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	<title>Entrevistando Expatriados</title>
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	<description>Conheça histórias e experiências de Brasileiros residindo no exterior.</description>
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		<title>Entrevistando Expatriados</title>
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		<title>Pão de queijo provençal</title>
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		<pubDate>Tue, 28 May 2013 18:48:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirella Matthiesen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Franca]]></category>

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		<description><![CDATA[Natália trocou o queijo canastra pelo fedido camembert, o « uai » pelo « ah, bon? » e se instalou com o marido e a cachorrinha Luna no coração da Provença, perto da Sainte Victoire, montanha que inspirou Paul Cézanne e atraiu Picasso pra região perfumada, e conta um pouco mais sobre sua vida entre [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1576&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" alt="Natália na França" src="http://www.mikix.com/expat/20130528_001.jpg" width="96" height="81" />Natália trocou o queijo canastra pelo fedido camembert, o « <em>uai</em> » pelo « <em>ah, bon?</em> » e se instalou com o marido e a cachorrinha Luna no coração da Provença, perto da Sainte Victoire, montanha que inspirou Paul Cézanne e atraiu Picasso pra região perfumada, e conta um pouco mais sobre sua vida entre lavandas e montanhas. <span id="more-1576"></span></p>
<p><strong>- Nome:</strong><br />
Natalia Itabayana de Mattos</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu?</strong><br />
Belo Horizonte, Minas Gerais</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora?</strong><br />
Aix-en-Provence, França</p>
<p><strong>- Você mora sozinho ou com sua familia?</strong><br />
Moro com meu marido</p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local?</strong><br />
3 anos e 1 mês</p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia?</strong><br />
Não</p>
<p><strong>- Qual sua idade?</strong><br />
30 anos</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior?</strong><br />
Minha primeira viagem ao exterior foi quando tinha 22 anos, passei 6 semanas na casa de uma tia que mora na Suíça porque queria ter uma experiência no exterior como turista, e aproveitei pra treinar o italiano que estudava antes da viagem, mesmo ela morando na parte alemã consegui me comunicar um pouco, e depois dessa experiência a vontade de voltar, como turista ou residente, instalou-se de forma permanente. Quando meu marido foi contratado na empresa onde trabalha até hoje, ele escolheu a carreira internacional, e poderíamos ser mandados pra qualquer país do mundo, e foi assim que nos lançamos na vida dos expatriados. Inicialmente iríamos pros EUA, morar perto de Chicago, mas o destino acabou mudando o lugar e foi assim que viemos parar na Provença.<br />
<img alt="Natália na França" src="http://www.mikix.com/expat/20130528_002.jpg" /></p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho? </strong><br />
A empresa onde o marido trabalha foi responsável pelo pedido de visto, e demorou cerca de três meses porque era fim de ano e os processos deram uma desacelarada. Há um ano ele obteve a cidadania italiana e não precisa mais de visto e eu já dei entrada no meu processo, por enquanto eu tenho visto de membro de família de europeu, mas desde que entrei meu visto me autoriza a trabalhar.</p>
<p><strong>- Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?</strong><br />
Temos o seguro de saúde público francês, pudemos solicitar depois de três meses depois de chegarmos e o seguro complementar que é vinculado à empresa onde ele trabalha.</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?</strong><br />
O marido trabalha e seu trabalho é nossa fonte de renda, eu trabalhei com reforço escolar enquanto aprendia francês, mas por enquanto me dedico exclusivamente ao mestrado, porque meu caso é um pouco particular por causa da minha profissão : sou psicóloga, entro no time de quem precisa fazer validação de estudos e equivalência pra exercer, coisa que disse que não faria por não ter paciência. Mordi a língua, e acabei passando pelo processo. Tenho muito que agradecer à responsável pelo curso que me contactou e me instruiu sobre o passo a passo, e tive de mobilizar um bocado de gente pra conseguir os documentos que faltavam dentro do prazo. Além do diploma e histórico universitario, precisei comprovar a conclusão de ensino médio, tudo isso traduzido, e teria de defender meu diploma perante um júri de validação que contava com uma dezena de professores de todos os departamento de psicologia da universidade onde me candidatei. Vale ressaltar que a organização do percurso universitário aqui é um pouco diferente : na psicologia são três anos de graduação (que eles chamam de « <em>licence</em> ») e dois anos de mestrado (que eles chamam de «<em> master </em>»), e somente após a conclusão do mestrado temos o título de psicólogo, enquanto no Brasil os cinco anos de graduação nos conferem o título. Por isso fui orientada a fazer o pedido na universidade, porque esse era o caminho garantido de que eu teria ao menos parte do meu percurso validada, o outro seria o pedido junto ao ministério da educação, que poderia me recusar o título ou qualquer nível de equivalência. Tive parte dos meus estudos validada, no caso os três anos de licence, podendo inclusive me inscrever no segundo ano do master, porque no dia que fui convocada perante o júri falei que de qualquer forma eu cursaria os dois anos de master. Desta vez a burocracia não me atrapalhou : uma semana depois do júri, eu tive o certificado de que precisava pra me candidatar ao master. Agora estou terminando o segundo ano, que tem uma carga horária de estágio obrigatório duas vezes maior que no primeiro, e além de defender uma segunda monografia, também terei de defender o relatório de estágio, muito importante porque é nesse momento que terei o título concedido. E o mais difícil vem depois : encontrar emprego na área, e vale investir na formação de um círculo profissional pra ser indicado e ter acesso às vagas.</p>
<p><strong>- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?</strong><br />
Mudei de especialidade dentro da minha área : saí dos Recursos Humanos e estou me especializando em psicologia clínica.<br />
<img alt="Natália na França" src="http://www.mikix.com/expat/20130528_003.jpg" /></p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local? </strong><br />
Quando cheguei por aqui não falava o francês, e fui aprendendo graças aos franceses – pode parecer estranho, mas é verdade, e me surpreendeu muito porque o pessoal aqui no sul é conhecido por sua superficialidade e frieza nos relacionamentos. Quando eles percebiam que eu não falava, começavam a falar inglês, e eu logo dizia que estava morando aqui e precisava aprender. Acho que a paixão que eles tem pelo idioma faz com que sejam pacientes professores, mesmo os desconhecidos na rua ajudam quando percebem a situação complicada do estrangeiro tentando se comunicar. Chegamos no final de março, e o ano letivo estava quase terminando (o ano letivo aqui vai de setembro a junho) e só comecei o curso em julho, mas me dediquei muito porque queria me inscrever logo pro mestrado e precisaria antes conseguir o diploma de língua francesa no nível exigido. Acabei me inscrevendo pro exame mais avançado que o necessário no fim de 6 meses de curso, e consegui meu diploma.<br />
Acho que o idioma é essencial pra integração em todos os aspectos : profissional, cultural, social, e vale o esforço que fazemos. Assisti muita tv, programas franceses e programas dublados (prova de fogo não contar com leitura labial pra facilitar a compreensão), músicas de todos os estilos e gírias também me ajudaram (não falo gírias em português, não o faço em francês, mas é bom conhecer), e não ter medo de perguntar o que significa, não importa em qual situação que seja – até em reunião de trabalho eu pergunto pra colega do lado se não entendo alguma coisa que compromete a compreensão da frase, e todos colaboram quando o assunto são aqueles ícones que só conhece quem é nativo, me explicando quem foi fulano ou qual a origem de tal expressão. Livros também tiveram e têm grande participação nesse processo contínuo de aprendizado do idioma – desde literatura infanto-juvenil, passando por autores clássicos e contemporâneos, incluindo um pequeno Machado de Assis traduzido em francês, até livros de culinária – uma infinidade de verbos entra no vocabulário quando começamos a cozinhar por aqui.<br />
<img alt="Natália na França" src="http://www.mikix.com/expat/20130528_004.jpg" /></p>
<p><strong>- O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?</strong><br />
Moramos numa região privilegiada em termos de sol, o que por um lado é excelente (são em média 60 dias de chuva por ano), mas por outro lado justifica a superficialidade das relações com as pessoas e a dificuldade de se fazer amigos – não disse ser impossível, mas difícil, uma vez os amigos feitos, são amizades duradouras. Esse privilégio que o sol proporciona atrai gente de todos os cantos da França e também do exterior, seja pra aproveitar as férias, seja pra residir por aqui. Pré-conceitos e discrimanação existem em qualquer lugar do mundo, e aqui não estamos imunes aos clichês em relação ao Brasil, o trio clássico samba-carnaval-futebol, a surpresa quando anunciamos que somos brasileiros, quando muita gente imagina que no Brasil só tem mulatos, e a mesma surpresa quando explicamos a origem da população, ou quando dizemos que temos mais títulos no vôlei do que no futebol, por exemplo. As pessoas do nosso convívio são muito receptivas e tem bastante curiosidade em relação ao Brasil, e por vezes nos fazem perguntas sobre lugares que não conhecemos, por vezes visitaram mais o país que nós que viemos de lá – minha fisioterapeuta passou a lua-de-mel no Brasil anos atrás e viajou de norte a sul e conhece mais lugares que eu. Não conhecemos tudo sobre todas as coisas, por isso acho que devemos relativar muita coisa que é dita sobre o Brasil, e explico como explicaria à uma criança que descobre uma novidade, porque do meu lado, quando perguntou algo sobre a França ou a cultura, é de descoberta que se trata pra mim.</p>
<p><strong>- Você tem filhos? </strong><br />
Não</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?</strong><br />
Saudades de família e amigos é constante, mas nos habituamos e o Skype ajuda a amenizar, inclusive em festas de aniversário/família acabamos participando remotamente, e curiosamente a distância acabou aproximando pessoas, mesmo estando do outro lado do mundo. Quanto aos produtos ou alimentos, ainda não consegui encontrar mandioquinha (batata baroa) por aqui, e de vez em quando sinto uma saudadezinha, mas me adaptei com facilidade à alimentação. Claro que pedimos pra quem vem do Brasil trazer preparação pra pão de queijo ou polvilho azedo, e depois de três anos trouxe farinha de mandioca, mas acabo usando pouco por falta de hábito mesmo, e alguns produtos são encontrados com mais frequência nos supermercados, como mandioca e quiabo, e a dobradinha feijão-arroz não é frequente aqui em casa.<br />
<img alt="Natália na França" src="http://www.mikix.com/expat/20130528_005.jpg" /></p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?</strong><br />
As atividades que costumamos fazer fora de casa variam de acordo com as estações: no inverno costumamos ir pra montanha esquiar, tem estações de ski que ficam a duas horas de viagem daqui, passeamos nos parques porque apesar do friozinho os dias são bonitos e conseguimos aproveitar o sol, mas acaba que saimos mais durante primavera/verão, tem muitos parques naturais na região, estamos perto do mediterrâneo, em meia hora chegamos nas praias, e também gostamos muito de passear de bicicleta e é uma boa forma de explorar os cantinhos dessa Provença, além dos programas culturais que acontecem na região, principalmente eventos medievais.</p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre? </strong><br />
Essa é uma pergunta que nos é feita com certa frequência, e pra qual sempre procuramos responder de forma que expresse um pouco a flexibilidade de que precisamos pra fazermos nossos planos : por enquanto estamos aqui, e é aqui que fazemos nossa vida, mas da mesma forma como não podemos garantir que moraremos na mesma casa ou vizinhança de forma permanente, é complicado dizer que moraremos aqui pra sempre, porque uma série de fatores, além da nossa vontade, tem muito peso nessa equação. A vontade é de ficar o maior tempo possível, nos adaptamos bem por aqui, temos nossos amigos e uma rotina bacana, e por enquanto nosso porto é este.</p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?</strong><br />
Moramos numa região cara, e Aix-en-Provence em particular é uma cidade cara se comparada à outras na mesma região, pelo fato de ter um posição geográfica central no departamento, e também por ser uma cidade universitária, fazendo a procura por imóveis alugados ser bastante alta, e os preços também. Paga-se em torno de 800 euros pelo aluguel de um apartamento de 1 quarto, e cerca de 1100 euros para um apartamento de 2 quartos (no condomínio onde morávamos, mas a média é por aí mesmo). Com o valor do aluguel um tanto puxado e os juros de financiamento congelados e baixando por causa da crise que atinge também o setor imobiliário muita gente acaba optando por comprar, financiando a longo prazo e pagando prestações praticamente equivalentes ao aluguel. Mas é preciso garimpar, porque apesar da crise, os imoveis entram e saem com muita rapidez dos catálogos, investidores estão sempre de olho porque é um bom negócio ter um imóvel pra alugar por aqui, e pros jovens que querem adquirir o primeiro imóvel existe uma linha de crédito de 15 mil euros sem juros financiada pelo governo (eles devem preencher alguns requisitos). Os critérios pra financiamento são rigorosos, e uma boa opção é contratar um corretor que busca as melhores propostas de financiamento nos diversos bancos, negociando taxas e condições de acordo com o perfil do comprador. É importante salientar que o valor da prestação não pode comprometer mais de 1/3 da renda familiar, caso contrário o dossier será recusado, além disso é importante ter uma reserva pra entrada, no mínimo 10% do valor do imóvel ou o valor da taxa notarial (registro no cartóriio, que inclui pagamento das taxas, tabelião e impostos, sendo que esse valor é mais elevado pra imóveis antigos, e mais barato tratando-se de imóveis novos), pra compor um bom dossier. Não é necessário ter fiador (pessoa física), mas é feito um depósito de garantia à uma instituição que funciona como fiador em caso de inadimplência. Quando chegamos, alugamos um apartamento de 1 quarto, aluguel era 795 euros (condomínio incluso) e não tivemos as dificuldades normais pra alugar porque nosso dossier era bom (expatriados com contrato de trabalho e um monte de firulas que facilitaram a aceitação) e fomos escolhidos entre vários franceses, mas ao invés de renovar o contrato de aluguel por mais três anos, preferimos dar um passo maior e investimos em algo nosso, com um quarto extra, e a diferença entre o aluguel e a prestação é muito baixa, o que compensou sem nos arruinar.<br />
<img alt="Natália na França" src="http://www.mikix.com/expat/20130528_006.jpg" /></p>
<p><strong>- Qual o custo de vida?</strong><br />
Acredito que 4 mil euros líquidos por mês seja um valor relativamente correto pra que uma família de 4 pessoas possa viver bem por aqui (vejam bem, somos um casal sem filhos, o valor é uma estimativa) .</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?</strong><br />
Tem um aspecto da burocracia aqui que me irrita : toda vez que preciso renovar meu visto eles me pedem uma certidão de nascimento de menos de 3 meses, traduzida. Ou seja, lá vou eu mobilizar família no Brasil pra providenciar o documento, a tradução e enviar com urgência, tudo muito caro. Em três anos, já tenhos 4 certidões de nascimento, todas devidamente traduzidas, e nenhuma igual à outra (vai saber, todo ano também eles mudam a forma da certidão). Em compensação, pra notificar os órgãos públicos sobre sua mudança de endereço existe um único site que reúne os dados e faz a alteração em cerca de dois dias, uma facilidade enorme : recebemos em casa uma etiqueta pra alterar o endereço no documento do carro exatos dois dias depois de informar a alteração. Uma outra coisa um pouco irritante : as pessoas são um tanto avessas a esforços que vão além da alçada delas, e não hesitam um segundo em dizer « não é meu trabalho ». Pô, se sabe e pode fazer, vai perder um braço por isso ? Tem os que fazem, não sem antes salientar que não é o trabalho dele, bufar e ficar de cara feia.</p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?</strong><br />
