Pedalando em Paris

Adelia em ParisAdélia foi para Paris acompanhando o marido em seu doutorado. Aprendeu francês em alguns meses, venceu a burocracia de visto francesa e logo conseguiu se reacolocar no mercado de trabalho.
O casal não pretende ficar na França para sempre, mas eles estão aproveitando bastante a oportunidade desse “intercâmbio”, para conhecerem pessoas novas, viajarem pela Europa e curtirem a vida expatriada.
Conheça um pouco mais desse casal…

- Nome:
Adélia Lundberg

- Onde nasceu e cresceu?
Nasci em BH, fui criada no Rio de Janeiro e morei 11 anos em São Paulo.

- Em que país e cidade você mora?
Moro em Paris, na França.

Adelia em Paris

- Você mora sozinho ou com sua família?
Moro com o meu marido.

- Há quanto tempo você reside nesse local?
Há 2 anos e meio.

- Já residiu em outro(s) país(es) antes dessa experiência?
Já tinha viajado algumas vezes para o exterior, fiz 2 meses de curso de inglês em Boston, mas morar pra valer, essa é a primeira vez.

- Qual sua idade?
30 anos.

- Quando surgiu a idéia de residir no exterior?
Eu e o meu marido sempre tivemos a idéia de morar um tempo no exterior, pela experiência de vida e pela possibilidade de conhecer outras culturas e países. A Europa sempre foi a nossa primeira opção. Ele estava terminando o seu mestrado em SP e seu orientador o indicou para alguns pesquisadores aqui na França. Após uma entrevista num instituto de pesquisa francês, ele recebeu uma proposta para fazer um doutorado na área de informática. Em 3 meses nos casamos, deixamos pra trás nossa vidinha estável e viemos para o velho continente aproveitar essa oportunidade única. Jovens e sem filhos, foi o momento perfeito.

- Foi difícil conseguir o visto de residência ou o visto de trabalho?
O nosso caso foi uma exceção. Para o meu marido não foi muito difícil porque ele tem dupla nacionalidade: brasileiro e lituano. A Lituania entrou recentemente na Comunidade Européia e durante um certo período, as regras de vistos são diferentes dos outros países que fazem parte da U.E. há mais tempo, como Italia, Espanha, etc. Após aprendermos tudo sobre as leis da U.E., constatamos que eu tinha direito de morar e trabalhar na França, mas deu um trabalhão convencer a administração francesa, que além de burocrática e desorganisada, é bastante desinformada também. O que ocorre é que essas leis sobre a U.E., mudam com bastante rapidez e o serviço público não possui sempre a última versão das leis. No fim de 2 anos, eu consegui o meu visto de trabalho definitivo. A minha sorte é que eu tinha conseguido um visto temporário e então trabalhei durante todo esse período.

Quem tem passaporte europeu (com exceção dos países que estão neste periodo de transição) não terá nenhum problema para vir morar ou trabalhar, apenas a burocracia normal. Já para quem não tem passaporte europeu, ou quem cai num caso particular como o nosso, aconselho se informar bem sobre seus direitos antes de vir. Pela nossa experiência e pelas histórias que ouço, vejo que a França está cada vez mais rigorosa com a entrada de estrangeiros. Os obstáculos são cada vez maiores.

- Você tem seguro saúde? Foi difícil obtê-lo antes ou depois da sua chegada?
Todos os residentes da França tem acesso ao sistema público de saúde, que é muito bom. Depois que comecei a trabalhar, também tive direito a um seguro complementar, pago pela empresa.

