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	<title>Entrevistando Expatriados</title>
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	<description>Conheça histórias e experiências de Brasileiros residindo no exterior.</description>
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		<title>Entrevistando Expatriados</title>
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		<title>Um país de conto de fadas</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 19:02:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Entrevistando Expatriados</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Luxemburgo]]></category>

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		<description><![CDATA[Renata viveu na Florida (EUA) por 6 anos e meio até que conheceu seu atual marido, natural de Luxemburgo. Depois de um ano de namoro a distância, eles decidiram unir os laços e ela se mudou para esse pequeno país Europeu localizado entre a França, Belgica e Alemanha.  Apesar do clima chuvoso e frio, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&blog=2455769&post=969&subd=expatriados&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright" src="http://mikix.com/expat/20091109_001.jpg" alt="Renata em Luxemburgo" width="66" height="96" />Renata viveu na Florida (EUA) por 6 anos e meio até que conheceu seu atual marido, natural de Luxemburgo. Depois de um ano de namoro a distância, eles decidiram unir os laços e ela se mudou para esse pequeno país Europeu localizado entre a França, Belgica e Alemanha.  Apesar do clima chuvoso e frio, ela está se adapatando e admirando sua &#8220;nova casa&#8221;, e como ela mesma diz: &#8220;<em>Luxemburgo não é de verdade, é de conto de fadas&#8230;</em>&#8221; <span id="more-969"></span></p>
<p><strong>- Nome:</strong><br />
Renata</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu?</strong><br />
Campinas – SP</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora?</strong><br />
Berchem – Luxemburgo</p>
<p><strong>- Você mora sozinho ou com sua familia?</strong><br />
Moro com minha família, meu marido, nossa filha e nosso cachorro.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20091109_002.jpg" alt="Renata em Luxemburgo" /></p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local?</strong><br />
Moro em Luxemburgo ha 9 meses.</p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia?</strong><br />
Sim morei nos EUA, em Fort Lauderdale Florida por 6 anos e meio.</p>
<p><strong>- Qual sua idade?</strong><br />
Tenho 33 anos.</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior?</strong><br />
Eu sempre quis morar fora, não me conformava com todas as dificuldades e violência que a gente tem no Brasil, não era o que eu queria para minha vida, mas nunca encontrei uma maneira se sair de la. Sempre tive como sonho viajar muito, falar outros idiomas, ver outras culturas, e a única maneira que eu encontrava de realizar meu sonho era trabalhando como comissária de bordo. Comecei a trabalhar na extinta Transbrasil em 1998 quando eu tinha 22 anos. Em 2001 a empresa quebrou e todos os funcionários ficaram a ver navios sem esperança nenhuma e eu infelizmente estava incluída nessa situação. Minha melhor amiga na empresa, estava decidida a vir tentar a vida nos EUA, <a href="http://expatriados.wordpress.com/2008/10/06/retorno-ao-lar/">ela inclusive já deu a entrevista dela aqui no Entrevistando Expatriados</a>, e nossas historias são muito parecidas (beijão Si morro de saudades ) eu aproveitei que teria companhia e vim junto.<br />
Nossa idéia na época era trabalhar um pouco, juntar uns dólares e voltar para o Brasil, a ultima coisa que queríamos era ficar ilegal nos EUA. Minha amiga conheceu o marido dela e decidimos entrar com o pedido da extensão do nosso visto de turista. Eu comecei a trabalhar, ainda que ilegalmente, e ai conheci meu ex marido. Fiquei casada por quase 3 anos, consegui minha residência nos EUA. Voltei a trabalhar como comissária de bordo em uma empresa de fretamento em Miami,  quando meu ex marido me pediu o divorcio. Nessa época eu fiquei totalmente perdida sem saber o que fazer, mas resolvi enfrentar tudo sozinha nos EUA. Eu já estava separada do meu ex marido ha quase 2 anos, quando em 2007 a trabalho, fui para Amsterdam por 2 meses  e la conheci meu atual marido, que também estava em Amsterdam a trabalho, ele eh de Luxemburgo.<br />
Depois eu voltei para a Flodida e ele voltou para Luxemburgo. Para mim, eu nunca mais o veria ate que em Outubro 2007 ele me ligou dizendo que queria ir para a Florida me encontrar. Ele foi em Novembro e desde então começamos a namorar. Nos falávamos todos os dias&#8230;viva o skype! Por sorte meu marido também trabalha com aviação e ele conseguia ir a Florida 1 vez por mês, namoramos dessa forma por quase um ano, tínhamos planos de nos casarmos no meio desse ano e eu me mudaria para Luxemburgo na segunda metade de 2009, mas o destino resolveu antecipar nossos planos um pouco e eu engravidei da nossa filha e acabei me mudando para Luxemburgo em Dezembro 2008.</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?</strong><br />
Não. Para conseguir os vistos de residência e trabalho foi muito fácil e rápido. O difícil foi casar. Foi muito complicado conseguir todas as infomações corretas dos órgãos governamentais, eles sempre tinham uma infomação diferente da ultima e nunca estavam felizes com nossa documentação. O mesmo aconteceu com outros casais que conheço, então se alguém pensa em se casar aqui pode se preparar para enfrentar toda a burocracia, despreparo e falta de vontade em ajudar dos funcionários do governo. Depois que finalmente casei, todos os documentos necessários para morar e trabalhar aqui chegaram em menos de 2 semanas.</p>
<p><strong>- Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?</strong><br />
Sim. Aqui em Luxemburgo todos os habitantes legais tem direito a seguro saúde pelo governo. Podemos usar os melhores hospitais, inclusive internação, médicos e até dentistas tudo pelo governo. Uma consulta médica pode demorar até 3 semanas dependendo do médico, mas os serviços de urgências nos hospitais funcionam mesmo.<br />
Ha 3 semanas eu precisei usar a policlínica da maternidade, e foi tudo muito simples e rápido. Também tive minha filha na maternidade mais nova do país, com um atendimento de primeira. Nos EUA eu tinha seguro saúde pelo meu trabalho, mas além de muito caro ( para uma família US$600.00 por mês ) todas as vezes que ia no medico eram mais US$20.00. No caso do parto aqui em Luxemburgo, me seguraram no hospital por 4 dias depois de um parto normal até que o leite descesse, para me dar monitoramento na amamentação, já nos EUA te dão alta depois de 48 horas de um parto normal, o seguro saúde não cobre mais se não tiver complicação. O sistema de saúde nos EUA, não é o que eles tem de melhor. Aqui não tenho nenhuma preocupação com seguro saúde para mim e minha família.</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida? </strong><br />
Atualmente não trabalho fora, fico em casa com minha bebe que tem apenas 4 meses. Nossa renda familiar é obtida através do trabalho do meu marido e do subsidio que o governo paga para que as mães fiquem em casa com os filhos até que as crianças tenham 2 anos de idade. Aqui em Luxemburgo não temos creches gratuitas e e por isso que o governo paga um salário para as mães que ficam em casa com seus filhos. O valor desse subsidio varia de acordo com o número de crianças, mas é sempre um valor suficiente para manter os filhos.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20091109_004.jpg" alt="Renata em Luxemburgo" /></p>
<p><strong>- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?</strong><br />
Ainda não trabalho aqui em Luxemburgo, mas provavelmente quando eu começar a trabalhar vou mudar de área sim, mas ainda não sei o que vou fazer.</p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?</strong><br />
Então, esta e outra pergunta complexa quando o assunto e Luxemburgo. O país, embora muito pequeno tem 3 idiomas oficiais. Alemão, Francês e Luxemburguês, e todos os habitantes falam os 3, eu ainda não falo nenhum deles. Estou estudando francês, e tendo falar em casa o máximo possível com meu marido, mas ainda estou longe de ser fluente, embora já consiga fazer compras e conseguir o que preciso. O francês, é claro que é o mais fácil dos 3 idiomas para aprendermos, mas também é o idioma menos respeitado pelos Luxemburgueses, como eles mesmo falam, <em>francês é a língua dos imigrantes</em>, mesmo que todos documentos oficiais do Luxemburgo são em francês.<br />
Se você quiser ser respeitado mesmo, tem que falar luxemburguês, é o que eles falam com a família, é o que eles gostam de falar. O alemão e a língua da imprensa; jornais, revistas, noticiários. Também tem o português, que embora não seja idioma oficial, e largamente falado aqui em Luxemburgo. A imigração portuguesa aqui é enorme, e qualquer lugar que você vai se escuta o português, mas os luxemburgueses não o aceitam, e detestam o idioma, meu marido mesmo fala que não existe idioma mais feio que esse &#8220;<em>mais, mais</em>&#8220;, já o português do Brasil ele acha bonito. No meu caso eu tento me virar em francês, se não consigo vou para o inglês, português mesmo só no ultimo caso ou com as pessoas que eu conheço,  as pessoas nem gostam de ser abordadas em português. Como falei, antes esse assunto de idioma é muito complexo aqui. Agora voltando a pergunta, eu acho muito importante falar o idioma do país sim, e tenho como meta aprender o luxemburguês, pois vivo no meio dos ¬uxemburgueses e tenho uma filha ¬uxemburguesa, mas para alguém que vem para ca trabalhar, e vai conviver com imigrantes, falar o francês já é suficiente.</p>
<p><strong>- O que você  pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros  e outros expatriados vivendo nesse país?</strong><br />
O Luxemburgo é um país excelente para se viver, com uma  qualidade de vida excepcional. E claro que o meu lado brasileiro, ama a Florida, o sol, a praia, mas o meu lado mãe tem que amar Luxemburgo. Aqui é muito seguro, e temos benefícios do governo que não encontramos em lugar nenhum, uma das melhores educações do mundo com o aprendizado de 4 idiomas na escola, e tudo gratuito, inclusive faculdade, sempre brinco com meu marido e falo que esse país não é de verdade, é de conto de fadas.<br />
Aqui como já falei, tem muito imigrantes que são residentes, mas também tem os que são chamados de fronteiriços, ou seja eles moram na Alemanha, Bélgica ou Franca e trabalham em Luxemburgo porque se ganha muito mais. Os Luxemburgueses aceitam meio que são engolindos por imigrantes, pois eles sabem que o país não funciona sem eles. Quanto aos brasileiros a única coisa que ouvi é que trabalham em limpeza, e construção civil, mas são mais simpáticos que os portugueses, acho que eles nos colocam no mesmo patamar dos portugueses. Comigo eu nunca senti nada pessoal ou preconceito por eu ser brasileira, mas sou casada com um luxemburguês, o que me coloca em uma situação um pouco mais confortável na sociedade.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20091109_003.jpg" alt="Renata em Luxemburgo" /></p>
<p><strong>- Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?</strong><br />
Tenho uma filha, mas ela ainda tem 4 meses.</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?</strong><br />
Vou ser muito sincera na minha resposta, sinto falta da minha família e amigos. Uso muito a Internet e vou 2 vezes por ano para visitar minha família. Não sinto falta de mais nada, produtos brasileiros se acha em qualquer lugar, até aqui em Luxemburgo. Sinto muito mais falta da Florida do que do Brasil, é triste mas é verdade.</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?</strong><br />
Recreação  aqui depende muito do tempo, como em toda Europa. Meu marido é muito ativo, e meio que me arrasta para os parques mesmo com frio ou chuva, não gosto muito mas vou. No verão é claro, todo mundo sai e os cafés e sorveterias ficam lotados, eu brinco e falo que o povo aqui é como iguana, o sol saiu todo mundo põe a cara para fora. Uma coisa muito interessante que eles tem aqui, são piscinas publicas, que são muito limpas, modernas, bem mantidas, o que é bem legal é que eles respeitam muito a família e tem vestiários com chuveiro para família o que facilita muito a vida se você tem um bebe, ninguém acha estranho ou imoral. Aqui lojas ainda fecham aos domingos, que ainda é considerado como o dia que se passa com a família. No verão sempre tem festivais, em bairros, festa do vinho, festa disso ou daquilo. A nossa vantagem  aqui e que estamos perto da Alemanha, Bélgica e Franca, então dá para ir passar um fim de semana em cada lugar, ou no mesmo um dia. No inverno os programas são mais em casa com os amigo ou restaurantes. Eles gostam muito de jogar <em>quilles</em> que é parecido com o boliche, mas nem tente chamar o tal de <em>quilles</em> de boliche, é pecado nacional. Como todo país da Europa temos muitos parques e lagos que no verão viram as praias oficiais de Luxemburgo.</p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?</strong><br />
Eu não tenho planos de sair de Luxemburgo ou arredores tão cedo, com certeza é o melhor lugar para criar minha filha, onde ela terá a melhor educação, estará livre de violência, tenho zero de preocupação com saúde, muita ajuda do governo, mas como todas as vezes que eu planejo algo eu acabo levando uma rasteira do destino, então prefiro dizer que estou aberta para as mudanças que a vida tem reservada para mim, e até mesmo voltar para o Brasil se esse for o caso. Para aposentadoria, ai sim planejo ir morar tranqüila em um lugar mais quente, como a Florida ou até mesmo o Brasil.</p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?</strong><br />
Meu marido comprou o apartamento onde moramos ha 3 anos. Os preços dos imóveis aqui em Luxemburgo são inacreditáveis, são tão absurdos que beiram o ridículo. Uma casa nova de 3 a 4 quartos em um bairro mais próximo do centro custa no mínimo 600.000,00 euros, o que se pode fazer também e se comprar uma casa antiga, dos anos 40 ou 50 reformada, ai o preço e em torno de 350.000,00 euros. A ultima saída, mas muito utilizada principalmente por quem esta comprando o primeiro imóvel, ou por quem quer um imóvel maior e comprar algo na Alemanha, Bélgica, ou Franca, que estão a menos de 30 minutos de Luxemburgo, e os imóveis são bem mais baratos que aqui. Comprar imóveis e algo bem comum para Luxemburgueses e cada um compra o seu, é muito comum para um casal, cada um ter o seu apartamento, antes de casar, e daí sim venderem e comprarem uma casa, muitas vezes em um dos paises que mencionei acima.</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida?</strong><br />
O custo de vida aqui é bem alto, não se poderia esperar que num país onde o salário mínimo é de 1.500,00 euros que o custo de vida seja barato. Eu diria que para uma família de 4 pessoas viver sem luxo, mas confortavelmente pelo menos 4000,00 euros. Para baratear um pouco os custos com alimentação muitas famílias fazem suas compras nos paises fronteiriços. Restaurantes, roupas, entretenimento, são um pouco mais baratos nesses 3 paises também. Combustível, cigarros, e bebidas alcoólicas são mais baratos em Luxemburgo por causa das taxas que são menores aqui, então Luxemburgo acaba perdendo em taxas e ganhando em quantidade. É muito comum nos finais de semana os postos de gasolina estarem lotados de carros alemães, franceses, ou belgas estocando em produtos para a semana.</p>
<p><strong>-  Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse paíss?</strong><br />
Pontos Positivos:<br />
- Ser respeitado como ser humano e cidadão<br />
- Não se ter medo de sair ou entrar em casa independente do horario<br />
- Ruas limpas, em boas condições<br />
- Educação, não só escolar, mas também do povo<br />
- Sistema de saúde maravilhoso<br />
- Excelente transporte publico<br />
- Diversidade cultural em um país tão pequeno<br />
- Pouquíssima corrupção, e bom uso do dinheiro publico<br />
- Muitos castelos e paisagens lindas<br />
- Proximidade de vários paises e grandes cidades</p>
<p>Pontos Negativos:<br />
- Frio, garoa o dia inteiro e céu cinza durante o lonnnnnnngo inverno. Sei que isso é bem previsível, se tratando de Europa, mas eu não poderia deixar de mencionar, já que para mim e o ponto negativo que mais me incomoda.<br />
- Muito longe do Brasil<br />
- Preço dos imóveis, e pouca ajuda do governo para habitação.<br />
- Falta de rampas de acesso em estações de trem, e prédios públicos. E muito difícil sair com o bebe no carrinho, como os prédios são muito antigos, so teem escadas, e não foram construídas rampas para carrinhos de bebe ou cadeira de rodas.<br />
- Aqui é quase impossível achar lojas abertas 24hrs ou aos domingo, inclusive farmácias. Como eu estava acostumada com a conveniência dos EUA, estou sofrendo um pouco para me acostumar com isso aqui.</p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?</strong><br />
O que me chama muito a atencao aqui em Luxemburgo, é a quantidade de imigrantes que o país possui. Eu não estou exagerando quando falo que escuto portugues em qualquer lugar que eu va. Os Portugueses e os Cabo Verdianos são o maior grupo de imigrantes residentes em Luxemburgo, mas temos também os que trabalham aqui e moram nos países fronteiriços.</p>
<p><strong>- O país que você reside  tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil?</strong><br />
Tudo, especialmente o respeito ao ser humano, e segurança e educação.</p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?</strong><br />
É obvio, mas é verdade, não tente vir ilegal, aqui na Europa não é como nos EUA que ilegal consegue ter uma vida razoalvelmente decente, aqui o buraco e mais embaixo mesmo, só para dar um exemplo, fui fazer minha carteira de motorista aqui em Luxemburgo, e tive que entregar minhas duas outras ( brasileira e americana ). Todos os benefícios que eu recebo do governo, sé comecei a receber depois de comprovada minha permissão de residência, até mesmo para abrir minha conta bancaria, tive que provar que sou legal no país. Agora se você tem passaporte de algum pais da U.E ai as coisas mudam de figura, e você sé precisa de uma oferta de emprego.</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?</strong><br />
Adaptação</p>
<p><strong>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?</strong><br />
Não sou muito ligada em blogs não, até porque com minha bebe não tenho tempo, sé para dar um exemplo, demorei 2 semanas sé para escrever essa entrevista. Se alguém tiver alguma duvida pode me escrever que eu tento descobrir a resposta, e entro em contato.</p>
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		<title>Na geladeira do mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 14:13:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Entrevistando Expatriados</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Finlandia]]></category>

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		<description><![CDATA[Maira sempre sonhou em fazer seu mestrado no exterior. Atraída pela educação de ótima qualidade, gratuita e em inglês da Escandinávia, foi parar em Tampere, na Finlândia. Apesar dos altos e baixos causados pelo clima predominantemente frio, a experiência tem se mostrado enriquecedora. Veja como é a vida de uma estudante brasileira em terras geladas.