A coexistência de diversos meios de transporte – carros, ônibus, bondes, metrô, trem, bicicletas e patinetes – sem que o surgimento de um declare a extinção de outro, oferecendo ao público uma boa variedade de transportes. Duas coisas nos supermercados que acho interessantes : os carrinhos só são liberados quando inserimos uma moedinha, pode ser até de plástico, o que evita com que sejam deixados no meio dos estacionamentos, e as maquininhas registradoras portáteis : nós mesmos fazemos o registro do produto que vai pro carrinho, e chegando no caixa é só fazer a leitura do código de barras e esperar a compra aparecer na tela pra efetuar o pagamento. O esquema do auto-atendimento inclusive em postos de combustível também é algo que me impressionou, e funciona numa boa.</p>
<p><strong>- O país que você reside tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil? Conte-nos…</strong><br />
Acho que os bondes deveriam ter sido preservados e integrados ao sistema de transporte público, e quebrar o monopólio ônibus e carros que entopem as cidades.</p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?</strong><br />
Venham com a mente aberta e sejam receptivos ao que é diferente, livrem-se dos clichês, ou aceitem os clichês que existem com relação aos brasileiros sem retrucar com violência (é uma via de mão dupla). Aprendam o idioma, mas ir além é importante : história e costumes também fazem parte do idioma, e ajudam muito na hora da integração. Evitem comparações : nenhuma gota d&#8217;água é igual à outra, e países também não o são, porque as histórias não foram escritas com a mesma pluma. Não iludam-se achando que tudo é maravilhoso e funciona perfeitamente : isso não existe, ao melhor existe aos olhos do turista, mas no dia a dia vemos que todo país tem seus problemas e mazelas, e a França não escapa da lista.</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?</strong><br />
Enriquecedora</p>
<p><strong>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?</strong><br />
Tenho um blog que nasceu como ponte entre França e Brasil, e onde compartilho muito sobre a região e também sobre nossa rotina e adaptação por aqui, o <a href="http://www.destinoprovence.com" target="_blank">Destino Provence</a><br />
<a href="http://www.diretodeparis.com" target="_blank">Direto de Paris</a>: A Renata é uma jornalista que mora na região parisiense e estuda história da arte, e seus textos sempre trazem elementos históricos dos monumentos e lugares em Paris, uma visão muito interessante e rica da cidade.<br />
<a href="http://www.13anosdepois.com" target="_blank">13 anos depois</a>: Mirelle também é jornalista, reside em Lyon e nos encanta com os cantinhos mais charmosos da cidade e fotos de encher os olhos.<br />
<a href="http://viverplenamenteparis.blogspot.com" target="_blank">Viver plenamente Paris</a>: Milena mora há alguns anos em Paris e tem excelentes reflexões sobre a vida na França, aspectos burocráticos e culturais, além ótimas dicas de viagem e leituras.<br />
<a href="http://www.parisdespetits.blogspot.com" target="_blank">Paris des petits</a>: Adélia e Mariana compartilham dicas direto da Ville Lumière para incluir no roteiro dos petits (crianças).</p>
<br />Filed under: <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/europa/'>Europa</a>, <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/europa/franca/'>Franca</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/expatriados.wordpress.com/1576/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/expatriados.wordpress.com/1576/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1576&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Claudia na Alemanha</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 15:59:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirella Matthiesen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Claudia já vivi fora do Brasil há quase 20 anos, residiu em Zurique até 2008 e agora está em Berlin, onde mora com o marido e seus filhos. De maneira realista, ela conta sobre sua experiência pessoal como expatriada, e também manda dicas para quem pretende se mudar para a Alemanha. Vale a pena conferir [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1562&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" alt="Claudia na Alemanha" src="http://www.mikix.com/expat/20130515_001.jpg" width="96" height="118" />Claudia já vivi fora do Brasil há quase 20 anos, residiu em Zurique até 2008 e agora está em Berlin, onde mora com o marido e seus filhos.<br />
De maneira realista, ela conta sobre sua experiência pessoal como expatriada, e também manda dicas para quem pretende se mudar para a Alemanha. Vale a pena conferir sua trajetória&#8230; <span id="more-1562"></span></p>
<p><strong>- Nome:</strong><br />
Claudia Bömmels</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu? </strong><br />
Nasci em Zurique e cresci no Brasil</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora?</strong><br />
Berlim na Alemanha</p>
<p><strong>- Você mora sozinho ou com sua familia?</strong><br />
Família</p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local? </strong><br />
5 anos, mas já moro fora do Brasil desde 1994.<br />
<img alt="Claudia na Alemanha" src="http://www.mikix.com/expat/20130515_002.jpg" width="450" height="338" /></p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia? </strong><br />
Sim, na Suiça até 2008.</p>
<p><strong>- Qual sua idade? </strong><br />
39</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior? </strong><br />
Após o término da faculdade de Administração eu fui para Zurique para aprender alemão e acabei ficando.</p>
<p><strong>- Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?</strong><br />
Aqui na Alemanha seguro saúde é obrigatório. Foi fácil.</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?</strong><br />
Até final de 2011, eu trabalhava como autônoma na área de joias em pedras. Antes disso eu trabalhei na Suiça em um banco durante muito tempo. Aqui na Alemanha ainda não deu certo um emprego na minha área. Mas continuo tentando. O problema é que aqui, você precisa tomar cuidado ao escolher um emprego: se você faz um trabalho muito abaixo da profissão, a probabilidade de você ficar para sempre nesse nível é grande. Um bom exemplo, são os empregos em Call Centers. Isso não sou eu que digo. Eu já ví muitas reportagens na televisão sobre assunto e eu tenho uma amiga que trabalha no Seguro Desemprego e ela diz a mesma coisa. Então, estou tentando encontrar um emprego &#8220;mais ou menos&#8221;, vamos ver. Eu estudei Administração de Empresas no Brasil, mas trabalhei já no final da minha estadia na Suiça, com diagramação. Se não der certo, vai qualquer um mesmo.</p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local? </strong><br />
Eu falo e escrevo alemão muito bem. Meu nível é o C1 que é bastante avançado. Ainda assim, os erros ortográficos são inevitáveis e isso é muito frustrante. Aprender a lingua, até mesmo antes de viajar para o exterior, é essencial. Eu aprendi o alemão depois de adulta quando me mudei para Suiça.</p>
<p><strong>- O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?</strong><br />
A Alemanha é muito diversa no modo de pensar e agir nas diferentes regiões do país. Enquanto que no sul as pessoas são mais reservadas e conservadoras, eu encontrei em Berlim, pessoas muito abertas, mas também muito diretas. Certamente existe muitas pessoas que já vivenciaram situações de racismo ou de maltrato por serem estrangeiros. Eu felizmente não faço parte desse grupo. Os alemães que eu tive a sorte de conhecer, me receberam de braços abertos.<br />
<img alt="Claudia na Alemanha" src="http://www.mikix.com/expat/20130515_003.jpg" /> <img alt="Claudia na Alemanha" src="http://www.mikix.com/expat/20130515_004.jpg" /><br />
<strong>- Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?</strong><br />
Sim, eu tenho dois filhos, mas eles nasceram aqui. Então aqui é a casa deles e não o Brasil.</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?</strong><br />
Sinto muitas saudades. Meus pais voltaram para o Brasil há nove anos e deixaram um &#8220;buraco&#8221; enorme. Mas por questão de sobrevivência, é preciso se acostumar. Eu escrevo muito para eles e telefonamos com frequência, isso ajuda.<br />
Eu também me acostumei a viver sem os produtos brasileiros. Mas eu adoro as revistas, os livros, as séries de televisão, um bom churrasco, farofa&#8230;</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?</strong><br />
Nos finais de semana a televisão fica praticamente desligada, mesmo quando estamos em casa. Nós passeamos bastante por Berlim, que é uma cidade que oferece inúmeras opções para famílias com crianças. O mar também não fica longe daqui. Em três horas de viagem, já se está em uma praia. Fria. Mas praia.<br />
<img alt="Claudia na Alemanha" src="http://www.mikix.com/expat/20130515_005.jpg" /></p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?</strong><br />
É bem provável que no futuro iremos ficar morando aqui na Alemanha. Mas para sempre é uma expressão que eu não gosto de usar. Eu não faço muitos planos para o futuro.<br />
Morar no Brasil para sempre também está fora de cogitação para o meu marido, que é alemão. O ponto que mais o incomoda no Brasil é a violência.</p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país? </strong><br />
Como não encontramos ainda a cidade definitiva onde queremos ficar, nós alugamos uma casa com um jardim pequeno. O lugar onde eu moro fica à 2 minutos de Berlim , mas isso faz uma grande diferença no que diz respeito ao valor do aluguel. Nós pagamos cerca de 1000 euros com alguns custos incluídos, pagando por fora a energia e o gás. Comprar imóveis é algo muito comum na Alemanha. Onde eu moro, é possível se ter uma casa bonita com um jardim razoável por 250 mil euros. Já no sul da Alemanha uma casa mais ou menos custa meio milhão de Euros.</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida?</strong><br />
O custo de vida na Alemanha varia demais de acordo com a região em que você se encontra. Aqui em Berlim o custo de vida não é tão alto, mas os salários também não são lá essas coisas. Eu conheço muita gente que tem dois empregos para poder pagar as contas.</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?</strong><br />
De modo geral os pontos positivos para mim em morar aqui são :<br />
- O sistema educacional, que não apoia de forma alguma o modo “decoreba” de se aprender, que tanto conhecemos no Brasil;<br />
- O sistema de maternal, pré-escola e pós-escola, que facilita muito a vida dos pais que trabalham;<br />
- Aqui o seu tempo vale muito e por isso os horários são cumpridos e os compromissos respeitados. Eu gosto muito disso. Acho que ser pontual e não desperdiçar o tempo do outro deixando-o esperando, por exemplo, é uma forma de respeito.</p>
<p>Os pontos negativos para mim :<br />
- A Alemanha que eu conheco é “aficcionada” por diplomas e certificados. Se você não fez um determinado curso, será difícil você conseguir um emprego naquela área. Existem excessões naturalmente, mas de modo geral é assim que as coisas funcionam. O título de Doutor, e não falo dos médicos, tem um valor muito grande na sociedade alemã. Por isso, acho importante que os brasileiros que vierem para cá, venham conscientes de que precisarão provavelmente se reinventar, já que poucos trabalham na sua profissão original, fazendo muitas vezes, trabalhos mais “baixos” do que o que eles estudaram. Mas existem também muitas histórias de sucesso! Tudo depende da situação pessoal de cada um. Eu por exemplo, estou pensando em arrumar um “empreguinho” se tudo falhar, para financiar uma especiliazação. Outras pessoas precisam de fato sobreviver, então vale trabalhar em tudo!</p>
<p><img alt="Claudia na Alemanha" src="http://www.mikix.com/expat/20130515_006.jpg" /></p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?</strong><br />
Uma curiosidade aqui é o que eu chamo de mania do “frische Luft”, mania do ar puro. Não que eu ache errado ou ruim as pessoas sentirem a necessidade de sair para o “ar fresco” e sair quase que obrigatoriamente de casa quando o sol está brihando. Na verdade não poderia ser diferente, já que o sol não está aí todos os dias. Mas pra mim, que cresci em um lugar onde de manhã cedo já fazem 25 graus e o sol é de rachar, ficar no sol me “torrando” em um Café, não é de forma alguma uma necessidade. Gosto do sol? Sim. Gosto de ar fresco? Claro! Mas não me sinto na obrigação de ter que sair de casa por isso. Por outro lado, como eu já moro há quase 20 anos fora do Brasil, eu achei estranho quando fui de férias, ver quanto tempo as famílias passam dentro dos shoppings com ar-condicionado!</p>
<p><strong>- O país que você reside tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil?</strong><br />
Existem vários utensílios de cozinhas maravilhosos aqui. Tudo o que alguém que gosta de cozinhar possa sonhar! Mas para o dia a dia com as crianças eu acho uma coisa muito legal, que eu não sei se existe no Brasil: o cortador de maçã.<br />
<img alt="Cortador de Maçã" src="http://www.mikix.com/expat/apfelschneider.jpg" width="230" height="230" /></p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país? </strong><br />
O que eu posso dizer para quem pensa em vir morar aqui, é que venha, mesmo que seja por amor, sem idelizar o país. A Alemanha é um país com gente de carne e osso, cheios de defeitos e qualidades, como em qualquer outra parte do mundo.<br />
Se você fez faculdade no Brasil, entre com o processo de legalização do diploma já antes de vir, isso vai facilitar muito a sua vida. Para isso você precisa ter no mínimo o nível médio da lingua alemã. Mas essa seria mesmo a minha próxima dica: aprenda a lingua antes de vir da melhor maneira que você puder. Qualquer coisa é melhor que coisa alguma.</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?</strong> Felicidade</p>
<p><strong>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país? </strong><br />
Eu recomendo o meu blog Brasileiros mundo afora que trás histórias de Brasileiros de todo o mundo e também da Alemanha: <a href="http://www.brasileiros-mundo-afora.com/" target="_blank">http://www.brasileiros-mundo-afora.com/</a><br />
Gosto muito do site Sair do Brasil, que é super informativo: <a href="http://sairdobrasil.com/" target="_blank">http://sairdobrasil.com/</a><br />
E também do site oficial da Alemanha em português com muitas informações úteis: <a href="http://www.brasil.diplo.de/Vertretung/brasilien/pt/02__Brasilia/Botschaft.html" target="_blank">http://www.brasil.diplo.de/Vertretung/brasilien/pt/02__Brasilia/Botschaft.html</a><br />
Minhas dicas de viagem encontam-se aqui: <a href="http://www.euseionde.com" target="_blank">www.euseionde.com</a></p>
<br />Filed under: <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/europa/alemanha/'>Alemanha</a>, <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/europa/'>Europa</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/expatriados.wordpress.com/1562/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/expatriados.wordpress.com/1562/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1562&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Entrevistando Expatriados</media:title>
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			<media:title type="html">Claudia na Alemanha</media:title>
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			<media:title type="html">Claudia na Alemanha</media:title>
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			<media:title type="html">Claudia na Alemanha</media:title>
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			<media:title type="html">Claudia na Alemanha</media:title>
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			<media:title type="html">Claudia na Alemanha</media:title>
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			<media:title type="html">Claudia na Alemanha</media:title>
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			<media:title type="html">Cortador de Maçã</media:title>
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		<item>