- Você trabalha? Como a renda familiar é obtida?
O meu marido tem uma bolsa de estudos de doutorando, que não é muita coisa, mas dá para viver corretamente. A nossa situação melhorou bastante depois que eu comecei a trabalhar. Quando cheguei eu não falava quase nada de francês. Estudei bastante e 5 meses depois ja’ estava fazendo entrevista de emprego (aos trancos e barrancos, é claro). Felizmente na area de informática é relativamente fácil encontrar emprego e 1 mês depois eu já tinha 3 propostas de emprego! Apesar dos meus 7 anos de experiência no Brasil, eu consegui apenas propostas com salários de recém-formado e cargos bem técnicos, ou seja, regredi um pouco profissionalmente. Como eu não tinha nenhum contato profissional na França, esse foi o meu jeito de entrar no mercado. Hoje em dia já mudei de emprego, retomei o desenvolvimento da minha carreira e tenho o salário igual a outros profissionais franceses do mesmo nível.

Para os que pensam em vir para a França para enriquecer, esqueçam! Aqui definitivamente não é o lugar ideal. O salário minimo é 1.500 euros e não se vê por aí salários muitos mais altos que isso. A diferença entre os salarios mais baixos e os mais altos não é tão flagrante como no Brasil. Um salário de 3.000 euros líquido por mês, já é considerado um bom salário.

- Se a resposta anterior foi sim, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor?
Continuo no mesmo setor.

- Você fala a língua local? Você acredita que é importante aprender a língua local?
Sim, falo. Aqui na França é fundamental falar francês! O inglês é falado apenas em locais turísticos e de maneira geral, o francês não gosta muito de falar inglês (alguns já me confessaram que tem vergonha do sotaque). Logo que cheguei fiz 5 meses de curso intensivo na Aliança Francesa, que foram fundamentais para uma boa base da gramática francesa. O francês é um idioma muito rico em vocabulário, pronunciações complicadas, muitas regras e exceções. Até hoje aprendo coisas novas.

Adelia em Paris

Na minha opinião aprender o idioma local é fundamental para quem deseja se integrar e se adaptar ao novo país. Mesmo que no trabalho seja possível falar inglês, no dia-a-dia (padaria, médico, zelador do prédio, etc) é imprenscidível.

- O que você pensa sobre seu novo país e o local onde mora (e/ou onde morou)? Eles respeitam os Brasileiros e outros expatriados vivendo nesse país?
Quando se fala da França, logo imaginamos a terra da Torre Eiffel, dos queijos, vinhos e baguetes, e da arrogância dos franceses. Este último ponto não é verdade! Concordo que em Paris, o pessoal é um pouco ranzinza, mas é uma cidade grande como São Paulo, as pessoas com pressa de ir ao trabalho ou chegar em casa, a multidão de turistas onde quer que você esteja…. Mas é só se afastar um pouquinho para o interior que tudo muda. O francês é um sujeito simpático, orgulhoso de seu país, de sua história, de sua gastronomia.

Francês também é “reclamão”. Eles adoram reclamar da vida, do emprego, da política, de tudo. E acho que é por isso eles tem o país que tem hoje. Se eles não concordam com alguma medida do governo, todo mundo mete a boca no trombone, vai para as ruas manifestar, na TV o que mais tem é debate político. É incrível o poder que o povo tem. No Brasil somos acomodados. Reclamamos das coisas, mas pouco fazemos para mudá-las. Fico imaginando se substituíssem os políticos franceses pelos brasileiros. Acho que teríamos uma “Revolução Francesa II”, ou sejam, cabeças iam rolar!

Quanto ao respeito aos estrangeiros, existe muito preconceito, principalmente contra os magrebinos (Tunísia, Argélia e Marrocos) e africanos, que são a maior parte dos estrangeiros na França. Não sinto um preconceito particular contra os brasileiros. Eles nos acham um povo alegre, simpático, acolhedor. Mas eles têm uma imagem muito esterotipada do Brasil: o país do futebol, do Carnaval, das mulheres de fio-dental na praia, das favelas e agora é também o país da cirurgia plástica. Embora ninguém me fale isso diretamente, percebo que eles tem uma imagem negativa das mulheres brasileiras, acho que é por causa da quantidade de prostitutas brasileiras na Europa. Alias, não apenas as mulheres! Tem um parque aqui em Paris que é conhecido por ter travestis brasileiros à noite, o Bois de Boulogne.