- [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&blog=2455769&post=959&subd=expatriados&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright" src="http://mikix.com/expat/20091102_001.jpg" alt="No círculo polar ártico, em Rovaniemi" width="96" height="91" />Maira sempre sonhou em fazer seu mestrado no exterior. Atraída pela educação de ótima qualidade, gratuita e em inglês da Escandinávia, foi parar em Tampere, na Finlândia. Apesar dos altos e baixos causados pelo clima predominantemente frio, a experiência tem se mostrado enriquecedora. Veja como é a vida de uma estudante brasileira em terras geladas.<span id="more-959"></span></p>
<p><strong>- Nome: </strong><br />
Maira</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu?</strong><br />
Brasília, DF</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora? </strong><br />
Tampere, Finlândia</p>
<p><strong>- Você mora sozinho ou com sua familia?</strong><br />
Com o namorado finlandês</p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local? </strong><br />
Dois anos</p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia? </strong><br />
Sim, em Genebra, na Suíça</p>
<p><strong>- Qual sua idade?</strong><br />
26</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior?</strong><br />
Meus pais são professores universitários. Em 1996, meu pai saiu do país para fazer o doutorado dele em Edimburgo, na Escócia. Dois anos depois, eu e meu irmão fomos visitá-lo. Desde aquela época, eu já sabia que também seria uma pesquisadora acadêmica, e sonhava em fazer meu mestrado no exterior. Tentei ir para a Inglaterra, mas apesar de ter sido aceita na universidade, não consegui bolsa. Foi aí que descobri que na Escandinávia os mestrados eram em inglês, e de graça. Apliquei para uma vaga na Finlândia e fui aceita.</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?</strong><br />
O visto de estudante para a Finlândia é fácil de tirar, tendo a carta de aceitação da universidade em mãos. O porém é que o governo finlandês exige seguro-saúde  e comprovação de meios para se sustentar durante o período de estudo. Hoje, a quantia a ser comprovada é de 500€ por mês. Além disso, o visto tem que ser renovado a cada ano, e consequentemente o estudante deve provar ter o dinheiro e um seguro de saúde válido.</p>
<p><strong>- Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?</strong><br />
Tenho o seguro. Antes de vir, fiz o seguro com uma empresa de intercâmbio brasileira. Agora, já na terceira renovação de meu seguro, fiz com uma <a href="http://www.internationalstudentinsurance.com" target="_blank">empresa americana</a>, e a cobertura saiu pela metade do preço.</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida? </strong><br />
Vim para a Finlândia com dinheiro suficiente para me manter pelos primeiros seis meses com tranquilidade. Controlando os gastos e com ajuda da família no Brasil, consegui viver de setembro a abril com esse dinheiro. Em abril, como é de costume aqui nas universidades finlandesas, o departamento abriu vagas para os estágios de verão. Me inscrevi e fui selecionada para o estágio, e posteriormente consegui um contrato como assistente de pesquisa que durou mais um ano e pouco. Alunos com visto de estudante são autorizados a trabalhar por meio período durante os meses de aula (setembro a maio) e horário integral durante os meses do verão (junho, julho e agosto). Novamente controlando os gastos, consegui usar o dinheiro acumulado para me manter também durante os meses após o término do contrato. Agora estou apenas estudando, correndo para terminar minha tese de mestrado.<br />
Apesar de ser permitido arrumar emprego de meio-período durante os estudos, não é fácil conseguir emprego sem falar a língua. Empregos para mão-de-obra não especializada (em bares e restaurantes, supermercados, empresas de construção e por aí vai) exigem fluência em finlandês. A única exceção que conheço é o trabalho como testador de localização de software, nos quais ser falante nativo de outra língua é pré-requisito para conseguir o emprego. Conheço muitos brasileiros que trabalharam nisso, mesmo sem serem formados em áreas relacionadas à tecnologia. Porém, nesses dias de crise econômica, a oferta de empregos desse tipo está bem pequena.</p>
<p><strong>- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?</strong><br />
Continuo na mesma área.</p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?</strong><br />
Hoje, dois anos depois de ter pisado aqui pela primeira vez, posso dizer com orgulho que falo! Não sou fluente de maneira alguma, ainda tropeço nos diversos modos das palavras e esqueço termos comuns com uma certa frequência. Mas venci as primeiras etapas, e não corro mais o risco de morrer de fome se me largarem sozinha no meio da Lapônia.<br />
É difícil aprender finlandês por vários motivos, mas eu diria que os principais são que:<br />
1) finlandês não se parece com nada, e<br />
2) os finlandeses falam inglês muito bem, então ainda que se tente praticar, é muito fácil simplesmente mudar para o inglês ao primeiro sinal de dificuldades. Além disso, para muitos, a motivação é baixa, já que finlandês não será uma língua muito útil caso não se pretenda ficar no país.<br />
Para alguém que vem para a Finlândia apenas para estudo, aprender finlandês não é  de maneira alguma essencial. Um estudante internacional (especialmente os de intercâmbio) acaba ficando amigo de outros estudantes internacionais, e sua vida social gira em torno dessas amizades. A lingua franca sempre é o inglês. Mas com certeza a Finlândia que esse estudante conhece não é a mesma Finlândia dos locais. Acredito que a única maneira de aproveitar plenamente a estadia na Finlândia é sabendo a língua, ou ao menos se esforçando para saber.<br />
Os finlandeses certamente apreciam quando um estrangeiro decide aprender sua língua. As universidades sempre têm cursos de finlandês para os alunos estrangeiros, que podem ser contados como créditos no histórico escolar. Durante o verão, as universidades de verão oferecem cursos intensivos (normalmente pagos, mas pode-se tentar descontos para estudantes com orçamento limitado). Para níveis mais avançados, por vezes o governo finlandês oferece cursos de graça, para promover melhor integração da mão-de-obra especializada à cultura local.</p>
<p><strong>- O que você  pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros  e outros expatriados vivendo nesse país?</strong><br />
Minha relação com a Finlândia sofre de altos e baixos, que não por acaso coincidem com os altos e baixos do clima. Tenho muita dificuldade com a sociedade extremamente individualista deles. Coisas pequenas, do tipo sorrir para uma criança no supermercado, e a criança virar a cara ao invés de sorrir de volta, me incomodam bastante&#8230; Mas conforme o tempo passa, você vai se acostumando, talvez até incorporando muitos dos costumes locais, como apreciar o silêncio e apreciar que respeitem sua privacidade. E aprender a língua faz muita diferença no sentimento de pertencer à sociedade, então posso dizer que hoje me sinto muito melhor do que quando cheguei.<br />
Diz-se aqui que é difícil fazer amigos finlandeses, mas quando faz-se amizade com um deles, é para sempre. Acredito nisso, pois os finlandeses são extremamente sinceros e diretos. Tenho diversos colegas finlandeses, mas amigos mesmo, certamente posso contar nos dedos de uma mão.<br />
Com relação ao respeito aos brasileiros, ao menos na cidade onde vivo nunca tive nenhum problema e nunca ouvi falar de nenhuma situação ruim. Aliás, fiquei bastante surpresa com a quantidade de finlandeses que conheci que estão aprendendo português, que apreciam nossa música, nosso futebol, a capoeira. Já ouvi relatos de estrangeiros em cidades menores que sofreram algum tipo de preconceito, mas até onde sei violência física contra estrangeiros é coisa bem rara.</p>
<p><strong>- Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?</strong><br />
Não tenho filhos.</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?</strong><br />
Saudades da família é minha maior tristeza aqui. Frio e escuridão não são nada comparadas à tristeza que é perceber que cada dia aqui é um dia a menos lá.<br />
Sinto falta da variedade de frutas e verduras de nossos supermercados (sou vegetariana). O resto dá para arranjar, seja em lojas de produtos especializados, seja pedindo para amigos trazerem na mala. Sempre tenho na minha despensa feijão preto e farinha de mandioca, chá mate, trigo para quibe&#8230; Ah, não há muitos restaurantes brasileiros, aqui em Tampere não tem nenhum. E comer em restaurante é caro de maneira geral, então aprendi a cozinhar minha comida. Sempre tento usar alho e cebola para dar aquele gostinho de comida de vó <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
<img src="http://mikix.com/expat/20091102_002.jpg" alt="a vista da minha janela, em fevereiro" /></p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?</strong><br />
Minha vida social noturna aqui é muito menos ativa do que no Brasil. O principal motivo é  que eu não gosto muito da ideia finlandesa de diversão. Sempre envolve muito álcool e uma ressaca fenomenal no dia seguinte. Como eu não bebo muito, sempre fico meio excluída nas festas. Costumo brincar que há um curto intervalo de tempo para interação com os finlandeses, no qual eles já beberam o suficiente para se soltar, mas ainda não estão bêbados demais e serão capazes de lembrar sobre o que conversaram. É um exagero, mas não está muito longe da verdade.<br />
Durante o verão, minha atividade preferida é fazer piqueniques na beira de um dos milhares de lagos finlandeses. Passar um dia preguiçoso tomando um solzinho na “praia”  é uma das melhores experiências aqui. Os lagos esquentam até bastante durante o verão (considerando que na outra metade do ano estão completamente congelados!) e dá para nadar. Adoro também andar de bicicleta. Pretendo um dia fazer uma pequena viagem de bicicleta e acampar no meio de uma floresta.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20091102_003.jpg" alt="na Finlândia também faz sol, e também tem “praia”" /></p>
<p>No inverno há a possibilidade de esquiar, patinar, jogar hóquei no gelo. Eu não sou muito fã  desses esportes, por isso no inverno minha principal atividade é ler bastante. As bibliotecas daqui são impressionantes, parecem livrarias e estão sempre cheias! Nada parecido com a imagem de estantes de livros velhos e empoeirados em corredores escuros que tenho das bibliotecas de minha cidade. Ah, e no inverno, eu não perco nenhuma oportunidade de ir para uma boa sauna. Aliás, no verão também não <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
<img src="http://mikix.com/expat/20091102_004.jpg" alt="fazendo um anjinho de neve" /></p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?</strong><br />
Assim que terminar meu mestrado, volto para o Brasil. Mas existe uma grande possibilidade de tentar voltar para cá para o doutorado. Gosto da Finlândia, e algo me diz que meus laços com o país vão durar para sempre. Mesmo que não me mude para cá, sei que quero vir e passar outros verões aqui, aprender melhor a língua, manter as amizades que fiz aqui.</p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?</strong><br />
Eu moro em um apartamento para estudantes. Em toda a Finlândia existem esses escritórios que alugam apartamentos ou quartos para estudantes e jovens profissionais, a preços muito em conta e com todos os serviços incluídos. Há um <a href="http://www.soa.fi/en/appartments/" target="_blank">site muito bom</a> com informações sobre os diversos escritórios nas cidades onde há universidades, onde é possível ver as possibilidades e preços. Aqui em Tampere é possível alugar um quarto em apartamento compartilhado por cerca de 200€ por mês, com todos os serviços incluídos. Um estúdio para uma pessoa sai mais caro, creio que cerca de 500€ por mês, também com tudo incluído.</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida?</strong><br />
Para um estudante, aqui em Tampere, é realista dizer que 600€ por mês dá para cobrir tranquilamente todos os gastos básicos. O que sai bem caro para um estudante aqui são as festas (álcool é caríssimo, taxado pelo governo para tentar evitar os problemas com alcoolismo), comida em restaurantes, cinema, etc. Procurando alternativas de lazer mais em conta, é possível viver com até uns 500€ por mês. Em Helsinki o aluguel sai mais caro do que em Tampere, mas os outros custos são muito parecidos.</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?</strong><br />
Positivos: segurança, ótima qualidade da educação, contato com a natureza, fácil de viver sabendo apenas o inglês.<br />
Negativos: o inverno (frio e escuridão), distância de pontos turísticos da Europa, dificuldades de adaptação à cultura individualista, excessos com o álcool.</p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?</strong><br />
Certamente o que mais me chama atenção aqui é o problema com o álcool. Não apenas o alcoolismo, que se vê nas ruas na imagem dos senhores e senhoras caindo de bêbados já às onze horas da manhã. Me impressiona também o tanto que a cultura e o conceito de diversão gira em torno do álcool, de beber até cair. A noite só é considerada boa se bebeu-se tanto que não se lembra de nada. Claro que é uma generalização, e há finlandeses que não se comportam dessa maneira, mas é algo bem comum por aqui.</p>
<p><strong>- O país que você reside  tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil?</strong><br />
Eu amo uma invenção super simples, mas que faz a vida doméstica ser tão mais fácil. É  o “drying cabinet”, ou o armário de secar louça. Fica logo em cima da pia e não é fechado na base, então a água que escorre dos pratos cai direto no lugar certo. O dia que eu tiver um apartamento, essa vai ser a primeira coisa que vou encomendar!<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20091102_005.jpg" alt="o astiankuivauskaappi, ou armário de secar louça: invenção finlandesa" /></p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?</strong><br />
Se possível, chegue aqui no verão. O inverno é muito mais tolerável se você souber o tanto que o verão é gostoso.<br />
Traga roupas “<em>middle layer</em>”, ou seja, casacos de lã ou equivalentes, que você vai usar entre a roupa normal e o casacão de frio. Esse casacão só se acha aqui mesmo, tem que ser resistente à água e ao vento, mas as roupas do meio e as roupas de baixo acabam sendo meio caras.<br />
Se tiver intenção de aprender finlandês (o que eu recomendo!), pegue aulas assim que chegar aqui. O começo é difícil, e acho que a ajuda de um professor, ao menos para vencer as primeiras etapas, é necessária. Depois vai ficando mais fácil se entender com a estrutura da língua, e talvez dê até para continuar sozinho.<br />
Se acreditar nessas coisas, traga uns florais de Bach ou uns remédios homeopáticos ou fitoterápicos para dar uma forcinha no inverno. Eu também descobri que negar a depressão só faz a gente se frustrar mais. Tem que fazer que nem os finlandeses: eles não lutam contra a tristeza que chega com o inverno. Eles se permitem sentir essa tristeza, e sabem que a primavera sempre chega.</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?</strong><br />
Enriquecedora.</p>
<p><strong>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?</strong><br />
Me juntei com uns amigos para montar um site sobre morar na Finlândia. Ainda está no começo, mas espero que seja um bom espaço para quem mora aqui, pretende vir morar ou simplesmente tem curiosidade pelo país e sua cultura: <a href="http://www.brasilialainen.com" target="_blank">http://www.brasilialainen.com</a></p>
<p>Recomendo também a <a href="http://www.orkut.com/Main#Community?cmm=499768" target="_blank">comunidade do Orkut Brasileiros na Finlândia</a>, que é um dos melhor lugar para trocar experiências com outros brasileiros na mesma situação.</p>
Posted in Europa, Finlandia  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/expatriados.wordpress.com/959/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/expatriados.wordpress.com/959/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/expatriados.wordpress.com/959/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/expatriados.wordpress.com/959/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/expatriados.wordpress.com/959/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/expatriados.wordpress.com/959/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/expatriados.wordpress.com/959/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/expatriados.wordpress.com/959/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/expatriados.wordpress.com/959/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/expatriados.wordpress.com/959/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&blog=2455769&post=959&subd=expatriados&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Entrevistando Expatriados</media:title>
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			<media:title type="html">No círculo polar ártico, em Rovaniemi</media:title>
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		<title>No caminho das Índias</title>
		<link>http://expatriados.wordpress.com/2009/10/26/no-caminho-das-indias/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 14:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Entrevistando Expatriados</dc:creator>
				<category><![CDATA[Asia]]></category>
		<category><![CDATA[India]]></category>

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		<description><![CDATA[Gisele sempre quis fazer intercâmbio, e quando surgiu uma oportunidade, ela agarrou. Não importou que a Índia fosse um destino não muito procurado: a experiência cultural valeria a pena. Então, arrumou as malas e atravessou o oceano, para trabalhar em uma escola, ensinando inglês e fazendo organização de eventos.