		<title>Nós e Londres</title>
		<link>http://expatriados.wordpress.com/2013/04/29/nos-e-londres/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 17:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirella Matthiesen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>

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		<description><![CDATA[O sonho de viver em um outro país sempre acompanhou a Helo. Quando o marido recebeu uma proposta para trabalhar em Londres, eles não pensaram duas vezes, arrumaram as malas e partiram. O começou não foi fácil, especialmente quando ela teve que se &#8220;re-adaptar&#8221; na profissão, mas hoje, é com orgulho que diz &#8220;Eu amo [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1554&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" alt="Helo na Inglaterra" src="http://www.mikix.com/expat/20130429_001.jpg" width="96" height="109" />O sonho de viver em um outro país sempre acompanhou a Helo. Quando o marido recebeu uma proposta para trabalhar em Londres, eles não pensaram duas vezes, arrumaram as malas e partiram. O começou não foi fácil, especialmente quando ela teve que se &#8220;re-adaptar&#8221; na profissão, mas hoje, é com orgulho que diz &#8220;<em>Eu amo Londres e sinto que aqui é minha casa</em>&#8220;.<br />
<span id="more-1554"></span></p>
<p><strong>- Nome: </strong><br />
Heloisa Righetto</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu?</strong><br />
Nasci em São Paulo e passei a maior parte da infância e adolescência lá, mas também morei em Joinville (SC) quando pequena e Recife (PE) na adolescência.</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora?</strong><br />
Londres, Inglaterra</p>
<p><strong>- Você mora sozinho ou com sua familia?</strong><br />
Moro com o meu marido, Martin.</p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local? </strong><br />
4 anos e meio</p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia? </strong><br />
Não</p>
<p><strong>- Qual sua idade?</strong><br />
32</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior?</strong><br />
Minha irmã, quando eu tinha 17 anos (e ela 20) passou 3 meses na Austrália e Nova Zelândia, juntou todo o dinheiro que ela tinha e foi. Isso mexeu muito comigo e sempre ficou lá, no fundo dos meus pensamentos – eu precisava sair do Brasil e conhecer o mundão! Aí, quando casei com o Martin, começamos a nutrir esse sonho de viver fora juntos, mas queríamos alguma coisa concreta, pois não é do nosso perfil largar tudo e ir tentar a sorte. A oportunidade veio (oferta de emprego pra ele), e não pensamos duas vezes, não tivemos nenhuma dúvida. Fizemos as malas, embarcamos a mudança no container e cá estamos.</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho? </strong><br />
Não, foi tudo com ajuda do trabalho do Martin. E poucos meses depois de sair o visto, saiu minha cidadania italiana (que ficou impacada 10 anos na burocracia do consulado). Então trocamos o visto e hoje estamos aqui como cidadãos europeus, não dependemos mais do visto de trabalho dele.</p>
<p><strong>- Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada? </strong><br />
Não, usamos única e exclusivamente os serviços de saúde pública daqui, o NHS. Só temos seguro viagem.</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?</strong><br />
Sim, trabalho – foi meio turbulento pra mim no começo, não consegui trabalho fácil não. Cheguei aqui querendo fazer o que eu fazia no Brasil (design de móveis), mas acabei trilhando um outro caminho e passei a escrever sobre design e decoração. No começo eu escrevia apenas para publicações brasileiras, como <em>freelancer</em>. Em 2009 comecei a colaborar com um site daqui, consegui contrato temporário e depois fui contrada full time. Estou nesse mesmo site até hoje. Ainda faço frilas eventuais pro Brasil, mas minha principal fonte de renda é o trabalho aqui (e o Martin continua no mesmo lugar que o trouxe até aqui)<br />
<img alt="Helo na Inglaterra" src="http://www.mikix.com/expat/20130429_007.jpg" /></p>
<p><strong>- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor? </strong><br />
Bom, como expliquei na resposta anterior, continuo na mesma indústria, digamos assim, mas fazendo outra coisa. Em vez de “fazer” design hoje eu escrevo sobre isso. É outro ponto de vista!</p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local? </strong><br />
Sim. Estudei inglês desde os 10 anos de idade mas só chegando aqui que vi como é na real! Não foi fácil – o sotaque, as gírias, tudo é estranho. Não dá mesmo pra chegar aqui sem falar inglês e tentar trabalhar. Se você quer estudar é uma coisa, mas pra viver aqui – ou seja, trabalhar, contribuir, ser um cidadão ativo – é preciso muito mais do que o básico. As pessoas estão acostumadas com estrangeiros, ninguém te destrata se você comete erros, mas a comunicação fica pela metade se o idioma é estranho. Eu estou aqui há 4 anos e meio, trabalho com ingleses, escrevo em inglês e ainda assim tenho problemas de comunicação eventuais. Falar no telefone, por exemplo, é uma das coisas que mais detesto. É uma prova de fogo.</p>
<p><strong>- O que você  pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?</strong><br />
Eu amo Londres e sinto que aqui é minha casa – sei que posso mudar de ideia um dia, mas não conseguiria me ver em outro lugar. Aqui tem gente do mundo todo, até de países que eu nunca tinha ouvido falar antes, então você aprende a ser mais tolerante e a nossa cabeça dá um giro de 180 graus. É muito cultura misturada, muita informação. Claro que não existe um lugar perfeito e infelizmente tem gente – minoria – que torce o nariz para estrangeiros. Preconceito, racismo, desrespeito temos no mundo todo. Felizmente nunca aconteceu nada com a gente, mas eu acredito que é preciso aceitar pra ser aceito.</p>
<p><strong>- Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?</strong><br />
Não</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?</strong><br />
Eu sinto saudades sim, mas não sinto o banzo. Já morava longe dos meus pais e sempre morei longe da família (tios, primos, avós). Então nunca foi sofrido. Falo muito com os meus pais pelo skype, e eles sabem que sou feliz aqui – então não tem pressão de “quando você vem” ou coisa parecida. Dos produtos e comidinhas, a mesma coisa: claro que gosto de cozinha, pão de queijo e Nescau, mas não sofro não. Volta e meia alguma visita traz alguma coisa e fico super feliz, mas não é algo que tem que ter em casa sempre.</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?</strong><br />
Aproveito o bairro que moro (Greenwich): passeio no parque, vou no centrinho, como em algum restaurante local. As vezes vamos pro centro de Londres, talvez uma vez por mês – mas como eu trabalho no centro, não sinto vontade de ir lá aos finais de semana. Gosto de curtir minha casa! Aqui, se o tempo está bom, todo mundo vai pro parque curtir o dia ou dar uma voltinha na rua.<br />
<img alt="Helo na Inglaterra" src="http://www.mikix.com/expat/20130429_004.jpg" /></p>
<p><img alt="Helo na Inglaterra" src="http://www.mikix.com/expat/20130429_005.jpg" /></p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre? </strong><br />
Não gosto de fazer planos a longo prazo. Como eu disse, nossa vida agora é aqui e não penso em sair. Mas vai saber o que acontece amanhã, ou mês que vem, ou ano que vem? Porém, admito que a ideia de ir pra outro país, mesmo pro Brasil, e começar tudo de novo – casa, carreira – me desanima. Agora minha carreira está firme aqui, amamos nossa casa, nosso estilo de vida. Se eu voltasse pro Brasil ficaria perdidinha!</p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso?Comprar imoveis é algo comum nesse país?</strong><br />
É impossível dar ideia de preço em Londres. Não dá mesmo. É muito relativo: você quer morar no centro? Faz questão de muito espaço? Prefere morar mais afastado? Perto de metrô? Topa dividir apartamento? Quando cheguei, morei 2 anos em um apê alugado, pagávamos £1200,00 por dois quartos, um banheiro, sala com cozinha. Era um ótimo apê, não muito grande mas ideal para duas pessoas. E ainda tínhamos o segundo quarto para as visitas. Era perto de uma estação de metrô (DLR) e de trem. Como o aluguel ia aumentar, decidimos dar um passo importante e compramos outro apê, o que moramos hoje. Foi um grande investimento, colocamos nele todo o dinheiro que tínhamos guaradado no Brasil (apenas para dar a entrada) e pagamos o financiamento – que é praticamente o valor de um aluguel. O apê é maior, tem um banheiro a mais, amamos aqui. Comprar imóvel em Londres é caro, mas não é impossível! Tem burocracia? Sim. E ainda tem a dificuldade de conseguir o financiamento, já que depois da crise os bancos estão muito mais cautelosos (nós por exemplo tivemos o pedido de financiamento negado em um primeiro banco). Você também precisa ter crédito, ou seja, um bom passado financeiro &#8211; e se você teve imóvel no Brasil, eles não querem nem saber! Então, comprador de primeira viagem aqui sofre um pouco com isso – como granatir que você é um bom pagador? Então, minha dica é: fazer cartão de crédito, pagar tudo em dia, fazer uma poupança. Coisas básicas que dão pontos e fazem a diferença na hora de solicitar um financiamento.<br />
<img alt="Helo na Inglaterra" src="http://www.mikix.com/expat/20130429_002.jpg" /></p>
<p><strong>- Qual o custo de vida?</strong><br />
Taí uma coisa que e muito pessoal, assim como o gasto com aluguel/moradia. Depende! Você gosta de comer fora? Quer ter carro? Quer ter seguro saúde? Enfim, tudo isso conta. Mas posso dizer que temos uma vida boa aqui: saímos pra comer pelo menos a cada duas semanas, viajamos bastante, compro roupas com uma certa frequência. Mas só uso transporte público e não tenho seguro saúde, como eu falei lá em cima. Posso afirmar que aqui meu dinheiro vai mais longe mais do que ia no Brasil, tenho uma qualidade de vida melhor. Ganhamos praticamente o mesmo do que ganhávamos lá mas aproveitamos mais.</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país? </strong><br />
Bom, o negativo é que você é sempre um expatriado, acho que independente do país esse é sempre um porém. Não me sinto deslocada, mas minha base cultural não é como a deles. Então, independente de quantos anos você está fora, sempre tem coisa que é estranha, tem a piada que você perde. Pra mim, isso é um ponto negativo mais forte do que morar longe da família. E positivos acho que já falei bastante né? : ) Gostamos demais daqui, e adaptamos nosso estilo de vida. Usamos os parques, museus, aproveitamos os restaurantes e a multiculturalidade dessa cidade incrível.</p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?</strong><br />
Não sei se do país, mas de Londres: aqui é cada um no seu quadrado. Ninguém se importa com o que você está usando, como está seu cabelo. As pessoas são mais autênticas, não ficam se preocupando muito com que os outros vão pensar. Adoro isso!</p>
<p><strong>- O país que você reside  tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil?</strong><br />
Acho que a utilização do Rio Tâmisa é sensacional. Ele é “vivo”, é o coração da cidade. Imagina se o Rio Pinheiros e o Tietê em São Paulo fossem usados da maneira que o Tâmisa é usado aqui? Seria incrível poder pegar um táxi-barco pra ir do Morumbi até a Rodoviária do Tietê, por exemplo.<br />
<img alt="Helo na Inglaterra" src="http://www.mikix.com/expat/20130429_003.jpg" /></p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?</strong><br />
Leia muito, descubra todos os blogs de brasileiros em Londres. Treine o inglês, leia livros, escute músicas, veja a BBC na internet pra se acostumar com o sotaque. Venha de cabeça aberta, livre-se de preconceitos e jamais acredite que Londres é apenas cinza.<br />
<img alt="Helo na Inglaterra" src="http://www.mikix.com/expat/20130429_006.jpg" /></p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?</strong><br />
Essencial</p>
<p><strong>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?</strong><br />
No meu <a href="http://miblogito.blogspot.co.uk/" target="_blank">blog pessoal</a> tem uma coluna de links recomendados com outros blogs de brasileiros que vivem no Reino Unido. Também quero recomendar a <a href="http://www.aprendizdeviajante.com/index.php/londres/" target="_blank">página de Londres do Aprendiz de Viajante</a>, blog de viagens que eu escrevo com a Claudia Beatriz Saleh e a Luciana Misura, que moram nos Estados Unidos. Outro site incrível é o <a href="http://praveremlondres.com/" target="_blank">Pra Ver em Londres</a>, comandado por um casal de jornalistas.</p>
<br />Filed under: <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/europa/'>Europa</a>, <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/europa/inglaterra/'>Inglaterra</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/expatriados.wordpress.com/1554/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/expatriados.wordpress.com/1554/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1554&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Australia &#8230; começou como um sonho e hoje virou casa!</title>
		<link>http://expatriados.wordpress.com/2013/03/22/australia-renata/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Mar 2013 15:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirella Matthiesen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Australia]]></category>
		<category><![CDATA[Oceania]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem diria que o sonho de estudar e viver por 1 ano na Australia como estudante, iria se transformar em casamento! Foi assim que Renata atravessou o mundo para realizar um sonho e sem querer encontrou o amor&#8230; 3 anos e meio depois, o sonho virou casa! Conheça a história dessa carioca que vive em [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1541&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" alt="Renata na Australia" src="http://www.mikix.com/expat/20130325_001.jpg" width="96" height="100" />Quem diria que o sonho de estudar e viver por 1 ano na Australia como estudante, iria se transformar em casamento! Foi assim que Renata atravessou o mundo para realizar um sonho e sem querer encontrou o amor&#8230; 3 anos e meio depois, o sonho virou casa! Conheça a história dessa carioca que vive em Brisbane&#8230;<span id="more-1541"></span></p>
<p><strong>- Nome:</strong><br />
Renata Calixto</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu?</strong><br />
Rio de Janeiro.</p>
<p><strong>Em que país e cidade você mora?</strong><br />
Brisbane, Australia.</p>
<p><strong>- Você mora sozinho ou com sua familia?</strong><br />
Moro com o meu noivo (hoje marido).<br />
<img alt="Renata na Australia" src="http://www.mikix.com/expat/20130325_003.jpg" /><br />
Renata, Luke (marido) e o sogro.</p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local?</strong><br />
Nesta casa, moramos já tem um ano e meio, mas de Australia, já tenho três anos e meio.</p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia?</strong><br />
Nao. Mas vontade nao falta.</p>
<p><strong>- Qual sua idade?</strong><br />
24 anos.</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior?</strong><br />
Desde de pequena eu sempre tive um interesse muito grande em outras linguas. Com isso, aprendi inglês muito facilmente e quando completei o Ensino Medio senti uma vontade de vivenciar a lingua mais ativamente.<br />
Inicialmente, eu queria ir para o Canada (um dia&#8230;.), mas acabei optando pela Australia pela semelhança com o Brasil em alguns fatores. (Ex: o clima)</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?</strong><br />
Meu primeiro visto foi de estudante, no qual permaneci até o ano passado. E não foi difícil de conseguir.<br />
Na época, eu apliquei o visto através da <a href="http://www.justintercambios.com.br/" target="_blank">Just Intercambios</a>, e você tinha que enviar o passaporte com toda a documentação para a Embaixada em Brasilia.<br />
Aparentemente, hoje o processo já não é mais esse.</p>
<p>Atualmente, eu apliquei para o visto de Residência Permanente através do meu noivo (hoje marido). Eu apliquei em Julho do ano passado, mas o tempo de espera hoje em dia é de até 14 meses pra receber uma resposta.</p>
<p><strong>- Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?</strong><br />
Atualmente, eu tenho o Medicare, que é o sistema de saude público da Australia. Mas, na época que eu vim, como eu era estudante eu não tinha direito a esse seguro, então tive que comprar um seguro privado.<br />