- Você tem filhos? Se sim, eles se adaptaram ao novo país? Estudam e têm amigos locais?
Não temos filhos ainda, mas está nos planos.

- Sente saudades da família no Brasil? Sente falta de produtos, alimentos e outras peculiaridades?
Morro de saudades da família. O meu marido até que agüenta bem as pontas, mas toda vez que tem festa de aniversario de alguém, ou dia das mães, ou qualquer outro evento onde eu sei que todos estão reunidos, fico com o coração partido. O pior período pra mim é no fim do ano, fico deprimida pra valer, é uma época muito triste.

Quanto aos alimentos, não sinto tantas saudades assim…. Aqui na França come-se muitíssimo bem. Quando bate uma vontade de pão de queijo ou guaraná, é só ir na lojinha “Coisas do Brasil “ aqui em Paris. Eu sinto falta das facilidades que tínhamos no Brasil: manicure e faxineira, por exemplo. Quanto compramos um móvel para a casa, somos nós que temos que montar. Se algo quebra em casa, é a gente que conserta. Quando alguém muda de casa, é comum juntar os amigos para ajudar na mudança. Inclusive nós já fizemos 2 mudanças de amigos! Aqui os serviços custam muito caro e todo mundo aprende se virar sozinho.

Também sinto falta do alto-astral e da simpátia do povo brasileiro. As pessoas aqui são fechadas, é difícil fazer amizades. No trabalho o ambiente é bastante formal, não se fazem muitas perguntas pessoais, é cada um na sua. Noto que eles não misturam muito a vida profissional e a pessoal. Não é comum fazer happy-hour depois do trabalho. Dos amigos que fiz no trabalho, ou são estangeiros como eu ou são franceses que tiveram uma vivência no exterior. Sinto que esses são bem mais abertos. Por outro lado, os poucos amigos franceses que temos são amigos pra vida toda. Sabemos que podemos contar com eles para o que for.

- O que costuma fazer nas horas vagas, finais de semana e feriados? Quais as atividades recreacionais existentes?
Viajamos bastante pela Europa. A vantagem de se trabalhar na França é que temos muitos dias férias e é possível tirar folgas de poucos dias (ou mesmo 1 dia apenas), seja para prolongar um fim de semana, seja para simplesmente descansar. Eu tenho direito a 40 dias ÜTEIS de férias por ano, nada mal! Já visitamos muitos países por aqui: Grécia, Inglaterra, Bélgica, Espanha, Itália, Alemanha, Holanda e até mesmo para a Eslovênia e Marrocos, que não é Europa, mas é pertinho. Também viajamos bastante pela França.

Quando ficamos em Paris sempre aproveitamos para conhecer melhor a cidade, que tem uma infinidade de atividades para todos os gostos: museus, exposições, shows, operas, jogos, passeios, parques, restaurantes…. Por mais que a gente passeie em Paris parece que nunca vamos conhecer tudo!

- Você tem planos para o futuro? Pretende viver nesse país para sempre?
Meu marido termina o doutorado no fim deste ano. A idéia é ficar mais uns 2 anos, juntar um dinheirinho e voltar para o Brasil. Temos boas oportunidades profissionais por lá também e queremos estar ao lado da nossa família. Mas confesso que a decisão de ficar ou voltar é extremamente difícil. Diversas vezes me passou pela cabeça ficar aqui para sempre. Temos qualidade de vida, segurança, bons serviços publicos, bons empregos, muitas férias. O meu maior receio no Brasil é a violência, que parece estar cada vez pior e sinceramente, não tenho esperanças que as coisas melhorem a curto prazo.

Alguns me acham doida, mas apesar de tudo eu prefiro voltar para o meu país e poder viver ao lado da minha familia e dos amigos. Quero que meus (futuros) filhos sejam criados ao lado da familia.