- Nome: 
Gisele Pelisoli
- Onde nasceu e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&blog=2455769&post=951&subd=expatriados&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright" src="http://mikix.com/expat/20091026_001.jpg" alt="Gisela na India" width="96" height="132" />Gisele sempre quis fazer intercâmbio, e quando surgiu uma oportunidade, ela agarrou. Não importou que a Índia fosse um destino não muito procurado: a experiência cultural valeria a pena. Então, arrumou as malas e atravessou o oceano, para trabalhar em uma escola, ensinando inglês e fazendo organização de eventos.<span id="more-951"></span></p>
<p><strong>- Nome: </strong><br />
Gisele Pelisoli</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu? </strong><br />
Nasci e cresci em Porto Alegre, RS</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora? </strong><br />
Estou morando em Chandigarh, no Norte da Índia</p>
<p><strong>- Você  mora sozinho ou com sua família? </strong><br />
No Brasil morava com minha família, na Índia estou morando com outros estrangeiros. A organização que me trouxe para cá tem um fluxo grande de estrangeiros, então eles mantém uma casa e sublocam os quartos. Já conheci muita gente de vários lugares assim. No momento tem 8 pessoas na minha casa: 1 japonês, 2 polonesas, 1 russa, 1 alemã, 1 americana, 1 brasileiro e eu.</p>
<p><strong>- Há  quanto tempo você reside nesse local? </strong><br />
5 meses</p>
<p><strong>- Já  residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiência? </strong><br />
Não</p>
<p><strong>- Qual sua idade? </strong><br />
23</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior? </strong><br />
Eu sempre quis fazer intercâmbio&#8230; Quando era mais nova quiz fazer o programa de <em>high school</em> no exterior, depois quiz fazer curso de língua, depois programa de <em>au pair</em>… Só que tudo isso custa muita grana, e a minha família não apoiava (vocês sabem como eh, filha caçula a família quer por perto).<br />
A oportunidade realmente surgiu através da AIESEC. Não, não eh uma agência de intercâmbio. Essa organização tem o objetivo de ajudar a desenvolver o potencial de universitarios e recém formados, e uma das ferramentas eh o intercâmbio. Foi a possibilidade de viajar que me chamou a atenção, mas eles tem um trabalho tão legal que fui voluntária na organização por dois anos antes de decidir realizar intercâmbio. O mais legal da proposta eh que eh intercâmbio profissional: você vai estar trabalhando (o que diminui bastante o custo da viagem) na sua área. Através da AIESEC você pode ir para qualquer país em que eles estão presentes (105) e trabalhar no que tiver interesse. Eles tem contatos com diversas empresas, para diversas tarefas… Eu estou trabalhando como professora, tem gente que vem trabalhar com marketing, recursos humanos, contabilidade…</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho? </strong><br />
Foi chatinho, e inclusive já postei sobre isso no <a href="http://www.giselepelisoli.wordpress.com" target="_blank">meu blog</a>. O site do <a href="http://www.indiaconsulate.org.br" target="_blank">consulado indiano no Brasil</a> faz parecer tudo muito fácil. Realmente, todas as informaçoes que você precisa estão lá: documentos necessários, taxas… O prazo eh que complicou a minha vida. Lá esta escrito inclusive que você não precisa fazer entrevista: manda por sedex o passaporte, os documentos e o comprovante de pagamento (da taxa do visto e do envio de volta do sedex), e depois de 3 dias uteis seria enviado de volta o passaporte. Só que no meu caso passou uns 10 dias uteis e nada… Eu estava bem nervosa porque precisava ir o quanto antes, para iniciar as aulas. E eu ligava para la todo dia para ver qual era o problema… dificilmente conseguia ligação, mas quando conseguia ou a secretaria me dizia que não tinha nada errado e que o visto estaria pronto no dia seguinte (mentira, nunca ficou!); ou então ela me passava para o cônsul, que falava um inglês horrível, com um sotaque muito carregado e eu não entendia muito o que ele falava. Entendia que ele falava “<em>no problem</em>” (comecei a escutar muito isso depois que vim para cá). Chegou uma hora que eu cansei, e resolvi ir pessoalmente no consulado em São Paulo. Cheguei la e só então foram me dizer que estava faltando uma carta de recomendação da empresa em que eu iria trabalhar. Fala serio!!!! Mandei e-mail, consegui a carta no dia seguinte, e no outro dia meu visto estava pronto. E embarquei no terceiro dia.</p>
<p><strong>- Você  tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada? </strong><br />
Eu decidi não fazer seguro saúde. Quando fui pesquisar os preços, o custo de todos os lugares era incoerente! Como o custo de vida na Índia eh muito baixo, e o preço que você paga pelo seguro eh o preço que eh coerente com o Brasil, decidi que seria mais barato pagar um medico aqui caso eu precisasse… e realmente esta sendo. O preço que eu pagaria por 1 ano de seguro saúde era aproximadamente o valor que eu ganharia trabalhando 1 ano aqui</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida? </strong><br />
Sim. Eu já sai do Brasil com tudo acertado… Emprego, lugar para morar… essa parte foi bem tranquila.</p>
<p><strong>- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor? </strong><br />
Mudei… Eu cursava faculdade de Design de Moda no Brasil, e queria trabalhar com produção de figurino. Aqui sou professora e ajudo na produção de eventos. Mas essa escolha foi minha, eu escolhi o emprego antes de viajar. <img src="http://mikix.com/expat/20091026_003.jpg" alt="Gisela na India" /></p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?</strong><br />
Eu ainda não falo muito, mas estou tentando aprender. A Índia tem muitos dialetos, mas acho que o mais falado (pelo menos no norte, onde eu estou) eh o Hindi. Estou tentando aprender através de um livro daqueles “aprenda você mesmo”, porque não consegui encontrar professor… Um monte de gente diz que quer me ajudar, vai me ensinar, mas aula que eh bom mesmo, nada. No momento eu tenho uma noção muito básica: sei me apresentar, contar ate 20, entendo algumas palavras. Não eh o suficiente para realizar uma conversa, mas eh o inicio.<br />
Eu acho muito importante aprender a língua local. Começa por ser uma questão de respeito – você esta no país deles, porque eles devem se adaptar ao seu idioma? Você que tem que se adaptar ao deles! Alem do que, não eh com todo mundo que você vai conseguir falar… Eh uma situação tipo a do Brasil: você vai conseguir falar em inglês só com a classe media alta e para cima, e ainda assim não todos. Você perde muito da cultura, do contato com as pessoas se você não estiver disposto a aprender. E o pessoal fica muito, muito feliz de  ver que você esta tentando… nem que seja uma palavrinha no meio da frase. Se te fizerem uma pergunta em inglês e você responder “<em>Han ji</em>” (sim) eles abrem um sorriso de orelha a orelha “<em>você fala hindi?</em>” “<em>só um pouquinho</em>” e eles emendam tentando te ensinar mais palavras. De novo, acho que eh a mesma coisa que acontece no Brasil… Não eh tão legal quando você escuta, mesmo com um sotaque bem carregado, um “obrigado” ou “por favor” de um estrangeiro?</p>
<p><strong>- O que você  pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros  e outros expatriados vivendo nesse país? </strong><br />
Eu gosto muito da Índia. Tem uma expressão em inglês que explica “<em>it grows on you</em>”. Sim, tive um choque cultural quando eu cheguei, e as vezes ainda me surpreendo com algumas coisas, mas em geral tudo parece tão normal, tão natural agora.<br />
O que eu percebi no geral ateh agora eh que aqui o pais esta atrasado de varias formas. Tem a questao da pobreza enorme (acho que eh mais grave que no Brasil). Tem a questao cultural de desvalorizacao da mulher. Ate mesmo as musicas: aqui esta tocando direto nas radios backstreetboys, as musicas do primeiro album deles<br />
Mas eu gosto muito da minha cidade. Ela eh chamada de “<em>City Beautiful</em>” – traduzindo: cidade linda. E realmente eh! Ela foi uma cidade planejada, um negocio tipo Brasília, mas bem mais organizado.  Tem vários espaços reservados para parques, a cidade tem também um lago artificial&#8230; tudo pensado para ser agradável morar aqui.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20091026_006.jpg" alt="Gisela na India" /></p>
<p>Todos os bairros são em formato retangular e cada um deles tem mercado, farmácia, restaurantes, lojas, praças&#8230; Você não precisa ir longe para encontrar o que precisa. E a estrutura em que a cidade foi projetada não pode ser alterada de forma alguma&#8230; Se ali eh área residencial, não pode virar uma loja de jeito nenhum. E se um prédio velho de 3 andares eh demolido para ser reconstruído, tem que ser outro de 3 andares – nem mais nem menos. Se aqui eh uma praça, não será construído nenhum prédio ali. Os setores são todos enumerados (não tem nome, só numero) e tem uma sequência, o que facilita se muito se achar. Uma curiosidade eh que por superstição a cidade não tem o setor 13&#8230;<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20091026_004.jpg" alt="Gisela na India" /></p>
<p>Bom, eh fácil se achar entre os setores, mas o endereço complica&#8230; porque aqui as ruas não tem nome&#8230; O endereço eh só o setor e o numero da casa, dai você da milhões de voltas ate achar o lugar certo&#8230;.<br />
O símbolo da cidade eh o “<em>Open-hand Monument</em>” (foto abaixo) 4 &#8211; open hand monument), com o lema “<em>open to give, open to receive</em>”. Para mim essa eh só mais uma forma de dizer uma coisa que eu sempre acreditei: Você ganha aquilo que você da; se você eh bom, coisas boas acontecem para você; se você se fechar para o mundo, o mundo vai se fechar para você.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20091026_005.jpg" alt="Gisela na India" /></p>
<p>Talvez seja por isso que o povo aqui eh muito hospitaleiro. Eles fazem de tudo para fazer você se sentir bem. Eu lembro que uma vez, eu estava na Índia ha umas 3 semanas, eu tinha tido um dia terrível, e ainda me perdi para voltar para casa (eu estava hospedada em casa de família) e quando cheguei não tinha ninguém para abrir a porta. Eu sentei no degrau da escada e comecei a chorar. Em dois minutos a vizinha do lado desceu, e com um inglês precário e muita mímica me perguntou o que estava acontecendo. Eu contei e ela disse “Não se preocupa, você vem para a minha casa” Tentei recusar, mas depois de muita insistência aceitei, e na casa dela ela fez questão que eu tomasse agua, chá e comesse biscoitos, enquanto ela ligava para o celular do dono da casa, para a pessoa voltar o quanto antes e eu poder entrar em casa.<br />
Se você marca de sair com alguém, eles vem te buscar em casa, te levam, perguntam 5000 vezes se esta tudo bem, ou se precisa de alguma coisa, se vocês vão comer em algum lugar não deixam você pagar a conta de jeito nenhum. A comida por sinal, eles te oferecem o tempo todo, e se sentem ofendidos se você não aceita. Esse tipo de tratamento não eh só para estrangeiros, e para hospedes em geral (se vier um indiano de outra cidade, vai ser a mesma coisa). Eles tem inclusive um ditado em hindi que diz que o hospede deve ser tratado como um Deus.<br />
A única situação de convivência que realmente incomoda eh a aproximação de alguns homens. Como aqui a cultura eh muito fechada em relação as mulheres, eles não tem muita interação, e enxergam nas estrangeiras oportunidade de sexo fácil. Eles chegam dando em cima descarado, sem o menor respeito, chegando a ser nojento. Claro, não são todos que fazem isso, mas a maioria dos homens trata mulher estrangeira assim.</p>
<p><strong>- Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais? </strong><br />
Não tenho filhos.</p>
<p><strong>- Sente saudades da família no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades? </strong><br />
Saudade eh uma coisa óbvia&#8230; Todo mundo sente. Todos que você ama estão la, certo? A gente tenta amenizar, escrevendo, falando por msn ou skype. Mas eh uma coisa constante, esta sempre la. E essa saudade faz voce se sentir solitario. Por mais que você faça novos amigos, ninguém vai ser a tua mãe, ou aquele amigo de infância. As pessoas que eu conheço a mais tempo aqui, eu conheço a 5 meses&#8230; Claro que pela situação se cria proximidade mais rápido, porque afinal, todo mundo esta se sentindo sozinho e procurando amigos, acaba sendo uma experiência mais intensa. Quando você esta sozinho eh que a saudade aperta mais&#8230; então o negocio e sair bastante com os amigos, fazer aula de alguma coisa (dança, yoga, teatro&#8230;.), viajar bastante&#8230; qualquer negocio para se distrair.<br />
Quanto a produtos, sinto falta de carne vermelha&#8230; Aqui a maioria das pessoas eh vegetariana, e as que não são comem só frango porque a vaca eh sagrada&#8230; Sinto falta de açucar refinado (aqui só tem açucar cristal). Sinto falta de guaraná, sinto falta de alface (aqui eh muito quente e as folhas verdes murcham rápido, então nunca tem para vender. Sinto falta de poder não me importar com a roupa que estou vestindo (porque aqui decote grande e saia curta não podem existir ne?). Sinto falta de biscoito Trakinas (aqui os recheados não são muito bons)</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?</strong><br />
Sempre que possível eu viajo&#8230; Eh meio que a rotina dos trainees que estão em Chandigarh&#8230; Sexta de noite a gente viaja para algum lugar e volta domingo de noite ou segunda de manha. Segundas em geral o pessoal esta cansado. Quartas feiras eh tradição ir em uma casa noturna, que tem entrada gratuita para mulheres e casais (do contrario eh 3000 rupias só para entrar) e bebida liberada para as mulheres. Terças e quintas em geral a gente se reúne para jantar&#8230;. seja em um restaurante ou na casa de alguém para experimentar a culinária de outros países. Nesses dias também costumamos ir no cinema ver filmes de Bollywood (muito divertido!) que incrivelmente conseguimos entender a historia. O interessante aqui eh que absolutamente todos os filmes são musicais e no cinema existe intervalo na metade do filme (mesmo que seja de hollywood, na metade o filme para e as luzes acendem) para o pessoal ir no banheiro ou comprar alguma coisa para comer. Nos fins de semana que eu não viajo (por cansaço ou grana curta) costumo caminhar em parques (tem muitos por aqui) tomando chimarrão, ou ir fazer compras (em comparação com o Brasil eh tudo muito barato, especialmente as coisas de marca)</p>
<p><strong>- Você  tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre? </strong><br />
Não tenho certeza ainda… O que eu posso ter por certo eh que quando eu completar 1 ano aqui eu preciso voltar por dois motivos: primeiro pelo meu visto e segundo porque eu tenho que terminar a faculdade. Eh certo que pelo menos 6 meses eu vou ficar no Brasil, mas depois disso, não descarto nenhuma possibilidade… Tanto de voltar para a Índia como de ir para outro pais.</p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país? </strong><br />
Eu alugo uma vaga na casa da AIESEC. Como eles tem um fluxo de estrangeiros muito grande, eles mantém algumas casas pela cidade e sublocam para o pessoal que esta vindo. Eu divido o quarto com uma menina da Polónia. Por isso pago 3000 rupias (mais ou menos 125 reais). Sei que existem muitos PGs (paid guest house – espécie de penção) com esse valor aproximado, mas você não tem liberdade de horários. Para estrangeiro alugar alguma coisa aqui eu sei que eh complicado, porque o pessoal daqui tem medo depois do atentado em Mumbai. Conheço algumas pessoas que conseguiram… Esta entre 10 e 15 mil rupias um ap de 3 quartos (depende da localização, se eh um prédio novo…). A questão de comprar, não faço ideia, mas deve ser difícil, se alugar já eh complicado…</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida? </strong><br />
Isso depende muito do padrão de vida&#8230; Eu vivo bem com 170 dólares por mês, tem dinheiro suficiente para aluguel, comida, festas e viagens</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?</strong><br />
Positivo: O custo de vida eh muito barato aqui. O povo eh muito hospitaleiro. A comida eh otima (você leva um tempo ate se acostumar com a quantidade de temperos, mas depois&#8230; olha, vou sentir falta disso no Brasil)</p>
<p>Negativo: Estrangeiro chama muita a atenção, especialmente mulheres. Você acaba se sentindo um alienígena na rua, de tanto que olham. A cultura eh um pouco fechada para as mulheres. Te olham estranho se você anda sozinha, se você esta em um grupo com vários homens, se você esta na rua depois das 10 horas. A maioria dos vendedores, motoristas de rickshaw e qualquer outra pessoa que lida com dinheiro tenta te cobrar mais porque você não parece indiano. Eh um lugar poluido e sujo – você vê direto lixo no chão e inclusive o pessoal mais educado joga coisas pela janela dos carros. O transito eh caótico. Existe muita pobreza. Os <em>slums</em>/favela daqui eu diria que estao em situacao pior do que os pobres brasilleiros</p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país? </strong><br />
Eu acho muito engraçado alguns padrões de preferência. Exemplo: sempre quando chove todo mundo vem me dizer “<em>It’s such a nice weather today, na?</em>“. No inicio eu achei que estavam ironizando, mas eles realmente acham que o tempo esta bom quando chove&#8230; E também a questão de estética: no Brasil todo mundo quer estar bronzeado e usa roupas que revelam as qualidades do corpo; aqui eh lindo ser branquinho que nem leite (eles vendem inclusive cremes para clarear a pele) e as roupas escondem tudo, a roupa eh bonita quando eh larga e toda colorida e bordada. E a questão dos animais&#8230; eh muito comum ver vacas e macacos na rua, e isso não chama a atenção de ninguém.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20091026_002.jpg" alt="Gisela na India" /></p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país? </strong><br />
Nada pode preparar você para a índia. Eu já tive contato com indianos antes de vir para cá, e li bastante a respeito, mas sempre você sente o baque. A Índia não tem meio termo – ou você ama, ou você odeia. A melhor coisa que eu posso sugerir eh: esteja preparado para mudar seus conceitos. E pode ter certeza, se voce tinha nojo de qualquer coisa, vai perder&#8230;</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiência que esta vivendo nesse país, qual seria? </strong><br />
Aceitação. Você aprende a aceitar o diferente, e que coisas que são óbvias para você, não são aqui. Você aprende aceitar que as diferenças – culturais, sociais. Elas coexistem pacificamente. A índia eh um dos únicos lugares do mundo que você pode ver uma vaca atravessando a rua, quase ao lado de um monge budista e olhar para o outro lado da rua e ver uma loja de eletrônicos</p>
<p><strong>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?</strong></p>
<p><a href="http://www.giselepelisoli.wordpress" target="_blank">www.giselepelisoli.wordpress</a>: esse eh o meu blog, conto aqui as coisas que estou vivendo e acho interessante</p>
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		<title>Uma brasileira na Italia</title>
		<link>http://expatriados.wordpress.com/2009/10/19/uma-brasileira-na-italia/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 14:22:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Entrevistando Expatriados</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Italia]]></category>

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		<description><![CDATA[Meiroca, brasileira, conhece pelo menos uma cidade de cada região do Brasil e um belo dia, resolveu que era hora de dar uma mudada radical na sua vida&#8230; abriu seu coração, e deixou entrar aquele que seria o responsavel por esta mudança.