Hoje em dia, o mais famoso e recomendado é o <a href="http://www.medibank.com.au/" target="_blank">Medibank</a>.</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida? </strong><br />
Atualmente trabalho com Hospitalidade, mais especificamente como Atendente de Cafes.<br />
Meu noivo é o cabeca da casa, no momento.</p>
<p><strong>- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?</strong><br />
Sim, eu mudei de area.<br />
No Brasil, eu trabalhava com Administração, quando cheguei na Australia comecei a trabalhar com Hospitalidade, consegui emprego no meu segundo mês aqui.</p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?</strong><br />
Sim, eu falo a lingua local, o chamado <em>australianes</em>. rs<br />
Considero de vital importência você falar a lingua do país em que vive. Além de você se sentir parte da comunidade, o dia-a-dia no país se torna mais fácil. Já vi pessoas que não conseguiam nem comprar um pão, e que dependiam dos filhos, amigos, vizinhos para as coisas mais simples da vida.<br />
Isso também afeta a auto-estima da pessoa, já que ela é incapaz de ir ao Supermercado sozinha(o), por exemplo.<br />
<img alt="Renata na Australia" src="http://www.mikix.com/expat/20130325_002.jpg" /></p>
<p><strong>- O que você  pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros  e outros expatriados vivendo nesse país? </strong><br />
A Australia é um pais lindo! Cheio de belezas naturais, oportunidades de emprego e muita segurança.<br />
Se tem um respeito muito grande com o imigrante, até porque o pais é tomado por eles. É muito difécil achar um australiano em que ambos os pais sejam australianos, a maioria é descendente de ingles, irlandes, escoces, americano e por aí vai.<br />
Porém, eu tive uma certa dificuldade de me adaptar por aqui. Provavelmente, pela minha personalidade, pois sou o tipo de pessoa que gosta do toque: abraçar, beijar, demonstrar o carinho. E o australiano já não é muito chegado nisso não. O que, pra mim, foi muito difícil no início.<br />
Por outro lado, depois de 3 anos e meio, você acaba se acostumando e passa a agir da mesma forma. Hoje em dia, sou muito consciente do meu espaço, e só quem realmente é muito proximo é que eu demonstro meu carinho.<br />
Meu amigos no Brasil foi que me alertaram que eu estava mais ‘fria’.</p>
<p><strong>- Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?</strong><br />
Não tenho filhos, não. Sou muito novinha. Quem sabe daqui uns 5 anos&#8230; <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?</strong><br />
Saudades até demais. Sinto falta do barulho lá de casa. Família agitada, a bagunça que sempre faço quando vou por lá. Também tenho muita saudade da comida. Aliás, nao posso ir ao Brasil que sempre engordo uns 5 a 10kg. <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?</strong><br />
Olha, no momento as minhas horas vagas são focadas na finalização do nosso casamento. Detalhes mínimos, mas que toda noiva tem que pensar.<br />
Ahh&#8230; também to organizando passagens aereas, vistos, atividades para fazer para sete pessoas da minha familia que irão vir em Janeiro pro casamento. <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
Mas, numa época normal, saimos para jantar, vamos para a praia passar o fim de semana, piquenique com a familia, acampamentos, tentamos sempre visitar lugares que ainda não fomos.</p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre? </strong><br />
Tenho muitos planos para o futuro, no momento, estou me organizando para voltar a estudar meu curso de Relações Internacionais ano que vem, depois de 4 anos parada. A vontade é de trabalhar com diplomacia e deixar os ventos nos levar por país afora.<br />
Não sei se moraria na Australia para todo o sempre, tem muito chão ainda pra se ver por esse mundo afora, e o meu intuito é conciliar a minha carreira com viagens. Quem sabe? Daqui uns 5 anos eu volto e conto pra vocês como tah indo&#8230;. <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
<img alt="Renata na Australia" src="http://www.mikix.com/expat/20130325_005.jpg" /></p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?</strong><br />
Nos alugamos a nossa casa, que por sinal foi MUITO barato, levando em conta o tamanho da casa. Atualmente, pagamos AU$ 380.00 por semana de aluguel, mas moramos fora dos arredores de Brisbane. Então, pra quem trabalha e estuda na cidade não é um bom negocio, pois demora cerca de 30/40min pra chegar.<br />
Como o Luke trabalha em Redcliffe, no extremo oposto de Brisbane, e eu atualmente estou trabalhando ha 20min daqui, tivemos que optar por algo que conciliasse os dois. <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
Honestamente, adoramos a nossa casinha, talvez quando nos mudarmos de novo, vou levar a casa junto. rs <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>- Qual o custo de vida?</strong><br />
De 4 pessoas, eu não sei responder, porque no momento só somos nos dois. Mas com cerca de AU$ 1,500.00 por semana dá pra se viver bem tranquilamente.</p>
<p>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?<br />
A saudade é definitivamente um ponto negativo. Mas, se morasse no Brasil, com certeza estaria com saudades daqui, então, a vida pra mim vai ser uma eterna saudades de lugares, pessoas e momentos.<br />
A seguranca e a independencia financeira, mesmo sendo tao jovem, sao os pontos positivos, na minha opinião.</p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?</strong><br />
Posso contar algo engracado? A plaquinha dentro dos onibus (qual o plural?) alertando o seguinte: “Eh proibido cuspir.”<br />
Posso contar uma que é mal-educada (na minha opinião)? Assoar nariz em publico. Aliás, em qualquer momento eles assoam o nariz. <em>Ewww</em></p>
<p><strong>- O país que você reside  tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil? Conte-nos… </strong><br />
A lei que proibe voce de buzinar, a nao ser que seja extremamente necessario. Por aqui, eh lei justamente porque tira a concentração do motorista a sua frente o que pode causar um acidente.<br />
Sem contar, que eh muito melhor acordar sem barulho de buzinas.</p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?</strong><br />
Se você veio pra cá pra aprender inglês, não ande com brasileiros. É dinheiro jogado no lixo, porque você só vai falar portugues. No meu primeiro ano de Australia, andava com pouquissimos brasileiros, e meu nivel de ingles se desenvolveu rapidamente, em comparação há muitos amigos que conheci. Sem contar, que machuca menos, porque você nao tem que se despedir a toda hora de uma pessoa que voce se apegou.<br />
Duro? Mas é a mais pura verdade.<br />
<img alt="Renata na Australia" src="http://www.mikix.com/expat/20130325_004.jpg" /><br />
<em>Multiculturalismo nas salas de aula</em></p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?</strong><br />
No momento, a Australia é minha<em> home</em>. Tanto que quando fui ao Brasil este ano, não me senti em casa, senti que estava só visitando.</p>
<p>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?<br />
- Kendiat’s Puzzle (meu blog pessoal) – <a href="http://www.kendiat.wordpress.com" target="_blank">www.kendiat.wordpress.com</a><br />
- Mikix &#8211; <a href="http://www.mikix.com/" target="_blank">http://www.mikix.com/</a><br />
- Aussileiros &#8211; <a href="http://aussileiros.blogspot.com.au/" target="_blank">http://aussileiros.blogspot.com.au/</a></p>
<br />Filed under: <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/oceania/australia/'>Australia</a>, <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/oceania/'>Oceania</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/expatriados.wordpress.com/1541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/expatriados.wordpress.com/1541/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1541&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Entrevistando Expatriados</media:title>
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			<media:title type="html">Renata na Australia</media:title>
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			<media:title type="html">Renata na Australia</media:title>
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		<title>Mickey Mouse foi o nosso cupido</title>
		<link>http://expatriados.wordpress.com/2012/11/26/tania-nova-york/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Nov 2012 19:32:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirella Matthiesen</dc:creator>
				<category><![CDATA[America do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>

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		<description><![CDATA[No meio de um intercambio na Disney, Tania encontrou um grande amor e trocou São Paulo pela pacata Orlando. Depois de 7 anos, trocaram Mickey Mouse pela Big Apple e nao querem mais sair mais de lá&#8230; - Nome: Tania Ikeda de Carvalho Pereyra - Onde nasceu e cresceu? Nasci e cresci na cidade de Sao [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1528&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" alt="Tania em Nova York" src="http://www.mikix.com/expat/20121126_001.jpg" height="114" width="96" />No meio de um intercambio na Disney, Tania encontrou um grande amor e trocou São Paulo pela pacata Orlando. Depois de 7 anos, trocaram Mickey Mouse pela <em>Big Apple</em> e nao querem mais sair mais de lá&#8230;<br />
<span id="more-1528"></span></p>
<p><strong>- Nome:</strong><br />
Tania Ikeda de Carvalho Pereyra</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu?</strong><br />
Nasci e cresci na cidade de Sao Paulo</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora?</strong><br />
Moro em Nova York nos Estados Unidos</p>
<p><strong>- Você mora sozinho ou com sua familia? </strong><br />
Moro com o meu marido Gabriel e estamos esperando um menininho que chega ano que vem.<br />
<img alt="Tania em Nova York" src="http://www.mikix.com/expat/20121126_002.jpg" /></p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local? </strong><br />
Resido em Nova York desde 2008 e tambem morei em Saint Cloud na Florida por 7 anos.</p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia? </strong><br />
Ja tinha morado na Australia na cidade de Cairns por 7 meses em 1996.</p>
<p><strong>- Qual sua idade? </strong><br />
38 anos</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior? </strong><br />
Desde que passei um tempo na Australia eu ja tinha vontade de repetir a experiencia. Como estava estudando Turismo, surgiu a oportunidade de um programa de trabalho nos parques da Disney. Vim pra Orlando em 2001 e acabei conhecendo meu marido no trabalho e fiquei por aqui.</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho? </strong><br />
Cheguei aqui com um visto J1 e depois mudei para o visto de turista. Apos o casamento tive que esperar alguns meses ate a obtencao do visto de trabalho. O processo eh simples, mas tem que ter paciencia.</p>
<p><strong>- Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?</strong><br />
Sempre tive atraves do meu marido ou atraves do meu emprego. Viver aqui sem seguro saude eh muito complicado, pela falta de saude publica e pouca assistencia do governo.</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida? </strong><br />
Tanto eu como meu marido trabalhamos. Como sempre trabalhei na area de turismo e hotelaria (em SP por 4 anos) foi mais tranquilo arranjar um emprego na minha area. Como tinha experiencia na Disney e assim que obtive meu visto de trabalho fui recontratada. Depois voltei a estudar e atraves da universidade, fiz bons contatos e agora ja tenho uma carreira mais solida.</p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local? </strong><br />
Eu falo ingles mas cheguei aqui achando que sabia tudo e percebi que meu ingles era bem fraco e precisava melhorar. No inicio assistia televisao sem <em>close caption</em> e isso me ajudou a treinar meu ouvido. Com tempo tentei praticar bastante ate ter coragem de encarar a universidade. Apesar de ter morado na Florida onde o espanhol eh o segundo idioma, a comunicacao em ingles eh fundamental para voce se inserir na sociedade. Se nao falasse ingles eu nao teria nenhuma das oportunidades que tive ate agora.</p>
<p><strong>- O que você  pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros  e outros expatriados vivendo nesse país? </strong><br />
Em Nova York acho que nao ha nenhum problema de preconceito. Aqui ha tantos expatriados de todos os cantos do mundo que no metro ou no onibus eh muito comum pessoas conversando em outro idioma, que ninguem liga ou olha feio. Na Florida sentia alguns olhares estranhos quando falava portugues porque apesar de morar proximo a Orlando a minha cidade era menor e com menos imigrantes.</p>
<p><strong>- Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais? </strong><br />
Temos um filho a caminho.</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades? </strong><br />
Acho que quanto mais o tempo passa, mais a saudades aperta. Sinto falta da familia e dos amigos. E as frutas do Brasil que tem um gosto diferente. Aqui as frutas tropicais tem uma aparencia linda e gosto de nada. O resto eu me viro com adaptacoes e muambas da familia. Mas em geral meu habitos alimentares sao bem ecleticos e vivendo em NY tenho que aproveitar a oportunidade de provar pratos de todos os cantos do mundo. Sinto falta de ralo no banheiro/cozinha e sinto falta ano novo na praia.</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes? </strong><br />
Aqui em Nova York as opcoes sao infinitas. Mas nos gostamos de no verao aproveitar os parques, fazer um piquenique e ficar lendo deitado na grama. Os museus sao um atracao a parte. Acompanhar todas as exposicoes exige dedicacao integral, entao selecionamos as exposicoes mais interessantes e tentamos ir num dia de semana para fugir das filas. Amamos ir a novos restaurantes e pegar um cinema. Aqui alem dos cinemas blockbuster temos a opcao de inumeros filmes que nao passam nos circuitos comercias e que sentiamos muita falta na Florida. Fora de NY tambem existem lugares lindos como Southhampton no verao e Upstate NY no outono pra ver a mudanca das coloracao das folhas.</p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre? </strong><br />
Por enquanto estamos muito felizes aqui e nao temos planos de mudar num futuro proximo.</p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país? </strong><br />
Nos compramos uma casa na Florida que agora esta alugada e aqui em NY pagamos aluguel. Infelizmente aqui em NY o preco dos imoveis eh altissimo e comprar um imovel por enquanto esta fora dos nosso planos. A media dos aluguel em Manhattan eh de $3000 e apesar de nos Estados Unidos ser comum a compra de imoves, em NY isso eh mais complicado por causa dos precos altos.</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida? </strong><br />
Isso eh muito relativo. O custo de vida em NY eh alto, mas nao temos algumas despesas que tinhamos na Florida como a necessidade de ter dois carros. Uma familia que ganhe em torno de $150.000 ao ano tem um padrao de vida confortavel em Manhattan, mas sem muitos luxos como escola particular. Ja fora de Manhattan acredito que o mesmo salario proporciona uma vida bem confortavel.<br />
<img alt="Tania em Nova York" src="http://www.mikix.com/expat/20121126_003.jpg" /></p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país? </strong><br />
Pra mim o melhor ponto positivo eh a seguranca. Vinda de Sao Paulo onde em cada farol voce tem que se procupar com assalto e hoje ate existem arrastoes em restaurantes a seguranca que sinto aqui nao tem preco. Aqui ainda existem muitas oportunidades se voce eh qualificado e trabalhador. E nao precisa de rios de dinheiro pra ter uma vida digna e confortavel. Pra mim o maior ponto negativo eh essa cultura de guerra e de armas. Outra coisa que me incomoda eh o fato de nao existir saude publica gratuita e de a maioria dos americanos ser contra.</p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país? </strong><br />
O senso de empreendorismo das pessoas. Aqui as pessoas com uma ideia e determinacao conseguem montar imperios. Aqui tem nicho pra tudo. Se voce tiver uma ideia mirabolante e achar alguem pra investir aqui eh o lugar.</p>
<p><strong>- O país que você reside  tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil? </strong><br />
Uma coisa que eu gostei muito quando estudei por aqui foram os clubes na universidade. Tem clube de tudo – musica, esportes, cultura. Voce sempre vai achar um clube que se encaixa no seu perfil e assim fazer amizades e ate conseguir um emprego no final do curso.</p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país? </strong><br />