Adelia em Paris

- Você comprou ou alugou o local que reside? Quanto pagou ou paga por isso? Comprar imóveis é algo comum nesse país?
Moramos num studio de 30m2 alugado, 770 euros por mês. Os preços do mercado imobiliario de Paris são uma loucura! Além de ser tudo muito caro, é muito difícil encontrar um apartamento para alugar. Não é raro visitar um apartamento e descobrir outras 10 pessoas interessadas pelo mesmo apartamento e que o visitarão ao mesmo tempo que você. No fim, quem gostou do apartamento, preenche uma ficha de candidatura e quem tem as melhores garantias é quem leva. Como a demanda é muito maior que a oferta, é muito dificil atender todos os critérios. Já ouvi até historia de falsificação de documento para conseguir ter alguma chance!

Outro problema é que a maioria dos apartamentos de Paris são velhos, alguns datam de séculos atrás, e muitos deles estão caindo aos pedaços e cheios de problemas. Também é bastante comum prédios de até 6 ou 7 andares sem elevador.

Uma solução é morar nos subúrbios. O preço é mais acessível e as ofertas aumentam a medida que nos afastamos do centro de Paris. Como o transporte publico é excelente, essa é uma boa opção.

- Qual o custo de vida?
O que pesa mais no orçamento é o aluguel, sem dúvida nenhuma. Mas morando num bairro no subúrbio, acho que entre uns 3.000 e 3.500 euros é suficiente para uma familia de 4 pessoas viver corretamente, sem grandes luxos, na região de Paris. Em qualquer outra cidade da França o custo seria menor, mas eu não saberia dizer quanto.

A vantagem é que não temos despesas com seguro saúde, previdência, escola. Os serviços públicos são gratuitos e de boa qualidade.

- Quais os pontos positivos e negativos de morar nesse país?
Vantagens: segurança, transporte público de qualidade (não temos carro), serviços públicos eficientes, é um país riquíssimo culturalmente e historicamente, gastronomia maravilhosa, podemos esquiar no inverno e ir na praia no verão, é fácil e barato de visitar outros países da Europa. Além disso vivemos, moramos numa das cidades mais lindas do mundo.

Desvantagens: muito frio no inverno, Paris é uma cidade muito nublada e chuvosa, da maneira geral os franceses são fechadões, não é facil se entrosar com eles (claro que há exceções). Ao contrário de SP, nada funciona 24 horas aqui e no domingo tudo fecha. Querendo ou não, sempre seremos estrangeiros e tratados como tal.

- Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país?
Além das dicas óbvias como aprender o francês, adaptar-se ao estilo de vida, venha preparado para enfrentar a burocracia francesa. As exigências são cada vez maiores, tenha certeza de todos os seus direitos antes de vir, porque eles nao darão nada de graça pra ninguém.
Tenha a mente aberta para novas idéias, novas filosofias de vida, novos sabores. Curta tudo o que França tem de bom a oferecer. Integre-se. Para ficar andando só com brasileiro, é mais fácil ficar no Brasil, certo?
Ah, e deixe para ir ao dentista quando estiver de férias no Brasil! Essa foi uma das melhores dicas que me deram antes de vir.

- Você gostaria de recomendar algum web site ou blog relacionado à esse país?

O nosso blog: http://roede.blogspot.com
Conexão Paris, excelentes dicas de turismos: http://conexaoparis.wordpress.com/
Dicionário Francês da TV5: http://dictionnaire.tv5.org/
Loja de produtos brasileiros em Paris: http://coisasdobrasil.fr/

Participe… deixe seu comentário!

25 Respostas

  1. Olha vc falando me deu amis vontade de estar em Paris.
    Estive aí super rápido em 2006 e estou contando os meses pra estar aí novamente.
    Obrigada pelas informações.
    Bjokas

  2. Eu moro em Paris ha mais de 20 anos e tenho a dupla nacionalidade.

    Acho que a entrevistada mostrou o lado bom de Paris.