Hoje vivem felizes uma pequena cidadezinha italiana, no litoral do Mar Tirreno, entre Roma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&blog=2455769&post=945&subd=expatriados&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright" src="http://mikix.com/expat/20091019_001.jpg" alt="Meiroca na Italia" width="96" height="132" />Meiroca, brasileira, conhece pelo menos uma cidade de cada região do Brasil e um belo dia, resolveu que era hora de dar uma mudada radical na sua vida&#8230; abriu seu coração, e deixou entrar aquele que seria o responsavel por esta mudança.<br />
Hoje vivem felizes uma pequena cidadezinha italiana, no litoral do Mar Tirreno, entre Roma e Napoles&#8230;<span id="more-945"></span></p>
<p><strong>- Nome:</strong><br />
Meire ou simplesmente Meiroca</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu?</strong><br />
Nasci na cidade mineira de Patos de Minas, mas cresci na cidade paulista de Ribeirao Preto</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora?</strong><br />
Moro na Italia, na cidade de Terracina.</p>
<p><strong>- Você mora sozinho ou com sua familia?</strong><br />
Moro eu e meu marido</p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local?</strong><br />
9 anos e meio.</p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia?</strong><br />
Não</p>
<p><strong>- Qual sua idade?</strong><br />
54 anos</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior?</strong><br />
Ja’ disse na minha apresentação, vim seguindo o meu coraçao.</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?</strong><br />
Não foi dificil, tenho a <em>carta di soggiorno</em>, uma especie de visto permanente de residencia que consegui por ser casada com cidadão italiano</p>
<p><strong>- Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?</strong><br />
Não temos seguro saúde, o sistema de saúde italiano é muito bom, considerado um dos melhores ao mundo, não sendo necessario ter um seguro saúde.</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida? </strong><br />
Temos uma pequena grafica offset e digital, e é dela que vem a nossa renda familiar.</p>
<p><strong>- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?</strong><br />
Quanto ao trabalho a resposta é sim, mudei completamente de area.</p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?</strong><br />
Falo a lingua local, não tão fluentemente quanto deveria e isso me tira um pouco da naturalidade, confesso que deveria ter me empenhado mais quando cheguei.</p>
<p><strong>- O que você  pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros  e outros expatriados vivendo nesse país?</strong><br />
Pergunta dificil, eu leio tantas situações de falta de respeito, a mim eles respeitam.<br />
Quando cheguei aqui, percebi que tinha algumas opiniões erradas sobre o Brasil e os brasileiros, tratei de me impor e mostrar dia a dia quem é a Meiroca, como pensa, como age, e fui ganhando a confiança.<br />
Ainda hoje ouço comentarios com desrespeito ao Brasil, e ao brasileiro, mas com muito jeito, procuro dar uma aula de “historia, geografia e comportamento”, e quando termino sinto que consegui mais um italiano querendo conhecer “o Brasil”.</p>
<p><strong>- Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?</strong><br />
Não tenho filhos</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?</strong><br />
Ja’ senti mais, hoje esta parte esta’ bem controlada dentro de mim.</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?</strong><br />
Levo uma vida tranquila, bem de cidade pequena, muitas vezes ficamos em casa, outras vezes passeamos a pé pelos becos do lugar, outras vezes saimos de carro sem rumo, procurando um lugar que possa ser fotografado. A Italia é um museu a céu aberto, a cada angulo uma surpresa.</p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre? </strong><br />
Sim temos planos de morar no Brasil, meu marido é apaixonado pelo meu país.</p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?</strong><br />
Moramos em casa propria, o italiano sempre sonha em ter a casa propria, mas no momento atual não esta’ facil nem vender nem comprar imovel.<br />
Nao sei te dizer quanto pagamos o imovel onde moramos por ser um imovel que ja’ pertencia a meu marido, mas na minha cidade, um apartamento de 80 metros, com 2 quartos, de frente para o mar custa no minimo 400.000 euros.</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida?</strong><br />
Uma familia com 4 pessoas precisaria de mais ou menos uns 2000 euros para vive em Terracina.</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?</strong><br />
Positivos, o sistema de saude que funciona, os negativos eles se acharem mais adiantados em certas situações em relação ao Brasil.</p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?</strong><br />
Eles comem a salada no final das refeições, isso quando cheguei achei estranho. <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>- O país que você reside  tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil?</strong><br />
O sistema de saude, o Brasil tem muito que aprender com a Italia (esta é a minha opinião).</p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?</strong><br />
Venham falando a lingua isso ja’ é meio caminho andado.</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?</strong><br />
Cultura.</p>
<p><strong>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?</strong><br />
<a href="http://www.meiroca.com" target="_blank">Pensieri e Parole</a>, <a href="http://www.pomodoro.meiroca.com" target="_blank">Pomodoro Rosso</a>, <a href="http://pt.tirrenagrafiche.it/" target="_blank">Tirrena grafiche</a> e <a href="http://cartadaitalia.blogspot.com/" target="_blank">Allan</a>, retribuindo a indicaçao ao Pensieri e Parole.</p>
Posted in Europa, Italia  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/expatriados.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/expatriados.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/expatriados.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/expatriados.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/expatriados.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/expatriados.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/expatriados.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/expatriados.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/expatriados.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/expatriados.wordpress.com/945/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&blog=2455769&post=945&subd=expatriados&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Entrevistando Expatriados</media:title>
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			<media:title type="html">Meiroca na Italia</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Brasileira na Terra do Senhor dos Aneis</title>
		<link>http://expatriados.wordpress.com/2009/10/12/brasileira-na-terra-do-senhor-dos-aneis/</link>
		<comments>http://expatriados.wordpress.com/2009/10/12/brasileira-na-terra-do-senhor-dos-aneis/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 14:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Entrevistando Expatriados</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nova Zelandia]]></category>
		<category><![CDATA[Oceania]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos pensam que o principal motivo das pessoas mudarem de país é o dinheiro&#8230; porém, Juliana, atualmente residente da Terra dos Senhor dos Aneis, nos relata que a Nova Zelandia não é o lugar para quem esta a procura da &#8220;mina de ouro&#8221;, mas sim para aqueles que buscam uma melhor qualidade de vida, educação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&blog=2455769&post=933&subd=expatriados&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright" src="http://mikix.com/expat/20091012_001.jpg" alt="Juliana na Nova Zelandia" width="86" height="96" />Muitos pensam que o principal motivo das pessoas mudarem de país é o dinheiro&#8230; porém, Juliana, atualmente residente da Terra dos Senhor dos Aneis, nos relata que a Nova Zelandia não é o lugar para quem esta a procura da &#8220;mina de ouro&#8221;, mas sim para aqueles que buscam uma melhor qualidade de vida, educação para os filhos etc.<br />
Conheça mais de sua historia&#8230; <span id="more-933"></span></p>
<p><strong>- Nome: </strong><br />
Juliana Tavares F. Sproesser</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu?</strong><br />
Campinas SP</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora? </strong><br />
Nova Zelandia</p>
<p><strong>- Você mora sozinho ou com sua familia? </strong><br />
Moro com meu marido Kyle.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20091012_002.jpg" alt="Juliana na Nova Zelandia" /></p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local? </strong><br />
2 anos</p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia? </strong><br />
Sim; Argentina, Uruguay e Alemanha.</p>
<p><strong>- Qual sua idade? </strong><br />
28 anos.</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior? </strong><br />
A ideia era melhorar o inglês, mas quando conheci meu marido Kyle, decidi ficar aqui.</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho? </strong><br />
Foi super facil conseguir o visto de trabalho, de residencia geralmente é mais demorado, no meu caso foi diferente porque meu marido é neozelandez.</p>
<p><strong>- Você tem Seguro Saude? </strong><br />
Antes de eu vir pela primeira vez, vim como estudante, e era obrigatorio o seguro saude.</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida? </strong><br />
Trabalho como agente de estudantes internacionais, recruto estudante para o <em>High School</em> e para uma escola de inglês e uma escola de<em> Business</em>.</p>
<p><strong>- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor? </strong><br />
Mudei, antes trabalhava com turismo e hotelaria</p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local? </strong><br />
Falo, depois de ralar muito para aprender. Mas obviamente falar inglês esta mudando minha vida, pois proporciona a oportunidade de trabalhar em varios países da lingua inglesa, além de entender as letras das musicas que gosto e poder conversar com varios estrangeiros, já que o inglês e uma lingua mundial.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20091012_003.jpg" alt="Juliana na Nova Zelandia" /></p>
<p><strong>- O que você  pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros  e outros expatriados vivendo nesse país? </strong><br />
Vou falar apenas da NZ. Eles respeitam os brasileiros e até ficam curiosos pela nossa cultura, mas como em qualquer lugar, se você não for super qualificado, tipo, universidade e inglês fluente, o que sobra pra você, é um emprego não muito bom, como camareira, pintor etc&#8230;eles pagam 12.50 NZD por hora, como mínimo, e se você for um profissional qualificado, ou trabalhar na area de saude, ou informática, ai sim, você ganha super bem.</p>
<p><strong>- Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais? </strong><br />
Ainda não.</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades? </strong><br />
Nossa MORRO de Saudadessssssssssssss , pretendemos morar no Brasil, quando o Kyle aprender o portugues bem.</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?</strong><br />
Bom, na verdade passeio com meu cachorrinho na praia, de vez em quando vamos ao teatro, lemos muitos livros, minha sogra tem uma editora, e geralmente ficamos em casa, pois não temos muitos amigos&#8230; eles são muito fechados aqui.</p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre? </strong><br />
Gostaria de viver 6 meses aqui, durante o verão, e no inverno daqui, morar no Brasil por 6 meses. Caso tenhamos alguma oferta boa no Brasil, vamos ficar lá pra sempre.</p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país? </strong><br />
Alugamos casa, pagamos 240 NZD por semana, geralmente se paga isso, pra comprar casa é muito caro, ainda não decidimos sobre onde vamos morar no futuro.</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida? </strong><br />
Acho que pra viver legal, uma familia de 4 pessoas, seria preciso uns 5000 NZD por mes. Claro que se tiver filhos, e não for residente daqui, a escola custa bem caro.</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país? </strong><br />
Positivo: Seguranca em geral, mas agora esta começando a ter muitas guangues..a educação deles também é um ponto positivo, o fato de ninguém morrer de fome, ou viver na rua&#8230; além do governo ajudar os desempregados com 1000 NZD por mes&#8230;<br />
Negativo: Muita briga de guangue, muitos jovens bebendo até cair, empregos ruins pra quem não esta super qualificado, eles também são meio frios&#8230;não tem aquela alegria brasileira&#8230;</p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país? </strong><br />
As belezas naturais e os produtos baratos, inclusive carros, que são ridiculamente baratos. Já que vem todos do Japão depositam na NZ, porque lá nao ter lugar&#8230; você compra carro super bom, por 800 NZD.</p>
<p><strong>- O país que você reside  tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil? </strong><br />
Essa bolsa familia de 1000 NZD por mes..hehe escola pública super boa, sistema de saude público de primeira, ajuda aos deficientes, tudo tem pra deficiente visual, ou em cadeiras de rodas, acho que o bom da NZ e que não tem pobre e nem milionario&#8230; são quase todos da mesma classe social e por isso nao tem muita disputa&#8230; Os políticos não são corruptos e a policia também não.</p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país? </strong><br />
Pense bem o que você quer,  quais são suas prioridades, qualidade de vida ou dinheiro, e veja todas as opções antes de viajar..as vezes se ganha mais no Brasil, do que aqui&#8230;</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria? </strong><br />
Maturidade</p>
<p><strong>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país? </strong><br />
<a href="http://www.brasileirosnanovazelandia.com" target="_blank">www.brasileirosnanovazelandia.com</a></p>
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			<media:title type="html">Juliana na Nova Zelandia</media:title>
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			<media:title type="html">Juliana na Nova Zelandia</media:title>
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			<media:title type="html">Juliana na Nova Zelandia</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Vivendo no coração da Itália</title>
		<link>http://expatriados.wordpress.com/2009/09/28/vivendo-coracao-da-italia/</link>
		<comments>http://expatriados.wordpress.com/2009/09/28/vivendo-coracao-da-italia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 14:33:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Entrevistando Expatriados</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Italia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Cansados da violencia urbana das cidades brasileiras, Mariangela e sua familia decidiram imigrar para a Italia há cerca de 3 anos. Aproveitaram que o marido tinha a cidadania Italiana e embarcaram para a região da Umbria. Através de suas palavras é possível visualizar os pontos positivos negativos do seu novo país&#8230; 
- Nome:
Mariangela Ragassi
- Onde [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&blog=2455769&post=918&subd=expatriados&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="size-thumbnail wp-image-927  alignright" title="20090928_001" src="http://expatriados.files.wordpress.com/2009/09/20090928_001.jpg?w=96&#038;h=100" alt="" width="96" height="100" /></p>
<p>Cansados da violencia urbana das cidades brasileiras, Mariangela e sua familia decidiram imigrar para a Italia há cerca de 3 anos. Aproveitaram que o marido tinha a cidadania Italiana e embarcaram para a região da Umbria. Através de suas palavras é possível visualizar os pontos positivos negativos do seu novo país&#8230; <span id="more-918"></span></p>
<p><strong>- Nome:</strong></p>
<p>Mariangela Ragassi</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu?</strong></p>
<p>Nasci em Ourinhos no interior de São Paulo de onde é a familia da minha mãe, mas cresci em Jundiaí e morei muitos anos em Caraguatatuba-SP.</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora?</strong></p>
<p>Moro na Itália na cidade de Bastia Umbria, na região da Umbria, entre as cidades de Assisi e Perugia.</p>
<p><strong>- Você mora sozinho ou com sua familia?</strong></p>
<p>Moro com meu marido e com minha filha que agora está com 18 anos.</p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local?</strong></p>