Tente vir legalmente com algum conhecimento da lingua. Isso vai ser fundamental para uma adaptacao mais tranquila. Venha com a cabeca aberta a novas ideias e habitos. Eh inevitavel comparar com o Brasil, mas nao fique soh nisso o tempo todo porque cada lugar tem defeitos e qualidades.</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?</strong><br />
Enriquecedora. <strong>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país? </strong><br />
Pra que quer vir a pra NY o blog da Marcie &#8211; <a href="http://abrindoobico.com/" target="_blank">Abrindo o Bico</a> tem dicas fresquissimas sobre a cidade. E eu tenho um blog que conto um pouco das minhas experiencias gastronomicas em <a href="http://dulcebeenyc.blogspot.com/" target="_blank">NY- Dulce Bee Life</a>.</p>
<br />Filed under: <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/america-do-norte/'>America do Norte</a>, <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/america-do-norte/estados-unidos/'>Estados Unidos</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/expatriados.wordpress.com/1528/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/expatriados.wordpress.com/1528/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1528&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Entrevistando Expatriados</media:title>
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		<item>
		<title>Vida Cigana</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Nov 2012 20:44:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirella Matthiesen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[A ideia da Raquel, era fazer faculdade na Europa junto com sua melhor amiga. O plano acabou não indo pra frente, mas como o mundo da voltas, durante suas andanças pela Europa, conheceu um Suiço com quem começou a namorar e foi o empurrãozinho que precisava para tudo se tornar realidade, hoje ela reside e [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1516&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" alt="Raquel em Lisboa" src="http://www.mikix.com/expat/20121105_raquel_001.jpg" height="98" width="96" />A ideia da Raquel, era fazer faculdade na Europa junto com sua melhor amiga. O plano acabou não indo pra frente, mas como o mundo da voltas, durante suas andanças pela Europa, conheceu um Suiço com quem começou a namorar e foi o empurrãozinho que precisava para tudo se tornar realidade, hoje ela reside e estuda em Lisboa.<br />
Conheça um pouquinho da história dessa mineira que com apenas 20 anos, já viveu na Italia, Espanha e atualmente Portugal&#8230;<br />
<span id="more-1516"></span></p>
<p><strong>- Nome:</strong><br />
Raquel</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu? </strong><br />
Belo Horizonte</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora?</strong><br />
Lisboa, Portugal<br />
<img alt="Raquel em Lisboa" src="http://www.mikix.com/expat/20121105_raquel_005.jpg" /><br />
<strong>- Você mora sozinho ou com sua familia?</strong><br />
Sozinha</p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local?</strong><br />
2 meses</p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia? </strong><br />
Roma e Barcelona</p>
<p><strong>- Qual sua idade? </strong><br />
20 anos.</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior? </strong><br />
Na verdade, desde os 15 anos. Minha melhor amiga era americana, e começamos a bolar um plano de vir pra Europa fazer universidade aqui. O plano deu errado, mas a idéia nunca saiu da minha cabeça, e como meu namorado vive aqui, a idéia se tornou mais prática.</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho? </strong><br />
O meu visto é de estudante, e posso trabalhar apenas meio período. Como estudo de manhã, não daria conta de conciliar a rotina de trabalho mesmo. O visto de estudante foi super fácil na verdade, o consulado português foi o mais prático que já tive alguma experiência. O italiano é bem compliacado, eles te olham com cara feia mesmo com toda a papelada burocrática na mão. Já o espanhol é bem cheio, e tive que viajar ao Rio para fazer o visto e depois para pegá-lo.</p>
<p><strong>- Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?</strong><br />
O Brasil tem um acordo com Portugal para quem é contribuinte do INSS, em que podemos usufruir do sistema de saúde público de Portugal. Tive um problema sério com o ASSIST-CARD em Barcelona, e dessa vez não quis contratar nenhum seguro privado. Não recomendo também, já que na hora em que mais precisei o seguro não cobriu as despesas do hospital.</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?</strong><br />
Como tenho só um mês de Portugal, e só agora o meu visto permite trabalhar, ainda não fui à procura. Mas, por incrível que pareça, tenho impressão que aqui ainda está mais fácil que na Espanha. Ambos os países estão em crise, e trabalha-se muito por 700 euros mensais. Mas pelo menos em Portugal, falamos a mesma língua. Barcelona então fica mais difícil, já que também falam o catalão. É importante dizer que nesses países quase não se contrata mais ilegais, e mesmo que ache um sub emprego, é muito perigoso sofrer ameaças e chantagens do próprio dono do local. Conheço vários amigos nessa situação ou que ja passaram por isso.<br />
<img alt="Raquel em Lisboa" src="http://www.mikix.com/expat/20121105_raquel_002.jpg" /></p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?</strong><br />
Acho super importante! Eu falo italiano, inglês e espanhol. Uma das coisas que mais me incomoda na Suíça, onde meu namorado mora, é isso. Eles me tratam tão bem e eu me sinto realmente em dívida de não poder me comunicar em suíço-alemão. Acredito que seja importante até para nós mesmos, para se sentir parte do país.</p>
<p><strong>- O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?</strong><br />
Isso é bem complicado. Os brasileiros são super bem tratados como turistas, acredito que todos os países ficam felizes. Não exigimos muito de hotéis e restaurantes, pagamos o que pedirem, não exigimos que falem inglês&#8230; É muito cômodo para eles. Já ser um imigrante é outra coisa&#8230; Em Portugal, os brasileiros já são tantos que quase todos os portugueses têm algum amigo brasileiro, ou até mesmo família&#8230; ou já foram ao Brasil e foram super bem recebidos. Além de que a cultura aqui é relativamente bem parecida com a nossa. Já nos outros países rola aquele medo de que &#8220;roubem&#8221; a cultura deles, e realmente&#8230; quantos brasileiros na Suíça, na Espanha e na Itália que nem falam a língua do país&#8230; nem se esforçam para compreender e se encaixar na sociedade. O povo tende a generalizar, e achar que todo brasileiro é malandro, e toda brasileira é prostituta. O respeito tem que ser conquistado.</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades? </strong><br />
Muita, muuuuita saudade da minha família, da minha casa, dos amigos e da comida! Comeria 200 coxinhas se pudesse agora. Dessa vez trouxe farinha de mandioca, para fazer farofa. Parece ridículo, mas é uma das maiores dificuldades aqui. Os europeus comem muito pão, salada, batata, tomam vinho e agua gaiseificada&#8230; Eu sou fã de um churrasquinho mesmo.</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes? </strong><br />
Brasileiro de uma forma geral, sai do Brasil procurando o Brasil. Então todos os eventos latinos estamos lá. Churrascos, feijoadas&#8230; E se for de graça, melhor ainda! Esse final de semana mesmo tem show do monobloco, ney matogrosso, aqui em Lisboa. A brasileirada toda vai! Eu realmente ainda não sei os costumes brasileiros, mas na Italia e na Espanha a noite é a mesma coisa&#8230; Mas claro, de dia eles sempre vão à parques, cafés&#8230; Essas coisas que no Brasil nao fazemos tanto.<br />
<img alt="Raquel em Lisboa" src="http://www.mikix.com/expat/20121105_raquel_003.jpg" /></p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre? Portugal?</strong><br />
Sinceramente ainda não posso dizer&#8230; Pretendo depois que terminar minha faculdade aqui em Lisboa fazer uma pós na Suíça pra ficar mais perto do Claudio&#8230; e depois não sei. Ainda não caiu a fixa que eu possa nunca mais voltar a morar no Brasil.</p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso?Comprar imoveis é algo comum nesse país?</strong><br />
Estou alugando um quarto por 380 euros por mês. Eu sei que tem coisa mais barata por ai, mas como ficarei um longo tempo aqui, e já me mudei tanto nos dois últimos anos, quis um apartamento novo, em boas condições.</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida?</strong><br />
Eu gasto em torno de 1000 euros por mês, mas isso indo visitar o Claudio, e morando em um apartamento melhorzinho. Creio que para uma família de 4 pessoas, em torno de 3000 euros dá pra se viver bem.</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?</strong><br />
- negativos: saudade da família, de saber exatamente onde estou, como ir, como vir, dos amigos de verdade, da comida, se impor sozinha como imigrante.<br />
- positivos: a facilidade e praticidade da vida aqui, conhecer outras culturas, outras linguas, outras pessoas, e claro, o clima aqui em Portugal é o melhorzinho da Europa.</p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país? </strong><br />
É tanta coisa! Mas duas que estou lembrando aqui agora&#8230; Primeiro, os chuveiros que são sempre essas duchinhas e que dificilmente são boas! Sempre cai agua demais, agua de menos, estoura&#8230; Eles não têm box tambem. Nem ralo no banheiro. Enfim, o banheiro é bem curioso! E segundo, que absolutamente ninguém dá uma cochiladinha depois do almoço. Não que isso seja a coisa mais normal do mundo, mas anormal também não é. Não assustamos no Brasil quando alguem diz estar com sono à tarde. Na Suíça é impossível fazer-los entender.</p>
<p><strong>- O país que você reside tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil?</strong><br />
O transporte público, a limpeza urbana, o modo como as construções são feitas, as rodovias, a pontualidade&#8230; e por ai vai.</p>
<p><strong>– Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?</strong><br />
Que venham preparados para o frio, que treinem algo da língua local, que tragam suficiente dinheiro para se manter pelo menos os primeiros 2 meses.<br />
<img alt="Raquel em Lisboa" src="http://www.mikix.com/expat/20121105_raquel_004.jpg" /></p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?</strong><br />
Acho que &#8216;reconstrução&#8217; de vida. Os outros lugares eu estava de passagem. Aqui tenho que começar do 0 e formar algo sólido pros próximos anos, pelo menos.</p>
<br />Filed under: <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/europa/'>Europa</a>, <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/europa/portugal/'>Portugal</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/expatriados.wordpress.com/1516/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/expatriados.wordpress.com/1516/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1516&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Entrevistando Expatriados</media:title>
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		<title>Vivendo em Israel</title>
		<link>http://expatriados.wordpress.com/2012/10/02/vivendo-em-israel/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Oct 2012 11:09:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirella Matthiesen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Medio]]></category>

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		<description><![CDATA[Cansados da violência e do excesso de trabalho desnecessário no Brasil, Yaheli e Dan (nomes adotados em Israel, no Brasil se chamavam Adriana e Marcelo) resolveram partir para Israel em busca do que pouca gente sabe que existe por lá: Paz, segurança, um clima medianamente frio quase o ano inteiro e qualidade de vida. - [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1501&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://www.mikix.com/expat/20121003_001.jpg" alt="Yaheli em Israel" width="96" height="125" />Cansados da violência e do excesso de trabalho desnecessário no Brasil, Yaheli e Dan (nomes adotados em Israel, no Brasil se chamavam Adriana e Marcelo) resolveram partir para Israel em busca do que pouca gente sabe que existe por lá: Paz, segurança, um clima medianamente frio quase o ano inteiro e qualidade de vida.<br />
<span id="more-1501"></span></p>
<p><strong>- Nome:</strong><br />
Yaheli Berlinski &#8211; Nome que eu adotei em Israel, meu nome no Brasil era Adriana Berlinski. Troquei de nome porque Adriana era complicado para eles pronunciarem e tinha que viver repetindo.</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu? </strong><br />
Nasci e me criei no Rio de Janeiro, em Copacabana.</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora?</strong><br />
Moro em Nazaré, Israel<br />
<img src="http://www.mikix.com/expat/20121003_002.jpg" alt="Yaheli em Israel" /></p>
<p><strong>- Você mora sozinho ou com sua familia?</strong><br />
Moro com meu marido e com meu gato, Oxford.</p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local?</strong><br />
Nesta cidade há 1 ano e 3 meses, em Israel há 3 anos e 2 meses (desde julho de 2009).</p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia?</strong><br />
Sim, vivemos um ano e meio na Bolívia, em La Paz.</p>
<p><strong>- Qual sua idade?</strong><br />
33 anos.</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior?</strong><br />
Desde pequena eu pensava em morar fora do Brasil, mas com certeza um fator que contribuiu enormemente para que tomássemos a decisão de sair do Brasil foi a violência. No Brasil se vive para trabalhar e para se “esconder” da violência, não existe qualidade de vida, definitivamente essa não era a vida que sonhávamos para nós.</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho? </strong><br />
No meu caso não houve qualquer dificuldade, já que sou judia (de origem, mas não pratico a religião), bastou apenas solicitar minha cidadania junto à Agência Judaica (órgão que trabalha em paralelo com o governo de Israel) e eles tramitaram tudo, então além da cidadania você recebe também as passagens, um local para ficar por 6 meses, o curso de hebraico de graça, fornecido pelo governo de Israel e ainda, uma ajuda de custo por 8 meses.<br />
O processo todo, desde a solicitação da nossa cidadania até a data do embarque levou exatos 2 meses.<br />
<img src="http://www.mikix.com/expat/20121003_003.jpg" alt="Yaheli em Israel" /></p>
<p><strong>- Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada? </strong><br />
Sim, temos seguro-saúde. Em Israel é obrigatório e não há qualquer dificuldade em se obter um. Logo nos primeiros dias após o desembarque você opta por um seguro-saúde, o que pode ser feito em qualquer agência dos correios.<br />
Nos primeiros 6 meses é grátis, após isso, é descontado um pequeno percentual do seu salário e você ainda pode pagar uma taxa bem baixa para ter direito a outras coisas como plano odontológico completo, consultas e tratamentos no exterior, além de cirurgia plástica estética, entre outras coisas.<br />
Essa pequena taxa a mais para nós dois (de acordo com a nossa idade) ao câmbio de hoje é de mais ou menos R$70,00. E se você estiver desempregado não paga nada, nem o plano básico e nem a taxa extra. Isso vale tanto para quem possui cidadania israelense, como para qualquer pessoa com visto de residência (temporária ou definitiva).</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida? </strong><br />
Sim, meu marido e eu trabalhamos. Meu marido trabalha com mercado Forex (mercado de capitais) e eu trabalho com tradução. Nós dois buscamos empregos através de agências de empregos e o primeiro emprego do meu marido levou uns 15 dias para aparecer, o meu demorou um pouco mais porque como ele começou a trabalhar eu me dei ao luxo de ficar um pouco mais de tempo em casa estudando hebraico.</p>
<p><strong>- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?</strong><br />
Sim e não. Eu era advogada no Brasil, mas quando decidimos sair do Brasil eu comecei a me dedicar também à área de tradução, profissão esta que eu já exerço há quase 10 anos, portanto deixei de advogar, mas continuo tradutora. Meu marido sim mudou completamente de área, logo que chegamos a Israel, antes ele tinha uma empresa que trabalhava com formação de pilotos.</p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local? </strong><br />