    A cidade também é violenta, suja, e sobretudo carissima !

    Tem muita gente que não consegue pagar aluguel (mesmo tendo um emprego) e mora na rua debaixo da ponte. Muitas dessas pessoas morrem de frio no inverno.

    Pago 700 Euros para morar em um quarto de 18 metros quadrados no bairro do Marais.

    Um erro da entrevistada, o salario minimo na França é de 900 Euros e não de 1.500 como ela disse.

    Quem acha que vai ter vida boa saindo do Brasil e vindo morar na França se engana redondamente !

  3. Caro Christiano,

    Correção: o salario minimo nao é 1500 e sim 1207 euros (base para um trabalho de 35 horas por semana). Vi aqui, nao sei se esta’ atualizado: http://www.cfdt.fr/pratique/vie_quotidienne/repere.htm

    Considerando o alto custo de vida principalmente em Paris é claro que não é facil viver com este salario. Mas pelo menos é possivel viver, ao contrario do salario minimo, brasileiro, que é simplesmente vergonhoso.

    Alguns bairro de Paris são sujos, mas a maioria não é. E discordo da violência que vc citou. Talvez alguns bairros sejam mais violentos mas de maneira geral a violência que vemos é relativamente como em qq outra cidade da europa: batedor de carteira, por exemplo. Nos 2 anos e meio que moro aqui, estou sempre de metrô pra la’ e pra ca’, muitas vezes sozinha, e nunca vi nenhum tipo de violência.

    Claro que nem tudo é uma maravilha, eu mostrei apenas a minha experiencia. Existem pessoas que morrem de frio, que vivem na miséria, mas a diferença em relacao ao que vemos no Brasil é incomparavel, isso vc nao pode negar.

    E a vida pode ser boa aqui sim, dependendo da area que vc trabalha. Temos sorte de trabalhar numa area onde existe muita oferta de trabalho.

    E’ isso! Abraço,
    Adélia

  4. Christiano, apenas complementando a minha resposta: este espaço não tem por objetivo mostrar o quanto é maravilhoso viver fora do Brasil, e sim, partilhar as experiencias de cada um, sejam elas boas ou ruins.

    Se a sua experiencia é diferente do que vc gostaria ou se vc tem outro ponto de vista sobre Paris e a França, vc poderia talvez participar como entrevistado e mostrar aos brasileiros que pretendem vir para ca’ que nem tudo são flores na cidade-luz, mesmo para alguém com dupla nacionalidade.

    Tenho certeza que a sua contribuição enriqueceria bastante o conteudo deste blog!

    Abraços,
    Adélia

  5. Caro Christiano
    Morando ai há 20 anos, aposto que você não conhece dengue e nem febre amarela. Aqui a gente ‘não morre de frio, morre de dengue.
    Não sei onde você morou aqui no Brasil, mas falar que Paris é violenta e suja me dá arrepio. Em tempo eu moro na cidade de São Paulo onde temos o Rio Tietê e o Tamanduateí.
    Adorei a entrevista da Adélia. Parabéns.
    Christiano dê também sua entrevista. Acho que será muito rica.
    Abraço
    Luiz

  6. Adélia. Por favor, qual o custo de vida para um casal?

    Incluindo todas as despesas, quanto seria necessário por mês para se viver com dignidade e ter a possibilidade de conhecer alguns países da Europa.

    Um forte abraço.

    MÁRCIO COTS

  7. Ola Marcio,

    Desculpe a demora da resposta, mas so’ agora vi a sua pergunta.

    A partir de 4.000 euros é possivel para um casal viver bem em Paris e viajar um pouco por ai. E’ possivel conseguir uns preços otimos de passagens (aviao ou trem) se vc se planeja com antecedência e se aproveita das promoções “Last minute”.

