da tarde. Isso para mim é uma das piores coisas, pois muito antes disso meu estômago já anuncia que é hora do almoço. Depois disso, eles fazem a siesta, ou seja, entre duas e cinco da tarde quase tudo pára em Sevilla (lojas, supermercados, farmácias). No Brasil, no máximo dormimos uns 10 minutinhos depois do almoço (alguns poucos privilegiados) e já seguimos no batente até as seis da tarde. Depois disso, estamos livres (na maioria dos casos é assim).
Aqui os horários são bem diferentes e quem começa a trabalhar às cinco, cinco e meia da tarde vai até as nove trabalhando. O estilo de vida andaluz é muito peculiar, bebem muita cerveja e comem muitas tapas (pequenas porções de comida). O resto da Espanha costuma dizer que os andaluces não trabalham e vivem de festa, mais ou menos como falamos dos baianos (e sabemos que não é bem assim).
Paulo Ramalho
Cádiz. Foto: Tradicional Feria de Abril de Sevilla. Foto: Paulo Ramalho
Paulo Ramalho
Bar na noite Sevillana. Foto: Paulo Ramalho

*recentemente escrevi um post falando sobre a experiência de viver por aqui. Pode servir de base para a entrevista também: http://coisaparecida.blogspot.com/2008/06/relatos.html

– Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?
A Espanha está enfrentando uma grave crise econômica, finalmente admitida pelo presidente do governo, Zapatero. O que eu sugiro é que ninguém venha pra cá sem papeis. É impossível regularizar a situação estando na Espanha, pois todos os tramites devem ser feitos via consulado no Brasil. A vida para os ”sin papeles” é bastante complicada e pode ser decepcionante. Agora, se vens estudar é muito fácil. Se tiveres um pouco de vontade de vir, venha. Se tiveres uma família que pode te servir de base, aproveita. Os anos passam rápido e quando vês, lá se foram três num piscar de olhos.

– Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?
O meu blog possui muita coisa sobre a Espanha e outros países que visitei:
http://www.coisaparecida.blogspot.com/

Outros blogs interessantes:
http://anlenedmadrid.blogspot.com/
http://buracodafechadura.com/
http://maisespanha.blogspot.com/

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12 Respostas

  1. Glenda foi um deleite ler sua entrevista 🙂
    Sou apaixonada pela Espanha, obrigada por essas fotos lindas.
    Tenho uma amiga espanhola que é de Cádiz, mas hj mora em Alicante(ela e o marido são médico).

    A Espanha é linda!
    Bjão!

  2. Glenda, adorei a entrevista. Como sou um pouco espanhola e adoro a Espanha, eu me senti em casa. Sorte e dias felizes para ti.

  3. Oi, Glenda!

    Que legal a entrevista! Parabéns!

    É engraçado como as experiências podem ser parecidas e me identifiquei com um montão de coisas… heheheh…

    Obrigada pela indicação.

    Besitos

  4. Glenda, muito bom saber da sua trajetória em terras espanholas. Tb sou arquiteta e sempre tive a curiosidade de saber quais as possibilidades da nossa área aí, pois como vc disse, para nós arquitetos(as), as escolas de arquitetura da Espanha são sempre referências de ensino/projeto. Agora já sei por onde começar a pesquisar. Obrigada por compartilhar conosco! Sucesso!!! Bjos. Paula.
    PS. Mirella, parabéns pela iniciativa do blog! Muito bom!! Quanta riqueza de informações e experiências!

  5. Em primeiro lugar, parabéns ao blog, as entrevistas são ótimas!

    Glenda, gostei muito da entrevista e do seu ponto de vista sincero! adoro Sevilla e este ano finalmente conhecerei Cádiz, que já estava na minha lista faz tempo!

    Achei muito engraçado descobrir que voce é arquiteta, designer e urbanista, praticamente o mesmo que eu!

    Fico cheia de alegria por você ter indicado meu blog! Besotes grandes!

  6. Oi pessoal! Agradeço os comentários! Paula, se quiseres alguma informação específica pode me mandar um email! Valeu! 🙂

  7. O máximo seu blog. Vou ler as entrevistas com calma.

  8. Oi Glenda;
    gostei muito do seu depoimento, tenho muita vontade de morar na Espanha, fui casada por um ano com um francês, vc sabe se eu poderia morar na Espanha sem problemas? Sou formada em design de interiores achas que consigo emprego na área ou em loja especificas? Sevilha é muito frio no inverno? Vc acha que vale a pena a experiência de morar em outro país.
    Obrigada

  9. Oi Glenda…
    Me chamo Felipe e trabalho aqui na UCPel! Conheço a Graçaliz e o Rocha… Estou me formando em Direito no final do ano e quero muito ir morar em Sevilla ano que vem… Se puderes e tiveres como, adoraria receber dicas, indicações de moradia e de trabalho. Pretendo estudar, porém, ainda nada certo com relação a cursos de especialização. Talvez, me matricule em um curso de espanhol pra poder chegar com o visto de estudante.
    Obrigado

  10. Oi Gisela! Olha, se tens a cidadania européia podes morar aqui sem problemas. Agora se não fizesse enquanto eras casadas, perdeste a chance…
    A Espanha está numa crise econômica muito forte, muitos desempregados e não é uma boa hora para vir trabalhar aqui… O design não é o forte aqui no sul, mas sim existem algumas lojas de cozinhas e móveis. Eles adoram comprar suas coisas no IKEA (uma espécie de supermercado de móveis, não sei se ai no Brasil tem, onde tu mesmo monta as coisas). Sevilla tem um inverno agradável e com muito sol, as temperaturas são baixas, mas não menos que zero. O problema é o verão que é extenso e muito quente, mais de 40 graus todos os dias.
    Espero ter ajudado!

  11. Felipe, já nos encontramos!

  12. […] minha estrevista está aqui. Categories: […]

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