Sim, hoje eu falo hebraico de maneira bastante fluente. Em algumas cidades é possível se virar bem com inglês, mas dizer que isso é o bastante para ‎viver aqui, definitivamente não é. ‎Eu considero fundamental falar hebraico, do contrário não é possível ter uma vida plena e completamente integrada em Israel. Os israelenses lidam bem com qualquer sotaque que você tenha e reconhecem o seu esforço para falar hebraico, isso é super bem visto por aqui.</p>
<p><strong>- O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?</strong><br />
Israel é um país formado basicamente por estrangeiros. Na verdade, a grande maioria dos Israelenses com mais de 40 anos não nasceu aqui, então se existe um país no mundo onde ser estrangeiro é normal esse lugar é Israel. Logo, de fato não há por aqui nenhum tipo de preconceito em razão do lugar em que você nasceu, até existem outros preconceitos, como em qualquer país do mundo, mas preconceito por você ter nascido nesse ou naquele lugar, seguramente não há.</p>
<p><strong>- Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?</strong><br />
Não, não temos filhos.</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras </strong><strong>peculiaridades?</strong> Honestamente não sinto saudade do Brasil, claro que saudade da família e de um ou outro alimento todo mundo sente, mas eu acho que quando você vai morar no exterior tem que aprender a se desligar um pouco de tudo, tanto de parentes e amigos, quanto de hábitos e alimentos, se não fica impossível a adaptação a um outro país. A imigração é um renascimento e é preciso encarar o novo como um aprendizado e não como um sacrifício ou um obstáculo a ser vencido.</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades </strong><strong>recreacionais existentes?</strong><br />
Bem, nos meses de verão é possível ir à praia ou parques públicos onde há locais para se fazer churrasco ou piquenique, o que é bem comum por aqui.<br />
Já nos outros meses, quando o tempo começa a esfriar (Israel é frio a maior parte do ano, chegando a nevar no inverno) o mais comum é viajar para outras cidades e ficar em hoteis ou spas.<br />
Cinemas, teatros, shows, zoológicos e coisas do gênero em geral são frequentados durante a semana, já que aos finais de semana fecha tudo. Muitos bares, restaurantes e boates funcionam durante o fim de semana, mas como não há transporte público entre sexta e sábado, caso você não tenha carro o mais comum é mesmo passar o fim de semana em um hotel perto daquilo que se deseja fazer/frequentar ou simplesmente relaxando.</p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?</strong><br />
Sei que falar em “sempre” é complicado, mas adoramos viver em Israel, somos israelenses e não temos a menor pretensão de ir embora daqui.<br />
<img src="http://www.mikix.com/expat/20121003_004.jpg" alt="Yaheli em Israel" /></p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?</strong><br />
Nosso apartamento é alugado, mas comprar é comum e facilmente financiado pelo banco aqui e isso está nos nossos planos para logo.<br />
Os alugueis variam muito de preço de uma região para outra aqui em Israel. Por exemplo, na minha cidade, um apartamento de um quarto e sala separado (55m²) fica em torno de 1500/1600 shekels, o que daria hoje, mais ou menos R$750,00/850,00. Além da arnona, imposto bimensal, equivalente ao IPTU, que na minha região sai por uns 300 shekels (R$ 150,00).<br />
Já em Tel Aviv, um apartamento equivalente não sairia por menos de 4.000/4500 shekels, que em reais seria algo em torno de R$2000,00/2.300,00. Já a arnona, numa região residencial equivalente a minha aqui em Nazaré sairia por cerca de 800 shekels (R$410,00).<br />
Sim, aluguéis são caros em Israel!</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida? </strong><br />
É bem complicado falar em custo de vida, já que isso depende sobretudo do tipo e padrão de vida de cada um.<br />
Mas genericamente falando, Considerando que aluguel, luz e impostos são realmente caros em Israel, mas outras coisas como telefonia celular, internet 3G, contas de água e gás, além de transporte e alimentação têm um custo relativamente baixo e considerando ainda que, seguro-médico é descontado do salário e coisas como escola e inúmeros outros cursos são gratuitos acho que um casal com dois filhos, na minha cidade conseguiria viver razoavelmente com uma renda de uns 7/8 mil shekels.<br />
(aproximadamente R$ 3.500,00 a R$ 4.000,00), já para viver em Tel Aviv creio que este custo giraria em torno de 10/11 mil shekels (cerca de R$ 5.000,00 a R$5.500,00).<br />
O custo de vida não é dos mais baratos em Israel, mas em compensação ganha-se muito bem. Não digo que ninguém vá ficar rico trabalhando em Israel, mas é possível ter um padrão de vida bastante alto, com acesso a todo tipo serviço/produto com extrema facilidade.<br />
<img src="http://www.mikix.com/expat/20121003_005.jpg" alt="Yaheli em Israel" /></p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?</strong><br />
Os pontos positivos com certeza eu diria que são a segurança, não tem preço você poder andar pelas ruas a pé ou de ônibus com seu iphone ou tablet sem qualquer tipo de preocupação, tanto faz ser de<br />
dia ou de noite, a possibilidade de ser roubado numa situação assim é verdadeiramente inexistente, além disso, a facilidade de acesso a qualquer tipo de bem ou produto. Ainda me impressiona ver que todo atendente do Mc Donalds ou caixa de supermercado, por exemplo, tem um iphone ou tablet. E tem porque o salário deles permite, eles não se matam, nem passam fome para pagar a conta do telefone ou internet.</p>
<p>E ponto negativo, eu diria que é o desespero que o israelense tem de furar uma fila (por isso na maioria dos lugares hoje o atendimento é por senha), mas em qualquer lugar onde haja uma fila, você precisa ficar atento, porque se deixar passam a sua frente sem a menor cerimônia. Rsrs.</p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?</strong><br />
Acho que as duas coisas que mais me chamaram atenção foram a forma como eles lidam com o fim de semana. Na sexta-feira, por volta de três da tarde para tudo, fecha tudo, não tem transporte, não<br />
tem comércio, não tem nada, só volta domingo (algumas coisas voltam a funcionar sábado à noite). Levei um tempo para me acostumar com isso.<br />
Outra coisa é a questão do fim do ano, por Israel ser um país judaico aqui não existe feriado no Natal nem no nosso Ano Novo, portanto 1º de janeiro e 24 e 25 de dezembro se caírem em dia de semana, serão dias normais de trabalho. E só como esclarecimento a semana israelense vai de domingo a quinta, sexta e sábado é fim de semana.<br />
Nazaré é uma cidade de maioria árabe e é a cidade mais católica de Israel, uma das únicas onde se comemora o Natal e uma das poucas em que o comércio abre no sábado, esse aliás foi um dos motivos de termos vindo morar aqui.</p>
<p><strong>- O país que você reside tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil?Conte-nos.</strong><br />
Eu acho que Israel tem tanta coisa interessante e simples que poderia ser implantada no Brasil, uma delas é a utilização de um documento único.<br />
Aqui a carteira de identidade, além da carteira normal que te identifica vem com um documento de papel onde constam todos os seus dados extra como endereço, nome dos filhos (caso os tenha), nome do marido ou esposa, trocas de nomes caso tenham ocorrido em função de casamento, divórcio ou por escolha, além do número e função que você teve nas forças armadas (caso tenha servido). Este documento é usado para tudo, até para votar (apenas para dirigir existe um documento específico).</p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país? </strong><br />
Permita-se uma adaptação à Israel e você irá conhecer um dos melhores e mais interessantes países<br />
do mundo para se viver.</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual<br />
seria?</strong><br />
Fascinante.<br />
<img src="http://www.mikix.com/expat/20121003_006.jpg" alt="Yaheli em Israel" /></p>
<p><strong>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país? </strong><br />
Gostaria<br />
de deixar o meu blog Vivendo em Israel (<a href="http://www.vivendoemisrael.blogspot.com" target="_blank">www.vivendoemisrael.blogspot.com</a>) que talvez seja o único blog da internet que mostra Israel como um país e não como um palco de notícias ou de conflitos religiosos.</p>
<br />Filed under: <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/oriente-medio/israel/'>Israel</a>, <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/oriente-medio/'>Oriente Medio</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/expatriados.wordpress.com/1501/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/expatriados.wordpress.com/1501/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1501&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Mineirinho na Austrália</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Sep 2012 04:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirella Matthiesen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Australia]]></category>
		<category><![CDATA[Oceania]]></category>

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		<description><![CDATA[Andre recebeu uma proposta de trabalho na Australia e não pestanejou. Junto a esposa, arrumaram as malas e partiram para essa nova experiência, que mesmo temporária, era um grande sonho prestes a se realizar;  &#8220;eu sempre batalhei para que um dia isso acontecesse e hoje estou aqui realizando essa etapa da minha vida&#8230;&#8220;. - Nome: Andre [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1486&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://www.mikix.com/fotos/20120917_001.jpg" alt="Andre na Australia" width="96" height="121" />Andre recebeu uma proposta de trabalho na Australia e não pestanejou. Junto a esposa, arrumaram as malas e partiram para essa nova experiência, que mesmo temporária, era um grande sonho prestes a se realizar;  &#8220;<em>eu sempre batalhei para que um dia isso acontecesse e hoje estou aqui realizando essa etapa da minha vida&#8230;</em>&#8220;.<br />
<span id="more-1486"></span><br />
<strong>- Nome: </strong><br />
Andre Araujo</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu? </strong><br />
Brasileiro, nasci em uma cidade no interior de Minas Gerais chamada Teófilo Otoni, me mudei para Belo Horizonte para trabalhar e estudar e agora estou aqui em Brisbane.</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora? </strong><br />
Brisbane, Queensland &#8211; Australia</p>
<p><strong>- Você mora sozinho ou com sua familia?</strong><br />
Moro com minha linda esposa Paola.<br />
<img src="http://www.mikix.com/fotos/20120917_002.jpg" alt="Andre na Australia" /></p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local?</strong><br />
Um pouco mais de 6 meses.</p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia?</strong><br />
Infelizmente não, a oportunidade veio agora e resolvemos agarrá-la.</p>
<p><strong>- Qual sua idade?</strong><br />
27 anos</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior?</strong><br />
Desde adolescente eu sempre tive vontade de passar uma temporada no exterior seja estudando ou trabalhando. E sempre sonhei em morar em lugares exóticos como Dubai, Hong Kong, Japao, etc… lugares que não são senso comum entre aqueles que querem morar fora do Brasil. Com essa vontade dentro de mim por tanto tempo, uma hora tinha que acontecer. Acho que a gente, mesmo que no sub-consciente, trabalha para que isso aconteca um dia. Eu sempre lia varios blogs sobre brasileiros que residiam no exterior e ficava me imaginando um dia vivendo e trabalhando no exterior também. Então eu sempre batalhei para que um dia isso acontecesse e hoje estou aqui realizando essa etapa da minha vida.</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?</strong><br />
Na verdade como a minha empresa atual me “<em>sponsorou</em>”, ou me patrocinou, não foi dificil. O que pega é somente a demora, porque no meu caso demorou uns 3 meses de espera até o visto sair. São muitos documentos que você tem que mandar para o <em>Immigration Office</em>.</p>
<p>Estou no visto 457 <em>(Temporary Resident VISA</em>) que vale por 4 anos (renováveis por mais 4) aqui na Australia. Mas depois de 2 anos trabalhando nesse visto se você quiser, pode aplicar para a residência permanente.</p>
<p><strong>- Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada? </strong><br />
Tenho sim. É uma exigência da categoria de visto no qual eu estou, que você tenha um seguro saúde. Então eu tenho um seguro saúde particular tanto para mim quanto para a minha esposa.</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?</strong><br />
Trabalho sim. Sou consultor de TI numa empresa que presta servicos por toda Australia e Nova Zelandia, especialmente para órgãos do governo Australiano. Como consegui esse emprego? Bem, um recruiter me achou no <a href="http://www.linkedin.com/" target="_blank">Linkedin</a> e me perguntou se eu não estaria interessado em conversar sobre uma oportunidade na Australia. Eu logico, aceitei na hora, conversa vai conversa vem, algumas entrevistas, e <em>DONE!</em> A vaga era minha =)</p>
<p><strong>- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?</strong><br />
Mesmo setor, Tecnologia da Informação.</p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?</strong><br />
Com certeza é super importante que você fale a lingua local, no meu caso o Inglês. Principalmente quando você vem com emprego garantido. Se eu não falasse bem o Inglês eu já seria descartado no processo seletivo porque todas as entrevistas foram feitas em Inglês. E o legal da Australia é que é um país multicultural então você tem inglês dos mais diversos “sabores”. O inglês australiano, o inglês britanico, o inglês indiano, o inglês chines e por ai vai.<br />
<img src="http://www.mikix.com/fotos/20120917_003.jpg" alt="Andre na Australia" /><br />
<em>Brisbane Festival, Set/2012</em><br />
<strong>- O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país? </strong><br />
Ao meu ver os australianos respeitam os Brasileiros e outros expatriados que vivem aqui. Até porque é um país que tem pelo menos 43% da populacao que nasceu em outro país ou tem um parente que nasceu em outro país. Ou seja, a Australia precisa da força dos imigrantes para manter o país funcionando.<br />
Brisbane é uma cidade muito bonita, limpa e organizada. Muito boa de se viver, com segurança e transporte público caro mas eficiente ao meu ver.</p>
<p><strong>- Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?</strong><br />
Não tenho filhos.</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?</strong><br />
Com certeza sinto. O que mais “pega” ao se mudar para um outro pais, especialmente este que é distante da nossa terra natal, e a questão da saudade. Da familia, dos amigos, dos costumes. As vezes ela (a saudade) aperta muito, minha esposa que o diga hehe. Mas como não pretendemos passar o resto das nossas vidas aqui, estamos considerando a estadia na Australia como uma etapa nas nossas vidas que está servindo tanto para o crescimento pessoal como para o crescimento profissional.</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?</strong><br />
Estamos aproveitando para conhecer algumas praias que existem aqui perto e lugares turisticos pela cidade.<br />
Existem muitos parques para conhecer, zoológicos, parques aquaticos na Gold Coast, etc.</p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?</strong><br />
Os planos por enquanto são: passar uma temporada aqui (pode ser curta ou longa) e depois regressar ao Brasil. Pretendemos ter filhos e queremos criá-los perto da familia. Por mais que o Brasil tenha todos os problemas que já conhecemos (corrupção, seguranca, PT, etc) é lá que nascemos e é lá que nossas famílias e amigos se encontram. Pertencemos àquele lugar, portanto iremos voltar um dia sim.</p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?</strong><br />
Aluguel é caro aqui na Australia. Para terem ideia, se quiser morar no centro ou perto dele, espere pagar 400 – 500 dolares por semana no minimo. Para se comprar um imóvel aqui você tem que ter uma bela grana. Como não pretendemos morar aqui a vida inteira, vamos alugando e juntando dinheiro para comprar o nosso imovel no Brasil quem sabe&#8230;</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida? </strong><br />
Isso depende muito. Depende do seu estilo de vida, se gosta de balada todo fim de semana ou não. Se gosta de viajar muito. Se seu estilo é mais relax, ficar em casa ou pegar um cineminha de vez em quando, etc.</p>