<p>Há pouco mais de três anos eu vivo na Itália, mas em Bastia estou há dois anos.</p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia?</strong></p>
<p>Não.</p>
<p><strong>- Qual sua idade?</strong></p>
<p>Tenho 39 anos.</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior?</strong></p>
<p>Morar no exterior foi uma idéia que sempre me atraiu, pois eu gosto de conhecer coisas novas e tenho muita resistência em criar raízes. Mas, por ironia do destino, esta minha maneira de ser me levou justamente a buscar as raízes da minha familia na Itália para levantar a documentação necessária ao processo de reconhecimento da cidadania italiana por descendência. Comecei a pesquisar no ano de 1997 e dois anos depois me inscrevi na lista de espera do Consulado Italiano de São Paulo. Meu marido já tinha o passaporte italiano desde 1995 e era incrível o magnetismo que ele exercia sobre nós nos momentos difíceis da nossa vida no Brasil. Quando assistíamos no Jornal Nacional aquelas notícias horrorosas sobre a política e a violência, parecia que o passaporte criava luz própria e começava a piscar dentro da gaveta, até que um dia decidimos que era hora de partir. Abrimos mão de tantas coisas: da nossa casa, do nosso atelier, do nosso trabalho, e das pessoas queridas. Quando alguém daqui nos pergunta como escolhemos este lugar e respondemos que foi pela internet, ninguém acredita, mas é verdade! Viemos sem conhecer ninguém, sem nenhum contato de trabalho, apenas porque achamos o lugar simpático!</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?</strong></p>
<p>Não foi difícil, porque eu pedi um visto de reunião familiar, ou seja, meu marido era cidadão italiano e estava se mudando para a Itália com a familia. Para minha filha tive apenas que providenciar o passaporte italiano, pois ela também já tinha a cidadania italiana. Meu processo de cidadania no Consulado Italiano de São Paulo ainda estava na fila de espera, sem previsão para iniciar. Me deram visto de um ano, bastando para isso apresentar as passagens aéreas, a certidão de casamento traduzida por tradutor juramentado que o oficial do Consulado legalizou na hora, e o endereço na Itália para onde estávamos indo. Tudo isso demorou uns dois meses.</p>
<p><strong>- Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?</strong></p>
<p>Nós três viajamos sem seguro saúde. Meu marido e minha filha chegando aqui, fizeram o pedido de residência e puderam imediatamente ser integrados no sistema de saúde pública, mas para mim, a coisa foi mais complicada. Tive que esperar sair o documento de permanência, que demorou 9 meses, e só depois eu obtive a carteirinha de saúde. Em caso de emergência eu deveria recorrer às estruturas de atendimento para imigrantes. Desde 2007 eu tenho a cidadania italiana e meu atendimento não está mais subordinado à renovaçao da permanência.</p>
<p>-<strong> Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?</strong></p>
<p>Atualmente estou iniciando um curso de cozinha italiana na Università dei Sapori di Perugia que inclui um período de 6 meses de estágio remunerado. Já fiz um pouco de tudo, mas quem sustenta mesmo a família é meu marido.</p>
<p><strong>- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?</strong></p>
<p>Mudei de área sim. Embora eu tenha providenciado, antes de partir, o reconhecimento do meu diploma universitário junto ao Consulado Italiano, percebi que para atuar aqui deveria fazer uma especialização. Sou formada em educação artística, e assim que cheguei aqui, fiz um curso de pintura cerâmica tradicional da região, que tem mais de 500 anos de tradição! Amei o curso mas não consegui me inserir nesse setor que é bem restrito. Abrir o meu próprio atelier ainda é um sonho que eu acalento, mas para o futuro.</p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?</strong></p>
<p>Sim eu me comunico bem em italiano, mas não paro de estudá-lo. Existe uma estreita relação entre dominar a língua local e conseguir viver bem. Eu gosto muito de literatura e isso me ajudou bastante, pois desde que eu cheguei, com um italiano suficiente mas sofrível, não parei de ler. O primeiro livro que li me deu muito trabalho porque eu fazia uma lista de palavras que não entendia e procurava no dicionário, e a lista era enorme&#8230;Mas com o passar do tempo a coisa foi ficando mais prazeirosa e foi de grande utilidade. Hoje, para minha sorte, moro bem na frente da Biblioteca Municipal e sou frequentadora assídua. Muitas das coisas que eu conquistei aqui seriam impossíveis sem dominar a língua!</p>
<p><strong>- O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?</strong></p>
<p>O fato de ser brasileiro na Itália tem o lado positivo e o negativo. O positivo é que o Brasil está associado a coisas alegres, a futebol, praia, calor, enfim, é um país simpático para os italianos. O lado negativo é que eles confundem esta alegria toda com falta de seriedade, principalmente no que se refere à mulher brasileira. Eu pessoalmente me vigio bastante nesse sentido para não dar margem a interpretações erradas. Fora isso, tem o problema do aumento da imigração na Itália e dos problemas sociais que isso vem causando. Tudo se agravou com a crise econômica e com a escolha de representantes políticos de tendência ultra conservadora. A Itália vive no limite da tolerância em relacão ao imigrante, e existem exaltações públicas de comportamentos xenofóbicos. É um pouco assustador considerando-se o fato de que há apenas 70 anos a Itália viveu o pesadelo fascista. É sempre um fantasma que parece estar prestes a se materializar. Já passei por situações desagradáveis e é preciso saber responder à altura.</p>
<p><strong>- Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Est udam e têm amigos locais?</strong></p>
<p>Tenho uma filha de 18 anos que está iniciando o 4°. ano colegial da área científica, que dura 5 anos no total. Se adaptou muito bem à escola e tem ótimas notas. Tem uma boa relação com os colegas, mas poucos amigos.</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?</strong></p>
<p>Sinto muitas saudades das pessoas queridas que deixei no Brasil, do inverno quase inexistente e de mamão papaya.</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?</strong></p>
<p>Aqui a gente mora há uma hora e meia do mar, então, quando faz tempo bom, a gente se reúne com amigos e vai passar o dia na praia. Uma coisa legal que eu adoro é passear a pé ou de bicicleta pelas estradinhas em meio aos campos cultivados, o visual é lindo! Quando faz frio, a gente vai visitar cidades de arte, museus,etc.</p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?</strong></p>
<p>Pra sempre é tempo demais! Posso dizer que pretendo continuar aqui ainda por um bom tempo.</p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?</strong></p>
<p>Eu pago 500 euros de aluguel por um apartamento mobiliado de 2 quartos no centro da cidade. Amigos meus optaram por um financiamento, e pagam em torno de 750 euros por mês. Para financiar basta comprovar renda através de um contrato de trabalho estável.</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida?</strong></p>
<p>Sem querer consumir roupas e sapatos de grife e outros luxos dispensáveis, vive-se bem com 1800 euros. Aqui na Itália a qualidade da comida e dos vinhos é excelente, e o preço muito acessível.</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?</strong></p>
<p>Positivos: saúde, educação, segurança, fácil acesso aos bens de consumo, riqueza cultural e belezas naturais.</p>
<p>Negativos: inverno longo, conservadorismo excessivo.</p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?</strong></p>
<p>Para viver aqui é infinitamente mais fácil se a pessoa tem a cidadania italiana.</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiência que está vivendo nesse país, qual seria?</strong></p>
<p>Crescimento.</p>
<p><strong>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?</strong></p>
<p>Gostaria de recomendar o blog: <a href="http://macarraotododia.blogspot.com/">http://macarraotododia.blogspot.com/</a> onde eu troco idéias sobre o dia a dia da vida na Itália. Nele tem outras indicações de blogs e sites relacionados ao assunto.</p>
Posted in Europa, Italia  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/expatriados.wordpress.com/918/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/expatriados.wordpress.com/918/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/expatriados.wordpress.com/918/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/expatriados.wordpress.com/918/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/expatriados.wordpress.com/918/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/expatriados.wordpress.com/918/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/expatriados.wordpress.com/918/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/expatriados.wordpress.com/918/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/expatriados.wordpress.com/918/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/expatriados.wordpress.com/918/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&blog=2455769&post=918&subd=expatriados&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma familia no Canada</title>
		<link>http://expatriados.wordpress.com/2009/09/21/familia-no-canada/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 14:28:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Entrevistando Expatriados</dc:creator>
				<category><![CDATA[America do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Canada]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos acreditam que as boas oportunidades aparecem ao acaso, porém a maioria dos expatriados sabem que as coisas não são bem assim. Trabalho duro, pesquisa e objetivos são as chaves para vencer no exterior.
Wagner, depois de anos traçando sua meta para um dia poder viver na America no Norte, recebeu uma proposta da empresa em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&blog=2455769&post=909&subd=expatriados&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright" src="http://mikix.com/expat/20090921_001.jpg" alt="Wagner no Canada" width="69" height="96" />Muitos acreditam que as boas oportunidades aparecem ao acaso, porém a maioria dos expatriados sabem que as coisas não são bem assim. Trabalho duro, pesquisa e objetivos são as chaves para vencer no exterior.<br />
Wagner, depois de anos traçando sua meta para um dia poder viver na America no Norte, recebeu uma proposta da empresa em que trabalhava e junto com a família imigrou para o Canada. <span id="more-909"></span></p>
<p><strong>- Nome:</strong><br />
Wagner</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu? </strong><br />
Nasci no Rio Grande do Sul, e fui criado na cidade de Porto Alegre até meus 18 anos quando saí pelo Brasil a fora.</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora? </strong><br />
Atualmente moro em um cidade localizada na Grande Toronto em Ontario no Canada. É uma cidade muito interessante bastante típica desta região do Canada.</p>
<p><strong>- Você  mora sozinho ou com sua familia? </strong><br />
Moro com minha família, esposa algum dos filhos e um cachoro.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20090921_002.jpg" alt="Wagner no Canada" /></p>
<p><strong>- Há  quanto tempo você reside nesse local? </strong><br />
Estamos morando neste local por pouco mais do que 6 anos.</p>
<p><strong>- Já  residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia? </strong><br />
Residi de forma temporária, mas nunca havia mudado “de mala e cuia” como diz o gaúcho.</p>
<p><strong>- Qual sua idade? </strong><br />
Atualmente tenho 56 anos de experiência muito agradáveis nesta passagem aqui pela terra.</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior? </strong><br />
Quando era garoto me lembro de meu pai tentar imigrar para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor que todo mundo falava maravilhas que poderia ser alcançado vivendo lá.  Posteriormente a vida foi me envolvendo com muitas pessoas dos Estados Unidos ao longo da minha vida e a vontade foi crescendo.<br />
Quando fiz 18 anos fui militar e acabei vindo para os Estados Unidos para treinamento onde morei por alguns meses. Foi uma experiência bastante agradável que marcou ainda mais a minha vontade de morar em um país que falasse ingles e pudesse oferecer boas perspectivas de vida.<br />
Fui professor de ingles do Yazigi, e dai para frente acabei sempre me envolvendo cada vez mais com a lingua. Sempre tive a vontade de mudar mas não queria correr muitos risco assim as coisas foram sendo adiadas. Muitos anos se passaram passei a trabalhar para uma multinacional brasileira e acabei viajando muitas vezes a negócio. Durante esta fase surgiu uma oportunidade muito grande, a empresa precisava de alguem com o meu perfil em uma empresa que havia sido adquirida no Canada. Assim acabei sendo convidado para mudar e aqui estou.</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho? </strong><br />
Na realidade não, pois a empresa patrocinou tudo, porem acabei vindo com um visto de trabalho dedicado, aqui chamado de “<em>work permit</em>”, que me permitia trabalhar apenas para esta empresa. O problema aconteceu para meus filhos que já eram adultos e vieram como estudantes, assim não podiam trabalhar, minha esposa veio com visto de acompanhante e não podia nem estudar. Na época não sabia que seria razoavelmente fácil aplicar para um visto de imigrante e assim estaria tudo resolvido para minha família. Foi fácil para mim mas muito difícil para a família. O que foi resolvido quando decidimos por conta própria aplicar para o status de imigrante. Quando obtemos o “<em>landed imigrant</em>” equivalente do <em>green card</em> nos USA tudo ficou mais fácil. Hoje temos Dupla cidadania. Somos Brasileiros e Canadenses.</p>
<p><strong>- Você  tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada? </strong><br />
No Canadá a medicina é socializada, todo mundo tem direito desde que seja imigrante legal.</p>
<p><strong>- Você  trabalha? Como a renda familiar é  obtida?</strong><br />
Com expliquei anteriomente vim para o Canadá já com emprego, meu status inicial era de “work permit” ou seja tinha uma permissão de trabalho por 5 anos que poderia ser renovado se houvesse interesse de ambas partes. A situação permitia que eu trabalhase apenas para aquela empresa e não dava direito aos meu filhos e esposa de trabalharem legalmente. Assim optei por fazer o processo de imigração normal o que resolveu o problema da esposa e filhos e alem disto me permite trabalhar para quem eu desejar.  O grande problema foi a enormidade de taxas que se paga aqui no Canadá. Fiquei assustado quando vi meu primeiro contracheque. Ao longo do tempo fui descobrindo formas legais de diminuir esta carga.<br />
Assim tenho meu emprego como gerente de engenharia em um grande empresa, mas também tenho um negócio próprio, hoje sou um agente de seguros licenciado bem como um financial advisor, o que nos dá uma renda extra e possibilita uma ótima tática para reduzir impostos pagos.<br />
Minha esposa é corretora de imóveis, outra profissão muito regulamentada aqui no Canada e ajuda muitos brasileiros a conseguir realizar o sonho da casa própria aqui.</p>
<p><strong>- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua</strong><br />
Como expliquei anteriormente, não troquei minha área de atuação, hoje ainda trabalho como engenheiro, mas ampliei com outras opções como planejador financeiro e agente de seguro, assim posso ajudar muitas familias a melhorar sua vida mais rápidamente.</p>
<p><strong>- Você  fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?</strong><br />
Sim eu já falava o ingles fluentemente quando cheguei aqui no Canada, é lógico que apesar de fluente ainda tive que aprender algumas coisas mais locais. Alem disso o Canada é um país de imigrantes assim tem uma grande quantidade de sotaques e as vezes um ingles muito difícil de entender.<br />
Sem dúvida falar a lingua local é preponderante, especialmente se procuramos obter trabalho de primeira linha, já entrevistei engenheiros com enorme qualificação, porém com muita dificuldade de comunicação na lingua local, acabei não contratando-os. Tenho observado que um número muito grande de imigrantes passa muito tempo em empresas pequenas e mal remunerados por causa da sua dificuldade de se comunicar na língua local.<br />
O Canadá tem um perfil interessante de imigrantes brasileiros, de acordo com o consulado local, a grande maioria dos imigrantes tem curso superior. Assim o ingles é imprescindível. Os familiares que deixam para aprender o ingles depois que chegam aqui passam por uma dificuldade adicional até vencer esta etapa. No nosso caso todos meus filhos já falavam ingles fluentemente. Meu filho mais moço teve a nota mais alta na prova de ingles antes de entrar na universidade. Assim se puder aprenda a lingua local da melhor forma possível antes de imigrar e vai evitar muitas dores de cabeça e acelerar seu progresso.</p>