    Abraços!
    Adélia

  8. Olá Adélia
    Eu só tenho 12 anos (por enquanto) mas sonho em morar em Paris depois de me formar
    gostaria de saber sobre violência, oportunidades de emprego e custo de vida para uma pessoa só

  9. Olá Adélia, me casei com um francês ( me casei no Brasil ), posso ter dupla cidadania, moro no Brasil e pensamos em ir p a França ano que vem como devo proceder a respeito dos papéis p dar entrada na minha estadia na França e eu posso morar em outro país da Europa ( ex: Espanha ).

  10. Oi Katrina, como esposa de francês vc pode morar e trabalhar em qualquer pais da Comunidade Europeia.

    Para dar entrada nos papéis sugiro vc ir no consulado francês no Brasil. Ou outra possiblidade é entrar com o visto de turista e logo em seguida (antes de 3 meses) regularizar a situacao na sub-prefeitura mais proxima. Porém é sempre melhor passar no consulado francês no Brasil para se certificar que este é o procedimento correto.

    Boa sorte!

  11. Olá Adélia;
    Quero morar em Paris, fui casada com um frances durante 1 ano, mas já nos separamos. Vi seu depoimento sobre a vida na França, gostei muito. Sou formada em design de interiores vc acha que consigo emprego na area ou em lojas, não domino bem a lingua. Tem algum site onde posso saber a respeito de trabalho.
    Obrigada.

  12. …sem esquecer que os magrebinos também são africanos.

  13. Oi Gisela, um site bastante conhecido de busca de emprego é o Monster: http://www.monster.fr/
    Porém sem uma autorização de trabalho é bem dificil arrumar um emprego formal por aqui.
    Boa sorte!

  14. Evora, ninguém esqueceu que os magrebinos também são africanos!

    Como essas 2 populações são completamente diferentes em termos de raça, historia, religião, cultura e todo o resto, fica subentendido que os africanos são originarios dos paises que não fazem parte da região do Magreb.

    Da mesma maneira que ninguém chama os brasileiros de “americanos” embora estejamos no continente americano… :-)

    Abraço!

  15. Adelia como consigo uma autorização de emprego? Mesmo p/ trabalhar em restaurantes preciso dessa autorização?
    Obrigada.
    Gisela

  16. Gisela, se vc fosse casada com um francês vc teria direito a uma autorização de trabalho. Mas se vc ja’ divorciou, ai eu não sei se vc continua com os mesmos direitos… Melhor verificar com o consulado.

    Para qualquer emprego, mesmo em restaurantes, é necessario uma autorização de trabalho. Mas se vc tiver o status de estudante vc tem o direito de trabalhar até 20h semanais no maximo.

    Se vc tem passaporte europeu de um pais da Comunidade Europeia vc tem direito de viver e trabalhar na França.

    Para mais informações sugiro vc consultar o consulado da França ou melhor ainda, consulte o site da Comunidade Europeia para conhecer melhor a sua situação.

    Conselho importante: não venha ilegalmente! A vida dos imigrantes ilegais é dura, eles não tem quase nenhum direito, são explorados e muitos vivem em condiçoes insalubres.

    Abraço.

  17. Viajar é mesmo muito fácil na Europa,né? Quando estive na Austria, mesmo trabalhando, deu pra conhecer a Alemanha, a Itália e a Grécia!! E tudo foi mesmo incrivel, não vejo a hora de voltar !

  18. Acho interessante ver o ponto de vista de cada um que mora aqui.
    Acho que a Adélia explicou bem como ela vê a França e como é a vida aqui.
    Tem muita coisa boa e muita coisa ruim como em todo lugar do mundo.
    Em 10 anos aqui ja vi de tudo!
    Me permito somente de corrigir uma informaçao casada com francês nao é possivel trabalhar em toda CE, por exemplo nao é possivel na Gran Bretanha.
    E para quem é casada nacionalidade francesa é possivel somente apos 5 anos de vida de casada na França e agora tem ate entrevista para saber se você conhece os valores da França.
    Na realidade acho que depois que o Sarkozy chegou as coisas ficaram mais complicadas na imigraçao.
    E com relaçao aos papeis e visto é tudo bem complicado.
    Para quem quer vir o ideal é como estudante universitario , pois pode trabalhar meio periodo ou com passaporte europeu .
    boa sorte a todos

  19. Oi Vanessa, não sabia que a regra não valia para a Inglaterra. Valeu pela informação!

    Realmente agora esta’ mais complicado conseguir o titre de séjour. Tive que passar por 2 cursos de “integração”, cada um de 1 dia inteiro + entrevista + exame médico.