<p>Mas jogando por alto eu diria que o custo de vida mensal aqui seria:</p>
<p>Aluguel: 1500-2000 dolares<br />
Supermercado: 400-700 dolares (depende da quantidade de membros na familia)<br />
Transporte Publico: 170-200 dolares por pessoa se usar todo dia<br />
Recreação: Depende do seu estilo de vida<br />
Energia: 50-100 dolares<br />
Telefone+Internet: 60-120 dolares dependendo do seu plano<br />
Celular: 39-90 dolares dependendo do seu plano e de qual celular voce deseja comprar</p>
<p><em>Again</em>, estou fazendo um cálculo grosseiro baseado nas experiências e conversas que tive com pessoas que moram aqui tambem.</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?</strong><br />
<strong>Positivos:</strong> Segurança, Qualidade de vida, ganha-se bem e em dólar <img src='http://s1.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  , estamos perto de países que pareciam inalcançáveis no Brasil como Fiji, Vanuatu, Tonga, Ilhas Salomao, Thailandia, Japao, etc.</p>
<p><strong>Negativos:</strong> Falta a espontaneidade do brasileiro nas pessoas que moram aqui e distância do Brasil.</p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?</strong><br />
Não sei se é uma curiosidade mas a meu ver os australianos parecem um pouco reservados. Acho que isso é herança da colonização inglesa. Não são tão abertos como os brasileiros, isso pode dificultar o processo de adaptação para os recém chegados!<br />
Apesar dos australianos não serem tão fechados como os ingleses, mesmo assim carregam esse traço da cultura inglesa.<br />
E eles gostam de beber cerveja (e muito&#8230;.)</p>
<p>Outra coisa interessante é que aqui você consegue viver trabalhando em empregos considerados “comuns” no Brasil como garçonete, cabeleireiro, encanador, pedreiro, taxista, etc. O salário mínimo está mais ou menos 18 dólares por hora. Não é incomum você conhecer pessoas que trabalham somente 3 dias na semana. E vivem dignamente. Para vocês terem uma idéia, quase todo mundo tem iPhone aqui&#8230;..no Brasil voce não vê isso. O poder de compra do brasileiro pode até ter aumentado um pouco mas não chega nem aos pés do poder de compra do australiano e olha que aqui é um pais caro de se viver. A gente vê mais<br />
igualdade social por aqui, mais respeito&#8230;.</p>
<p>Infelizemente não acredito que nosso pais será assim algum dia&#8230;é triste mas é a realidade que eu enxergo!</p>
<p><strong>- O país que você reside tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil? </strong><br />
Poxa, tem tanta coisa daqui que poderia ser implementada no Brasil.</p>
<p>Uma coisa interessante é o <em><a href="http://www.citycycle.com.au/" target="_blank">CityCycle</a></em>, que são alugueis de bicicleta como alternativa de transporte público. Muito legal! Voce paga uma taxa ($27 por 3 meses, ou $60 por ano) e pode utilizar até 30 minutos cada bicicleta que você aluga. Se quiser usar mais de 30min basta deixar a bicicleta em uma estação do CityCycle e alugar outra. Ou seja, se você usar o CityCycle para ir trabalhar todo dia voce irá gastar $60 por ano de transporte publico. É um meio barato de se locomover e ao mesmo tempo entrar em forma =)</p>
<p>Outra coisa interessante é o <a href="http://www.brisbane.qld.gov.au/traffic-transport/public-transport/citycat-ferry-services/index.htm" target="_blank"><em>CityCat</em></a>, que é um ferry boat usado como transporte publico. Em algumas cidades brasileiras que tenham rios que cortam a cidade, isso poderia ser uma alternativa de transporte publico, pois diminuiria o numero de onibus rodando e por consequencia diminuiria o tráfego.</p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?</strong><br />
Venham sem medo, vocês irão viver uma das experiencias mais incriveis das suas vidas e irão aprender muito. Irão crescer pessoalmente e irão levar essa experiencia por toda a vida. Se possivel venham já falando o idioma pois isso facilita na adaptação.</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?</strong><br />
Crescimento pessoal!</p>
<p><strong>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?</strong></p>
<p>Alguns blogs que eu pesquisei antes de vir pra cá foram:<br />
<a href="http://www.mikix.com/" target="_blank">mikix.com</a></p>
<p><a href="http://baririensenaaustralia.blogspot.com.au/" target="_blank">baririensenaaustralia.blogspot.com</a></p>
<p><a href="http://www.brazilaustralia.com/" target="_blank">brazilaustralia.com</a></p>
<p><a href="http://braziliantalk.blogspot.com.au/" target="_blank">braziliantalk.blogspot.com.au/</a></p>
<br />Filed under: <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/oceania/australia/'>Australia</a>, <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/oceania/'>Oceania</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/expatriados.wordpress.com/1486/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/expatriados.wordpress.com/1486/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1486&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Entrevistando Expatriados</media:title>
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			<media:title type="html">Andre na Australia</media:title>
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			<media:title type="html">Andre na Australia</media:title>
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			<media:title type="html">Andre na Australia</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Enquanto isso no Vale&#8230;</title>
		<link>http://expatriados.wordpress.com/2012/09/10/enquanto-isso-no-vale/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Sep 2012 23:49:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirella Matthiesen</dc:creator>
				<category><![CDATA[America do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ana Flores e o marido estavam com plano de participar do programa de imigração do governo australia, mas quando menos se esperava, surgiu uma oportunidade nos Estados Unidos e lá foram eles para essa nova aventura no Vale do Silício, California. Como dica de expatriada, Ana diz: &#8220;o importante é abrir a cabeça, não ficar [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1472&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://www.mikix.com/expat/20120910_001.jpg" alt="Ana Flores nos EUA" />Ana Flores e o marido estavam com plano de participar do programa de imigração do governo australia, mas quando menos se esperava, surgiu uma oportunidade nos Estados Unidos e lá foram eles para essa nova aventura no Vale do Silício, California. Como dica de expatriada, Ana diz: &#8220;<em>o importante é abrir a cabeça, não ficar comparando&#8230;&#8221;</em>.<br />
<span id="more-1472"></span></p>
<p><strong>- Nome:</strong><br />
Ana Flores de Moraes</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu?</strong><br />
Curitiba – PR</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora?</strong><br />
Cupertino – Califórnia – USA, uma pequena cidade próxima a San Francisco.<br />
<img src="http://www.mikix.com/expat/20120910_002.jpg" alt="Ana Flores nos EUA" /></p>
<p><strong>- Você mora sozinho ou com sua familia?</strong><br />
Com meu marido</p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local?</strong><br />
Há seis meses</p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia?</strong><br />
Não, está é nossa primeira experiência.</p>
<p><strong>- Qual sua idade?</strong><br />
30 anos</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior? </strong><br />
A ideia de morar fora surgiu há cerca de dois anos, quando encontramos um programa do governo australiano para profissionais de determinadas áreas nas quais os país era carente. Meu marido, Juliano, trabalho com Tecnologia e se adequava ao perfil. Entramos com o processo e aguardamos cerca de um ano até sua conclusão. Quando o visto finalmente chegou, ele recebeu a proposta da empresa na qual trabalhava no Brasil, uma multinacional americana, para ser transferido para a Califórnia.</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?</strong><br />
Nosso caso foi super tranquilo, pois a empresa para o qual meu marido trabalha providenciou tudo. Tivemos, basicamente, que ir ao Consulado para a entrevista.</p>
<p><strong>- Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?</strong><br />
Sim, temos pela empresa seguro médico e odontológico.</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?</strong><br />
Desde que cheguei aqui, tenho somente estudado o idioma. Trabalhava como jornalista no Brasil, e conseguir um emprego nessa área em um país estrangeiro sem domínio do idioma é impossível. Meu marido trabalha na mesma área em que atuava no Brasil.<br />
<img src="http://www.mikix.com/expat/20120910_003.jpg" alt="Ana Flores nos EUA" /></p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?</strong><br />
Havia estudado inglês no Brasil, mas quando chegamos aqui nos damos conta do quão fraco é o ensino. Os primeiros meses foram muito difíceis, tinha a impressão que nunca entenderia os nativos. Com o tempo, você vai acostumando o ouvido e tudo fica mais fácil. Atendentes de lanchonete e lojas, ainda são um desafio – às vezes entendo, outras parece que eles estão falando grego.<br />
Nossa cidade está localizada no Vale do Silício, para onde as grandes empresas de tecnologia costumam trazer profissionais de todas as partes do mundo. Isso facilita muito as coisas, pois os nativos estão acostumados com os estrangeiros, com todos os tipos de sotaques, com as dificuldades de comunicação. Na grande maioria das vezes, eles são pacientes, repetem, tentam te explicar, fazem mimica, e um pouco de tudo para fazer-se entender. Só tenho a agradecê-los em relação a isso.</p>
<p><strong>- O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país? </strong><br />
Não posso falar por todos os Estados Unidos, mas nossa área é um oásis para os estrangeiros. Como eu disse, há gente aqui de todos os cantos do mundo. Há restaurantes, mercados, lojas especializados para atender todas as culturas. Como a maioria dos estrangeiros residentes aqui são convidados de alguma empresa norte-americana, há um respeito muito grande por todos. Eu, até o momento, não enfrentei qualquer tipo de problema por ser estrangeira. Quando dizemos que somos brasileiros geralmente vemos um sorriso se estampar no rosto das pessoas, que começam imediatamente a conversar sobre isso. As pessoas acham legal e tem muita curiosidade sobre o nosso país. Eles costumam descrever os brasileiros como um povo festeiro, alegre e ótimos amigos.</p>
<p><strong>- Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais? </strong><br />
Não</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades? </strong><br />
A família faz muita falta. Para mim não tem sido tão difícil, pois eu já vivia longe da minha cidade há cerca de cinco anos, estava acostumada com a distância. Talvez para pessoas que costumam viver com os pais ou convivem diariamente com a família seja mais traumático. De qualquer maneira, a tecnologia de hoje ameniza muito a distância. O Skype é a maior ponte. Com internet no celular fica ainda mais fácil, pois é possível receber ligações do Brasil por telefone, o que dá uma imensa sensação de estar pertinho.<br />
Os mercadinhos brasileiros também dão a impressão de estar mais perto e ajudam quando bate aquela vontade de algum sabor de casa. Independente deles, com o tempo a gente vai aprendendo a fazer compras, encontra produtos alternativos que podem tranquilamente substituir aqueles que tínhamos. Até agora, só não achei substituto para a farofa, que é meu vício, mas aí vou ao mercadinho de uma portuguesa que vende produtos brasileiros e fica tudo certo.<br />
Acho que o importante é abrir a cabeça, não ficar comparando. Sempre gostei de experimentar os sabores locais durante minhas viagens. Não vou chorar por falta de feijão, quando tenho as cozinhas de quase todo o mundo disponíveis com sabores maravilhosos.<br />
<img src="http://www.mikix.com/expat/20120910_004.jpg" alt="Ana Flores nos EUA" /></p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?</strong><br />
Nossa região oferece programas para todos os gostos, a maioria deles outdoor. Estamos distantes 40 minutos de San Francisco, para onde costumamos ir quando queremos um pouco de agito, estrutura de grande cidade, ou só mesmo aproveitar um pouco da cidade – que é maravilhosa. Quarenta minutos dirigindo para o sul e chegamos em Santa Cruz, onde costumamos ir durante o inverno, quando meu marido vai surfar. Também na estação fria, sempre que possível, subimos para o Lake Tahoe, há cerca de quatro horas daqui, onde podemos praticar snowboard.<br />
Há dezenas de cidades, uma ao lado da outra, para falar a verdade até hoje não sei ao certo em qual estou às vezes. Uma avenida corta todas elas, o que dá a sensação de estar no mesmo lugar. Então, programas não faltam – churrasco, piscina, bar com os amigos, praia, museus&#8230; Ainda estamos muito recentes aqui, e quase todos os finais de semana encontramos um programa novo, algum lugar que não conhecemos e que queremos visitar. Em relação a isso, nossos hábitos não mudaram muito – são programas bem parecidos aos nossos no Brasil – excepto a neve, claro, e os programas culturais aos quais não tínhamos acesso. O estilo de vida do californiano é bastante parecido com o do brasileiro, o que faz nos sentirmos mais em casa.</p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre? </strong><br />
Estamos aqui graças ao programa de expatriamento da empresa para qual meu marido trabalha. O contrato inicial é de três anos, podendo ser transformado em permanente. Se isso acontecer, não temos dúvidas sobre ficar aqui. Gostamos muito da cidade, do país e tudo o que temos vivenciado aqui.</p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país?</strong><br />
Nosso apartamento é alugado. A região onde vivemos é uma das mais caras dos Estados Unidos para se viver devido às companhias aqui instaladas. Uma casa de três quartos bem localizada não sai por menos de US$ 750 mil. Os aluguéis também são bem salgados – a média dos apartamentos de um quarto é US$ 2,500.</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida?</strong><br />
Como disse anteriormente, a moradia aqui é muita cara e os valores sobem ainda mais se a família tiver crianças e procurar uma casa próxima às melhores escolas. Geralmente, as escolas somente aceitam moradores das redondezas, por isso a localização deve ser considerada. Começando por ai, talvez uma família de quatro pessoas gaste cerca de US$ 3,500 só com o aluguel de uma casa dois quartos. Alimentação não é tão cara, os preços são similares ao do Brasil e, em muitos casos, inferiores. Comer fora também é bem em conta, é possível ir a um restaurante bom com menos de dez dólares por pessoa, o que no Brasil era impossível. A California é cheia de opções de entretenimento outdoor, o que torna a diversão em família bem mais econômica. Todos os finais de semana é possível encontrar um punhado de atrações free para a família. Depois que você aprende a comprar e aproveitar as promoções, tudo fica ainda mais barato – tanto para comida, quanto para móveis, roupas e outras necessidades. As taxas da California são bem mais altas do que as dos outros estados, o que também pesa no final das contas. Mas, no geral, o pesado mesmo é a moradia – gostando de aproveitar o dia, esportes e natureza, a vida aqui pode não ser tão cara.</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?</strong><br />
Dizem os expatriados mais antigos que os primeiros anos de vida no exterior seguem o ciclo do `Spaghetti`: começa com o medo do novo, as dificuldades da adaptação, passa para a euforia e o encantamento, até chegar no momento em que se começa a ver a vida como ela realmente é, bate a saudades de casa, etc. Creio que ainda estamos em lua de mel com o lugar onde estamos vivendo e, você sabe, em lua de mel não há espaço para defeitos. A cada dia nos deparamos com um novo motivo que nos faz querer construir nossa vida por aqui.<br />
É óbvio que o país não é perfeito, aliás, também enfrentamos desafios a cada dia. Não é fácil superar o choque cultural, mas procuramos respeitar a cultura e os costumes locais. É difícil ter que reaprender tudo de novo: não entender o sistema bancário, ter que tirar carteira de motorista novamente, reaprender a se comunicar&#8230; Esses são os pontos negativos que eu poderia enumerar, mas que não são específicos do país onde estamos, mas sim da transição que estamos vivendo. Por isso, nos policiamos sempre para não fazermos comparações com as facilidades que tinhamos no Brasil. Quando temos que comparar, colocamos pontos negativos de nossas cidades, o que nos dá mais força. Por exemplo, quando algo acontece que tenho vontade de desistir, penso `Bom, mas se tivesse no Brasil, estaria assim&#8230;`<br />