<p>- O que você  pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Os locais respeitam os Brasileiros  e outros expatriados vivendo nesse país?<br />
Hoje tenho mais amigos brasileiros do que no tempo em que morava no Brasil. Parece que desenvolvemos uma conexão com a terra natal. Alem disto como expliquei anteriormente, um dos meus objetivos é ajudar o maior número de pessoas possível. Nos reunimos para festas, celebrações. Voce acaba formando um grupo mais próximo e desenvolve uma forte amizade. Eu tenho uma vontade de ainda criar uma fundação voltada para o auxilio ao imigrante.</p>
<p>Sim, uma coisa muito marcante para os Canadenses é o fato dos brasileiros adorarem uma festa. Segundo eles somos o povo mais festeiro do mundo.</p>
<p><strong>- Você  tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?</strong><br />
Meus filhos se adaptaram facilmente a grande quantidade de coisas boas que encontramos aqui neste país. Certamente tivemos um período inicial onde eles não podiam trabalhar e isso acrescentava alguma dificuldade, mas isto ficou para traz. Hoje estão todos perfeitamente integrados. O mais novo acabou formando-se em engenharia em uma universidade canadense, os outros dois já eram formados. Apenas exercem suas profissões.</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?</strong><br />
A saudade é inevitável, pois sempre deixamos coisas para traz. Familiares, amigos e coisas que estavamos familiarizados. No meu caso, a que mais sinto falta é o “churrasco gaúcho”,  apesar de conseguirmos comprar a picanha por aqui, assa-la em uma churrasqueira feita para hamburgers não é a mesma coisa que a nossa churrasqueira na braza. Como moro perto de onde trabalho venho almoçar em cada todos os dias e minha esposa continua fazendo muita comidinha brasileira gostosa.</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?</strong><br />
A vida adquiriu um novo sentido depois da nossa mudança, uma grande quantidade de coisas que não podiamos fazer no Brasil por causa das limitações financeiras aqui elas foram eliminadas.  O Canada tem as quatro estações bem marcadas e assim existem atividades diferentes para cada época do ano.<br />
Agora no verão, estamos nos lagos, existe uma grande quantidade deles por aqui, temos um barco e um jetski, assim o divertimento é garantido. Fazemos muitos piquiniques com os amigos. Também comprei uma Harley Davidson (moto) é faço grandes passeios com um dos meus filhos.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20090921_004.jpg" alt="Wagner no Canada" /><br />
No outono o tipo de passeio muda, mas esta região é muito linda. A mudanças das folhas no outono é algo muito impressionante. Meu carro tem muitos kilometros rodados, estamos sempre passeando.<br />
Quando inverno chega ai vem a diversão na neve. Esquiar tornou-se meu esporte de inverno favorito, assim ficamos torcendo para um dia bonito de sol e uma temperatura de  -2C é uma maravilha. Fica um pouco mais difícil quando esta abaixo do -15C mas ainda dá para esquiar. Quando o frio cansa esta na hora de dar uma fugida para o Brasil e curtir as praias de Santa Catarina.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20090921_003.jpg" alt="Wagner no Canada" /><br />
A primavera é a volta da vida após o inverno o povo fica todo louco para sair para a rua. É época de trabalhar no jardim com minha esposa e apreciar os dias que começam a ficar mais longos.<br />
Uma das grandes coisas que aconteceu depois que vim para ca foi o fato de uma grande quantidade de coisas novas surgirem e a possibilidade de fazer com meus filhos. Jogar golf, passear de barco, esquiar etc é tudo muito agradável.<br />
<strong>- Você  tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre? </strong><br />
Inicialmente meus planos eram trabalhar até a epoca da aposentadoria e então voltar para o Brasil e ficar entre Porto Alegre e Florianopoles, mas isto mudou, agora nossos planos são de permanecer por aqui.</p>
<p><strong>- Você  comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?</strong><br />
Moramos em uma casa própria, infinitamente melhor do que a tinhamos no Brasil. Apesar de todo frio que faz por aqui passo mais frio em Porto Alegre no inverno do que aqui com temperaturas muito mais baixas. Tudo esta preparado para o frio.<br />
A compra de um imóvel é uma coisa muito fácil aqui neste país. Se voce tem um emprego estável, uma bom histórico de crédito, fale com a Rosa Maria minha esposa e ela te ajudará em todos passos até comprar a sua casa. O site dela é <a href="http://www.casanocanada.com" target="_blank">www.casanocanada.com</a> e é bem ativo na comunidade brasileira por aqui.<br />
O valor da casa vai depender muito da cidade e do local onde voce compra, mas o juros são muito baixos é muito mais fácil pagar um financiamento do que um aluguel. Após um ano no país a grande maioria pode se qualificar pa a este passo.</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida?</strong><br />
A renda média de uma família canadense é na faixa dos 70,000 dolares por ano, normalmente o casal trabalha compondo esta renda. Como expliquei anteriormente a grande maioria dos brasileiros por aqui tem curso superior e depois dos obstaculos iniciais facilmente alcançam uma renda satisfatória.<br />
O estudo, a saúde são pagos pelo governo, assim as coisas ficam um pouco mais fácil. Até  a universidade é subsidiada pelo governo e existe facilidade para conseguir um empréstimo para pagar o valor pequeno requerido.</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?</strong><br />
Os impostos são muito altos, mas para isso existem diversas maneira legais para diminuir esta carga exorbitante, fale comigo, mande um email ou acesse meu site <a href="http://www.wagnerdasilva.com/moneytree/" target="_blank">www.wagnerdasilva.com/moneytree/ </a><br />
O ponto mais negativo na minha opinião é que O VERÃO CANADENSE É MUITO CURTO, passa muito rápido.<br />
Outro problema é a dificuldade inicial que os imigrantes tem, pois quase todos os empregos querem alguém com a chamada  „<em> Experiencia Canadense</em>“  o que torna as coisas um pouco mais difícil para as pessoas que imigram para cá. Mas vencida esta fase tudo fica mais fácil.</p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?</strong><br />
A educação do povo nesta região de Ontário. Os Canadenses são extremamente educados, pedem desculpas por qualquer coisa. São extremamente simpáticos ao tratar com outras pessoas. Tenho que ressaltar que isto não vale para o Canada inteiro. Existe regiões onde esta fator não é tão forte.<br />
Outra coisa muito impressionante é o nível de segurança que vivemos, especialmente em cidades menores, literalmente as portas não precisam ser fechadas com chave. Este é um dos motivos principais pelo qual decidimos ficar aqui de forma permanente.</p>
<p><strong>- Você  tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?</strong><br />
Sem dúvidas procure descobri o máximo a respeito do país. Existem vários grupos na internet para pessoas que querem imigrar para o Canada e são de grande ajuda pois aqueles que esão aqui fazem de tudo para esclarecer as dúvidas.</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?</strong><br />
EXPLENDIDA</p>
<p>- Você  gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?<br />
- <a href="http://www.wagnerdasilva.com" target="_blank">www.wagnerdasilva.com</a><br />
- <a href="http://www.wagnerdasilva.com/moneytree/" target="_blank">www.wagnerdasilva.com/moneytree/</a><br />
- <a href="http://www.casanocanada.com" target="_blank">www.casanocanada.com</a><br />
- <a href="http://www.cic.gc.ca/english/index.asp" target="_blank">http://www.cic.gc.ca/english/index.asp</a></p>
Posted in America do Norte, Canada  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/expatriados.wordpress.com/909/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/expatriados.wordpress.com/909/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/expatriados.wordpress.com/909/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/expatriados.wordpress.com/909/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/expatriados.wordpress.com/909/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/expatriados.wordpress.com/909/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/expatriados.wordpress.com/909/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/expatriados.wordpress.com/909/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/expatriados.wordpress.com/909/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/expatriados.wordpress.com/909/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&blog=2455769&post=909&subd=expatriados&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Australia: um projeto bem sucedido</title>
		<link>http://expatriados.wordpress.com/2009/09/07/australia-projeto-sucedido/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 14:33:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Entrevistando Expatriados</dc:creator>
				<category><![CDATA[Australia]]></category>
		<category><![CDATA[Oceania]]></category>

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		<description><![CDATA[Como todo profissional da geração Y, Wagner sempre se sentiu inqueto quando falava de carreira. Sonhava com todas as coisas que queria aprender e fazer como aquela criança que sonha em um dia ser astronauta. Quando começou a trabalhar com TI, aos 17 anos, Wagner passou a entender desde cedo o que eram processos produtivos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&blog=2455769&post=900&subd=expatriados&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright" src="http://mikix.com/expat/20090907_001.jpg" alt="Wagner na Australia" width="96" height="96" />Como todo profissional da geração Y, Wagner sempre se sentiu inqueto quando falava de carreira. Sonhava com todas as coisas que queria aprender e fazer como aquela criança que sonha em um dia ser astronauta. Quando começou a trabalhar com TI, aos 17 anos, Wagner passou a entender desde cedo o que eram processos produtivos, políticas de RH, clima organizacional, pois, por sorte oferecida pelo destino, teve seu primeiro estágio em uma grande multinacional. Hoje, vivendo na Austrália como residente permanente, Wagner diz ter atingido um de seus maiores sonhos: o de estabelecer e ver crescer sua carreira fora do Brasil.<span id="more-900"></span></p>
<p><strong>- Nome:</strong><br />
Wagner Nunes</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu? </strong><br />
Porto Alegre, RS.</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora? </strong><br />
Sydney, Austrália.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20090907_002.jpg" alt="Wagner na Australia" /></p>
<p><strong>- Você mora sozinho ou com sua familia?</strong><br />
Quando cheguei em Sydney, fiz o que a maioria dos brasileiros faz: contei com o apoio de um grande amigo que dividia apartamento com outros gaúchos, e fui dividir uma <em>shared accommodation</em> com eles por uns tempos, até achar o meu canto. Além de amigos, eles são hoje parte da minha família aqui, sou muito grato a todos eles. Hoje divido apartamento com um deles.</p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local?</strong><br />
Cheguei em Sydney em setembro de 2008. Moro no local atual desde fevereiro deste ano.</p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia? </strong><br />
Residir oficialmente, no sentido literal da palavra, não. Mas tive outras experiências de trabalho internacionais de alguns meses na Argentina (Buenos Aires, Rosario e Tancacha) e nos Estados Unidos (Austin, TX).</p>
<p><strong>- Qual sua idade?</strong><br />
28 anos.</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior?</strong><br />
Poderia fazer uma lista bem numerosa de fatores que me levaram a tomar essa decisão, mas, de forma resumida e, porque não dizer &#8220;agrupada&#8221;, os fatores mais importantes foram a vontade de TRABALHAR fora do Brasil e a vontade de VIVER fora do Brasil. Destaco esses dois verbos pois são uma forma simples de agrupar os fatores que usei para tomar essa decisão.<br />
A vontade de trabalhar fora do Brasil já existia desde meu primeiro contato com clientes ou parceiros do exterior, e se fortificou depois da experiência de trabalho que tive nos Estados Unidos. Foi nessa época que comecei a planejar meu &#8220;projeto de expatriação&#8221;. Infelizmente, a empresa onde trabalhava nessa época tinha uma política de RH que não permitia que funcionários do Brasil fossem simplesmente transferidos para os Estados Unidos. No melhor dos casos, o funcionário poderia receber um &#8220;<em>long-term assignmen</em>t&#8221; de até 1 ano e meio. Mas não era isso que eu queria, então comecei a pesquisar outras formas e outros destinos além dos Estados Unidos, como Canadá, Reino Unido e Austrália.<br />
A vontade de viver fora do Brasil acho que é auto-explicativa. Não quero &#8220;chover no molhado&#8221; nem usar palavras que podem levar os outros a pensar que não amo mais o meu país. Tenho sim uma visão muito crítica das coisas e muitas delas se tornaram simplesmente intoleráveis pra mim no Brasil. Isso resume minha vontade de VIVER fora do Brasil, o que NÃO significa RENEGAR o meu país de forma alguma.</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho? </strong><br />
No meu caso, foi mais demorado do que difícil. Demorou exatamente 1 ano, 1 mês e 17 dias &#8212; <a href="http://blog.wagnernunes.com/ 2008/07/grant-letter-received- damn-it-feels-so.html" target="_blank">relatei o momento em que recebi o tão esperado email de confirmação no meu blog</a> &#8230; o texto ficou um pouco bobo, como de quem ganha de forma inesperada um presente caro no Natal, mas acho que deu pra transmitir um pouco da emoção do momento.<br />
Digo &#8220;no meu caso&#8221; porque a Austrália tem um programa de migração para profissionais com qualificações em demanda chamado <a href="http://www.immi.gov.au/skilled/general-skilled-migration/" target="_blank">General Skilled Migration</a>, e uma das áreas com uma enorme demanda naquela épora era TI. Na verdade, a demanda ainda existe, porém com menor força, em função da crise econômica mundial.</p>
<p><strong>- Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?</strong><br />
Não fiz seguro-saúde antes de vir, pois o visto de residente me dá direito ao sistema de saúde público da Austrália, o Medicare. Foi uma das primeiras coisas que fiz quando cheguei aqui e foi muito fácil e rápido de fazer, acho que levou uns 10 minutos em um posto do Medicare. O cartão chegou por correio uma semana depois e não teve custo nenhum envolvido.</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida? </strong><br />
Sim, trabalho no departamento de TI de um órgão do governo do Estado de New South Wales desde outubro de 2008. Quando cheguei aqui, minha a prioridade número 1 foi encontrar um emprego. No início, como era de se esperar, eu tive um pouco de medo de demorar para encontrar um emprego na área, mesmo com a demanda em alta. Acho esse medo é até normal, pois quando chegamos em um novo país para trabalhar, acredito que a maior expectativa que se cria é a de arranjar um bom emprego na área em que atuamos.<br />
Já no segundo dia de Austrália, reativei todos os contatos que já tinha feito do Brasil e apliquei para mais outras várias vagas de trabalho que se encaixavam no meu perfil. Apliquei até para algumas que não se encaixavam perfeitamente, pois o mais importante era começar a trabalhar logo. Eu havia estabelecido uma meta de 3 meses para arrumar o primeiro emprego na minha área, baseado em relatos que li e ouvi de outros brasileiros que vieram pra cá para trabalhar com TI. Não tinha muita noção se 3 meses era pouco ou muito tempo para se arranjar o primeiro emprego, mas, caso esse período passasse e eu não tivesse arranjado nada, iria tentar pegar algum emprego em algum restaurante ou algo do tipo, qualquer coisa para começar a trabalhar.<br />
Grata surpresa foi a que tive ao começar a ser chamado para várias entrevistas logo na segunda semana. Como mencionei antes, TI realmente estava muito aquecida por aqui, mas mesmo assim, fiquei impressionado com o retorno que tive das aplicações para empregos &#8212;  a maioria feita através dos sites <a href="http://www.seek.com.au" target="-blank">Seek.com.au</a> e do <a href="http://www.mycareer.com.au" target="_blank">MyCareer.com.au</a>. Após as entrevistas, é de praxe a agência ou o empregador entrar em contato com o candidato para fazer a <em>job offer</em> (confirmando que você foi escolhido) ou para agradecer o seu tempo e dizer que a vaga já foi preenchida (nesse caso, eles normalmente mandam apenas um singelo email).<br />