    Isso sem falar no parto que foi para explicar para eles que eu tinha direito de trabalhar pq cai num caso super complicado (meu marido tem passaporte brasileiro e lituano). So’ que a Lituania era “novo membro” da comunidade européia até bem pouco atras e ninguém sabia direito em que caso eu me encaixava! Mas no fim deu tudo certo.

  20. Oi Adlia! Legal sua entrevista.
    Eu e meu marido moramos no Canada (Quebec, para ser mais precisa), e ele esta em negociacao para trabalhar na ai Franca (O Quebec e a Franca possuem um acordo bilateral para troca de mao de obra). Eu tenho revirado a net a procura de informacao, e sem duvida as suas respostas me deram um melhor direcionamento no que vou passar a buscar. Bom, o inverno Frances para nos nao sera problema. So fico meio preocupada com o meu futuro, visto que eu estava planejando fazer um MBA, e no velho continente os precos estao fora do meu budget! Muito obrigada!!!

  21. [...] – Adelia [entrevista] [blog pessoal]: A França tem sido afetada pela crise, principalmente no setor automobilistico. [...]

  22. Ola Adelia, meu marido recebeu uma proposta de transferencia para Paris pela empresa que trabalha e estamos em duvida pq sabemos que Paris tem um custo de vida altissimo. Temos 2 filhas (recem nascida e 4 anos) e nao fazemos a menor ideia de quanto precisariamos para viver bem. Vc tem ideia do que serial o ideal para uma familia de 4 pessoas e quais os tipos de impostos que pagaremos ? Existe algum tipo de isençao ou beneficio para casais com filhos pequenos ? Obrigada

  23. Olá Adélia,
    moro no Brasil e sou casada a um ano com um francês, quero passar um tempo na França, mas vou sem meu marido, pretendo ficar um ano, gostaria de estudar e trabalhar. Com a crise esta muito difìcil trabalho? E quanto o meu marido não ir comigo pode me causar algum problema? Sei que posso perguntar isso na Embaixada, mas acho o atendimento dos atendentes da embaixada mutio vago e um pouco estupido. Desde já lhe agradeço.

  24. Oi Simone, dificil a sua pergunta. Tudo depende de onde vcs querem morar e do que vc considera “viver bem”. Acho que com uns 3.500 euros por mês da’ para uma familia viver dignamente em algum suburbio e sem grandes luxos. Mas para morar mais perto de Paris ou em Paris, e poder aproveitar bem (viagens, restaurantes, etc).

    Os impostos sao pesados mas nao conheço as regras de calculo. Uma boa parte do salario (uns 25% talvez) vai para cotisacoes de seguro desemprego, aposentadoria, etc. Fora isso tem o imposto anual que é bem pesado. E o imposto da residencia + imposto da TV publica (o da TV é uns 100 e pouco).

    Pagamos impostos altos mas pelo menos os serviços sao bons. Boas escolas, creches, bom sistema de saude, bom tranposte publico, etc.

  25. Viviane, como vc precisa ficar 1 ano, vc precisa de um visto de estudante ou titre de séjour de esposa de francês (dando direito de trabalhar e estudar). So’ nao sei se vc pode fazer isso dai do Brasil. Se seu marido viesse também, era so’ ele ir na sub prefeitura da cidade onde vcs morariam.

    So’ mesmo o consulado para te dar a informacao correta.

Deixe uma Resposta