Talvez eu pudesse citar como ponto negativo o fato do americano não ser tão caloroso como nós. Eles são super educados e receptivos, mas é raro estreitar laços de amizade com eles. Dificilmente (ou nunca) eles te convidam para a casa deles, por exemplo. A maioria dos encontros são em eventos pontuais. A maioria de nossos amigos são estrangeiros que vivenciam a mesma experiência.<br />
O sistema de saúde não me causou uma boa impressão na única vez que o usei. Tudo é muito moderno, organizado, mas se você usava plano de saúde no Brasil certamente também se espantaria com a frieza com que eles tratam os pacientes.<br />
Pontos positivos da cidade onde vivemos há alguns importantes. Viemos de capitais no Brasil (Curitiba e Porto Alegre) e hoje vivemos numa cidadezinha de 50 mil habitantes. As coisas aqui são mais calmas, não há trânsito. Nossa casa não tem grades e nossos pertences ficam no jardim sem nos preocuparmos. Posso andar de vidros abertos em meu carro, o que já não fazia há muito tempo no Brasil desde que vivi algumas experiências bastantes traumáticas. A violência e a insegurança, aliás, foram os principais motivos que nos fizeram começar a planejar uma vida fora.<br />
Ter também é muito mais fácil aqui. Coisas que nunca sonhamos em comprar no Brasil ou que levaríamos uma vida inteira para ter, encontramos aqui por preços 10 vezes menores. É possível sonhar e concretizar.<br />
<img src="http://www.mikix.com/expat/20120910_005.jpg" alt="Ana Flores nos EUA" /></p>
<p><strong>- O país que você reside tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil?</strong><br />
Puxa, eu teria uma dúzia de modelos para citar: planejamento urbano, educação, segurança pública, educação no trânsito&#8230;</p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?</strong><br />
Acho que os Estados Unidos têm, realmente, tudo aquilo que imaginamos de bom e de ruim. Vindo como convidado de uma empresa norte-americana, nosso caso, tudo é muito tranquilo, as portas se abrem mais fácil. A Bay Area é uma ótima região para quem tem filhos pequenos e para quem quer proporcionar aos filhos crescidos um ambiente seguro para se viver.<br />
A economia dessa região gira em torno das empresas High Tech, há muitos empregos nessa área. Para qualquer outro setor, ao contrário, já é bem mais difícil e a taxa de desemprego é considerada alta.</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?</strong><br />
Maravilhosa</p>
<p><strong>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país? </strong><br />
<a href="http://enquantoissonovale.blogspot.com" target="_blank">http://enquantoissonovale.blogspot.com</a> é o meu blog. Não o criei para falar especificamente sobre nosso dia-a-dia. Falo sobre tecnologia, pois é o que movimenta a economia da região, e junto vou contando um pouco de nossa vida por aqui.</p>
<br />Filed under: <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/america-do-norte/'>America do Norte</a>, <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/america-do-norte/estados-unidos/'>Estados Unidos</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/expatriados.wordpress.com/1472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/expatriados.wordpress.com/1472/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1472&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Entrevistando Expatriados</media:title>
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			<media:title type="html">Ana Flores nos EUA</media:title>
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			<media:title type="html">Ana Flores nos EUA</media:title>
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		<title>Baririense Na Austrália</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 09:23:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirella Matthiesen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Australia]]></category>
		<category><![CDATA[Oceania]]></category>

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		<description><![CDATA[Nascido em uma cidade com apenas 30 mil habitantes chamada Bariri, no interior do estado de São Paulo, Eduardo saiu de casa aos 17 anos para estudar, se formou pela Universidade Federal de São Carlos em 2006 e trabalhou por 4 anos em empresas dos mais variados portes, incluindo multinacionais como Ericsson e Kaizen, além [&#8230;]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1463&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://mikix.com/expat/20110822_001.JPG" alt="Eduardo na Australia" width="96" height="110" />Nascido em uma cidade com apenas 30 mil habitantes chamada Bariri, no interior do estado de São Paulo, Eduardo saiu de casa aos 17 anos para estudar, se formou pela Universidade Federal de São Carlos em 2006 e trabalhou por 4 anos em empresas dos mais variados portes, incluindo multinacionais como Ericsson e Kaizen, além de ter passado 3 meses a trabalho em Shanghai, China. Depois de toda essa bagagem acumulada, decidiu que havia chegado a hora de um desafio maior: desenvolver uma carreira no exterior. Nessa entrevista ele conta porque escolheu a Austrália e como tem sido essa experiência até agora.<br />
<span id="more-1463"></span></p>
<p><strong>- Nome:</strong><br />
José Eduardo Slompo.</p>
<p><strong>- Onde nasceu e cresceu? </strong><br />
Bariri, cidade do interior do estado de São Paulo com 30 mil habitantes.</p>
<p><strong>- Em que país e cidade você mora?</strong><br />
Sydney, Austrália.</p>
<p><strong>- Você mora sozinho ou com sua familia?</strong><br />
Com minha namorada.</p>
<p><strong>- Há quanto tempo você reside nesse local?</strong><br />
Desde que desembarcamos na Austrália, em Fevereiro de 2011.</p>
<p><strong>- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiencia?</strong><br />
Morei por 3 meses em Shanghai, China, para um projeto que teve que ser desenvolvido presencialmente no cliente. Foi uma experiência interessante, principalmente por desfazer em mim aquela pré-concepção que a grande maioria de nós tem da China. Shanghai é uma cidade extremamente capitalista, movimentada, ocidentalizada e moderna, o oposto do que todo mundo imagina quando o assunto é China.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20110822_002.JPG" alt="Eduardo na Australia" /></p>
<p><strong>- Qual sua idade?</strong><br />
27.</p>
<p><strong>- Quando surgiu a idéia de residir no exterior?</strong><br />
Durante o tempo em que trabalhei na Ericsson, multinacional sueca, tive contato com muita gente com bastante “tempo de casa” que vivia viajando para projetos no exterior. Conforme eu ia conversando com essas pessoas e conhecendo as suas experiências mundo afora, ia crescendo em mim a vontade de passar por aquilo também. Tive a primeira chance quando passei três meses em Shanghai, mas ainda não foi o suficiente. O que eu queria era construir algo sólido, não de apenas 3 meses, e em um país de primeiro mundo que me valorizasse profissionalmente. A Austrália está sendo esse país que eu procurava.</p>
<p><strong>- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?</strong><br />
Não foi difícil, apenas exigiu paciência e foco. Havia a tentadora possibilidade de vir para a Austrália com o visto de estudante, que sai em apenas um mês! Mas como ele tem várias restrições com relação às possibilidades de trabalho e não me possibilitaria alcançar o objetivo de desenvolver uma carreira sólida na minha área (TI), mantive os pés no chão e o foco no meu objetivo final, optando pelo caminho do visto de permanente residente. O processo todo levou mais de um ano e custou um bom dinheiro mas valeu cada centavo gasto e cada dia de espera.</p>
<p><strong>- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?</strong><br />
Trabalho desde o segundo dia em que cheguei aqui! Um mês antes de vir comecei a mandar meu currículo para as vagas que se encaixavam em meu perfil profissional de desenvolvedor de software. Foram várias vagas, das quais 12 resultaram em um processo seletivo iniciado ainda no Brasil, via telefone ou Skype. Dos 12 processos, 5 resultaram em uma entrevista presencial marcada para a primeira semana de Austrália. Logo na primeira entrevista já recebi uma proposta, ou seja, arrumei emprego menos de 24 horas depois de desembarcar em Sydney! Não poderia ter sido melhor. Atualmente estou no meu segundo emprego.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20110822_003.JPG" alt="Eduardo na Australia" /></p>
<p><strong>- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?</strong><br />
Não mudei, continuo na mesma área (TI), trabalhando como desenvolvedor de software. O mercado de TI está aquecidíssimo na Austrália há vários anos e a demanda por profissionais na área não pára de crescer.</p>
<p><strong>- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local? </strong><br />
Falo inglês, que é o idioma local (a Austrália foi colônia inglesa). Sem um bom nível de fluência seria impossível ter conseguido emprego na minha área. Uma curiosidade sobre o idioma é que infelizmente há bastantes brasileiros morando ilegalmente em Sydney, principalmente na região de Bondi Beach, em uma espécie de comunidade local e isolada, e há pessoas lá que vieram há mais de dez anos e não falam nada de inglês!</p>
<p><strong>- O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?</strong><br />
A Austrália é um país multicultural. Há 20 anos as portas estavam completamente escancaradas para os imigrantes, o que fez com que a população australiana passasse por uma forte miscigenação. Por conta disso, o que se vê em Sydney (não sei como é nas cidades menores e interioranas) é uma mistura de gente de todo canto do mundo. Os australianos estão super acostumados com isso e não têm o menor preconceito – pelo contrário, eles sabem da importância dos imigrantes qualificados para a economia do país e nos tratam muito bem! Ainda falando sobre a miscigenação, acho interessante mencionar a mistura cultural do projeto em que estou trabalhando agora: num grupo de 30 pessoas, há um ucraniano, um chinês, três indianos, um alemão, um neozelandês, uma mexicana, um vietnamita, dois taiwaneses, uma tanzaniana e uma iraniana. A gente até brinca dizendo aos australianos prá eles se sentirem em casa pois a gente não tem preconceito.</p>
<p><strong>- Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?</strong><br />
Ainda não, mas está nos nossos planos para daqui uns 5 anos.</p>
<p><strong>- Sente saudades da familia no Brasil?Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?</strong> Não sentimos falta de quase nada do Brasil: temos calor, temos praias, temos todas as comidas que tínhamos no Brasil, jogo futebol, tomo cervejas de ótima qualidade (bem melhor que as brasileiras), viajo bastante, faço musculação, vejo filmes – enfim, tudo o que fazia no Brasil. As únicas coisas que não dá prá ter aqui são a família e os amigos de longa data, e isso sim faz falta – por isso eu disse acima que não sentimos falta de quase nada do Brasil: o “quase” se refere à família e aos amigos de lá. Felizmente, com o Skype podemos conversar com vídeo diariamente e isso ajuda bastante.</p>
<p><strong>- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes? </strong><br />
Praticamente a mesma coisa que fazia no Brasil: sair com amigos para pubs e restaurantes, assistir filmes, viajar e, quando está quente, curtir uma praia. A diferença é que aqui a gente tem muito mais opções de viagens turísticas, então praticamente todo fim de semana vamos conhecer algum lugar diferente na região.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20110822_004.JPG" alt="Eduardo na Australia" /></p>
<p><strong>- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre? </strong><br />
A ideia de passar o resto da vida aqui é tentadora, mas não vamos ficar aqui para sempre e temos isso bem acertado entre nós. Ainda temos muitos planos para o futuro (morar na Europa, por exemplo) e a Austrália é apenas uma fase, que pode durar poucos ou muitos anos. Talvez depois de realizar todos os nossos planos voltemos aqui prá ficar de vez e ter nossos filhos.</p>
<p><strong>- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imoveis é algo comum nesse país? </strong><br />
A gente mora em um apartamento alugado. Em Sydney o mercado imobiliário é super valorizado e aproxidamente metade da nossa despesa mensal é com aluguel, algo em torno de 1600 dólares australianos. Comprar um imóvel é uma possibilidade, mas teria que ser como os brasileiros que estão aqui fizeram: um financiamento de 25 anos ou mais. Estou estudando os prós e contras dessa possibilidade, mas ainda não sei dizer se é uma boa alternativa ou não.</p>
<p><strong>- Qual o custo de vida? </strong><br />
Na Austrália em geral as coisas são mais caras do que no Brasil e Sydney é a cidade com o maior custo de vida do país. No começo foi difícil acostumar com as diferenças, mas com o tempo se tornou normal, já que os salários são muito maiores que no Brasil. O item mais caro, como já mencionei, é o aluguel &#8211; um apartamento de um quarto no centro da cidade custa em torno de 500 dólares por semana! As exceções são os carros, ridiculamente baratos, e os eletrônicos, bem mais baratos que no Brasil.</p>
<p><strong>- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?</strong><br />
Os negativos são os mesmos de se morar em qualquer outro país que não seja o seu local de origem: saudades da família e dos amigos antigos. Todo o resto, absolutamente sem exceções, é positivo.</p>
<p><strong>- Qual a curiosidade que mais te chama a atenção nesse país?</strong><br />
Várias coisas são interessantes na cultura australiana. A principal delas é a tranquilidade do povo local, que se traduz na frase mais dita por eles: “no worries, mate“ (algo como “desencana, cara“). O australiano em geral é bem tranquilo e não é do tipo que tem grandes ambições, por isso é difícil ver algum deles estressado ou ansioso. Outra curiosidade é que eles são grandes bebedores de cerveja.<br />
<img src="http://mikix.com/expat/20110822_005.JPG" alt="Eduardo na Australia" /></p>
<p><strong>- O país que você reside tem alguma coisa que é usado no dia a dia que você acha que seria interessante ser implementado no Brasil?</strong><br />
Daria prá escrever páginas e mais páginas sobre isso, mas vou me ater ao que acho principal: o índice de corrupção, que é um dos mais baixos do mundo segundo a <a href="http://www.nationmaster.com/graph/gov_cor-government-corruption">Nation Master</a>: nono lugar, com nota 8.8 (de 0 a 10). O nosso querido Brasil está na 62a posição, com nota 3.7, pior que países como Namíbia, Colômbia, Kuwait e Trinidad e Tobago. No meu ponto de vista, isso, somente isso e mais nada, é o que fez da Austrália &#8220;o Brasil que deu certo&#8221;. Não fosse a corrupção dos nossos queridos políticos brazucas, o Brasil seria como a Austrália.</p>
<p><strong>- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país? </strong><br />
Fazer um planejamento no longo prazo, sem pressa, para poder juntar o dinheiro necessário e conseguir um visto que possibilite exercer sua profissão na Austrália sem ter que mudar de ramo.</p>
<p><strong>- Se pudesse descrever em uma palavra a experiencia que esta vivendo nesse país, qual seria?</strong><br />
Incomparável.</p>
<p><strong>- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado a esse país? </strong><br />
Deixo o link pro meu blog, lá tem muita coisa sobre como é a vida na Austrália e o mercado de trabalho, além de várias dicas de passeio e de como tirar o visto de residente. Me coloco à disposição para ajudar quem tenha interesse em tirar o visto: <a href="http://baririensenaaustralia.blogspot.com" target="_blank">http://baririensenaaustralia.blogspot.com</a></p>
<p>Obrigado pelo espaço e parabéns pelo site!</p>
<br />Filed under: <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/oceania/australia/'>Australia</a>, <a href='http://expatriados.wordpress.com/category/oceania/'>Oceania</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/expatriados.wordpress.com/1463/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/expatriados.wordpress.com/1463/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=expatriados.wordpress.com&#038;blog=2455769&#038;post=1463&#038;subd=expatriados&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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