Por fim, no meio da terceira semana, parece que aquela quarta-feira foi abençoada: das várias entrevistas que fiz, recebi <em>3 job offers</em>, e após analisar os prós e contras de cada, tomei minha decisão e retornei o contato às 3 agências no dia seguinte. E cá estou desde então.</p>
<p><strong>- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?</strong><br />
Não, continuo trabalhando com TI e não pretendo mudar de área. No momento, estou estudando a possibilidade de abrir uma empresa de serviços de TI com um sócio, pois já temos alguns clientes que atendemos informalmente aqui em Sydney e outros projetos que trouxemos do Brasil e que queremos dar um gás maior&#8230; o único problema é achar tempo para tudo, pois estou fazendo um mestrado em paralelo a tudo isso.</p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local? </strong><br />
Sim e sim. Sem inglês é praticamente impossível trabalhar com TI. Os australianos e outros estrangeiros que trabalham com TI em geral estão acostumados a diversidade de nacionalidades e sotaques, então todos &#8212; ou pelo menos a maioria &#8212; faz sua parte para se comunicar de forma eficaz, seja falando de forma mais clara (evitando gírias locais) ou prestando mais atenção aos sotaques vindos de outros cantos do mundo. No fim das contas, cada um precisa fazer seu trabalho.</p>
<p><strong>- O que você  pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros  e outros expatriados vivendo nesse país? </strong><br />
Este pode ser um tema bastante polêmico, dependendo da perspectiva abordada. Do ponto de vista do brasileiro que vive aqui como residente permanente e tendo um bom emprego, eu diria que a resposta é sim, o australiano nos respeita. Claro que há discriminação, em pouca quantidade, mas há. A discriminação com brasileiros é quase nula se comparada com a discriminação com indianos, asiáticos ou libaneses.<br />
Em relação a trabalho, os australianos não costumam exercer nenhum tipo de discriminação, pois, em geral, entende-se que todo o trabalho é um trabalho digno. Porém, eventualmente pode-se encontrar dificuldades em relação ao tipo de visto que se tem. Há pouco tempo atrás, se falava em um certo tipo de discriminação com brasileiros que tentavam alugar imóveis em uma praia ao norte de Sydney, pois, em muitos casos, o inquilino alugava um apartamento de 2 quartos dizendo que iria morar com apenas 1 pessoa, mas na prática, o sujeito nem ia morar no imóvel, que seria usado como shared accommodation para 6 a 10 pessoas &#8212; algo que nenhum proprietário quer para seu imóvel.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20090907_003.jpg" alt="Wagner na Australia" /></p>
<p><strong> &#8211; Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?</strong><br />
Não tenho filhos, mas tenho amigos que vieram com filhos em idade escolar e já se adaptaram muito bem ao idioma e cultura local. Não tenho experiência nesse assunto, mas aparentemente, quanto mais novas são as crianças ao chegar aqui, mais facilidade terão ao se adaptar &#8212; o que me parece bem óbvio.</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?</strong><br />
Claro! Sinto muita saudade da família e dos amigos, não tem como não sentir. Mas com a ajuda do Skype de de uma webcam, a gente consegue ir levando…<br />
Quando tu planejas e executas uma mudança tão grande na tua vida, tu precisas estar preparado para reconstruir sua rede social, tanto profissional quanto pessoal. Tive muita sorte de fazer grandes amigos por aqui, a maioria brasileiros que também planejam ficar por aqui. Por outro lado, é triste ver os amigos que fizemos tendo que voltar pro Brasil &#8212; por questões de visto, grana, família ou trabalho &#8212; depois de passar tanta coisa junto com a gente por aqui.</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes? </strong><br />
Na medida do possível, tento fazer as mesmas coisas que fazia no Brasil, e mais algumas coisas novas que só temos aqui. Jogo futebol 2 vezes por semana, de vez em quando corro em algum dos milhares de parques que temos em Sydney, vou ao cinema e nos finais de semana sempre tem um churrasco (no estilo gaúcho, obviamente, nada de carne grelhada no fogo a gás) acontecendo em algum lugar… Vou a mais happy hours aqui, pois o happy hour no pub é uma tradição na Austrália. Às vezes tento assitir o rugby na TV, mas confesso que ainda não entendo nada <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
Como muitos brasileiros vivem em Sydney, não foi difícil encontrar um pessoal pra jogar uma pelada nos finais de semana… Quanto ao churrasco, por incrível que pareça, é bem fácil achar carne com cortes parecidos com os nossos (até picanha tem pra vender em alguns bairros por aqui… e o nome da peça é… picanha mesmo!) e o preço é bem acessível. Se acha de tudo: costela bovina, ovelha, costela de porto, coração de galinha, enfim, tudo que um bom churrasco precisa ter… Até a farofa da Yoki! Sem falar em goiabada e Guaraná Antarctica… O carvão preto que usamos no RS é que não é tão fácil de encontrar… Então usamos lenha ou o carvão de auto-combustão que é vendido nos supermercados (e é caro). Erva mate para o chimarrão também não é difícil de encontrar por aqui.</p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?</strong><br />
Difícil essa hein… Eu acredito que nenhuma meta de longo prazo é fixa e intocável. Sempre acabamos fazendo pequenos (ou grandes) ajustes ao longo do caminho… Mas voltando a pergunta, minha resposta no dia de hoje é sim, pretendo ficar morando por aqui por tempo indeterminado.<br />
Meus planos para o futuro aqui são continuar investindo na minha carreira, talvez fazer o PhD depois que acabar o mestrado, começar pensar em formar uma família (é, a idade tá chegando) e talvez comprar minha casinha por aqui… Pretendo morar em Brisbane algum dia, gosto muito de lá. Mas para isso acontecer, outros vários fatores precisam estar alinhados, e isso ainda é papo pra daqui a alguns anos.<br />
Sobre planos de voltar para o Brasil… No momento, apenas de férias para rever família e amigos. Mas, como dizem, o futuro a Deus pertence… Talvez uma boa oportunidade de trabalho me fizesse voltar… Realmente não tem resposta precisa pra essa pergunta.</p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?</strong><br />
Logo que cheguei, morei por 2 meses em shared accommodation em um ótimo bairro (Pyrmont) pertinho do centro de Sydney.<br />
Em geral, num bairro bom, bem localizado, perto do centro da cidade e com várias opções de transporte, se paga AU$ 150,00 por semana para dividir um quarto com mais 2 ou 3 pessoas. Esse preço é mais ou menos o padrão para shared accommodation em bairros ao redor da City como Pyrmont, Ultimo e Surry Hills.<br />
De novembro até o fim de janeiro, dividi um apartamento com uma flatmate turca em Pyrmont. Fizemos o contrato de aluguel juntos e o valor era AU$ 500,00 por semana ($250 p/ cada) e cada um tinha seu quarto e seu banheiro. O apê era bem espaçoso, tinha uma ótima sacada e uma vaga na garagem. Com esse valor é possível alugar um apartamento decente, mas é preciso procurar bastante.<br />
Depois, um amigo brasileiro que também optou por sair da shared accommodation e queria um quarto só pra ele topou procurar um outro apê comigo para dividir, pois a convivência com a turca não deu muito certo. Encontramos um ótimo apartamento de térreo em Alexandria, que fica a 10 minutos a pé de onde eu trabalho, e a 15 da estação de Redfern, pelos mesmos AU$ 500/semana, com a grande vantagem de ter um pátio só nosso, onde fim-de-semana-sim-e-o-outro-também fazemos uma churrascada.<br />
O mercado de compra e venda de imóveis tem estado bastante instável desde o início da crise. Mesmo assim, com a ajuda de AU$ 24.000,00 que o governo passou a dar para quem compra sua primeira casa própria &#8212; numa tentativa de driblar um pouco da crise &#8212; muita gente continuou comprando. O que vemos agora é uma leve queda nos valores de venda, o que deve continuar acontecendo durante o ano. Mesmo assim, o valor de um imóvel usado é fora da realidade para o que nós, brasileiros, estamos acostumados a ver. Por exemplo, um apartamento decente de 1 quarto, em um bairro razoável, não sai por menos de AU$ 300.000,00. Apartamentos de 2 quartos começam em AU$ 380.000,00. Não é a toa que a industria do mortgage aqui é tão agressiva.</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida? </strong><br />
Fazendo um cálculo mensal bem grosseiro, considerando uma família de 4 pessoas:<br />
- Aluguel = $2000 (imóvel para 4 pessoas, $500 por semana)<br />
- Supermercado = $800 (alimentação para 4 pessoas, $200 por semana)<br />
- Transporte = $320 (para os pais, $80 por semana)<br />
- Celular = $120 (para os pais, $60 por mes por pessoa)<br />
- Internet = $50 (por mês)<br />
- Telefone = $50 (por mês)<br />
- Luz/gas = $150 ($450 por trimestre)<br />
Total: ~ $3.460,00 por mês ou $865 por semana.</p>
<p>Como eu disse, é um cálculo bem grosseiro, pois não tenho muita noção do quanto um casal de crianças consome em fast food, brinquedos e outras coisas mais&#8230;</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país? </strong><br />
Positivos:<br />
- poder caminhar pelas ruas ou correr em um parque, seja a hora que for, sem medo da violência<br />
- poder sair pra balada ou pro pub sabendo que não vai voltar fedendo a cigarro no fim da noite (é proibido fumar em locais fechados)<br />
- poder usar as ciclovias ou andar nas ruas de bicicleta e ser respeitado como um veículo normal<br />
- baixo uso da buzina no trânsito<br />
- preço dos carros é muito bom<br />
- estar a 30 minutos das praias do norte e a 6 horas da neve<br />
- estar a 15 minutos da Darling Harbour, Opera House e Botanic Gardens<br />
- poder voar para Queensland por $140, ida e volta<br />
- estar pertinho de Fiji, Bali, Tailândia e Indonésia<br />
- pagar impostos sabendo que os serviços públicos funcionam<br />
- pagar pedágio e andar em boas estradas<br />
- ter várias opções de comidas perto de casa<br />
- fish and chips <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
- váaaaaaarias marcas e tipos de cerveja<br />
- poder ficar tranquilo com o laptop aberto ou o ipod na mão sentado no trem ou no ônibus<br />
- andar em ruas e calçadas limpas<br />
- poder contar com o transporte público<br />
- poder usar o trem e evitar o trânsito na hora do rush<br />
- ritmo de trabalho &#8220;relaxed&#8221;, no estilo &#8220;no worries&#8221; <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Negativos:<br />
- impossível comer em um restaurante bom após as 21h<br />
- impossível sair pra fazer comprar ou pra passear num shopping depois do trabalho (lojas fecham as 17h)<br />
- não ter trens para as praias do norte<br />
- estacionamento é caríssimo<br />
- difícil encontrar estacionamento não-pago na rua<br />
- preço das bebidas nas baladas boas é um absurdo de caro<br />
- preço dos imóveis é irreal (para compra)<br />
- preguiça dos australianos no trabalho (se tu dependes de algum pra fazer o teu trabalho, boa sorte, meu amigo)<br />
- pizza boa é raridade (pizza hut e dominos é um lixo)<br />
- não tem nescau<br />
- legumes e frutas são caros<br />
- carne vermelha é cara no supermercado (a dica é comprar nos açougues asiáticos)<br />
- não é permitido beber na praia (seria isso um ponto negativo?)<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20090907_004.jpg" alt="Wagner na Australia" /></p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país? </strong><br />
Ahh tem várias… Mas uma das que mais me irrita é o fato do comércio em geral fechar às 5 da tarde… Não entendo qual o benefício ou vantagem nisso… No Brasil, alguns shopping centers ficam abertos até a meia-noite, os cinemas tem sessões que começam as 23h e os fast-foods ficam abertos 24 horas. Aqui, em geral, o comércio só fica aberto até mais tarde nas quintas-feiras, e não são todas as lojas… E mesmo assim, é só até as 21h.<br />
Outra coisa que atrapalha quem gosta de sair pra jantar é o horário das cozinhas. A maioria dos restaurantes fecha a cozinha às 21h. Aí nós, que estamos acostumados a sair pra jantar nesse horário no Brasil, temos que acabar comendo pizza ou kebab… ou então tendo que cozinhar em casa mesmo.</p>
<p><strong>- O país que você reside  tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil? </strong><br />
Aqui a gente brinca que Sydney é uma mistura de Rio com São Paulo que deu certo.<br />
Ao ler a pergunta, a primeira coisa que me veio a cabeça foi o sistema de transporte. Tudo bem que São Paulo e Rio tem metrô, mas não sei o quão eficientes são… Em Porto Alegre isso é uma vergonha. O Trensurb liga o Centro da cidade à Grande Porto Alegre… e o resto da cidade? Há pouco tempo se começou a falar em metrô, mas só por causa da Copa do Mundo.<br />
Outra coisa que lembrei foi a questão do cigarro em locais fechados. Não entendo qual a dificuldade em entender que isso é um grande benefício pra todo mundo (exceto para as casas noturnas, obviamente, que teriam que se adaptar e disponibilizar uma área aberta)… Infelizmente, como todos sabemos, no Brasil, o bem coletivo não é importante… O que importa é quanto se ganha ou se perde com isso.<br />
Outra coisa que já deveria ter sido implementada no Brasil há anos é o ensino obrigatório do inglês desde o primeiro ano de escola. Sem frescura, disciplina obrigatória e fim de papo. E no ensino superior também, inglês e pelo menos mais um idioma, independente se o curso é de Humanas ou Exatas. Com isso teríamos profissionais muito mais preparados hoje em dia e com uma empregabilidade muito mais respeitável. Ou por que vocês acham que a maioria dos indianos que estão aqui ou nos Estados Unidos estão trabalhando e competindo com os locais, ao invés de estarem estudando inglês?</p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país? </strong><br />
Existem muitos brasileiros vivendo na Austrália hoje. Muitos querem ficar por aqui permanentemente, mas precisam viver no sob o visto de estudante, o que, na maioria das vezes, dificulta o re-ingresso na área de atuação, pois as empresas raramente aceitam funcionários part-time e o sponsorship está cada vez mais difícil. Então a dica que dou é, se tu realmente queres migrar para a Austrália permanentemente, pesquise as opções de visto antes de vir pra cá. Não caia na armadilha do &#8220;primeiro eu vou como estudante e depois eu vejo o que faço&#8221;. Já vi muitos brasileiros chegarem aqui com esse &#8220;plano&#8221; e acabar voltando para o Brasil frustrados por não conseguir emprego full-time na área de atuação e por não aguentarem muito tempo lavando louça ou limpando escritórios de madrugada.<br />
Não é novidade pra ninguém que estudante não pode trabalhar mais de 20 horas por semana. E também não é novidade que sponsorship não cai do céu. Portanto, dedique tempo para pensar no seu real objetivo na Austrália. Se for apenas para estudar e melhorar o inglês, ótimo, existem vários caminhos. Porém se o foco é a imigração definitiva, é necessário pesquisar ou procurar ajuda especializada de algum agente de imigração para tentar ver se há algum visto que se encaixe no que tu precisas. Neste caso, o ponto de partida que eu indicaria é o site do <a href="http://www.immi.gov.au" target="_blank">Departamento de Imigração</a> que é a fonte oficial de informações sobre vistos. Comece dando uma olhada na lista de profissões em demanda. Se sua profissão estiver lá, o primeiro passo já está dado.</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?</strong><br />
Sonho.</p>
<p><strong>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país? </strong><br />
Convido aos que se interessarem a visitar o meu blog sobre o meu processo de imigração e sobre a vida na Austrália: <a href="http://blog.wagnernunes.com" target="_blank">http://blog.wagnernunes.com</a>.</p>
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			<media:title type="html">Wagner na Australia</media:title>
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		<item>
		<title>Suiça com gostinho de acarajé</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 19:15:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Entrevistando Expatriados</dc:creator>
				<category><![CDATA[.Outros Assuntos]]></category>

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		<description><![CDATA[Bia, apesar de ter apenas 23 anos&#8230; já pode ser considerada uma expatriada experiente. Já passou pela Nova Zelandia, EUA e atualmente esta fazendo curso de Alemão na Suiça.
Passear por suas palavras é aprender um pouquinho de como a vida no exterior deve ser: flexivel e aproveitada de acordo com as oportunidades que aparecem.  
- [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&blog=2455769&post=890&subd=expatriados&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright" src="http://mikix.com/expat/20090831_001.jpg" alt="Bia na Suiça" width="96" height="112" />Bia, apesar de ter apenas 23 anos&#8230; já pode ser considerada uma expatriada experiente. Já passou pela Nova Zelandia, EUA e atualmente esta fazendo curso de Alemão na Suiça.<br />
Passear por suas palavras é aprender um pouquinho de como a vida no exterior deve ser: flexivel e aproveitada de acordo com as oportunidades que aparecem. <span id="more-890"></span> </p>
<p><strong>- Nome:</strong><br />
Bia Mendonça</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu?</strong><br />
Salvador-BA.</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora? </strong><br />
Sarnen, no cantão de Obwalden na Suiça.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20090831_002.jpg" alt="Bia na Suiça" /></p>
<p><strong>- Você  mora sozinho ou com sua familia? </strong><br />
Moro com parte da minha família. Meu irmão mais novo, minha irmã mais velha e seu marido suiço.</p>
<p><strong>- Há  quanto tempo você reside nesse local? </strong><br />
Desde abril de 2009.</p>
<p><strong>- Já  residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia? </strong><br />
Fiz high school em Auckland na Nova Zelândia por 6 meses e passei dois invernos fazendo <em>work &amp; travel</em> (trabalhe &amp; viaje) na Virginia, EUA.</p>
<p><strong>- Qual sua idade?</strong><br />
23 anos.</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior? </strong><br />
Depois que eu voltei da Nova Zelândia, queria morar num local no qual não precisasse me preocupar com a violência e fosse organizado. Sentia falta de sair a noite e voltar de madrugada andando para casa e de ouvir música no ônibus sem ser incomodada e sem medo de ter assaltada. Voltei da NZ estava no 3o ano, logo depois entrei na faculdade e comecei namorar, por isso deixei de lado a idéia de sair do país por um tempo.<br />
Em 2006, vim visitar minha irmã aqui na Suiça e percebi o quando o meu inglês tinha enfraquecido, quando voltei para o Brasil organizei tudo para fazer <em>work &amp; travel</em> por 3 meses na Virginia, EUA no final de 2006. No ano seguinte voltei no mesmo programa para os EUA, pois estava namorando um americano. Quando terminei a faculdade tinha planos de morar ir morar com ele nos EUA, mas ele foi mandado para o Iraque e eu resolvi passar uma temporada na Suiça com a minha irmã para aprender uma nova língua. O romance não deu certo, mas ainda estou aqui na Suiça!<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20090831_003.jpg" alt="Bia na Suiça" /></p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?</strong><br />
O meu visto é de estudante e foi relativamente fácil de conseguir. É só juntar a documentação pedida no site da embaixada Suiça e preencher os formulário necessários. Também é preciso estar matriculado em um curso, pois tem que apresentar a carta do curso em questão na entrevista.</p>
<p><strong>- Você  tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?</strong><br />
Eu tenho o seguro saúde da GTA. É obrigatório o seguro saúde de estudates aqui. Eu fiz o meu com empresa de <a href="http://www.bexintercambio.com.br/" target="_blank">intercambio BEX</a>, esse seguro é um tanto caro, mas necessário. Desde que cheguei aqui, usei apenas uma vez e rapidamente fui atendida no hospital mais próximo da onde eu moro, mas aqui na Suiça eles mandam a conta para a sua casa e você manda para a empresa de seguro. Agora estou achando bem confuso, pois a empresa diz que precisa de um relatório médico antes de pagar, então por enquanto não estou achando o seguro tão bom assim pela confusão na hora de pagar.</p>
<p><strong>- Você  trabalha? Como a renda familiar é  obtida? </strong><br />
Com o visto de estudante não  é possível trabalhar. Eu me mantenho aqui com dinheiro que trouxe do Brasil. Tecnicamente eu não pago pelo lugar onde moro, pois moro com a minha irmã, mas nossos pais ajudam a pagar pela comida que compramos semanalmente.</p>
<p><strong>- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?</strong><br />
Apesar de ser formada em Psicologia, continuo sendo estudante por aqui, só que agora estudo alemão.</p>
<p><strong>- Você  fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?</strong><br />
A Suiça tem quatro língua oficiais: alemão (na maior parte do país), francês, italiano e reto-romano. Sendo que o alemão vira o suiço-alemão, o francês vira suiço-francês e o italiano vira o suiço-italiano, que são dialetos. Os dialetos são uma língua falada e não escrita, todos aqui aprendem o dialeto em casa, mas na escola é o alemão puro (como eles chamam).<br />
Eu moro na parte alemã, sendo assim estou aprendendo o alemão. Quando cheguei aqui só sabia contar até 10, os dias da semana e dizer algumas poucas frases, terminei o primeiro semestre há algum tempo e já avancei bastante,  mas não posso dizer que falo a língua, pois não consigo me comunicar direito ainda. É uma língua difícil, e é bem diferente de quando a gente aprende inglês que vamos vendo a vida toda. O alemão a gente não cresce ouvindo uma palavra aqui e outra ali&#8230; as palavras são difíceis de pronunciar, a gramática é complicada. É difícil, não impossível!<br />
Eu acho importantissímo aprender a língua local, seja na parte alemã, francesa ou italiana. Dá  para se virar com o inglês se você for turista, mas viver no país e não falar, é impossível se adaptar bem no local. Princiapalmente para trabalho, em que muitas vezes eles pedem que o você saiba falar alemão e francês, pelo menos na parte alemã.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20090831_004.jpg" alt="Bia na Suiça" /></p>
<p><strong>- O que você  pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros  e outros expatriados vivendo nesse país?</strong><br />
Meus amigos aqui são as pessoas que eu conheci no curso de alemão, então são mexicanos, chilenos, turcos, etc. Conheço alguns suiços porque são amigos do meu cunhado que também é suiço, mas ao meu ver eles são um povo muito fechado. Acho que seria difícil fazer amizade com suiços, caso não conheça alguém que já faça parte de um grupo. Estou aqui a pouco tempo e nunca fui desrespeitada por ser de outra nacionalidade. O que eu acho que eles diferenciam um pouco é na hora de procurar trabalho. Aqui eles dão sempre preferência aos suiços, numa política que eles chamam de os três anéis. No primeiro anel estão os suiços, no segundo são os européus, canadenses e americanos (acho que talvez os australianos estejam incluidos nesse anel também), e o terceiro anel que seria o resto.</p>
<p><strong>- Você  tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?</strong><br />
Não tenho filhos.</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?</strong><br />
Sinto um pouco de falta dos meus pais, já que moro aqui com os meus irmãos, mas no geral não sinto tanta falta assim.<br />
E sinto um pouco de falta de produtos brasileiros. Aqui carne é muito cara, então não se come tanto, por isso sinto falta muita falta de comer carne. Também sinto falta de acarajé, de quiabo&#8230; Não sinto falta de farinha, porque sempre alguém traz um kilo ou dois. E a minha irmã sempre cozinha algumas coisas que a gente come no Brasil.</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?</strong><br />
Eu tenho aula de terça a sexta. Então meu final de semana dura três dias!  Eu venho de Salvador, onde a gente tem festa de domingo a domingo, então eu considero o local onde moro muito parado. Na cidadezinha onde moro (Sarnen) não tem vida noturna nenhuma, quem quiser ir para bares e nightclubs tem que ir para as cidades maiores (perto daqui tem Luzern). Como a Suiça é um país pequenininho dá para visitar vários outras cidades durante o dia, e também tem muita coisa de natureza, caminhadas, escaladas, ir de bicicleta de uma cidade a outra. Nos finais de semana sempre visitamos alguma outra cidade, fazemos piquenique nas montanhas, ou então tem alguma festa na casa dos amigos do meu cunhado.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20090831_006.jpg" alt="Bia na Suiça" /></p>
<p><strong>- Você  tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?</strong><br />
Se tem uma coisa que estou aprendendo é que planos são só planos. Não importa o quanto tempo você leve planejando, arquitetando algo para o futuro, tudo pode mudar num piscar de olhos, que foi mais ou menos isso que aconteceu comigo.<br />
Não pretendo morar aqui, principalmente porque acho que não tenho perspectiva profissional nenhuma, mas nunca se sabe, daqui até o final do curso no meio do ano que vem, muita coisa pode acontecer. Mas se eu tiver que dizer hoje, eu pretendo voltar para o Brasil e procurar emprego em alguma empresa que eu posso utilizar o inglês e o alemão.</p>
<p><strong>- Você  comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?</strong><br />
Minha irmã e o marido comparam o apartamento em que moro com eles. Não sei quanto pagaram, mas em média um apartamento de quatro quartos para uma família de quatro pessoas fica em torno de 700 mil francos suiços para comprar. Normalmente as pessoas alugam por ser mais barato.</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida?</strong><br />
Para uma família de quatro pessoas viverem confortavelmente é preciso de mais ou menos uns 6,500 francos.</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?</strong><br />
Negativos: Sem muita vida social, principalmente para quem vive em cidades pequenas e afastadas. Também considero um pouco negativo a dificuldade de fazer amizade com o povo suiço, embora a amizade com estrageiros seja suficiente para mim.</p>
<p>Positivos: Qualidade de vida, organização, limpeza, violência quase zero, tranquilidade, muita natureza, pode usar a bicicleta como meio de transporte, os trens (eu amo andar de trem aqui), e no inverno esquiar é a melhor coisa que já fiz na vida!<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20090831_005.jpg" alt="Bia na Suiça" /></p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?</strong><br />
Eu acho super divertido que todos se cumprimentem nas ruas, de crianças a idosos todos dizem  “Grüezi“ (que é uma saudação suiço-alemã). E também que quando fazem isso sempre estão sorrindo! No Brasil, muitas vezes nem o cobrador do ônibus te dá bom dia, quanto mais as pessoas que passam por você na rua.</p>
<p><strong>- O país que você  reside  tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil?</strong><br />
Eu iria adorar se tivessem trem no Brasil, porque é uma coisa que eu realmente adoro aqui.</p>
<p><strong>- Você  tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?</strong><br />
Se você está vindo para estudar línguas, principalmente o alemão, venha de peito aberto. A língua é difícil, no início dá até dor de cabeça, mas não é impossível, pouco a pouco você vai aprendendo e vai ficando mais fácil. Não tenha vergonha de falar errado, é  compreensível que você não fale tudo correto sendo uma língua muito difícil!<br />
Se você está vindo para morar, venha com a mente aberta. E se não sabe ainda, não dá para se virar somente com o inglês, então aprenda o idioma local, sem ele é muito difícil conseguir trabalho e até se integrar na sociedade. Por isso procure informações do lugar onde vai morar, e até procure saber como é a vida de brasileiros que estão por lá, converse com brasileiros ou outras nacionalidades que residem e tire proveito de toda e qualquer informação que elas possam fornecer.</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?</strong><br />
Adaptação, pois nem sempre os planos saem como a gente quer e às vezes podemos encontrar algo bem melhor pelo caminho do que aquilo que tinhamos planejado!</p>
<p><strong>- Você  gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?</strong></p>
<p>- Tem o meu blog: <a href="http://thepagesofmynewlife.blogspot.com/" target="_blank">The pages of my new life&#8230;</a></p>
<p>E o blog da minha irmã  que mora aqui também: <a href="http://gabibarmettler.blogspot.com/" target="_blank">A vida escreve certo&#8230; por linhas tortas</a></p>
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		<title>Vivendo o Chile&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 16:33:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Entrevistando Expatriados</dc:creator>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2007 surgiu a oportunidade do marido da Jeane ser transferido para o Chile. Eles não titubiaram, e embarcaram&#8230; aproveitaram a oportunidade dela estar em casa para ter uma filhinha e desde então seguem felizes em Santiago.
Essa &#8220;aventura&#8221; tem prazo para terminar, mas com certeza outro destino aparecerá no caminho&#8230;

- Nome:
Jeane Gláucia Santos.
- Onde nasceu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&blog=2455769&post=884&subd=expatriados&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright" src="http://mikix.com/expat/20090824_001.jpg" alt="Jeane no Chile" width="96" height="125" />Em 2007 surgiu a oportunidade do marido da Jeane ser transferido para o Chile. Eles não titubiaram, e embarcaram&#8230; aproveitaram a oportunidade dela estar em casa para ter uma filhinha e desde então seguem felizes em Santiago.<br />
Essa &#8220;aventura&#8221; tem prazo para terminar, mas com certeza outro destino aparecerá no caminho&#8230;</p>
<p><span id="more-884"></span></p>
<p><strong>- Nome:</strong><br />
Jeane Gláucia Santos.</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu? </strong><br />
Itaberá, SP, Brasil.</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora? </strong><br />
Chile &#8211; Santiago.</p>
<p><strong>- Você  mora sozinho ou com sua familia? </strong><br />
Com família – meu marido José, minha filha Helena e minha cachorrinha Nina.</p>
<p><strong>- Há  quanto tempo você reside nesse local?</strong><br />
Desde setembro de 2007.</p>
<p><strong>- Já  residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia? </strong><br />
Não.</p>
<p><strong>- Qual sua idade?</strong><br />
38 anos.</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior? </strong><br />
Não foi bem uma decisão, mas uma oportunidade. Fez parte de uma promoção recebida pelo meu marido, que trabalha em uma multinacional. Eu só o acompanhei. Mas já tínhamos desejos de viver em outro país.</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?</strong><br />
Por já haver um vínculo empregatício foi muito fácil.</p>
<p><strong>- Você  tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada? </strong><br />
Sim. Funciona da mesma forma que os seguros/planos de saúde oferecidos pelas empresas aos funcionários no Brasil. Eles pagam uma parte e nós complementamos a diferença.</p>
<p><strong>- Você  trabalha? Como a renda familiar é  obtida</strong>?<br />
Atualmente não. Como larguei tudo no Brasil, inclusive meu trabalho, aproveitamos o período para engravidar, o que felizmente deu certo logo e nossa filha nasceu em 7 de abril. Mas assim que ela estiver com uns 6 meses pretendo começar a buscar trabalho por aqui. Também me falta ainda tirar um visto de trabalho, pois meu visto é de dependente e isso não me permite trabalhar aqui. Por enquanto toda renda vem do trabalho do meu marido.</p>
<p><strong>- Você  fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local? </strong><br />
Sim, falo, ou pelo menos me esforço. Ainda é um pouco de portunhol (ou portuñol) mas estou progredindo. E sim, acho fundamental aprender a língua local, se não, de que vale mudar de país? Além de ser bom cultural e profissionalmente.</p>
<p><strong>- O que você  pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros  e outros expatriados vivendo nesse país?</strong><br />
O Chile é um país bem desenvolvido, talvez o melhor da América Latina, em termos de segurança, com certeza. Santiago tem muitos problemas de cidades grandes, como muito trânsito em horários de pico e contaminação do ar, mas é uma cidade muito bonita, com um bom sistema de metrô (o de ônibus é ruim, segundo os chilenos). Nossa qualidade de vida aqui é muito melhor da que tínhamos em São Paulo.<br />
Os chilenos adoram os brasileiros, eles sempre nos dizem isso, e dizem também que não gostam dos argentinos e dos peruanos. Mas conheço vários argentinos que vivem por aqui e não tem problemas, não são mal-tratados. Já no caso dos peruanos é diferente, pois o problema com eles é que a maioria que vem pra cá é muito pobre e vem de maneira clandestina, criam favelas, cortiços, viram pedintes de esmolas e tiram os trabalhos mais básicos dos chilenos como faxineiros, construção civil etc (isso segundo os chilenos).</p>
<p><strong>- Você  tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?</strong><br />
Bem, como escrevi acima, tenho uma filhinha bem novinha ainda, que nasceu aqui.</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades? </strong><br />
Sim, sinto saudades da família e dos amigos, mas nunca fui muito apegada a nada e a ninguém a ponto de ficar sofrendo por isso. E sim, sinto falta de muita coisa, mas sempre peço pra alguem trazer (outros brasileiros que vivem aqui ou amigos e parentes que vem pra cá) ou trago quando vou para o Brasil. Exemplos: capuccino 3 corações, chocolate bis, sonho de valsa, bananinha, paçoquinha, catupiri, goiabada, tapioca, pra citar alguns. Mas o que sinto falta e não dá pra substituir ou importar é a comida de São Paulo, que na minha opinião tem a melhor pizza do mundo.</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?</strong><br />
Nosso principal passatempo é fotografar, então sempre que possível saímos pra passear nos pontos turísticos da cidade e arredores, nos parques (sSantiago tem muitos parques e praças), andar de bicicleta. Às vezes nos reunimos com amigos brasileiros para uma feijoada ou churrasco, ou simplesmente vamos ao cinema, e sempre conhecer um novo restaurante.</p>
<p><img src="http://mikix.com/expat/20090824_002.jpg" alt="Jeane no Chile" /><br />
Vista do meu apartamento</p>
<p><img src="http://mikix.com/expat/20090824_003.jpg" alt="Jeane no Chile" /><br />
Parque ao lado do meu prédio</p>
<p><img src="http://mikix.com/expat/20090824_004.jpg" alt="Jeane no Chile" /><br />
Detalhes do parque em diferentes estações do ano.</p>
<p><img src="http://mikix.com/expat/20090824_005.jpg" alt="Jeane no Chile" /><br />
Cerro Santa Lucia, Isla Negra (litoral), Fiestas Pátrias (setembro), Los Dominicos, Vale Nevado</p>
<p><strong>- Você  tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?</strong><br />
Na verdade vamos embora daqui no próximo ano (sem data definida ainda) mas não sabemos pra onde, pode ser de volta a São Paulo ou pra outro país, não temos idéia ainda, a empresa está vendo as oportunidades. Ofereceram Caracas (Venezuela) ao meu marido, mas ele não aceitou (eu também não gostaria de ir pra lá nesse momento).</p>
<p><strong>- Você  comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país? </strong><br />
Nós alugamos um lindo apartamento já mobiliado num bairro bem agradável e a 300 m do trabalho do meu marido, também ao lado de um shopping e de um parque, onde vou fazer caminhadas e fotografar sempre. O aluguel aqui é alto, cerca de US$ 1500 (mobiliado), mas é pago pela empresa. Comprar não é difícil, eles tem um sistema de financiamento que parece não ser muito burocrático, mas teríamos que ter um visto de permanência definitiva que é dado depois de 2 anos. Mas como não pretendemos viver pra sempre aqui não pensamos em comprar.</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida? </strong><br />
Para os padrões de São Paulo o custo de vida aqui é menor. O que ajuda ainda é que os impostos são bem menores também. Pra se ter uma idéia, o valor de um carro aqui é cerca de 40% a 50% menor que no Brasil.</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?</strong><br />
Positivos: A vista para as cordilheiras é  maravilhosa; segurança – o nível de violência é muito menor, muito difícil ouvir falar de assalto a mão armada por exemplo; a simpatia do povo chileno para com os brasileiros; os preços das coisas em geral; tem muita sorveteria, são boas e baratas; as estradas são ótimas (as pistas pelo menos); o pedestre tem prioridade e isso é respeitado; ter uma estação de eski a menos de 40 km de casa.</p>
<p>Negativos: O motorista chileno é mal educado (menos com pedestres) e nunca dá passagem pra outro carro, para em qualquer lugar, dirige como se existisse só ele no transito; o quesito serviço é bem ruinzinho no geral, por exemplo, em lojas e restaurantes o pessoal não atende com eficiência (podem ser simpáticos, mas não são muito treinados e podem demorar séculos pra atender); antes de fazer um pedido num restaurante ou comprar um produto numa loja é bom perguntar se tem o que você quer, sempre falta alguma coisa, nem tudo que está no menu eles tem, meu marido fica louco com isso.</p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país? </strong><br />
O que mais me chama a atenção é a pouca vontade dos comerciantes em atender bem ao público. Não que eles tratem mal os clientes, mas sempre não tem o que a gente quer comer ou beber, o serviço é lento, trazem pedido errado. Eu costumo dizer que aqui é o país do “tem mas acabou“. E também a mania deles de colocar abacate (palta) em quase tudo que é comida.</p>
<p><strong>- O país que você  reside  tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil? </strong><br />
A polícia aqui é a instituição mais confiável, eles são praticamente incorruptíveis e corretos. O sistema de metrô de Santiago é muito bom e segue em expansão. As vias expressas na capital funcionam e as estradas do país são ótimas.</p>
<p><strong>- Você  tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?</strong><br />
Venha munido de muita paciência pra aguentar a lentidão nos serviços em geral e o frio (outono/inverno), mas de resto, é muito bom aqui.</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria? </strong><br />
Fenomenal.</p>
<p>- Você  gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?<br />
Em meu blog;<a href="http://jglaucia.spaces.live.com" target="_blank"> http://jglaucia.spaces.live.com</a>, descrevo coisas daqui e tem muitas fotos (não deixem de ver os albuns).</p>
<p><a href="http://www.sernatur.cl/nacional/" target="_blank">http://www.sernatur.cl/nacional</a>: site oficial de turismo do chile, muito bom.</p>
<p><a href="http://www.sernatur.cl/nacional/" target="_blank">http://www.contactchile.cl/</a>: também muito bom, principalmente para quem vem morar no Chile. Com informações muito úteis sobre visto, empregos, moradia, cultura e turismo.</p>
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